Artigos e Opinião

Cláudio Humberto

"Projeto de poder, não de País"

Deputado Bibo Nunes (PL-RS) após Lula e Jaques Wagner aparecerem juntos em agenda

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Gestão Lula inundou o Planalto com terceirizados 

Desde que o casal Lula e Janja assumiram o controle dos palácios da Alvorada e do Planalto, o número de terceirizados para atenderem aos caprichos dos petistas disparou e subiu quase 20%. Em dezembro de 2022, último mês antes de Lula assumir, a Presidência da República contava com 895 servidores terceirizados. Em maio deste ano, data dos dados mais recentes, o exército de serviçais somou 1.064 trabalhadores.

Frota 

Lula, que sempre esbanja em limusines no exterior, tem à disposição uma tropa de 75 motoristas, todos pagos com o nosso dinheiro

Traz o cafezinho

O número de copeiros também impressiona, são 52 profissionais. Tem ainda outros 81 garçons para abastecer Lula com água e cafezinho.

Bem vigiado

Apesar de contar com a Polícia Federal, GSI e Forças Armadas, Lula ainda mantém 38 vigilantes sob tutela da Presidência.

Lista infinita

A Presidência ainda conta com 26 recepcionistas, outros seis gesseiros, quatro piscineiros e até um chaveiro. Há ainda arquitetos, engenheiros...2026: Governo Lula torra R$845 milhões em viagens 

Já se aproximam da marca bilionária os gastos do governo Lula (PT) com viagens, apenas em 2026. Nas últimas duas semanas, o total disparou para R$844,8 milhões; diárias representam a maior despesa, R$469,8 milhões, enquanto passagens aéreas custaram R$372,7 milhões aos pagadores de impostos.

Em meados de junho, o total com era de ‘só’ R$675 milhões. De lá para cá disparou R$170 milhões.

Média é alta

No último mês, o governo Lula conseguiu gastar em média mais de R$12 milhões por dia com viagens; passagens aéreas e - sobretudo - diárias.

Outros muitos

Já foram registrados mais de R$5 milhões com “outros gastos” (taxas de agenciamento, seguros etc.); R$1 milhão nas últimas duas semanas.

Resto sob sigilo

O governo torrou mais de R$106 milhões com viagens internacionais e esse valor não inclui Lula, Janja e os muito assessores do casal.

Quem fornece?

Nikolas Ferreira (PL-MG) apresentou projeto para endurecer o combate ao uso de celulares e aparelhos de comunicação dentro de presídios. O deputado argumenta que há muitas “irregularidades administrativas”.

Nº1 do governo

Secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Renato Rua custou ao pagador de impostos R$789 mil em viagens internacionais e R$144 mil em diárias, diz a Transparência. 

Passo de tartaruga

Ainda está pendente de análise do Congresso um veto parcial do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2022, sobre a lei que previa despacho gratuito de bagagens em viagens aéreas.

Rápido no gatilho

Antes mesmo de Alexandre de Moraes (STF) mandar apreender arma de Jair Bolsonaro, ao autorizar manutenção da prisão domiciliar, a defesa do ex-presidente já tinha sinalizado que ele abria mão do direito.

Tô fora

Lula tem corrido de Carlos Lupi, enxotado do governo com avançar das investigações sobre a gatunagem do INSS. Lupi pretende ter o petista na convenção do PDT, em 20 de julho. Lula não quer nem saber.

Tá feia a coisa

Segue ladeira abaixo as contas das estatais brasileiras, devendo pra lá de R$7,4 bilhões apenas nos cinco primeiros meses do ano. Se pegar os últimos 12 meses, a coisa fica ainda pior: rombo de R$9,7 bilhões

Sem limite

Ao contrário do primeiro período, desta vez o ministro Alexandre de Moraes não estabeleceu prazo para duração da prisão humanitária domiciliar de Jair Bolsonaro. Na primeira vez, foram 90 dias.

Olho no prazo

Partidos e pré-candidatos se desdobram para anunciar chapa disso e daquilo. Mas, pela lei eleitoral, os nomes ainda podem mudar. Os pedidos de registro de candidatura podem ser feitos até 15 de agosto. Uma vez registrado, aí não tem mais volta.

Pensando bem...
...terceirizados também votam.

PODER SEM PUDOR

Cafezinho impertinente

O jornalista Aparício Torelli, o “Barão de Itararé”, terror dos poderosos, foi preso em 1935 e levado à presença do juiz Castro Nunes. “A que o sr. atribui a sua prisão, seu Aparício?” Ele não sabia ao certo: “Tenho pensado muito, excelência, e só posso atribuí-lo ao cafezinho.”

O juiz ficou intrigado, O “Barão completou: “Vou explicar. Eu estava no Café Belas Artes, tomando o meu oitavo cafezinho e pensando em minha mãe, que sempre me advertiu contra o excessivo consumo de café.

Nesse momento, chegaram os policiais e me deram voz de prisão. Só pode ser um castigo pelo abuso do cafezinho...

ARTIGOS

Qualidade de vida em uma história de 80 anos

Nascia em meio aos esforços de representantes patronais e da classe trabalhadora em prol de uma sociedade democrática o Serviço Social do Comércio

11/09/2026 07h30

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O ano de 1946 trouxe novos ares para o Brasil. O início da redemocratização no País, marcado por uma nova Constituição, representava a esperança de progresso e dias melhores. O Serviço Social do Comércio (Sesc) foi criado nesse cenário.

Nascia em meio aos esforços de representantes patronais e da classe trabalhadora em prol de uma sociedade democrática. E foi por meio da democratização do acesso aos mais diversos serviços que o Sesc marcou sua trajetória nesses 80 anos, completos no dia 13 de setembro.

Idealizada pelos empresários do comércio, a instituição tinha como missão proporcionar qualidade de vida aos trabalhadores do setor e seus familiares. Tratava-se, na época, de um conceito incipiente, que carecia de modelos representativos.

O termo qualidade de vida era relacionado a aquisição de bens, fruto de um momento pós-guerra, quando a sociedade começava a se reestruturar economicamente.

Mas a realidade era que uma vida de qualidade precisava abranger muitos outros aspectos. O bem-estar humano necessitava de saúde física, saúde mental, relações sociais e meio ambiente.

Era preciso pensar no indivíduo de forma integral, observar o contexto em que ele vivia, as condições necessárias para que pudesse desenvolver suas habilidades e autonomia.

Uma das primeiras ações do Sesc teve como foco o momento livre do trabalhador. A ideia era transformar esse tempo em uma experiência memorável, capaz de proporcionar equilíbrio a rotina de trabalho.

Surgiram então as primeiras colônias de férias e projetos como os veraneios gratuitos, promovidos no Rio Grande do Sul, que levavam os comerciários e seus familiares para férias no litoral gaúcho.

Os trabalhadores também encontravam lazer no Sesc com as atividades esportivas. Criado em 1949, os Jogos dos Comerciários logo viraram um sucesso, com times montados em lojas e fábricas, competindo em modalidades como futebol, basquete e pingue-pongue.

Até o rei Pelé participou. Com 16 anos, ele era aprendiz em uma fábrica de botas e fez parte do torneio em Bauru.

Na área de saúde, o desafio se mostrou um pouco maior. Na década de 1940, havia uma forte incidência em doenças infectocontagiosas, além de elevada mortalidade infantil. Em resposta à questão, o Sesc construiu em Minas Gerais o Sanatório Barreiro, com 600 leitos voltados ao tratamento da tuberculose.

Também houve investimento em maternidades. Em 1949 foi inaugurada no Rio de Janeiro a Maternidade Carmela Dutra, que com apenas um ano de funcionamento já recebia o prêmio Caduceu, concedido pelo Departamento Nacional da Criança, por ser o Hospital mais eficiente no combate à mortalidade materna e perinatal.

Não poderia faltar a atuação do Sesc em educação, grande norteadora de todas as suas ações. Nos anos 1940, grande parte dos adultos brasileiros eram analfabetos ou tinham o mínimo estudo, porque necessitavam cedo trabalhar.

Em 1948, o Sesc já apoiava cursos de alfabetização de adultos e o crescimento desse trabalho culminou em um programa específico, o Sesc Ler, criado em 1998, que levou alfabetização e inclusão social a jovens e adultos que abandonaram os estudos precocemente.

Hoje, a Rede Sesc de Educação está presente em toda a Educação Básica, da Educação Infantil a Educação de Jovens e Adultos. São 234 escolas e 70 polos de Ensino à Distância da EJA.

Diversas outras ações foram desenvolvidas ao longo desses 80 anos, várias delas pioneiras e que se tornaram referência para políticas públicas e iniciativas privadas. Muitas outras estão sendo estudadas. Novos projetos, planos que são construídos no dia a dia, mediante a observação do nosso público e do contexto social.

Aos 80 anos, o Sesc não para de crescer e se adaptar. Talvez seja esse o segredo de sua longevidade: atuar no dia a dia, lado a lado com esses milhões de brasileiros que escrevem a nossa história.

ARTIGOS

O Supremo precisa se explicar

Suspeita não significa culpa e todos têm direito à defesa; diante de acusações relevantes ministros permanecem em silêncio ou oferecem poucos esclarecimentos

11/09/2026 07h25

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O Supremo Tribunal Federal (STF) tem 135 anos de história republicana. Acompanho sua atuação desde 1988, quando iniciei a faculdade de Direito. Depois fiz mestrado em Direito Constitucional na PUC-SP e lecionei a disciplina durante 20 anos. Nunca vi o STF atravessar um momento como o atual.

É muito triste ver a Suprema Corte envolvida em tantas controvérsias e suspeitas. Suspeita não significa culpa e todos têm direito à defesa. Mas surpreende que, diante de acusações relevantes, ministros permaneçam em silêncio ou ofereçam poucos esclarecimentos.

Quem exerce tamanho poder também deve satisfação institucional ao País.

A isso se soma o excessivo protagonismo político assumido pelo STF nos últimos anos. A Corte passou a ocupar espaços cada vez maiores na vida nacional. Quanto maior o poder, maior deve ser a preocupação com autocontenção, imparcialidade e respeito aos limites constitucionais.

Há poucos dias, ouvi trabalhadores de uma obra ao lado do meu escritório fazendo críticas duríssimas ao STF e ao Judiciário. Percebi que o desgaste deixou os ambientes jurídicos e políticos e chegou às ruas. Isso é extremamente preocupante.

Há uma injustiça nisso tudo: o STF não é todo o Judiciário brasileiro. São milhares de juízes, desembargadores e ministros que trabalham muito, quase sempre em silêncio, estudando processos e cumprindo dignamente suas funções. Não é justo que todos paguem por suspeitas ou erros que não são seus.

Por isso, os fatos precisam ser esclarecidos rapidamente. Nem condenação antecipada nem proteção corporativa: investigação séria, transparência, direito de defesa e responsabilização, se houver irregularidades.

O Brasil precisa de um STF respeitado e de um Judiciário preservado. Quem respeita a Justiça deve ser o primeiro a exigir que todas as dúvidas sejam esclarecidas.

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