Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Mato Grosso do Sul foram mobilizadas nas primeiras horas desta sexta-feira (03) em Campo Grande, que amanheceu sob forte neblina, para atender ocorrência de queda de aeronave registrada nas proximidades do Aeroporto Santa Maria.
In loco, a equipe do Correio do Estado constatou que a queda aconteceu em uma área privada. No local, o proprietário da pista privada Aero Rural, Eder Corrêa, confirmou que ouviu o primeiro indicativo de possível queda de aeronave entre 06h30 e 06h45 de hoje (03).
"Escutei um barulho, no nosso conhecimento percebemos que parecia aeronave que iria retornar à nossa base ou a algum outro local, e aí depois uma explosão com a queda e tudo. Saí correndo, tentei, de qualquer forma sair pra ver se tinha alguma fumaça para tentar ajudar alguma coisa, e nada, não tem fumaça, nem fogo. Mas houve aquela sensação de queda e acabei de confirmar que foi realmente um avião da Amapil", afirma.
O nome citado por Eder trata-se da empresa que têm suas atividades voltadas para táxi aéreo, prestando inclusive o serviço de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Aérea, e que possui em sua frota uma série de aviões bimotores.
Ainda conforme passado inicialmente pelo proprietário da pista privada, a aeronave que teria caído trata-se de um avião Seneca. Em sua frota a Amapil traz justamente um Embraer 810D, um bimotor que têm capacidade de pousar nas mais diversas superfícies, como grama, asfalto ou até mesmo na terra.
In loco, a equipe do Correio do Estado apurou que pelo menos cinco viaturas do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas e até mesmo o uso de drones foram empregados para auxiliar os agentes na procura pelo local da queda.
Até o momento não há confirmação sobre a quantidade de envolvidos no acidente e sobre o resgate de qual seria essa tripulação.
Queda no aeroporto Santa Maria
Espaço que está longe de ter a movimentação de aeronaves e o fluxo de passageiros que recebe, por exemplo o próprio Aeroporto Internacional de Campo Grande, esse ponto na Capital já serve de "auxílio" e desde 2012 o Santa Maria deixou de ser um simples aeródromo para integrar a categoria da "prateleira de cima".
E vale lembrar que esse não é o primeiro acidente aéreo registrado na região pois, como bem acompanha o Correio do Estado, até mesmo o helicóptero do Governo do Mato Grosso do Sul chegou a cair nas imediações há cerca de dois anos.
Essa função de "aeroporto auxiliar" ao Internacional de Campo Grande só foi possível graças aos investimentos anunciados ainda em 2019, a partir de quando foi previsto para o espaço a implantação de um sistema de iluminação que possibilitasse pousos noturnos.
Antes disso, em caso de uma possível emergência noturna na Capital, as aeronaves precisavam recorrer aos aeroportos de Dourados, Corumbá e Três Lagoas, distantes 250,1 quilômetros, 427,5 e 326,6 km respectivamente da Cidade Morena. Nessa época, cabe ressaltar, que o tráfego aéreo chegou a registrar 60 voos diários no aeroporto Santa Maria.
O Aeródromo Santa Maria, para além da iluminação noturna, também passou por um alargamento das faixas de pousos, que antes possuíam a medida correspondente a 1.100 x 23 metros, agora mede 1.500 x 30 metros.

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