Há seis anos acompanho futebol diariamente por ser casada com um jogador profissional. Nesse período, convivendo com alguém que consome futebol do mundo inteiro, da hora que acorda até a hora de dormir, percebi uma diferença importante entre gostar de futebol e ser verdadeiramente apaixonado por ele.
E uma das coisas que aprendi é que nós, brasileiros, não somos simplesmente apaixonados por futebol, nós somos apaixonados por vencer nesse esporte.
Se não fosse assim, como explicar o fato que de quatro em quatro anos, até quem não tem time do coração, nem entende nada de bola, veste a camisa verde e amarela para torcer e se contorcer pela seleção?
Isso é porque carregamos o DNA de campeões. Trazemos no peito essa paixão pela adrenalina, pela sensação eletrizante de gritar gol, que bate diferente no fundo da alma de quem está acostumado a vencer.
Porque essa é a nossa identidade dentro do futebol; é a história que aprendemos desde a infância: nós somos os maiores campeões do mundo.
Mesmo que nos últimos 24 anos a seleção não tenha conseguido trazer mais uma taça para casa, ainda somos os únicos com cinco estrelas no peito e isso ninguém vai tirar de nós. E essa é uma das razões pelas quais nunca vamos admitir perder.
Infelizmente, o nosso país perde, sim, e de lavada em muitos aspectos, como a desigualdade social, a corrupção e a violência. Mas, aos olhos do mundo, temos uma seleção de riquezas brilhando intacta, das quais o futebol segue sendo o capitão.
Mesmo assim, as cinco estrelas não garantem a sexta. O futuro permanece incerto. E é exatamente isso que deixa a ideia do título ainda mais saborosa, e torna esse esporte tão apaixonante.
O futebol é agridoce, como a vida também é. Feito de alegrias e tristezas que se misturam o tempo todo. E dessa taça vamos beber até a última gota, torcendo e nos contorcendo, enquanto alimentamos a esperança do hexa, seja nesta oportunidade ou daqui a 1.460 dias.
Por isso vibre, celebre, aproveite. E não se esqueça: Mesmo que esse capítulo não termine como sonhamos, continuaremos a ser os pentacampeões da história.
E aproveito para te lembrar que, ainda que a sua vida esteja mais amarga que doce, e nem mesmo a beleza do futebol consiga colocar um sorriso no seu rosto agora, o Grande Autor da história quer te fazer mais que vencedor.
Renda-se a Ele, pois maior do que cinco ou seis estrelas no peito, é a vitória que vence o mundo: a nossa fé na brilhante estrela da manhã.


