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DNIT indica que rodovia que cria nova conexão no Pantanal ficará pronta em julho

Obras na BR-419, entre as cidades de Aquidauana e Rio Verde de MT, alcançou 80% de execução e faltam 5,5 quilômetros para conclusão; investimento é de R$ 212,5 milhões

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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) divulgou no final da tarde desta segunda-feira (18) que as obras na BR-419, que cria uma nova conexão no Pantanal, entre as cidades de Aquidauana e Rio Verde de MT, alcançou 80% de execução e faltam 5,5 quilômetros para conclusão e a proposta se mantém para conclusão em julho deste ano. No total, o valor a ser investido é de R$ 212,5 milhões, pouco mais de R$ 4 milhões a mais do que estava programado.

“A BR-419/MS é uma rodovia federal de ligação brasileira, localizada no Mato Grosso do Sul, próximo ao Pantanal. Inicia-se no entroncamento com a BR-163, em Rio Verde de Mato Grosso, segue no sentido norte-sul, atravessa cidades como Aquidauana e Nioaque e termina em Jardim. A execução da obra é importante para a integração socioeconômica da região, tendo em vista a necessidade de melhorias nas condições de trafegabilidade, aumento da velocidade de tráfego e das condições de segurança para veículos e pedestres”, divulgou nota do DNIT.

Com as intervenções em andamento para se consolidar a rota bioceânica, a BR-419 tem o potencial para servir de conexão entre a região norte do Estado, que é cortada pela BR-163, com o Sul sem a dependência direta de veículos precisarem ir a Campo Grande.

A obra em andamento vai do km 189 ao km 244, distribuída em duas etapas: 42 quilômetros da ponte sobre o Rio Taboco até a interseção do primeiro acesso a Aquidauana; e 13,5 quilômetros do contorno de Aquidauana até a BR-262/MS (rodovia que faz a ligação entre Campo Grande com Corumbá e a fronteira com a Bolívia), junto ao Sindicato Rural. 

O DNIT informou que os 42 quilômetros do trecho um já estão totalmente concluídos, com a finalização de três Obras de Arte Especiais (OAEs) — pontes sobre o Rio Taboco, Vazante do Taboco e Rio Piranha —, além da terraplenagem e pavimentação, restando apenas concluir a sinalização do segmento.

Já no trecho de 13,2 quilômetros, que inclui quatro OAEs e interseções estratégicas, já estão concluídos e envolvem a ponte sobre o Córrego João Dias e o viaduto rodoviário na MS-450. O viaduto ferroviário está 95% executado e a ponte sobre o Rio Aquidauana está em fase final.

Essa ponte sobre o Rio Aquidauana, inclusive, é uma obra que sofreu questionamentos por conta do aterro que foi criado em um dos tributários do rio Miranda, que vai desaguar no Rio Paraguai, principal veia do Pantanal. 

Esse empreendimento tem ordem de serviço concedida desde agosto de 2021, mas as intervenções só foram iniciadas em agosto de 2022. Os maiores avanços nas construções, contudo, ocorreram entre 2024 e 2025. No ano passado, R$ 55 milhões foram pagos para garantir o andamento do canteiro de obras. Por conta dos prazos dilatados, inicialmente a conclusão dessa pavimentação da rodovia estava prevista para ficar em R$ 208 milhões.

“Com relação à pavimentação, 10,94 quilômetros já estão com a terraplenagem concluída, recebendo a camada final de asfalto. O restante tem previsão de conclusão para junho de 2026”, confirmou o DNIT, reforçando que o cronograma.

Aditamentos que encarecem

De acordo com o relatório Obras de Construção Rodoviária, do Portal do Cidadão DNIT, a obra entrou na fase vermelha de gastos, ou seja, com elevação do valor inicial previsto, por conta de 2.276 dias. No índice do relatório, a intervenção encontra-se em atraso.

Já foram empenhados R$ 218.102.052,45 em recursos públicos para custear a rodovia, o que representa 102,62% do orçamento. O consórcio contratado para realizar os 54,7 km de obra é Caiapó/MME. 

Há outro contrato vigente para a rodovia que é com a Caiapó/Paviservice/Geosistemas, que corresponde a outros 52,5 km e a vigência desse contrato vai até 19 de agosto de 2026. O objeto desse contrato é elaboração de projeto básico, executivo e execução das obras de implementação e pavimentação da BR-419, no lote 1.

INVERNO ACOLHEDOR 2026

Nova frente fria faz prefeitura reabrir abrigo para população de rua

Marmitas, agasalhos e cobertas serão distribuídos aos necessitados

18/05/2026 17h40

População de rua poderá dormir em local quentinho nesta segunda-feira (18)

População de rua poderá dormir em local quentinho nesta segunda-feira (18) DIVULGAÇÃO/PMCG

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Ponto de acolhimento para população de rua está novamente aberto, nesta segunda-feira (18), no Parque Ayrton Sena, localizado na rua Jornalista Valdir Lago, bairro Aero Racho, em Campo Grande.

Os pets também são bem-vindos. A reabertura ocorre devido a chegada de uma nova frente fria, com previsão de chuva, ventos e baixas temperaturas, que podem alcançar os 13°C em Campo Grande.

O abrigo estará de portas abertas a partir das 18 horas, com ambiente aquecido, colchão, coberta, agasalhos, jantar (marmitas), água, alimentação para pets (ração) e atendimento médico. A Guarda Civil Metropolitana (GCM) fez a segurança do local.

Na manhã de terça-feira (19), após o pernoite, os acolhidos serão encaminhados para a Unidade de Acolhimento Institucional para Adultos e Famílias (Uaifa), onde receberão café da manhã e continuidade no atendimento da rede de assistência social.

Na primeira onda de frio do ano, o ponto de acolhimento recebeu 250 pessoas, em três noites, entre 9 e 11 de maio.

O ponto de acolhimento pertence a Secretaria de Assistência Social (SAS) - Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG).

FRIO

A semana começou gelada e chuvosa em Mato Grosso do Sul. A 34 dias do início do inverno, este é o segundo "friozinho" do ano.

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, vários municípios registraram acumulados de chuva, entre domingo (17) e segunda-feira (18), como Maracaju (53 mm), Dourados (77 mm), Ponta Porã (44 mm), Mundo Novo (9 mm), Bataguassu (50 mm), Campo Grande (17 mm), Bela Vista (30 mm), Bonito (16 mm) e Nioaque (24 mm).

A chuva antecedeu a nova frente fria e foi suficiente para derrubar as temperaturas, aumentar a umidade relativa do ar e melhorar a qualidade de respiração, além de causar vários estragos em municípios do interior.

A previsão é que a terça-feira (19), quarta-feira (20) e quinta-feira (21) sejam dias frios e frescos. O tempo volta a esquentar na sexta-feira (22). O fim de semana e a próxima semana serão quentes no Estado.

Capital

Polícia prende mais dois suspeitos de matar homem no Inferninho

Investigação da DHPP aponta cárcere privado antes do crime; terceiro envolvido segue foragido

18/05/2026 16h57

Polícia prende mais dois suspeitos de matar homem no Inferninho

Polícia prende mais dois suspeitos de matar homem no Inferninho Foto: Policia Civil

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), deflagrou na última sexta-feira (15) a segunda fase da operação que investiga o assassinato de Guilherme Carlos Canozi, de 29 anos, encontrado morto no dia 22 de março deste ano, na região conhecida como Cachoeira do Inferninho, em Campo Grande.

As investigações começaram após praticantes de rapel que frequentavam o local encontrarem o corpo da vítima com sinais de violência.

A partir das primeiras diligências, os policiais identificaram dois suspeitos de participação no crime: o proprietário do veículo utilizado para transportar Canozi e o dono da residência onde a vítima teria sido mantida em cárcere privado antes de ser assassinada.

Na primeira fase da operação, realizada no dia quatro de maio, foram presos temporariamente F.D.C., de 45 anos, e T.S.X., de 22 anos. Ambos permanecem presos.

Com o avanço das investigações, a DHPP conseguiu identificar outros três suspeitos que teriam participado diretamente do transporte da vítima até a Cachoeira do Inferninho, onde o homicídio foi executado.

Durante a segunda fase da operação, os policiais cumpriram dois mandados de prisão temporária e dois mandados de busca e apreensão. Foram presos W.C.B.L., de 50 anos, e G.S.F., de 38 anos. Um terceiro suspeito, já identificado pela Polícia Civil, segue foragido.

Segundo a DHPP, as investigações continuam para identificar possíveis coautores e eventuais mandantes do crime.

Relembre o Crime

De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa, Guilherme Carlos Canozi foi mantido em cárcere privado antes de ser levado até a região da Cachoeira do Inferninho, na saída para Rochedo, onde acabou assassinado.

O corpo da vítima foi encontrado no dia 22 de março por um grupo de seis pessoas que se preparava para praticar rapel no local. Guilherme apresentava sinais de violência, não portava documentos e utilizava tornozeleira eletrônica.

Inicialmente sem identificação, ele foi reconhecido após exame necropapiloscópico realizado pelo Instituto Médico Odontológico Legal (Imol).

A partir do monitoramento da tornozeleira eletrônica, os policiais conseguiram reconstituir os últimos passos da vítima, identificar a dinâmica do crime e localizar tanto o imóvel onde ela teria sido mantida em cárcere quanto o veículo utilizado para transportá-la até a cachoeira.


 

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