Cidades

ATENTADO EM ESCOLA

Atirador no Espírito Santo tem 16 anos, é filho de PM e usava suástica em ataque a escolas

Tiroteio foi em duas escolas; dois professores e um aluno morreram

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O autor do ataque a duas escolas de Aracruz, no Espírito Santo, usou a arma do pai, um policial militar, na ação que deixou duas professoras e uma aluna de 12 anos mortas.

Ele permaneceu calmo quando foi apreendido em casa, segundo o governador reeleito do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB).

"Os pais dele colaboraram (no momento em que o jovem foi detido), estavam destruídos", disse ele em entrevista.

O adolescente tem 16 anos e estudou até junho deste ano no primeiro colégio a ser invadido, a Escola Estadual Primo Bitti, que fica no bairro Coqueiral e distante cerca de um quilômetro do Centro Educacional Praia de Coqueiral, a outra unidade escolar atingida.

De acordo com Casagrande, o atirador confessou o crime à Polícia Civil, mostrou a roupa camuflada com uma suástica nazista que vestia nos ataques e as armas.

"Ele tinha uma pistola .40 do Estado, da Polícia Militar, que era do pai, e um revólver 38 particular, além de três carregadores."

O governador disse ainda que ele planejava o ataque havia dois anos. "Até então, não tem motivo."

O ataque

Eram cerca de 9h30 quando o atirador chegou na primeira escola, de ensino fundamental. Segundo imagens de câmeras de segurança, ele usava uma roupa camuflada, um capuz e uma máscara de caveira.

Armado com uma pistola, ele tinha carregadores de munição e, ao invadir a escola, chegou primeiro na sala dos professores, onde começou a atirar. Duas professoras morreram no local.

Pouco depois, o atirador entrou em um Renault Duster dourado e foi para a segunda escola particular.

No local, ele se dirigiu ao segundo andar do prédio, entrou em uma das salas de aula e começou a atirar em alunos que estavam próximos à entrada da sala. Uma estudante de 12 anos morreu.

Foi a identificação do proprietário do carro que levou a polícia à casa do adolescente.

incêndios

Situação climática no Amazonas é 'mais grave do que o imaginado', diz ministro do Meio Ambiente

Amazonas segue enfrentando problemas relacionados aos incêndios florestais e a fumaça que compromete a qualidade do ar

12/10/2026 23h00

Foto: Vinícius Mendonça / Ibama

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O Estado do Amazonas segue enfrentando problemas relacionados aos incêndios florestais e a fumaça que compromete a qualidade do ar nesta segunda-feira, 12. Manaus, a capital do Estado, amanheceu coberta por fumaça e registrou a pior qualidade do ar do Brasil pelo quinto dia consecutivo, de acordo com o indicador IQAir, que monitora a qualidade do ar ao redor do globo.

Em uma entrevista coletiva na Base Aérea de Manaus no domingo, 11, o ministro do Meio Ambiente e do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que o cenário observado é "mais grave do que ele imaginava" após realizar uma visita de monitoramento à região de Autazes.

Capobianco apontou que existem pontos de fogo em áreas preservadas e de difícil acesso. O ministro disse que há indícios de ação humana com o intuito de degradar o bioma no Estado do Amazonas.

"É fundamental que esses indivíduos que estão agindo criminosamente vejam que serão punidos", disse Capobianco.

Emergência no Amazonas

No sábado, 10, o MIDR (Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional) apontou que pelo menos 36 municípios do Amazonas estão em situação de emergência.

De acordo com um boletim divulgado no domingo, 11, pelo Ministério do Meio Ambiente, o IBAMA extinguiu 236 incêndios no Estado e segue atuando para combater outros 22 focos ativos no Amazonas.

O Governo Federal apontou que seis das onze aeronaves que foram disponibilizadas já chegaram ao Amazonas. 250 brigadistas estão no local e outros 40 estão em deslocamento para reforçar as operações.

Além da mobilização do governo federal, uma equipe do Estado de São Paulo também está no Amazonas para apoiar o combate aos incêndios florestais. A missão reúne 30 profissionais, incluindo 25 bombeiros e cinco integrantes da Defesa Civil estadual.

A equipe paulista deve concentrar seu trabalho no combate às chamas e na contenção da propagação do fogo.

Painel do fogo

De acordo com dados do Painel do Fogo, do Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), que faz parte do Ministério da Defesa, o Estado do Amazonas registrou um aumento de 271% nos focos de incêndio nos primeiros dez dias do mês de outubro.

No período, foram registradas 1380 ocorrências, contra 372 no mesmo mês do ano passado. Segundo o Painel do Fogo, 1186 acontecimentos foram em áreas públicas, enquanto 93 foram em propriedades privadas.

246 registros ocorreram em assentamentos federais, 116 em terras indígenas, 97 em unidades de conservação e 174 em áreas associadas ao desmatamento.

Padroeira do Brasil

Arcebispo de Aparecida pede desarmamento e atenção à fome e à pobreza

Dom Mário Antônio da Silva celebrou cerimônia da padroeira do Brasil

12/10/2026 19h00

Foto: a12.com/santuario

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Na principal cerimônia religiosa realizada nesta segunda-feira (12) na Catedral Basílica de Aparecida (SP), dia da Padroeira do Brasil, o arcebispo metropolitano de Aparecida, Dom Mário Antônio da Silva, pediu o desarmamento e atenção à fome e aos pobres. 

Dom Mário fez as declarações no sermão da missa solene das 9h. Entre os presentes, estavam o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

“Quem escuta Deus não pode ficar indiferente diante da fome, da pobreza, da  violência, da solidão. Não pode ficar indiferente diante das famílias feridas, das crianças também feridas, dos jovens sem esperança, dos idosos abandonados. Não podemos ficar indiferentes diante das guerras, da destruição da natureza, e de tantos outros males que nos afetam, que afetam a população do Brasil e do mundo”, destacou o arcebispo no sermão da missa.

Em outro trecho da homilia, o arcebispo pediu o desarmamento e a paz.

“Sabemos que Jesus manda construir a paz. E aqui escutando [o papa] Leão XIV, uma paz desarmada e desarmante. Mas muitas vezes alimentamos divisões com armamentos, com guerras e tantos confrontos entre nós. O evangelho, queridos irmãos e irmãs, não nos autoriza a odiar quem pensa diferente, e nem a matar os inimigos”, acrescentou.

Movimentações políticas sobre a padroeira

Após a cerimônia, em entrevista coletiva, Dom Mário foi perguntado se temia que Nossa Senhora Aparecida perdesse o título de Padroeira do Brasil. A polêmica surgiu no mês passado, após a circulação de informações de que grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro teriam manifestado reprovação ao título de Padroeira com abrangência nacional. 

O candidato do PL, no entanto, negou que tenha intenção de destituir Nossa Senhora como padroeira do país.

“Não tenho nenhum temor de que Maria deixará de ter importância que tem na vida do povo brasileiro. O título de padroeira do Brasil foi dado pelo papa em 1930. E proclamado aqui no Brasil, a capital era o Rio de Janeiro, em 31 de maio de 1931. Então já é uma longa data desse título de Maria padroeira do Brasil”, disse. 

O arcebispo, no entanto, admitiu haver movimentações políticas “favoráveis e contrárias”, mas ele não quis “fazer cenários” sobre o futuro.

“Creio que as movimentações políticas favoráveis ou não existem hoje e existirão no decorrer dos próximos anos. É claro que existem vários questionamentos daquilo que poderá acontecer no próximo ano, dependendo das eleições do segundo turno. Mas eu creio que, no momento, não cabe a nós fazer cenários que nos assustem ou que destituam aquilo que estamos vivenciando hoje com muita alegria”.

Romeiros

O dia de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil, foi marcado pela visita de milhares de pessoas à Brasílica na cidade de Aparecida (SP), no Vale do Ribeira. De acordo com estimativas dos administradores do santuário nacional, cerca de 150 mil pessoas deverão passar pelo local hoje. 

No período da novena de Nossa Senhora Aparecida, iniciada há dez dias e encerrada ontem (11), cerca de 500 mil pessoas estiveram no santuário.

A missa solene, das 9h, foi a cerimônia mais disputada pelos romeiros e lotou a basílica. Mesmo durante a celebração, os devotos faziam uma grande fila para passar diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida, alocada sobre uma passarela. 

O romeiro Anderson Roberto Mendes da Costa, de 47 anos, veio a pé, da zona Leste da capital paulista. Caminhou por 172 quilômetros e teve de enfrentar muitas dificuldades para chegar ao santuário. 

“Foram cinco dias caminhando. Foi bem penoso. No caminho, a gente pegou chuva de vento, granizo. No terceiro dia, deu muito sol. Foi bem penoso também, o pessoal teve insolação. Teve o pessoal que pegou infecção intestinal, mas graças ao bom Senhor, a gente conseguiu chegar. Mesmo com as dores, mesmo com as tormentas, chegamos todos bem, realizados com as bênçãos que foram conseguidas”, disse.

Rosemeire Alves Araújo Vieira, de 59 anos, veio de Minas Gerais em uma excursão e disse que pedia a Nossa Senhora uma benção especial ao Brasil, no atual momento de eleição. 

“Vim agradecer e pedir benção para o nosso país, para o momento em que nós estamos vivendo, com essas eleições. Vim de Belo Horizonte e estar aqui é uma emoção muito grande”, ressaltou.

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