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Audiência do caso Eloá termina com depoimento de PM

Audiência do caso Eloá termina com depoimento de PM

folha online

11/03/2011 - 15h21
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A audiência de instrução do processo sobre a morte de Eloá Pimentel terminou por volta das 13h30 desta sexta-feira com o depoimento de Athos Valeriano, o primeiro policial militar a chegar ao local em que a jovem foi mantida em cárcere por Lindemberg Alves Fernandes, em 2008.

Nayara conta em audiência como foram os dias em cárcere com Eloá
Nayara é primeira a ser ouvida em audiência sobre o caso Eloá
Começa audiência que determinará se Lindemberg irá a júri popular
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Ele contou que recebeu o chamado para ir ao local e, quando chegou, Lindember atirou contra ele --a bala atingiu uma parede e passou a 40 cm da cabeça do PM. Segundo Valeriano, o acusado dizia que ia matar as quatro pessoas dentro da casa ---Eloá, dois garotos liberados no mesmo dia e a amiga de Eloá, Nayara Silva-- e, em seguida, se matar.

Além dele, o juiz José Carlos de França Carvalho Neto ouviu outras quatro testemunhas de acusação: Nayara, o irmão de Eloá, Everton Douglas Pimentel, e dois amigos da jovem -- Vitor Lopes de Campos e Iago Vilera de Oliveira.

Hoje à tarde deve ser marcada a audiência da defesa, que deve ouvir 17 testemunhas. Depois disso há ainda um depoimento do próprio Lindemberg e só então será definido se ele irá a júri popular. Não há previsão de quando sairá essa decisão.

Uma outra audiência já tinha determinado que ele iria a júri, mas o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu anular a fase de instrução do processo, considerando haver falhas de procedimento que comprometeram o direto à ampla defesa.

A defesa sustenta a tese de que o tiro que matou a jovem --de 15 anos-- partiu de policiais e pede para ter direito a contestar as provas, bem como um novo interrogatório de testemunhas. A análise do recurso no STJ resultou em empate, o que favoreceu o pedido da defesa.

Para o promotor Antonio Nobre Folgado, a audiência foi benéfica à acusação. Ele afirma que conseguiu aprofundar temas que não tinha aprofundado antes e que já sabia quais seriam as perguntas da defesa. Para ele, a audiência reforça as provas e deve levar Lindemberg a júri popular.

Já a advogada do acusado, Ana Lucia Assad, não entrou em detalhes, mas afirmou ter considerado a audiência benéfica à defesa.

Lindemberg está preso na penitenciária de Tremembé (147 km de São Paulo) e responde pelos crimes de homicídio qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima), tentativa de homicídio (contra Nayara Rodrigues, amiga de Eloá que também foi rendida, e contra o sargento Atos Valeriano), cárcere privado e disparo de arma de fogo.

CRIME

O crime ocorreu em um conjunto habitacional do Jardim Santo André, em Santo André. Segundo a acusação, Lindemberg não se conformava com o fim do relacionamento com Eloá.

Na ocasião, a adolescente estava em companhia de três amigos --dois garotos liberados no mesmo dia e de Nayara que, apesar de ter sido libertada 33 horas depois, retornou ao apartamento no dia 16 de outubro.

No desfecho do caso, após Eloá ser mantida em cárcere por cerca de cem horas, a polícia invadiu o apartamento, alegando ter ouvido um tiro de dentro do imóvel e porque o comportamento de Lindemberg naquele dia estava bastante agressivo.

A acusação diz que o rapaz atirou contra Eloá e Nayara, causando a morte da ex-namorada e ferindo a amiga dela na boca. A defesa sustenta que o tiro que matou a jovem partiu de policiais.

Parceria

Pesquisadores da UFMS vão avaliar qualidade do asfalto de Campo Grande

Convênio no valor de R$ 1,7 milhão foi firmado no fim do ano passado e fiscalização deve começar ainda neste mês

14/04/2026 17h02

Prefeitura anunciou que pesquisadores irão fiscalizar obras de asfalto na Capital

Prefeitura anunciou que pesquisadores irão fiscalizar obras de asfalto na Capital Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Prefeitura de Campo Grande firmou parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), para que pesquisadores da instituição avaliem a qualidade do asfalto da Capital. A medida faz parte de uma série de parcerias com instituções de ensino superior, anunciada nesta terça-feira (14) pela prefeita Adriane Lopes (PP).

"Recentemente nós firmamos um convênio com a UFMS que é de grande importância, é uma parceria que vai trazer muita tranquilidade para mim como gestora  pública da Capital, onde os pesquisadores vão avaliar a qualidade de toda obra de asfalto nova que for lançada em Campo Grande, para que os futuros gestores não sofram o que eu estou sofrendo com a péssima qualidade de muitas áreas e regiões em que Campo Grande recebeu essas obras", disse a prefeita.

Segundo Adriane, a parceria com a universidade traz ainda uma garantia aos órgãos fiscalizadores de que tudo que for feito em termos de asfalto será feito com "qualidade e excelência".

"Nós temos um investimento de quase R$ 1 bilhão para asfaltar mais de 40 bairros da cidade, quase 700 km de asfalto novo em Campo Grande, mas vamos fazer diferente do que foi feito no passado. Tem bairro que o asfalto é como uma casca de ovo, vem uma chuva de 20 minutos, como foi ontem, e devastou algumas regiões porque o asfalto é de péssima qualidade", acrescentou a prefeita.

Adriane explicou que os pesquisadores vão acompanhar todas as obras de asfalto de Campo Grande, junto com demais órgãos fiscalizadores, que darão a certificação de que a obra que está sendo realizada dentro dos parâmetros de qualidade.

Além desta parceria, a prefeitura afirmou que há mais de oito com a UFMS e que a expectativa é ampliar também com mais instituições de ensino superior públicas ou privadas.

Convênio

O convênio entre o Executivo Municipal e a UFMS foi firmado em novembro de 2025. Conforme extrato publicado na ocasião, a parceria se dá através da conjunção de esforços entre as partes para a execução da projeto de pesquisa intitulado “Desenvolvimento de estudos de conservação, recuperação, implementação e execução da pavimentação asfáltica no Estado do Mato Grosso do Sul”.

Para a execução do projeto, foi investido o valor estimado em R$ 1,7 milhão, com vigência contratual de 24 meses.

Campo Grande

Justiça cobra dados sobre mansão e aguarda laudos antes de analisar denúncia contra Bernal

Carlos Alberto Garcete solicitou novas informações antes de decidir se aceita ou não a denúncia contra o ex-prefeito da Capital

14/04/2026 16h45

Ex-prefeito deu sete passos antes de disparar contra fiscal, diz relatório do delegado

Ex-prefeito deu sete passos antes de disparar contra fiscal, diz relatório do delegado Foto: Divulgação

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O juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete, solicitou novas informações antes de decidir se aceita ou não a denúncia contra o ex-prefeito Alcides Bernal, acusado de matar o auditor fiscal Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos. O magistrado quer esclarecimentos sobre a propriedade e a posse do imóvel onde ocorreu o crime, localizado na Rua Antônio Maria Coelho, no Jardim dos Estados, além do envio de laudos pendentes do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol).

A decisão foi tomada após o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) denunciar Bernal por homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo, na última sexta-feira (10). Em despacho publicado nesta segunda-feira (13), Garcete determinou que os promotores responsáveis pelo caso detalhem melhor a situação do imóvel, considerado peça-chave para o recebimento da denúncia.

“[...] O denunciado teria adentrado o local sem mais ter a propriedade e posse, o que deve ser mais bem esclarecido pelo parquet para efeito do recebimento da peça acusatória”, pontuou o juiz ao se dirigir aos promotores Lívia Carla Guadanhim Bariani e José Arturo Iunes Bobadilla Garcia.

Além disso, o magistrado deu prazo de cinco dias para que o Imol encaminhe eventuais laudos ainda não apresentados no processo. Também solicitou que o advogado Tiago Martinho, representante da viúva e dos filhos da vítima, apresente a documentação necessária para avaliar sua habilitação como assistente da acusação.

O caso

Segundo o MPMS, Bernal deve responder por homicídio qualificado, com base em elementos que indicam motivação por vingança. A investigação concluiu que o ex-prefeito não teria aceitado a perda de um imóvel de alto padrão, adquirido por Mazzini em leilão da Caixa Econômica Federal, o que teria desencadeado o crime.

De acordo com a denúncia, Bernal e a vítima não mantinham relação anterior ao conflito envolvendo a propriedade. O Ministério Público sustenta que o acusado agiu por motivo torpe, e utilizou recurso que dificultou a defesa da vítima.

Os promotores apontam que Bernal entrou no imóvel já armado, surpreendeu Mazzini e efetuou disparos que impediram qualquer reação. O crime também foi agravado pelo fato de a vítima ser idosa e pelo uso de uma arma com registro vencido desde 2019. O próprio ex-prefeito confessou ter portado o revólver calibre 38 momentos antes do homicídio.

Bernal está preso preventivamente há cerca de 20 dias, em uma sala de Estado-Maior da Polícia Militar. Na denúncia, o MPMS pede que ele seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri e solicita ainda o pagamento de indenização mínima de 10 salários mínimos à família da vítima, equivalente a R$ 16.210.

A defesa do ex-prefeito informou, por meio do advogado Wilton Acosta, que irá se manifestar apenas nos autos do processo.

Caso a denúncia seja aceita e haja condenação com todas as qualificadoras apresentadas, a pena pode chegar a até 49 anos de reclusão.

*Colaborou Felipe Machado 

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