Cidades

Apreensão

Após investigação, Polícia Civil de MS prende quadrilha especializada em furtos de Shoppings

Os prejuízos foram avaliados em cerca de R$ 200 mil

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul cumpriu mandado de prisão preventiva contra integrantes de uma associação criminosa especializada em furtar shopping centers. Com o apoio da Polícia Militar e Civil do Estado de Goiás, a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF), da Polícia Civil do MS, prendeu dois integrantes da quadrilha, um rapaz de 23 anos e um de 25. 

Em Campo Grande, os autores praticaram três furtos em lojas do Shopping Bosque dos Ipês e do Shopping Norte Sul Plaza. As ações da quadrilha tiveram como alvo as lojas da IPlace, Tim,  Moura Joalheria e, conforme a polícia, ao todo, os prejuízos somam cerca de R$ 200 mil.

Segundo Francis Freire, delegado da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos (DERF), a associação criminosa é do estado de Goiás e as ações foram planejadas com antecedência.

“Eles disseram que estavam pelo menos há cinco dias aqui na nossa cidade e se hospedaram em um determinado hotel ali na Afonso Pena. Fizeram esse estudo e realizaram vigilância do patrimônio dessas lojas e então decidiram realizar os furtos.”, informa.

Os mandados foram cumpridos no dia 09 de novembro, na cidade de Santo Antônio do Descoberto-GO. Os autores eram considerados foragidos desde o dia 17 deste mês.

De acordo com o delegado, Francis Freire, a quadrilha também atuava, além de Campo Grande, em outras regiões do país, como nas cidades de Manaus (AM), Vitória (ES), Brasília (DF), Macaé (RJ), Jaú (SP), Campinas (SP), São Luís (MA).

Após os furtos, regressaram pro estado de Goiás e acabaram sendo presos. Após a prisão, a Derf começou as tratativas com o judiciário para trazer os presos para a cidade de Campo Grande e estão em busca do terceiro indivíduo. "Então na última sexta-feira uma equipe da PF foi até Goiás e trouxe esses dois presos para cá”, afirma Freire.

Entenda

Conforme informado pela Polícia Civil de MS, no dia 26 de fevereiro os autores realizaram três furtos em lojas do Shopping Bosque dos Ipês e do Shopping Norte Sul Plaza,  em Campo Grande.

Os autores chegaram aos shoppings centers antes do fim do expediente das lojas, se dirigiam até o setor técnico e privativo de funcionários, se escondiam nos dutos de ventilação até o encerramento do horário comercial e, durante a noite, onde não haviam mais pessoas no estabelecimento, entravam nas lojas através dos forros. 

A partir disso, eram realizados os furtos, de jóias, objetos eletrônicos de valor (como celulares, roteadores).

Após o fim  das ações, os autores voltavam a se esconder nos dutos de ventilação e saíam de lá no dia seguinte, quando os shoppings voltavam a abrir as portas e aproveitavam o movimento das lojas para fugir.

Conforme informado pelo delegado, Francis Freire, os autores eram experientes nas ações e conseguiam desativar os alarmes das lojas e despistar os seguranças noturnos. 

Com o decorrer das investigações, foram identificados dois indivíduos, membros da associação criminosa. 

Conforme a Polícia, cerca de três indivíduos chegaram no Bosque dos Ipês no dia 26 de fevereiro, às 18h38min, através de um veículo de aplicativo, um Hyundai/HB20 de cor cinza.

Com isso, um dos integrantes escalou uma parede e teve acesso ao duto de ar condicionado. Os outros dois indivíduos saem do shopping Bosque dos Ipês às 19h06min e se encaminham para o Shopping Norte Sul Plaza. 

Por volta das 19h49min, ao chegarem no Norte Sul Plaza, efetuaram o mesmo procedimento de escalar ao tubo de ventilação. Com uma mochila, ambos os indivíduos realizavam os furtos e dormiam nos dutos, até o dia seguinte.

O delegado Freire lembra que, após as ações, um terceiro indivíduo "resgatava" os membros da quadrilha que estavam nos shoppings. 

Conforme a Polícia, os dois autores foram identificados, sendo que um tem 23 anos de idade e o outro 25, ambos indiciados por furto triplamente qualificado e associação criminosa.

Os Prejuízos

Foram cerca de R$ 200 mil furtados pelos indivíduos, sendo que, na loja IPlace (Shopping Bosque dos Ipês), foram furtados diversos produtos da marca Apple, avaliado em R$ 27 mil.

No Shopping Norte Sul Plaza, os alvos foram a Loja Tim, foram subtraídos R$ 150 mil, em aparelhos celulares; um roteador, avaliado em R$ 598,00, e R$ 498,00 em dinheiro do caixa.

Ainda no Norte Sul Plaza, os indivíduos furtaram a loja Moura Joalheria, com um prejuízo de R$  24 mil, em peças de jóias em ouro e 125 alianças de prata.

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salário mínimo

Órfãos de vítimas de feminicídio passam a ter direito a pensão INSS

Valores são direito de menores em situação de vulnerabilidade social

29/05/2026 19h00

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Os filhos e dependentes de mulheres vítimas de feminicídio têm direito, a partir desta sexta-feira (29), a pensão especial do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A norma regulamenta a concessão do benefício no valor de um salário-mínimo.

De acordo com a norma, têm direito à pensão os menores de 18 anos em situação de vulnerabilidade social cuja renda familiar per capita seja igual ou inferior a um quarto do salário-mínimo.

Além dos filhos biológicos, poderão receber o benefício enteados, menores sob guarda e tutelados que comprovem dependência econômica em relação à vítima.

A solicitação pode ser feita pelo site ou aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135.

Documentação

O solicitante da pensão especial deve apresentar o documento pessoal de identificação oficial com foto da criança ou do adolescente ou, na impossibilidade deste, a certidão de nascimento.

Para os filhos menores de idade nesta situação deve ser apresentado um dos seguintes documentos que relacionem o fato a um feminicídio: 

  • auto de prisão em flagrante; 
  • denúncia, conclusão do inquérito policial; ou decisão judicial.

Se a pensão for devida a um dependente da mulher vítima de feminicídio, deverá ser apresentado o termo de guarda ou de tutela provisória ou definitiva.

Requerimento

O requerimento da pensão especial deve ser feito pelo representante legal dos filhos e dependentes da vítima do crime. Porém, é vedado que as crianças e adolescentes sejam representadas pelo autor, coautor ou participante do crime de feminicídio tanto para requerer quanto para administrar o benefício mensal.

O pagamento da pensão especial será devido a partir da data do requerimento. Portanto, não tem efeito financeiro retroativo à data de morte da vítima.

Declaração

Juiz que prendeu Beira-Mar e condenou 100 traficantes na fronteira diz que PCC e CV são terroristas

Magistrado ganhou fama ao condenar o megatraficante Fernandinho Beira-Mar

29/05/2026 18h00

Foto: Divulgação

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Odilon de Oliveira, juiz federal durante 30 anos em Mato Grosso do Sul, hoje aposentado, concorda com enquadramento do governo Trump de que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) são organizações terroristas. 

O magistrado ganhou fama ao condenar o megatraficante Fernandinho Beira-Mar e mandou prender mais de uma centena de traficantes e gigantes do contrabando no Paraguai e Bolívia. 

‘Estranho é o Brasil se colocar ao lado dessas facções e implorar que os Estados Unidos não as classifiquem como terroristas’, disse o juiz, atualmente com 76 anos. 

Cabe destacar que a partir de 5 de julho, PCC e CV serão designados por Washington, como organizações terroristas estrangeiras, segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira (28) pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio.

"Cada país, amparado por sua soberania, é livre para conceituar terrorismo e classificar como tal atos praticados por qualquer grupo, independentemente da base territorial onde esteja radicado”, disse.

Em entrevista ao Estadão, declarou acreditar que está “jurado de morte” pelo crime organizado. Odilon reside na Capital. Em sua casa sente-se como em uma “prisão domiciliar”, cercada de telas eletrificadas e outras defesas para afugentar intrusos. Dali procura sair muito pouco para “evitar” surpresas.

“Não acho que essa classificação seja fundamental para o governo americano desrespeitar a nossa soberania. Donald Trump está apenas usando da faculdade de enquadrar o PCC e o CV como grupos terroristas, e não obrigando o Brasil a fazê-lo. São duas coisas diferentes.”, disse. 

Ele alerta sobre o poder de fogo das facções que espalham seus tentáculos País afora. “A criminalidade organizada vem se infiltrando na administração pública. A eliminação do PCC e do CV é impossível. A redução de suas atividades delinquenciais, sim.”, falou. 

Antes de se tornar magistrado federal, Odilon de Oliveira foi promotor de justiça, juiz estadual e procurador federal, sempre em Mato Grosso do Sul.

*Com informações de Estadão 

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