Cidades

Dia de Finados

Três anos após chamamento, cemitérios da Capital ainda têm pendências a esclarecer

Prefeitura iniciou em 2023 processo de regularização estrutural e ambiental dos jazigos; em 2026, famílias voltaram a reclamar de abandono

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O Dia de Finados, celebrado nesta segunda-feira (2), leva famílias aos cemitérios públicos de Campo Grande para homenagear parentes e amigos. Mas, além das flores e orações, a data também expõe problemas antigos de conservaçã. Em 2023, a Prefeitura iniciou um chamamento para que responsáveis por jazigos fizessem adequações estruturais e ambientais. Três anos depois, ainda há questões a esclarecer sobre o andamento dessas medidas e as condições dos cemitérios.

O processo foi formalizado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), que publicou, em junho de 2023, o Edital de Notificação e Chamamento Público nº 04/2023. O prazo foi prorrogado por mais 90 dias no mês seguinte. A convocação abrangia os cemitérios Santo Antônio, Santo Amaro e São Sebastião, conhecido como Cruzeiro, e previa recadastramento, reparos e impermeabilização de jazigos, conforme a legislação municipal e as normas ambientais aplicáveis. 

A medida buscava adequar as sepulturas às exigências de regularização ambiental e melhorar a organização dos espaços. 

Em abril deste ano, a Prefeitura voltou a convocar responsáveis por sepulturas. Um edital publicado no Diário Oficial de Campo Grande chamou 40 titulares de terrenos no Cemitério São Sebastião para atualizar o cadastro em até 30 dias. Segundo a Sisep, a iniciativa buscava corrigir informações e possíveis irregularidades operacionais. 

Já a regularização ambiental envolve exigências técnicas para as estruturas e o funcionamento dos cemitérios. São frentes distintas, que exigem acompanhamento e transparência sobre os resultados.

A Prefeitura mantém sob responsabilidade da Sisep a administração dos três cemitérios públicos

Abandono

As cobranças sobre a conservação dos cemitérios voltaram a aparecer. Em reportagem do Correio do Estado publicada no último dia 31 de outubro, familiares relataram mato alto, sujeira, falta de segurança e depredação de estruturas nos três cemitérios públicos da Capital.

No Cemitério Santo Antônio, a professora Ynaê Silveira, de 25 anos, contou que visita o túmulo da mãe todos os anos e se decepcionou com as condições encontradas. “Tudo muito desleixado, muita sujeira e coisas quebradas. Acredito que a cidade como um todo está abandonada, o cemitério é só mais um lugar”, afirmou.

No Cruzeiro, a aposentada Floripes Fernandes Evangelista, de 69 anos, relatou que uma capela da família foi depredada e teve portas e vidros levados. As queixas mostram que, além da conservação dos jazigos particulares, a manutenção das áreas comuns e a segurança também são preocupações de quem frequenta os espaços.

Na reportagem publicada neste 2 de novembro, visitantes voltaram a apontar sujeira, vandalismo e dificuldades de circulação e localização de sepulturas. Os relatos reforçam a necessidade de verificar quais medidas de manutenção foram executadas e como a Prefeitura acompanha as condições dos cemitérios.

Em julho de 2026, por exemplo, a Prefeitura convocou familiares de 243 pessoas sepultadas no Cemitério São Sebastião para se manifestarem sobre a exumação dos restos mortais. O edital se referia a lotes sociais adultos, concedidos temporariamente por cinco anos, cujo prazo havia expirado. Sem manifestação dos familiares dentro do período previsto, os restos mortais poderiam ser encaminhados ao ossuário coletivo. 

A Prefeitura mantém sob responsabilidade da Sisep a administração dos três cemitérios públicos.

Cidades

Renda extra e homenagens aos falecidos motivam ambulantes no Dia dos Finados

Eles contam que o movimento está mais fraco, mas seguem com as vendas até às 17h

02/11/2026 11h20

Flores, coras e velas são vendidas em frente aos cemitérios de Campo Grande

Flores, coras e velas são vendidas em frente aos cemitérios de Campo Grande Marcelo Victor, Correio do Estado

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A possibilidade de ganhar um dinheiro extra e a tradição de homenagear os que já se foram motiva vendedores de flores, coroas e velas em frente aos cemitérios de Campo Grande durante o Dia de Finados. Nesta segunda-feira (2), os comerciantes ambulantes relataram movimento menor em comparação com o mesmo período dos anos anteriores, mas não desanimam e pretendem seguir com as vendas até as 17h.

“O que faço não é pelo dinheiro. É claro que é bom, mas é pelas pessoas que já se foram”, afirma Jucimeire da Silva Santos, 56 anos. Repositora em uma loja da Capital, ela aproveita o dia 2 de novembro há 20 anos para vender flores em frente ao Cemitério Santo Amaro.

Ela percebe que o movimento diminuiu nos últimos anos, mas conta que nunca teve prejuízo. Jucimeire vende flores artificiais por valores entre R$ 5 e R$ 35 e relata que já fez amizades com clientes que voltam todos os anos para comprar com ela.

Flores, coras e velas são vendidas em frente aos cemitérios de Campo GrandeTambém em frente ao Cemitério Santo Amaro, a vendedora Miriam Dias de Souza, de 60 anos, comentou que as vendas estão um pouco paradas. “Esse ano queremos que não sobre”, disse. Ela comercializa flores naturais por preços entre R$ 25 e R$ 40.

Já Avelino Conceição, de 70 anos, ex-funcionário do comércio de óleo, vende coroas e flores artificiais em frente ao Cemitério São Sebastião, conhecido como Cruzeiro. Ele aproveita a movimentação da data para comercializar os arranjos, com preços entre R$ 10 e R$ 60.

Campo Grande tem três cemitérios públicos: Santo Amaro, na Avenida Presidente Vargas, nº 1.840; Santo Antônio, na Avenida Consolação, s/n; e São Sebastião, na Avenida Coronel Antonino, s/n. Os três permanecerão abertos para visitação até as 17h desta segunda-feira.

BUSCAS NO RIO

Caminhonete com casal cai no Rio Ivinhema e mobiliza equipe de resgate

Veículo teria afundado na noite de domingo (1), em Angélica; bombeiros de Campo Grande foram acionados para reforçar as buscas na região

02/11/2026 11h16

Equipe especializada do Corpo de Bombeiros foi mobilizada para auxiliar nas buscas por caminhonete que teria caído no Rio Ivinhema, em Angélica

Equipe especializada do Corpo de Bombeiros foi mobilizada para auxiliar nas buscas por caminhonete que teria caído no Rio Ivinhema, em Angélica Divulgação/Ivinotícia

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Uma caminhonete Chevrolet S10 branca, que estaria ocupada por um homem e uma mulher, desapareceu nas águas do Rio Ivinhema, na região dos ranchos, no município de Angélica, em Mato Grosso do Sul. A ocorrência foi registrada na noite de domingo (1°), nas proximidades da rodovia MS-141.

De acordo com informações divulgadas pelo site Ivinotícias, o Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 21h, após receber relatos de que o veículo teria caído no rio com o casal em seu interior.

Diante da gravidade da situação e das dificuldades envolvidas na operação, uma equipe especializada em busca, resgare e salvamento aquático foi deslocada de Campo Grande para auxiliar os militares que atendem à ocorrência na região.

Até o momento, não há informações confirmadas sobre as circunstâncias que levaram a caminhonete a cair no rio, nem sobre o paradeiro dos ocupantes.

Também não foram divulgadas as identidades do homem e da mulher que estariam no veículo.

Veja vídeo: 

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