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Atacadista

Bairro Tiradentes pode ganhar novo Atacadão até o final do ano

O novo atacadista terá mais de 10 mil m², deve gerar mais de 150 empregos e aumentar o tráfego no local

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O bairro Tiradentes, localizado na região leste de Campo Grande, deve ganhar um Atacadão até o final deste ano. A rede atacadista já possui quatro mercados na Capital, conhecido pelo modelo "atacarejo", localizados na Avenida Gunter Hans, na Avenida Cônsul Asaf Trad, na Avenida Duque de Caxias e na Avenida Costa e Silva.

Terreno está localizado na rua Ministro João Arinos / FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

O novo atacadista será instalado em um terreno localizado na avenida Ministro João Arinos e deve abranger uma área de mais de 10,7 mil metros quadrados. 

As informações foram divulgadas em um Estudo de Impacto para a Vizinhança (EIV), documento que avalia os efeitos positivos e negativos de uma construção ou funcionamento dos empreendimentos. Nele, estão os impactos no trânsito, infraestrutura e qualidade de vida da região. 

De acordo com o documento, o projeto, intitulado Atacadão CG5, "apresenta potencial não apenas para atender à demanda local, mas também para impulsionar a valorização imobiliária do entorno, estimular o consumo e gerar oportunidades de emprego e renda". 

Ao todo, as áreas do estabelecimento serão divididas em:

  • Área de vendas - 5,05 mil m²
  • Frente de caixa - 656,6 m²
  • Depósito - 632,1 m²
  • Câmaras frias - 737,2 m²
  • Administração - 426,26 m²
  • Estacionamento coberto (248 vagas) - 2,26 mil m²
  • Estacionamento de motos (60 vagas) - 149,6 m²
  • Docas - 230,9 m²
  • Beiral - 182,2 m²
  • Casa de Máquinas - 101,7 m²
  • Padaria - 54,7 m²
  • Açougue - 110,6 m²
  • Fatiados - 30,6 m²
  • Outros - 170,9 m²

O término da construção do empreendimento está previsto para dezembro deste ano e deve gerar, pelo menos, 150 novos empregos.

Segundo o EIV, a região do Tiradentes, onde o Atacadão deve ser implantado, possui mais de 21,8 mil habitantes, com idade média de 30,8 anos de idade, e uma taxa média de crescimento de 1,59% a cada ano.

Na área de influência do novo mercado, foram observadas 2.893 unidades residenciais, 62 comércios, 40 unidades de serviços e 271 lotes vagos. 

A construção também estará localizada em uma área de vias rápidas, com presença de pontos de ônibus próximos, uma unidade da Rede de Saúde, três escolas públicas, praças e parques em torno.

Assim, a implantação do empreendimento deve melhorar a dinâmica local, já que pode contribuir para a redução dos vazios urbanos, trazendo novos investimentos para a região, segundo a Planurb. 

Com relação ao trânsito, a avenida João Arinos tem uma média de 34,2 mil veículos circulando por dia, chegando a 2,6 mil carros por hora no horário de pico no sentido bairro-centro e centro-bairro. 

Levando em consideração que o mercado será um "Polo Gerador de Tráfego", e a frota de veículos cresce a cada ano em Campo Grande (em 2026, a frota estimada é 24% maior que em 2022), a presença de ruas de "escoamento", como a Rua Soldado da PM Reinaldo de Andrade, garante que a via principal atenda a demanda viária, mesmo com a presença de filas no momento do "rush" e trânsito lento.

O empreendedor formal do projeto é a May Empreendimentos Imobiliários Ltda., representada por Ricardo Jorge Carneiro da Cunha. O estudo técnico é assinado pela arquiteta e urbanista Vera Lúcia Giraldelli Peri

Opinião pública

A audiência pública para discutir o projeto será realizada no dia 13 de agosto de 2026, uma quinta-feira, às 18h, na Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), localizada na Avenida Calógeras, 356, com entrada pela Rua Dr. Mário Corrêa, no Bairro Glória.

O encontro também terá transmissão simultânea pelo canal da Educação Ambiental da Planurb no YouTube.

O encontro torna público o Estudo e o espaço estará aberto para discussão. 

em todo o país

Trabalhadores dos Correios estão em greve por tempo indeterminado

Paralisação teve início às 22h de quinta-feira (10)

11/09/2026 21h00

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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Os trabalhadores dos Correios paralisaram as atividades por tempo indeterminado em todo o país. A greve teve início às 22h dessa quinta-feira (10). Segundo a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), o movimento paredista foi deflagrado após as negociações da campanha salarial deste ano terminarem sem acordo.

A decisão das assembleias dos trabalhadores ocorreu depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). No Acre, a categoria deve decidir hoje sobre a greve.

Segundo a federação, a categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores. Um dos principais pontos do impasse é o plano de saúde, para os trabalhadores, aposentados e suas famílias.

“A direção dos Correios insiste em alterar sua condição de mantenedora do plano, proposta que preocupa a categoria pelos riscos que pode trazer ao custeio e à garantia da assistência médica”, disse.

A Findect informou ainda que segue acompanhando o movimento e que aguarda uma resposta da direção dos Correios e do governo federal que atenda às reivindicações dos trabalhadores.

“A categoria exige uma proposta que preserve direitos, proteja o plano de saúde e respeite quem mantém a empresa funcionando diariamente em todo o Brasil”.

A reportagem da Agência Brasil pediu um posicionamento da direção dos Correios sobre a greve, mas ainda não teve resposta.

Justiça

Fachin dá 24h para Mendonça levantar sigilo de todo caso Master

Ele atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República

11/09/2026 19h00

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 24 horas para que o ministro André Mendonça retire o sigilo de todos os documentos relacionados à Operação Compliance Zero, que apura corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias ligadas ao antigo Banco Master. 

Fachin atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), para quem a divulgação de apenas parte do material passa uma "ideia equivocada” de que a transparência do caso pode estar comprometida. 

A divulgação de todo o material já havia sido requerida na noite de quinta-feira (9) por Fachin. Mendonça atendeu ao pedido horas depois, divulgando 15 procedimentos de investigação derivados da Compliance Zero. 

Relator do caso no Supremo, Mendonça manteve, contudo, o sigilo sobre algumas linhas de investigação, o que motivou a PGR a pedir acesso à integralidade dos documentos. 

Pela decisão de Fachin desta sexta-feira (11), todos os documentos devem ser disponibilizados, “ressalvadas exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas, para os quais se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade”, escreveu o presidente do Supremo. 

A ordem de Fachin para a retirada do sigilo sobre a investigação ocorre na esteira de uma crise institucional sem precedentes no Supremo, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos de investigação mútuos protagonizados pelos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. 

Fachin determinou a remessa de todo o material para os gabinetes dos demais ministros, para que possam analisar os documentos e provas antes de julgar, na próxima terça-feira (15), outro pedido da PGR, dessa vez para que um relatório da PF ligando Vorcaro a Moraes seja anulado. 

Neste relatório, cujo sigilo foi levantado por Mendonça, constam dezenas de mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. Nelas, o ex-banqueiro demonstra ter relação de proximidade com o ministro. 

Mendonça pediu ao plenário que decida sobre investigar ou não Moraes. A PGR, contudo, alega que o ministro já avançou irregularmente nas investigações, sem a autorização do plenário, o que tornaria nulo o material. 

Sigilo

Entre as apurações mantidas sob sigilo por Mendonça está a que diz respeito ao suposto repasse de R$ 61 milhões para financiar a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a PF, há suspeita de que o dinheiro tenha sido entregue por Daniel Vorcaro, dono do Master, a pedido do senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ). 

Outra investigação mantida sob segredo de Justiça envolve o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o advogado Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master. 

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