Foi condenado por homicídio triplamente qualificado a 16 anos de prisão em regime fechado , Airton Colognesi, de 36 anos, pelo assassinato do vigia Adelson Eloi Nestor de Almeida, crime ocorrido no dia 07 de julho de 2011, em Campo Grande.
O acusado não compareceu ao julgamento e foi condenado à revelia.
De acordo com informações do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS), os jurados reconheceram ‘‘ a materialidade e letalidade do crime’’, bem como ‘‘afastaram a tese defensiva de desclassificação do crime para lesão corporal seguida de morte”, além de não “ reconhecerem a tese de embriaguez”. Além disso, “reconheceram que o acusado agiu por motivo fútil, empregou meio cruel e usou de recurso que dificultou a defesa da vítima’’.
O júri foi presidido pelo juiz Eduardo Eugênio Siravegna Júnior que fixou a pena base em 14 anos de reclusão.
Segundo ainda as informações, a pena foi aumentada em um ano, pois conforme o magistrado “o acusado empregou meio cruel, já que a vitima foi brutalmente agredida com vários golpes, tanto que teve fraturado o nariz, inúmeras escoriações (...) impondo-lhe sofrimento atroz e desnecessário, fatos que impõem o reconhecimento da agravante (...)”
O juiz decidiu em sua sentença que “o acusado usou de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, pois ela estava trabalhando, quando apenas disse ao acusado para deixar as dependências do posto que já estava fechado, momento em que este reagiu de forma hostil, o que não era esperado por ela, assim como o réu detinha forma física excessivamente superior, caracterizando a agravante (...)”.
Diante disso, a pena foi aumentada em mais um ano, estabelecendo, por fim, a pena definitiva em 16 anos de reclusão em regime fechado, pois se trata de crime hediondo.

