No mês em que se é celebrado o “Dia Internacional da Biodiversidade”, a Arauco encontrou uma forma de ampliar a proteção da fauna ao redor de onde está sendo construída a mega-fábrica.
A saída para ajudar na preservação foi realizar a utilização de drones com sensores termais, para identificar novos grupos de animais em locais que o método tradicional – a procura terrestre – não foi capaz de identificar, como as copas das árvores.
A eficácia da utilização dos drones foi consideravelmente maior, através do método tradicional, ou seja pelo solo, havia sido confirmada a presença de apenas um grupo de bugios-pretos e indícios de até outros dois.
Com a nova tecnologia, foi possível percorrer em poucos dias cerca de 120 quilômetros, o que ajudou à localizar mais grupos em pouco tempo. Foram identificados ao menos sete grupos da espécie, além de um grupo de macaco-prego-do-papo-amarelo.
Por meio dessa tecnologia está sendo traçada uma estratégia de conservação da biodiversidade, visto que o bugio-preto foi recentemente classificado como vulnerável à extinção no Brasil.
Enquanto o macaco-prego-do-papo-amarelo, além de ser listado como vulnerável, foi incluído no Plano de Ação Nacional para a Conservação de Espécies da Ictiofauna, Herpetofauna e Primatas do Cerrado, Pantanal e Amazônia (PAN CERPAM - ICMBio).
De acordo com o biólogo da Arauco, Gonzalo Flores, essa iniciativa ajuda em estudos ambientais, porém na identificação de primatas no Estado, a tecnologia é pioneira, já que não consta registros semelhantes, “O emprego dos drones termais tem se mostrado de alta relevância, pois, além de oferecer maior agilidade e precisão, amplia a área monitorada e permite acessar regiões de difícil alcance, como veredas e corpos d’água, o que representa um avanço importante em relação às metodologias tradicionais”, afirma.
A tecnologia aplicada vem de uma parceria entre a Arauco e a Sauá Consultoria Ambiental e faz parte do Grupo de Assessoramento Técnico do PAN CERPAM, o Plano de Ação Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Ictiofauna (peixes), Herpetofauna (répteis e anfíbios) e Primatas do Cerrado, Pantanal e Amazonas.
Para a bióloga Carolina Garcia, que é a responsável técnica da consultoria, o drone com sensor termal tem se mostrado extremamente importante na preservação da fauna. “Ele permite identificar os animais por meio de sua assinatura térmica, ou seja, da radiação infravermelha emitida pelo corpo dos animais, que aparece em contraste com a vegetação, especialmente nas primeiras horas da manhã, quando a vegetação ainda se encontra mais fria em função da noite anterior”,
Drones com sensores térmicos ajudam à localizar macacos nas copas das árvores - Foto: Divulgação AraucoDurante os voos, os drones também registraram outras espécies que gera um grande interesse ecológico, como jaguatirica, anta, queixada, araras e urubu-rei, mostrando que a tecnologia pode ser utilizada para abranger outros grupos.
CONHEÇA O PROJETO SUCURIÚ
O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O
investimento de US$4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de
produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano.
Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do Rio Sucuriú.

