Cidades

Desdobramento

Após interdição, Defensoria obtém decisão judicial contra clínica em Três Lagoas

Unidade já havia sido interditada pela Vigilância Sanitária após fiscalização noticiada pelo Correio do Estado

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A Estância Terapêutica Efésios 6, em Três Lagoas, voltou a ser alvo de medidas após a fiscalização realizada pela Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul. A unidade, que já havia sido interditada administrativamente pela Vigilância Sanitária após uma inspeção noticiada pelo Correio do Estado na semana passada, agora foi alvo de uma ação civil pública que resultou em uma decisão judicial com novas restrições para o funcionamento do local.

A fiscalização ocorreu nos dias 9 e 10 de setembro, coordenada pela Defensoria Pública por meio do Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) e do Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh). A ação também contou com Auditoria Fiscal do Trabalho, Ministério Público do Trabalho, Vigilâncias Sanitárias Estadual e Municipal e Conselho Regional de Farmácia.

Na inspeção, a Defensoria identificou relatos e situações relacionadas à restrição da liberdade dos internos, contenção química e falta de atendimento médico adequado. Segundo o órgão, havia 42 pessoas na unidade, que funcionava sem autorização sanitária para atuar como clínica especializada.

“Há uma série de irregularidades como contenção química, pacientes dopados, sem suporte de vida, sem cuidado adequado, sem cuidado médico e um tratamento completamente desvirtuado do que deveria ser praticado”, afirmou a defensora Eni Maria Sezerino Diniz.

Justiça impede novas internações

A partir das irregularidades encontradas, a Defensoria ingressou com uma ação civil pública e obteve uma liminar contra a Estância Terapêutica Efésios 6.

A decisão determina que a unidade não receba novos moradores e proíbe a transferência de internos sem autorização judicial. Caso alguém seja retirado do local sem autorização, foi estabelecida multa de R$ 20 mil por pessoa.

A decisão também garante aos adultos que não possuem ordem de internação o direito de deixar a unidade voluntariamente, além do acesso aos próprios documentos e pertences. Em caso de descumprimento das determinações, a multa diária é de R$ 10 mil.

Segundo a Defensoria, os moradores deverão ser direcionados para serviços de saúde adequados, enquanto o Município foi acionado para organizar, por meio da assistência social, o contato com familiares e a saída daqueles que permanecerem no local.

“Aliás, vale dizer que pessoas com morbidades e doenças graves não deveriam estar em local sem o cuidado de que precisam”, afirmou a defensora Thaisa Raquel Medeiros de Albuquerque Defante.

A operação também alcançou outra comunidade terapêutica de Três Lagoas, onde estavam 15 internos. O local foi interditado pela Vigilância Sanitária por não possuir autorização sanitária e apresentar problemas relacionados às condições básicas de higiene.

Durante a fiscalização, a Auditoria Fiscal do Trabalho também identificou intermediação ilícita de mão de obra e retenção de 50% da remuneração recebida por internos que trabalhavam para terceiros. Segundo a Defensoria, a situação apresentou indícios do crime de redução à condição análoga à de escravo. O trabalho foi interrompido e determinada a restituição dos valores.

Uma terceira comunidade vistoriada apresentou irregularidades consideradas passíveis de correção e recebeu recomendação da Defensoria para adequações.

Para a Defensoria, a fiscalização também identificou problemas relacionados à liberdade religiosa. O órgão ressaltou que comunidades terapêuticas não podem impor determinada religião como condição para o tratamento ou impedir o acesso a medicamentos sob a justificativa de que a fé seria suficiente para a recuperação.

“É importante ter em mente que um local que se propõe ao tratamento e recebimento de pessoas não pode impor religião, uma vez que toda pessoa é livre no seu pensamento, nas suas crenças ou não crenças”, afirmou Thaisa.

A saída dos internos deverá ser acompanhada pelo poder público, com articulação entre assistência social, famílias e serviços de saúde. Segundo a defensora, a medida é necessária para evitar que pessoas em situação de vulnerabilidade deixem a unidade sem qualquer retaguarda.

“O acionamento do Município para, por meio da assistência social, coordenar e organizar a saída, o retorno e o contato com as famílias, daqueles que ainda permanecerem, foi realizado judicialmente”, disse.

licitação

Prédio histórico de Corumbá será restaurado por R$ 5 milhões

Marsou Engenharia venceu a licitação para reforma do prédio da antiga prefeitura, que será custeada com recursos do Governo Federal

03/11/2026 15h15

Prédio da antiga Prefeitura de Corumbá será reformado

Prédio da antiga Prefeitura de Corumbá será reformado Foto: Ayrton Benites

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Foi homologado o resultado da licitação para a reforma do prédio da antiga Prefeitura de Corumbá. 

O edifício, construído ainda no século XX, está localizado no cruzamento da Rua Treze de Junho com a Rua 15 de Novembro.

A empresa vencedora foi a Marsou Engenharia, com proposta no valor de R$ 5.090.327,08, que será custeada com recursos do Governo Federal.

Segundo divulgado, a contratação prevê a elaboração do projeto executivo e a execução das obras de restauração do prédio histórico.

O edifício em questão foi construído pelas mãos do italiano Martino Santa Lucci para abrigar o luxuoso Hotel Royal.

Há mais de 10 anos, o espaço, que chegou a receber anexos sem perder suas características originais, tem seu estado de conservação descrito como “muito ruim”.

Na época, a promessa era de que o prédio abrigaria tanto o receptivo do gabinete do prefeito quanto o Centro de Atendimento ao Turista (CAT).

Balanço

PRF apreende 600 kg de cocaína e 10 pistolas durante o feriado de Finados

Também foram apreendidos 1.171 kg de maconha e 10,9 kg de haxixe

03/11/2026 15h11

Apreensões ocorreram durante o feriadão de Finados

Apreensões ocorreram durante o feriadão de Finados Foto: Divulgação / PRF

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 1.172 quilos de maconha, 608 quilos de cocaína e 10 pistolas durante a Operação Finados, realizada entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro de 2026, em Mato Grosso do Sul.

As apreensões foram realizadas em diversas ocorrências durante os quatro dias de feriadão.

1ª apreensão

Na sexta-feira (30), em Anastácio (MS), foram apreendidos 233,8 kg de pasta base e 37,4 kg de cloridrato de cocaína. Segundo a PRF, os policiais deram voz de abordagem a um caminhão, vistoriaram o veículo e flagraram vários fardos de droga cobertos por uma lona.

Interrogado, o motorista confessou que levaria o entorpecente de Miranda (MS) a Campo Grande (MS). Ele foi preso e encaminhado à Polícia Federal na Capital.

2ª apreensão

Na sexta-feira (30), em Maracaju (MS), foram apreendidos 1.171 kg de maconha e 10,9 kg de haxixe.

Conforme apurado pela reportagem, os policiais deram ordem de parada a um GM/Astra, mas ele desobedeceu, fugiu, saiu da pista, desceu do carro e escapou a pé. O entorpecente foi localizado e capturado no interior do veículo.

3ª apreensão

No domingo (1°), em São Gabriel do Oeste (MS), foram apreendidos 337 kg de pasta base de cocaína. De acordo com a PRF, os policiais deram ordem de parada a um caminhão e, durante vistoria ao veículo, localizaram compartimentos ocultos no teto do veículo, onde estava escondida a droga.
Interrogado, ele confessou que recebeu o entorpecente em São Gabriel do Oeste (MS) e que levaria até São Paulo (SP).

4ª apreensão

no domingo (1°), em Campo Grande (MS), foram apreendidas 10 pistolas calibre 9mm e carregadores. Conforme apurado pela reportagem, policiais deram ordem de abordagem a um motorista de um Fiat Mobi e notaram intenso nervosismo apresentado pelos ocupantes do veículo. Com isso, vistoriaram o carro e encontraram várias armas de fogo escondidas no painel do automóvel. A motorista e a passageira foram presas e encaminhadas à Polícia Federal na Capital.

Outra apreensão

Receita Federal apreendeu 76 quilos de cocaína, na manhã desta terça-feira (3), em uma transportadora de Campo Grande.

O entorpecente foi descoberto com a ajuda de um cão de faro. A droga estava escondida em peças metálicas de máquinas agrícolas e foi necessário utilizar esmeril e outras ferramentas para retirar a cocaína do metal.

Ninguém foi preso. A transportadora não tem nenhum envolvimento com o crime e é vítima da ação dos criminosos. 

O entorpecente seria enviado de Ponta Porã (MS) a Curitiba (PR). O prejuízo ao crime organizado foi estimado em R$ 3 milhões.

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