Cidades

PANDEMIA

Após sete meses, prefeitura acaba com o toque de recolher em Campo Grande

Prefeito disse que a medida teve resultados positivos, mas prorrogar não surtiria mais efeito

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A partir desta quinta-feira (15), Campo Grande não terá mais o toque de recolher. A medida estava em vigor até ontem e não será prorrogada, segundo confirmou ao Correio do Estado o prefeito Marcos Trad (PSD).

De acordo com Trad, na última prorrogação, a vigência da restrição de circulação ficou estabelecida para das 1h às 5h e prorrogar novamente o prazo ou alterar o horário não surtiria efeito.

"Não há mais necessidade, porque diante da queda brusca de casos e das ocupações dos leitos de UTI [Unidade de Terapia Intensiva], colocar das 3h às 5h,nesse momento de tempo fica sem efeito qualquer", afirmou ao Correio do Estado.

Ainda segundo o prefeito, durante os quase sete meses em que ficou vigente, o resultado foi positivo, mesmo com a desobediência de alguns empresários e população.

"Teve muito resultado positivo, principalmente quando ele era entre 22h e 5h. Onde teve a diminuição maior foi nos casos de furtos e roubos", disse Trad. 

Toque de recolher foi decretado no dia 21 de março deste ano, devido à pandemia do coronavírus. 

Inicialmente, a restrição era das 22h às 5h. Nesse período, ficou proibida a circulação de pessoas pelas vias da Capital, exceto quando necessária para acesso aos serviços essenciais e sua prestação, como pessoas que precisavam ir até uma unidade de saúde, farmácias ou supermercados, ou trabalhadores do turno da noite e madrugada.

Os estabelecimentos comerciais que não são essenciais também deveriam fechar as portas neste horário, permitido apenas o atendimento delivery.

Decreto era uma das medidas de enfrentamento à Covid-19 e teve como objetivo diminuir a circulação e aglomeração de pessoas, para diminuir o contágio pelo coronavírus. 

De março até ontem, houve várias prorrogações do toque de recolher, com diversas alterações de horário da restrição. A mais restritiva foi imposta entre o fim de julho e agosto, quando foi registrado o pico do contágio na Capital, e o toque iniciava às 20h.

Equipes da Guarda Municipal, Vigilância Sanitária e Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur) ficaram responsáveis pela fiscalização, com flagrantes de desrespeito em todos os dias que o decreto ficou vigente. 

No fim de setembro, o secretário de Meio Ambiente e Urbanismo, Luiz Eduardo Costa, já havia adiantado que a tendência era a medida acabar gradualmente, mas informou a possibilidade de nova prorrogação com redução de horários. 

Segundo Trad, prefeitura está acompanhando diariamente, com três boletins diários, a situação da pandemia na Capital e os números apontam que não é necessário mais o toque de recolher. 

Boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SES) aponta que, até esta quinta-feira, Campo Grande tem 33.419 casos confirmados de Covid-19 e 1.469 mortes pela doença desde o início da pandemia. 

Nas últimas 24 horas, foram 185 novas confirmações e um óbito na Capital. Taxa de ocupação dos leitos de UTI da macrorregião da Capital está em 70%.

"Nos preocupamos com a economia, mas criamos alternativa para que ela funcionasse e agora está com total capacidade. Nossa preocupação maior é cuidar das pessoas", concluiu Trad, acrescentando que novas medidas podem ser tomadas dependendo do avanço da pandemia.

Cinema

Homem acusado de vazar novo 'Avatar' é preso e pode cumprir até 7 anos de pena

A polícia relatou que o homem teria feito o download do filme, ainda não lançado, e divulgado trechos nas redes sociais

24/04/2026 23h00

Divulgação

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Um homem de 26 anos, acusado de ter sido o responsável pelo vazamento do novo filme animado da saga Avatar, intitulado Aang: The Last Airbender, foi preso em Singapura. A informação foi divulgada pelo jornal local The Strait Times nesta sexta-feira, 24.

Em comunicado à imprensa local, a polícia relatou que o homem teria feito o download do filme, ainda não lançado, e divulgado trechos nas redes sociais. As autoridades encontraram uma série de dispositivos eletrônicos em sua posse, que continham, inclusive, uma cópia do filme completo.

Segundo as investigações, ele conseguiu acesso remoto a um dos servidores do serviço de streaming Paramount+, de onde conseguiu realizar o download do filme que posteriormente vazou nas redes sociais. A plataforma investiga o caso desde o vazamento, que ocorreu no dia 12 de abril.

Ainda de acordo com o The Strait Times, o suspeito é investigado por acesso não autorizado a material de informática. O crime prevê pena máxima de 7 anos de prisão, multa não superior a US$ 50 mil (cerca de R$ 250 mil na conversão atual) ou ambas, segundo as leis locais.

Relembre o caso

No dia 12 de abril, um perfil no X começou a publicar diversas cenas do filme em questão. A pessoa por trás da conta, sob o nome de usuário @ImStillDissin, afirmava que a Nickelodeon teria enviado o filme completo em seu e-mail por engano.

O filme é uma continuação de Avatar: A Lenda de Aang, série animada da Nick, que pertence à Paramount. O longa foi publicado completo na plataforma, mas já foi derrubado.

Inicialmente, a Paramount planejava lançar a animação nos cinemas, com estreia marcada para o dia 9 de outubro nos Estados Unidos. No entanto, após uma série de adiamentos e mudanças internas, o estúdio mudou de ideia e decidiu lançar o título diretamente no streaming. Muitos fãs não gostaram da mudança.

Aang: The Last Airbender continua a saga de Aang, um garoto de 12 anos que descobre ser um Avatar, ou seja, a única pessoa capaz de comandar os quatro elementos e ponte entre os mundos físico e espiritual. No novo filme, ele aparecerá já adulto e precisando lidar com novas ameaças.

Onde assistir?

O filme, vale destacar, não tem relação com o live-action da Netflix, Avatar: O Último Mestre do Ar, que tem segunda temporada confirmada para este ano.

A Lenda de Aang está disponível para streaming na Netflix e no Paramount+. Já The Last Airbender segue com estreia marcada para 9 de outubro no Paramount+.
 

Aviação

Transporte aéreo de passageiros cresce 7,7% no 1º trimestre ante mesmo período de 2025

Movimentação foi puxada principalmente pelo segmento internacional, que cresceu 13% no trimestre

24/04/2026 21h00

FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O transporte aéreo de passageiros no Brasil manteve desempenho de crescimento no início de 2026, com avanço de 7,7% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado Segundo levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), com base em dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mais de 33,5 milhões de passageiros embarcaram em voos domésticos e internacionais no período.

A movimentação foi puxada principalmente pelo segmento internacional, que cresceu 13% no trimestre, somando mais de 8,3 milhões de passageiros. No mercado doméstico, o aumento foi de 6%, com cerca de 25,2 milhões de viajantes.

Considerando apenas março, foram transportados 10,6 milhões de passageiros, recorde para o mês, sendo 8 milhões em voos domésticos e 2,6 milhões em internacionais. Na comparação anual, o crescimento foi de 3,1%, com alta de 1,3% no segmento doméstico e de 8,9% no internacional.

Diante da pressão de custos, o governo adotou medidas para o setor, como a redução a zero das alíquotas de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação (QAV) e o adiamento de tarifas de navegação aérea.

Também estão em estudo novas ações para mitigar impactos sobre as tarifas ao consumidor, segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.

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