Cidades

Operação Vulcano

Auditores podem ter que devolver R$ 1 milhão sonegado

Auditores podem ter que devolver R$ 1 milhão sonegado

DA REDAÇÃO

04/12/2012 - 14h30
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Três auditores fiscais da Receita Federal, um empresário e dois despachantes aduaneiros podem ter que devolver R$ 1 milhão sonegado dos cofres públicos. O grupo é acusado de receber e pagar propina para a liberação de cargas de uma refinaria de petróleo sem o pagamento de tributos ou marcação de mercadoria. Ação de improbidade foi ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF), em Mato Grosso do Sul.

A fraude, descoberta na Operação Vulcano e confirmada pela Corregedoria da Receita Federal, aconteceu na inspetoria de Corumbá - fronteira do Brasil com Bolívia - entre dezembro de 2007 e março de 2008. Segundo as investigações, os servidores recebiam R$ 200 por caminhão liberado sem tributação.

O MPF pede que os seis acusados sejam condenados a ressarcir a União pelas contribuições não cobradas - no valor de R$ 1,165 milhão - e paguem também R$ 100 mil por danos morais coletivos. Os envolvidos podem ainda ter seus direitos políticos suspensos, ficar proibidos de contratar com o Poder Público e os auditores fiscais perder o cargo.

Em caráter liminar, o Ministério pede a indisponibilidade dos bens dos acusados para garantir o ressarcimento dos valores.

4º Fórum Midiacom

Fórum reúne cientista político da Quaest e especialistas em Campo Grande amanhã

Evento gratuito debate credibilidade da imprensa e desinformação; entrada solidária com 1 kg de alimento

26/05/2026 13h46

Reprodução

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Campo Grande recebe amanhã, 27 de maio, um dos principais debates sobre jornalismo e credibilidade do ano em Mato Grosso do Sul.

O 4º Fórum da Midiacom MS acontece no Teatro Glauce Rocha e reúne profissionais da comunicação, empresários, estudantes e acadêmicos para debater os desafios da imprensa em meio ao excesso de informações e à disputa por atenção nas redes sociais. 

O tema central do encontro é "O papel da imprensa profissional como curadora do fato" uma reflexão direta sobre o momento em que fake news e algoritmos disputam espaço com o jornalismo verificado.

Felipe Nunes, da Quaest, é a principal atração

O cientista político Felipe Nunes, sócio-fundador da Quaest, será um dos destaques do fórum. O encontro está marcado para as 19h. Nunes apresenta a palestra "Brasil no espelho  tendências para 2026", com análise do cenário político e social do país às vésperas de um ano eleitoral.

Doutor em Ciência Política e mestre em Estatística pela UCLA, ele é professor de Políticas Públicas na Escola de Economia da FGV e referência nacional em pesquisas eleitorais e opinião pública.

A segunda palestra fica por conta do consultor Fernando Morgado, com o tema

"O gatilho da credibilidade: como a mídia de massa impulsiona o clique digital". Com mais de 15 anos de experiência em mídia e inteligência de negócios, Morgado é mestre em Gestão da Economia Criativa e especialista em Marketing pela ESPM.

Como participar

A participação é gratuita, mas exige inscrição prévia pela plataforma Sympla. A entrada é solidária: cada participante deve levar 1 kg de alimento não perecível, que será destinado a ações sociais.

O evento tem apoio do Governo do Estado de MS, Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas, Ministério Público de MS e Sebrae.

Teatro Glauce Rocha — Campo Grande/MS
️ 27 de maio de 2026, às 19h
Inscrições gratuitas pelo Sympla

POLÍCIA

Condenado a 126 anos, Palermo vivia como 'próspero empresário do agro' na Bolívia

Pivô da "demissão" de desembargador, Geron Palermo foi recapturado pela Polícia Federal, Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (Felcn) e Interpol

26/05/2026 13h33

 megatraficante com ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), Gerson Palermo, estava refugiado e vivendo como um

megatraficante com ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), Gerson Palermo, estava refugiado e vivendo como um "próspero empresário do ramo agrícola" Reprodução/Felcn

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Capturado hoje (26) nas proximidades da cidade boliviana de Cotoca, o megatraficante com ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), Gerson Palermo, estava refugiado e vivendo como um "próspero empresário do ramo agrícola" no País vizinho. 

Preso após cerca de uma década fugido das autoridades brasileiras, o criminoso que estava vivendo em uma confortável casa boliviana, no momento em que foi surpreendido pelos agentes. Ele será entregue às forças de segurança pública do Brasil para o cumprimento de sua pena. 

A prisão foi confirmada pelas autoridades do País vizinho e pela Polícia Federal, que destacou que Palermo aparecia entre "alvos prioritários das forças de segurança brasileiras e permanecerá à disposição das autoridades competentes para os procedimentos cabíveis".

'Próspero empresário do agro'

Conforme repassado por um alto funcionário da Felcn, Gerson Palermo se instalou em uma propriedade em Cotoca e vivia escondido na Bolívia, como publicado pelo portal local El Deber, se fazendo passar por um "próspero empresário do agronegócio". 

"Nos últimos anos, ele conseguiu se instalar em uma propriedade perto de Cotoca , onde aparentemente se fazia passar por um próspero empresário do agronegócio", citam as autoridades bolivianas.

Agora, Palermo já está cumprindo os devidos processos para ser deportado, com a entrega marcada para acontecer de forma "discreta" e sob rígidas medidas de segurança, segundo confirma o comandante da polícia de Santa Cruz, David Gómez. 

Segundo informações bolivianas, a prisão aconteceu no contexto do "Plano Falcão" (em tradução livre), um planejamento estrutural que conta com instalação de dispositivos de controle estático. 

"Outro pilar fundamental deste Plano Halcón é o trabalho investigativo. Criamos equipes de investigação em todas as áreas para gerar e alcançar a prevenção de indivíduos envolvidos com o crime organizado. O resultado é este, com a prevenção da prisão repentina de um suspeito brasileiro com ligações com o PCC", completou.  

Palermo: o pivô

Pivô do afastamento do desembargador Divoncir Schreiner Maran de suas funções do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Gerson Palermo é conhecido para além de sua pena superior a um século de prisão, uma vez que já sequestrou avião e até comandou a considerada "maior rebelião em presídios da história do Estado", que acabou com sete mortes no presídio de Campo Grande. 

Durante o dia das mães de 2005, o presídio de Segurança Máxima da Capital viveu um motim, que levou sete presos à morte, além da destruição de diversas alas do complexo. 

Enquanto cumpria regime semiaberto na Colônia Penal Agrícola de Campo Grande, foi preso pela Polícia Federal, em setembro de 2007, acusado de liderar quadrilha que estava com 1,5 tonelada de maconha.

Piloto de aeronaves, Gerson atuava no tráfico de drogas e sua última prisão havia sido registrada em 2017, figurando em noticiários policiais muito antes disso. 

Após a virada do milênio, em agosto de 2000, Gerson colaborou no sequestro de um Boeing que transportava R$5 milhões pertencentes ao Banco do Brasil.

Sendo mais um entre os homens da quadrilha de Marcelo Borelli, homem condenado a 177 anos de cadeia e morreu no presídio ainda em 2011, além do envolvimento neste caso, Palermo foi condenado principalmente por envolvimento com o narcotráfico, atuando principalmente como piloto de avião. 

Depois de uma série de prisões e fugas, ele cumpriu pelo menos 8 anos de prisão de um total de 59 anos das ações das quais não cabem mais recursos.  Porém, ele tem mais 67 anos de pena a pagar, que ainda não aparecem na lista de sua execução penal, porque ainda cabe algum tipo de recurso. 

 

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