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Infraestrutura

Após alagamentos e estragos, Campo Grande vai discutir prevenção só no fim do mês

Seminário da Agems e da Energisa está marcado para 27 de novembro; temporal de outubro acumulou 86,8 milímetros de chuva em 24 horas

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Campo Grande já enfrentou alagamentos, queda de árvores, danos à rede elétrica e vias interditadas durante os temporais da primavera. Agora, a integração entre infraestrutura urbana, arborização e segurança das redes estará no centro de um seminário marcado para 27 de novembro, no Bioparque Pantanal. O encontro, promovido pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems), em parceria com a Energisa, ocorre depois de uma sequência de episódios que expôs a vulnerabilidade da Capital diante das chuvas intensas.

Em 15 de outubro, Campo Grande acumulou 86,8 milímetros de chuva em 24 horas, segundo dados divulgados pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS). O volume provocou alagamentos e outros transtornos, enquanto a Defesa Civil recebeu quase 30 chamados relacionados a pontos de inundação. A Prefeitura mobilizou equipes para desobstruir vias, limpar bocas de lobo e atender ocorrências.

O episódio se somou aos estragos registrados em setembro, quando uma tempestade acompanhada de vendaval derrubou árvores, destelhou imóveis e danificou a rede elétrica. O município decretou situação de emergência em razão dos danos. 

Os registros reforçam uma questão que vai além do atendimento emergencial: como preparar a infraestrutura urbana para reduzir os impactos de eventos climáticos extremos? A retirada de árvores caídas e a limpeza das ruas são necessárias depois dos temporais, mas a redução dos riscos também depende de planejamento, manutenção preventiva e definição das responsabilidades entre Prefeitura, concessionárias e órgãos reguladores.

O seminário anunciado pela Agems pretende discutir o compartilhamento de postes entre empresas de energia e telecomunicações, a ocupação irregular da infraestrutura, o manejo da arborização e a adaptação das cidades aos eventos climáticos. A programação prevê dois painéis, com participação de representantes de agências reguladoras, Ministério Público, municípios, Governo do Estado e concessionárias.

A proposta inclui discutir como evitar que árvores e fiação se tornem fatores adicionais de risco durante tempestades e como melhorar a cooperação entre os responsáveis pelos serviços urbanos. A iniciativa também prevê abordar experiências de manejo e poda preventiva.

 

Planejamento Conjunto

A relação entre árvores, rede elétrica e infraestrutura urbana está entre os temas previstos para o encontro. A poda preventiva e o manejo adequado podem ajudar a reduzir riscos, mas a queda de árvores durante temporais também exige avaliação técnica, manutenção contínua e planejamento urbano.

Em outubro, a Prefeitura informou que equipes atuavam na remoção de árvores e galhos, desobstrução de vias e limpeza de estruturas de drenagem após a chuva intensa. A resposta emergencial é importante para restabelecer a circulação, mas não substitui o acompanhamento permanente de áreas suscetíveis a alagamentos nem a avaliação das condições da infraestrutura. 

O seminário também deverá discutir a segurança e a organização dos postes compartilhados por empresas de energia e telecomunicações. Nesse caso, a ocupação irregular e a falta de ordenamento da fiação representam desafios para a gestão urbana, especialmente quando a manutenção precisa ser realizada em áreas com grande concentração de cabos.

Marcado para 27 de novembro, o encontro poderá reunir diferentes setores para discutir soluções. Para a população, entretanto, o resultado mais importante será a transformação das propostas em ações verificáveis, com responsabilidades definidas e acompanhamento dos avanços.

 

Transporte Público

Ônibus têm tarifa de R$ 1,98 e horários especiais em Campo Grande nesta segunda

Linhas para os cemitérios Jardim da Paz e Santo Amaro foram criadas para o Dia de Finados

02/11/2026 14h41

Ônibus do transporte coletivo de Campo Grande terão passagem mais barata.

Ônibus do transporte coletivo de Campo Grande terão passagem mais barata. Divulgação/Prefeitura Municipal de Campo Grande

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O transporte coletivo de Campo Grande opera com horários especiais nesta segunda-feira (2), feriado de Finados. A tarifa é de R$ 1,98 para quem utiliza o cartão eletrônico Smart Card, e duas linhas extras atendem passageiros que vão aos cemitérios Jardim da Paz e Santo Amaro.

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) também criou duas linhas especiais para atender quem vai aos cemitérios. A linha 300 atende o Jardim da Paz, na saída para Sidrolândia, enquanto a linha 400 leva passageiros ao Cemitério Santo Amaro.

A operação especial também conta com três veículos de reserva, com motoristas e demais integrantes da tripulação, posicionados nos terminais de transbordo e na Praça Ary Coelho, das 5h às 19h.

Linhas com mudanças

As linhas 051, 061, 070, 071, 072, 073, 080, 081, 085, 101, 110, 115, 302, 313, 316, 319, 403, 408, 416, 503, 507, 515, 517, 520 e 522 operam com a tabela de sábado.

Já as linhas 126 (Terminal Moreninhas/Moreninhas 3 e 4), 222 (Terminal General Osório/UCDB) e 229 (Cabreúva Centro) seguem os horários de dias úteis. Na linha 074 (UCDB–Júlio de Castilho), a Tabela 01 fica suspensa a partir das 18h55.

As demais linhas seguem a programação de domingos e feriados. O Consórcio Guaicurus deverá monitorar a demanda e ajustar a frota, se necessário, sob fiscalização municipal.

Dia de Finados

Três anos após chamamento, cemitérios da Capital ainda têm pendências a esclarecer

Prefeitura iniciou em 2023 processo de regularização estrutural e ambiental dos jazigos; em 2026, famílias voltaram a reclamar de abandono

02/11/2026 14h00

Gerson Oliveira

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O Dia de Finados, celebrado nesta segunda-feira (2), leva famílias aos cemitérios públicos de Campo Grande para homenagear parentes e amigos. Mas, além das flores e orações, a data também expõe problemas antigos de conservaçã. Em 2023, a Prefeitura iniciou um chamamento para que responsáveis por jazigos fizessem adequações estruturais e ambientais. Três anos depois, ainda há questões a esclarecer sobre o andamento dessas medidas e as condições dos cemitérios.

O processo foi formalizado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), que publicou, em junho de 2023, o Edital de Notificação e Chamamento Público nº 04/2023. O prazo foi prorrogado por mais 90 dias no mês seguinte. A convocação abrangia os cemitérios Santo Antônio, Santo Amaro e São Sebastião, conhecido como Cruzeiro, e previa recadastramento, reparos e impermeabilização de jazigos, conforme a legislação municipal e as normas ambientais aplicáveis. 

A medida buscava adequar as sepulturas às exigências de regularização ambiental e melhorar a organização dos espaços. 

Em abril deste ano, a Prefeitura voltou a convocar responsáveis por sepulturas. Um edital publicado no Diário Oficial de Campo Grande chamou 40 titulares de terrenos no Cemitério São Sebastião para atualizar o cadastro em até 30 dias. Segundo a Sisep, a iniciativa buscava corrigir informações e possíveis irregularidades operacionais. 

Já a regularização ambiental envolve exigências técnicas para as estruturas e o funcionamento dos cemitérios. São frentes distintas, que exigem acompanhamento e transparência sobre os resultados.

A Prefeitura mantém sob responsabilidade da Sisep a administração dos três cemitérios públicos

Abandono

As cobranças sobre a conservação dos cemitérios voltaram a aparecer. Em reportagem do Correio do Estado publicada no último dia 31 de outubro, familiares relataram mato alto, sujeira, falta de segurança e depredação de estruturas nos três cemitérios públicos da Capital.

No Cemitério Santo Antônio, a professora Ynaê Silveira, de 25 anos, contou que visita o túmulo da mãe todos os anos e se decepcionou com as condições encontradas. “Tudo muito desleixado, muita sujeira e coisas quebradas. Acredito que a cidade como um todo está abandonada, o cemitério é só mais um lugar”, afirmou.

No Cruzeiro, a aposentada Floripes Fernandes Evangelista, de 69 anos, relatou que uma capela da família foi depredada e teve portas e vidros levados. As queixas mostram que, além da conservação dos jazigos particulares, a manutenção das áreas comuns e a segurança também são preocupações de quem frequenta os espaços.

Na reportagem publicada neste 2 de novembro, visitantes voltaram a apontar sujeira, vandalismo e dificuldades de circulação e localização de sepulturas. Os relatos reforçam a necessidade de verificar quais medidas de manutenção foram executadas e como a Prefeitura acompanha as condições dos cemitérios.

Em julho de 2026, por exemplo, a Prefeitura convocou familiares de 243 pessoas sepultadas no Cemitério São Sebastião para se manifestarem sobre a exumação dos restos mortais. O edital se referia a lotes sociais adultos, concedidos temporariamente por cinco anos, cujo prazo havia expirado. Sem manifestação dos familiares dentro do período previsto, os restos mortais poderiam ser encaminhados ao ossuário coletivo. 

A Prefeitura mantém sob responsabilidade da Sisep a administração dos três cemitérios públicos.

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