Cidades

MINISTÉRIO PÚBLICO DE MATO GROSSO DO SUL

Acadepol vira alvo de MPE por perturbação ao silêncio

Estande de tiro é alvo de denúncia desde 2023 por disparos no início da manhã, gás que atinge a moradores e cartuchos que permanecem em telhados de casas

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A Academia de Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (Acadepol/MS) virou alvo do Ministério Público do Estado (MPE) após mais uma vez ser denunciada por perturbação ao silêncio. O caso foi registrado como Notícia Fato inicialmente, mas tornou-se Procedimento Administrativo por tramitar desde 2023, quando a instituição foi objeto de investigação pelo mesmo motivo.

Divulgado no Diário Oficial do MPE desta terça-feira (15), o Procedimento busca acompanhar as providências que devem ser tomadas pelo Município de Campo Grande, no exercício do poder de polícia administrativa.

Segundo os autos, em 2023 uma propietária de um edíficio do bairro Jardim Veraneio, onde fica localizado a academia, realizou uma denúncia junto a sua advogada para o Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (GACEP), em razão dos treinamentos que ocorriam no estande de tiros prejudicarem a população ao redor.

Na denúncia foi descrito que os treinamentos realizados no estande utilizavam ainda gases, que afetavam a adultos, animais e crianças moradores de área residencial do outro lado da rua, além do barulho dos disparos e cartuchos de balas que ficavam sob telhados de casas próximas.

A denunciante alegou que os tiros eram disparados em direção a rua, e por isso, os cartuchos permaneciam nos telhados das casas. O documento descreve ainda que as pessoas passavam mal não apenas com os gases, mas "com o barulho ensurdecedor dos tiros que às vezes começam às 7h30 manhã".

O GACEP, responsável pela investigação inicial, solicitou respostas à coorporação, que por sua vez utilizou do tempo de existência da unidade no local para se justificar.

De acordo com a resposta da Acadepol, há 42 anos de permanência no local nunca ocorreram incidentes com o público externo, além de indicarem que buscam melhorias constantes para conforto acústico de populares.

A resposta ainda ressaltou que os disparos são feitos para o lado oposto de prédios e edificações da rua, e que os treinamentos com gás são planejados e feitos de forma segura, ainda que moradores alegaram passar mal com o efeito do agente químico.

Dando a confiabilidade da resposta apresentada que estariam prezando pelos moradores, e tendo em vista que o Escalão Superior foi acionado para conceder um estande de tiro novo e moderno, o GACEP arquivou o caso.

Após a denúncia a academia suspendeu as atividades e deu uma trégua, porém "em razão da manutenção periódica e pós-cursos para manter a conservação e segurança das instalações" conforme relatório da GACEP, de forma que a suspensão não seria definitiva, nem total.

Neste ano a nova denúncia feita pela proprietária, desta vez por meio da Ouvidoria do MPE, registrou que o barulho dos disparos ocorrem durante horário comercial, prejudicando o atendimento de serviços que exigem silêncio, como de advocacia, médicos e outros. 

Conforme os autos, ao ser contatada a denunciante alegou que as atividades retornaram sem as adequações acústicas, e o problema persiste aos moradores e demais frequentadores da região.

O órgão ministerial solicitou então que a Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb) realizasse vistoria in loco no estande de tiro em maio deste ano.

Em relatório, a Planurb registrou que há equipamentos de isolamento acústico no estande em que ocorrem os disparos, como exaustores, parede interna revistida de espuma e ainda construções que planejam aumentar o isolamento.

No entanto, a Acadepol possui área útil de 1.500m² e infrige o artigo 65, inciso II, do Decreto Municipal 14.114/2020, em que devido as circustâncias é enquadrado como potencial poluidor médio e deveria ter um Licenciamento Ambiental para realizar as atividades, o que não foi apresentado até o momento.

Na vistoria foi informado que os disparos acontecem quando possuem treinamentos ou novas turmas, e que o último realizado foi entre março e maio deste ano, com 470 alunos, justamente na época em que ocorreu a denúncia, bem como a vistoria da Planurb em 19 de maio, porém não havia treinamento na data da visita.

Foi solicitado então que a Acadepol apresente o licenciamento e uma nova vistoria aconteça para verificar as condições acústicas e qualidade do isolamento. Porém, devido a alta demanda de serviço, a Planurb solicitou prorrogação do prazo para realizar a nova vistoria, concedida ao final de julho pelo MPE.

O órgão ministerial então converteu a Notícia Fato em Procedimento Administrativo, em razão de depender do término das providências administrativas iniciadas pela Planurb e pela necessidade de monitoramento da regularização ambiental para seguir com o caso e possíveis medidas.

A 26ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico, Cultural, Habitação e Urbanismo da Comarca de Campo Grande é responsável por acompanhar o andamento da situação.

estragos

Santa Rita do Pardo decreta emergência após temporal com destelhamentos

Decreto municipal classificou o evento como desastre de nível I e estabeleceu situação de emergência por 180 dias

03/11/2026 16h00

Temporal causou vários estragos no município

Temporal causou vários estragos no município Foto: Divulgação

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A cidade de Santa Rita do Pardo, foi atingida por um forte temporal na madrugada da última segunda-feira (2). O temporal durou cerca de 15 minutos, tempo suficiente para realizar graves estragos na área urbana e rural da cidade e levou o prefeito da cidade, Dr. Lúcio Costa (PSDB), classificou o evento como “desastre de nível I”, de pequena intensidade e decretou situação de emergência válida por 180 dias.

Segundo informações do site Cenário MS, a tempestade registrou rajadas de ventos de até 109,08 km/h. Os ventos causaram diversos danos no município, como destelhamento de casas e destruição de parte da rede elétrica da cidade.  

De acordo com os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), cerca de 1.984 imóveis estavam sem energia durante as primeiras horas da manhã. E até  às 10h, 965 unidades permaneciam sem energia. A chuva começou de madrugada e  por volta das 4h da manhã registrou seu ápice, de acordo com o decreto municipal.

Apesar de ter durado cerca de 10 a 15 minutos, foi tempo suficiente para acumular 20,2 milímetros de chuva, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Temporal causou vários estragos no município

Os estragos do temporal também afetaram a tradicional ida aos cemitério no feriado de Finados, já que há registros de quedas de eucaliptos que bloquearam a principal a via de acesso ao cemitério municipal.

Além disso, os estragos derrubaram um barracão de uma empresa instalado na cidade voltado para o tratamento de eucaliptos.  

Diversos comércios também foram afetados pela forte chuva, causando destelhamentos e quedas de toldos. Ao longo da cidade, moradores registraram quedas de árvores, postes e fios.

Na zona rural, os prejuízos econômicos envolveram a destruição de varandas, abrigos de animais e outras benfeitorias. O prefeito Dr. Lúcio, orientou aos moradores que sofreram com danos ou prejuízos causados pelo temporal, que procurem o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

Os atendimentos se iniciaram na manhã desta terça-feira (3). O decreto realizado pela prefeitura, autoriza a mobilização de voluntários e campanhas para promover arrecadações de subsídios, para ajudar as famílias afetadas.

Temporal causou vários estragos no município

Obras

Interdição na Mascarenhas de Moraes muda trânsito nesta quarta-feira

Bloqueio no cruzamento com a Avenida Tamandaré será das 20h às 2h, com desvios para motoristas em diferentes sentidos

03/11/2026 15h52

Agetran - Divulgação

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O cruzamento das avenidas Mascarenhas de Moraes e Tamandaré, na região do Segredo, em Campo Grande, será interditado apartir das 20h desta quarta-feira (4) às 2h de quinta-feira (5), para execução de obras. O bloqueio exigirá mudanças no trajeto de motoristas que circulam entre a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), a região da Júlio de Castilho, a Universidade Estadual de Matpo Grosso do Sul (UEMS) e a Avenida Dom Antônio Barbosa.

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) orienta os condutores a redobrarem a atenção nas proximidades e respeitarem a sinalização provisória durante a interdição.

Para quem trafega pela Avenida Mascarenhas de Moraes no sentido UCDB, o desvio será pelas ruas do Sacramento e Ovídeo Serra, com acesso à Avenida Tamandaré. No sentido contrário, em direção à Júlio de Castilho, a alternativa será pelas ruas dos Passos e Avenida Euler de Azevedo, até a Tamandaré.

Os motoristas que saírem da UCDB em direção à Mascarenhas de Moraes deverão seguir pela Avenida Tamandaré, Rua Ovídeo Serra e Rua do Sacramento. Já quem seguir no sentido UEMS deverá utilizar a Avenida Tamandaré, Rua Otávio Gonçalves Gomes, Rua Olário de Oliveira França e Avenida Dom Antônio Barbosa.

Para os condutores que trafegam pela região da Júlio de Castilho em direção à UCDB, o trajeto alternativo será pelas ruas Araras, do Sacramento e Ovídeo Serra, com acesso à Avenida Tamandaré.

Quem sair da Avenida Dom Antônio Barbosa em direção à UCDB deverá seguir pela Avenida Tamandaré, Rua Araras, Rua do Sacramento e Rua Ovídeo Serra, retornando à Tamandaré.

A Agetran recomenda que os motoristas programem os deslocamentos com antecedência e sigam as orientações da sinalização no local.

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