Cidades

Mato Grosso do Sul

Boliviana que autorizou voo da Chapecoense que terminou em desastre é presa em Corumbá

Com a colisão, 71 pessoas morreram

Continue lendo...

A Polícia Federal em Corumbá confirmou no começo da noite desta quinta-feira (23) que prendeu boliviana envolvida no acidente aéreo que matou jogadores da Chapecoense, em novembro de 2016. 

A mulher estava foragida da Justiça boliviana e foi responsável pela análise e aprovação do plano de voo da aeronave.

O acidente ocorreu à noite e quando estava aproximando-se do Aeroporto Internacional José Maria Cordova, em Rio Negro, a poucos quilômetros da cidade de Medelín, na Colômbia, acabou caindo. 

Últimas notícias

Com a colisão, 71 pessoas morreram. O avião transportava o time da Chapecoense, que disputava a Libertadores da América na época.

"A boliviana era especialista em segurança de voo e, na ocasião, teria deixado, fraudulentamente, de observar os requisitos procedimentais mínimos para a aprovação do plano de voo da aeronave, eis que no programa apresentado, a autonomia de voo não era adequada para a viagem", explicou a Polícia Federal, em nota.

A mulher detida permanecerá reclusa em Corumbá e aguardará os trâmites legais para que seja entregue às autoridades bolivianas.

Assine o Correio do Estado

AMEAÇAS CONTRA INDÍGENAS

"Foi da boca para fora", alegam servidores que ameaçaram envenenar indígenas em MS

Funcionários da Prefeitura de Tacuru admitiram ter gravado áudios com ameaças contra moradores da Aldeia Sassoró, mas afirmaram à Polícia Federal que não tinham intenção de colocá-las em prática

01/11/2026 12h30

Polícia Federal investiga ameaças contra indígenas da Aldeia Sassoró, em Tacuru

Polícia Federal investiga ameaças contra indígenas da Aldeia Sassoró, em Tacuru Divulgação/Agência Brasil

Continue Lendo...

Dois servidores da Prefeitura de Tacuru, município localizado no sul de Mato Grosso do Sul, admitiram à Polícia Federal (PF) ter gravado áudios com ameaças de envenenamento contra indígenas da Aldeia Sassoró. Apesar de reconhecerem a autoria das mensagens, os funcionários alegaram que as declarações foram feitas "da boca para fora" e que não tinha intenção de colocar as ameaças em prática.

As informações foram divulgadas pelo UOL Notícias, que recebeu a confirmação da Polícia Federal. Segundo a corporação, os dois servidores foram ouvidos durante as investigações e reconheceram a autoria das gravações. As identidades dos envolvidos não foram divulgadas. 

Nos áudios que motivaram a abertura do inquérito, os investigados mencionavam a possibilidade de envenenar a água consumida pelos moradores da comunidade indígena. A divulgação das mensagens provocou preocupação entre os indígenas e mobilizou autoridades federais para apurar o caso.

O diretor de Amazônia e Meio Ambiente da Polícia Federal, Humberto Freire, afirmou à TV Morena que os servidores atribuíram as declarações ao consumo de bebidas alcoólicas. Durante os depoimentos, eles teriam alegado que não possuíam meios de concretizar as ameaças e classificaram o conteúdo das gravações como “besteira” e “palavra mal colocada”.

Apesar das justificativas apresentadas, a Polícia Federal informou que as investigações não ficarão restritas aos depoimentos dos suspeitos. A corporação continua reunindo provas para esclarecer as circunstâncias em que as ameaças foram feitas e verificar possíveis responsabilidades criminais.

Após a conclusão do inquérito, o material será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para análise das medidas cabíveis. 

Ministros visitam aldeias ameaçadas

Diante das denúncias de ameaças, racismo e violência contra comunidades indígenas após as eleições, representantes do governo federal estiveram em Mato Grosso do Sul para acompanhar a situação e discutir medidas de proteção.

No sábado (31), o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, e a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, visitaram as aldeias Taquapery, em Coronel Sapucaia, e Sassoró, em Tacuru.

Durante as visitas, os ministros conversaram com lideranças indígenas para avaliar a situação das comunidades e identificar a necessidade de reforço nas ações de segurança.

“Não iremos permitir que nenhuma violência, nenhuma ameaça perpetrada contra comunidades indígenas ou seus integrantes será desconsiderada”, declarou Eloy Terena.

Equipes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) também foram encaminhadas às aldeias citadas nas denúncias, com a finalidade de verificar as informações e prestar apoio aos moradores.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César e Lima, esteve em Dourados, onde se reuniu com representantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional de Segurança Pública e Polícia Militar para discutir a atuação conjunta das forças de segurança.

“Queremos ser absolutamente rigorosos para que nenhuma dessas práticas possa ocorrer sem a responsabilização. E, por outro lado, queremos tranquilizar a todos de que outros episódios não aconteçam mais”, afirmou o ministro.

Segundo Janine Mello, a força-tarefa organizada pelo Ministério da Justiça, em parceria com as forças de segurança estaduais e órgãos federais, deverá permanecer em atuação enquanto houver necessidade de proteção às comunidades.

“A ideia é que a força-tarefa se mantenha pelo tempo que for necessário, em diálogo permanente com o Ministério da Justiça, com a Polícia Federal, com a Defensoria Pública da União e com o Ministério Público”, declarou a ministra.

Governo recebeu 189 denúncias após as eleições

Até sexta-feira (30), o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania havia recebido 189 denúncias de violência política, intimidação e discriminação relacionadas às eleições em todo o país.

Entre os casos relatados estão agressões físicas, episódios de xenofobia e situações de assédio eleitoral no ambiente de trabalho.

Em relação especificamente às comunidades indígenas, o Ministério dos Povos Indígenas contabilizou dez denúncias de ameaças e violência. De acordo com a pasta, todos os registros foram encaminhados aos órgãos competentes para investigação.

O governo federal informou que continuará acompanhando os casos e articulando medidas de segurança para evitar novos episódios de violência contra as populações indígenas.

TRAGÉDIA

Pai de 23 anos e filha de 1 ano, morrem em acidente na BR-163, em Sonora

Vítimas voltavam para casa após deixar a mãe da criança no trabalho

01/11/2026 10h30

Acidente entre carro e caminhão carregado de algodão deixou pai e filha mortos e interditou a BR-163, em Sonora, na manhã deste domingo (1º)

Acidente entre carro e caminhão carregado de algodão deixou pai e filha mortos e interditou a BR-163, em Sonora, na manhã deste domingo (1º) Divulgação/Edição MS

Continue Lendo...

Um jovem de 23 anos e a filha, de apenas 1 ano, morreram em um grave acidente envolvendo um carro de passeio e um caminhão na manhã deste domingo (1), na BR-163, em Sonora, município localizado no norte de Mato Grosso do Sul. A colisão ocorreu na altura do quilômetro 821 e deixou a rodovia completamente interditada nos dois sentidos. 

De acordo com informações do portal Edição MS, pai e filha retornavam para casa depois de deixar a mãe da criança em um posto de combustíveis, onde ela trabalha às margens da rodovia. O acidente aconteceu cerca de 10 quilômetros depois, quando os dois seguiam em direção à área urbana do município.

Durante o trajeto, o carro em que estavam colidiu com um caminhão que transportava pluma de algodão. Com a força do impacto, o jovem morreu ainda no local, antes de receber atendimento médico.

A menina, que completaria dois anos em dezembro, chegou a ser socorrida por equipes de emergência e encaminhada ao Hospital Municipal de Sonora. Apesar dos esforços da equipe médica, ela não resistiu aos ferimentos.

Com a colisão, o caminhão tombou sobre a pista e parte da carga de algodão ficou espalhada pela rodovia, impedindo a passagem de veículos nos dois sentidos. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde do motorista do caminhão. 

Equipes da concessionária responsável pela administração da BR-163, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Polícia Civil e da Perícia foram acionadas para atender à ocorrência.

Além dos levantamentos para esclarecer as circunstâncias da colisão, as equipes trabalham na retirada do caminhão e na limpeza da pista. Devido à quantidade de carga espalhada, a liberação do tráfego pode demorar.

As causas do acidente ainda serão investigadas. Enquanto o trecho permanecer interditado, a orientação é que os motoristas evitem passar pela região e, se possível, adiem as viagens até a normalização do trânsito.

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).