Cidades

FICOU PRESO EM MS

Bolsonaro diz temer por vida de Adélio Bispo

Bolsonaro diz temer por vida de Adélio Bispo

ESTADÃO CONTEÚDO

31/07/2019 - 15h03
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De saída do Palácio da Alvorada para o evento de inauguração de trecho da Ferrovia norte-sul em Anápolis (GO), o presidente Jair Bolsonaro comparou Adélio Bispo, que esfaqueou o presidente em setembro do ano passado, ao prefeito de Santo André (SP) assassinado por "queima de arquivo". 

Bolsonaro também afirmou que não há quebra de decoro em sua fala sobre o assassinato de Fernando Santa Cruz no período militar. Comentou, ainda, sobre a reforma da Previdência, a indicação de seu filho Eduardo para a embaixada brasileira em Washington e sobre o novo contingenciamento de quase R$ 350 milhões no orçamento do Ministério da Educação. 

"A defesa de Adélio fez a opção de passá-lo por maluco, mas ele tem a chance de falar agora", disse o presidente, afirmando que está disposto a conversar com ele "ou com algum familiar". Bolsonaro afirmou ter preocupação que Adélio tenha o mesmo destino do então prefeito da cidade de Santo André, no ABC Paulista, assassinado em janeiro de 2002. "Estou dando uma chance porque ele está condenado, então tem que ser rápido porque o caso Celso Daniel foi muito rápido, foram nove vítimas executadas por queima de arquivo no processo todo", disse Bolsonaro. O presidente ainda associou o ataque de que foi vítima e o assassinato de Celso Daniel "à esquerda". 

Previdência

Bolsonaro afirmou que teve um café da manhã "calmo e tranquilo" com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) no qual foi criada a expectativa de que a reforma da Previdência seja aprovada em segundo turno já na semana que vem, quando o Congresso retorna do recesso. 

Caso Santa Cruz

O presidente disse, também, que não há quebra de decoro em suas falas sobre a morte de Fernando Santa Cruz, pai do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz. "Não tem quebra de decoro, quem age dessa maneira perdeu o argumento. A história tem dois lados e não pode valer um lado só", disse.

Bolsonaro ainda repetiu que "não tem verdade nenhuma" nas revelações da Comissão da Verdade, criada pela então presidente Dilma Rousseff para apurar crimes cometidos durante a ditadura militar. "Alguém acredita que o PT está preocupado com a verdade? Quando falaram em 'comissão da verdade' todo mundo riu do nome". 

Embaixada 

O presidente também foi questionado por um repórter se espera receber em breve a resposta formal do pedido de agrément sobre seu filho Eduardo Bolsonaro. "Precisa disso? Se eu falo 'eu te amo' e você diz que quer casar, para que assinar papel? Vamos pra lua-de-mel logo", falou, exaltando o elogio do presidente americano, Donald Trump, a Eduardo feito ontem no gramado da Casa Branca, em Washington.

"O agrément às vezes nem precisa mandar, apesar de estar lá na Convenção de Viena. Eu já conversei com o (presidente do Senado Federal) Davi Alcolumbre (DEM-AP), já conversei com senadores, está tudo acertado", comentou, afirmando que tão logo recomecem as atividades legislativas, formalizará a indicação. 

A Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas estabelece que o Estado que envia um embaixador deverá certificar-se de que a pessoa que pretende nomear conta com o agrément(acordo) do Estado que receberá o diplomata. A Convenção de Viena garante ao Estado receptor o direito de não aceitar a indicação. Por esse motivo, de acordo com o site do Itamaraty, "o costume internacional é que todo o procedimento se faça de forma sigilosa: assim evita-se que, em caso de recusa, crie-se constrangimento tanto para as relações bilaterais quanto para a pessoa indicada. Somente em caso de aprovação o pedido e a concessão de agrément tornam-se públicos.

Contingenciamento

Por fim, Bolsonaro afirmou que não é adepto de contingenciamento, mas que "entre a crítica e o impeachment, eu fico com o contingenciamento". Na noite de terça-feira, 30, o governo publicou edição extra no Diário Oficial da União na qual distribui entres órgãos do Executivo o contingenciamento de R$ 1,4 bilhão anunciado semana passada. 

"É um corte pequeno em um orçamento superestimado, de quase R$ 200 bilhões. Se tem lei, tenho que seguir a lei, não sou ditador nem o 'Dilmo' de calça comprida", afirmou, fazendo referência ao crime de pedalada fiscal pelo qual a ex-presidente Dilma Rousseff teve seu mandato cassado em 2016. 

No novo contigenciamento, o ministério mais atingido foi o da Cidadania, que teve mais R$ 619,166 milhões congelados. No total, a pasta tem contingenciados R$ 1,3 bilhão de um orçamento total de R$ 4,9 bilhões no ano. Em seguida, a tesourada foi maior na Educação, com R$ 348,471 milhões contingenciados. O ministério tem R$ 6,1 bilhões contingenciados de um orçamento de R$ 25 bilhões - os cortes na Educação foram alvos de protestos no início do ano. 

O Ministério da Economia teve mais R$ 282,574 milhões contingenciados, e o Turismo, R$ 100 milhões. Também foram atingidos os ministérios da Ciência, Tecnologia e Comunicação (R$ 59,78 milhões), Agricultura (R$ 54,69 milhões), Relações Exteriores (R$ 32,8 milhões), Meio Ambiente (R$ 10,1 milhões) e Saúde (R$ 6,993 milhões).

operação successione

Defesa pede prisão domiciliar para advogado envolvido com jogo do bicho

Advogado preso na Successione assumiu lugar do pai no esquema do jogo do bicho e defesa pede prisão domiciliar para que ele cuide de um filho com síndrome de down

20/05/2026 18h10

Rhiad Abdulahad está preso desde novembro de 2025

Rhiad Abdulahad está preso desde novembro de 2025 Foto: Arquivo

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A defesa do advogado Rhiad Abdulahad, preso durante a 4ª fase da Operação Successione, em novembro de 2025, por envolvimento com o jogo do bicho, pediu à Justiça a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar.  

A justificativa da defesa é que Rhiad tem um filho de 2 anos, portador de síndrome de down, e que é imprescindivel a presença dele aos cuidados especiais do filho.

A prisão preventiva do requerente foi decretada em 25 de novembro de 2025, por requisição do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

Segundo o Gaeco, após a primeira fase da operação, Rhiad Abdulahad teria assumido a posição de articulação da organização criminosa voltada a exploração do jogo do bicho e lavagem de dinheiro, sucedendo seu pai, José Eduardo Abdulahad, em funções que o Ministério Público qualifica como de gerência. 

Denúncia foi oferecida no dia 10 de dezembro e foi recebida pelo Juízo da 4ª Vara Criminal de Campo Grande em 19 de dezembro de 2025, quando ele virou réu.

Desde o recebimento da denúncia, a defesa já formulou três requisitos distintos de revogação da prisão preventiva, todos indeferidos pela 4ª Vara.

A defesa argumenta que a acusação se baseou unicamente em interceptações telemáticas e declarações de terceiros e que nos autos não consta qualquer ato material e individualizado praticado por Rhiad que ultrapasse o exercício da advocacia.

Ainda segundo a defesa, os pedidos anteriores requeriam a revogação da prisão preventiva, enquanto este novo pleiteia a substituição da modalidade de custódia da prisão preventiva por prisão domiciliar.

Para consubstanciar o pedido, foram anexados laudos médicos da criança.

Em um deles, médica pediatra da criança atesta que a presença ativa do pai no processo terapêutico do menor "é imprescindível para seu desenvolvimento neuropsicomotor, cognitivo e socioemocional, e que a ausência prolongada do genitor configura fator de risco capaz de acarretar prejuízos irreversíveis ao desenvolvimento global da criança".

Laudo técnico e solicitação de internação também foi anexado, onde cirurgião crânio-maxilo-facial e otorrinolaringologista indica a realização de cirurgia que exige sedação e internação da criança, demandando a presença e consentimento paterno para a realização e acompanhamento no pós-operatório.

O último documento é um atestado médico, de 7 de maio, que diagnosticou a mãe da criança com quadro depressivo e transtorno de ansiedade. A defesa alega que a condição é relacionada ao acúmulo de sobrecarga nos cuidados com a criança, imposta pela prisão preventiva do pai.

Destarte, o objeto do pedido é novo, não se postula a liberdade plena do requerente, mas a humanização da custódia - a substituição da prisão carcerária pela prisão domiciliar, medida que preserva integralmente os fins do processo e, ao mesmo tempo, assegura a uma criança com deficiência o direito constitucionalmente
garantido à presença ativa de seu genitor.

O pedido ainda não foi apreciado pela Justiça.

4ª fase da Operação Successione

A quarta fase da Operação Successione teve como alvo familiares e empresários próximos ao deputado Neno Razuk (PL). Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de prisão preventiva e 27 mandados de busca e apreensão simultaneamente em Campo Grande, Dourados, Corumbá, Maracaju e Ponta Porã, além de endereços no Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul.

A investigação aponta que o grupo estaria envolvido em uma lista de crimes variados, como  roubos, corrupção, lavagem de dinheiro e, principalmente, uma tentativa de monopolizar a exploração ilegal de jogos de azar, o dito “jogo do bicho”, em Mato Grosso do Sul. 

Segundo apurações do Gaeco, a organização criminosa, liderada pelo deputado estadual Roberto Razuk Filho (Neno), o plano da quadrilha era expandir a jogatina para Goiáse a reorganização do clã após a Operação Successione, que teve início em 2023. 

Mesmo com o desdobramento da Operação, o grupo não cessou as atividades, intensificando a sua atuação de forma “violenta e estruturada”. 

Confira abaixo a lista dos investigados e presos na quarta fase da Successione: 

  • Roberto Razuk,
  • Rafael Godoy Razuk,
  • Jorge Razuk Neto,
  • Sérgio Donizete Baltazar,
  • Flávio Henrique Espíndola Figueiredo,
  • Jonathan Gimenez Grande (Cabeça),
  • Samuel Ozório Júnior,
  • Odair da Silva Machado (Gaúcho),
  • Gerson Chahuan Tobji,
  • Marco Aurélio Horta,
  • Anderson Lima Gonçalves,
  • Paulo Roberto Franco Ferreira,
  • Anderson Alberto Gauna,
  • Willian Ribeiro de Oliveira,
  • Marcelo Tadeu Cabral,
  • Franklin Gandra Belga,
  • Jean Cardoso Cavalini,
  • Paulo do Carmo Sgrinholi,
  • Willian Augusto Lopes Sgrinholi,
  • Rhiad Abdulaha.

ranking

Campo Grande é a 41° melhor cidade para se viver no País e Japorã a 8ª pior

Entre as capitais brasileiras, Campo Grande é 4ª com melhor qualidade de vida do Brasil

20/05/2026 18h00

Vista aérea de Campo Grande

Vista aérea de Campo Grande ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

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Pesquisa divulgada pelo Índice de Progresso Social (IPC) aponta que Campo Grande é a 41ª melhor cidade e 4ª melhor Capital do Brasil para se viver.

Mas, em contrapartida, Japorã ocupa o 8º lugar entre as piores cidades para se morar. Já Mato Grosso do Sul é o 7º estado do Brasil com melhor qualidade de vida.

O relatório mostra que a qualidade de vida no país segue marcada por desigualdades persistentes, com diferenças relevantes.

Confira o desempenho de cada município de MS:

MUNICÍPIO

PONTUAÇÃO

RANKING MS

Campo Grande

69,77

1

Glória de Dourados

66,46

2

Dourados

65,89

3

Três Lagoas

65,47

4

Bataguassu

65,13

5

Jateí

64,68

6

Chapadão do Sul

64,50

7

Naviraí

64,42

8

Angélica

64,02

9

Nova Andradina

63,87

10

Rio Brilhante

63,71

11

São Gabriel do Oeste

63,57 

12

Água Clara

63,12

13

Camapuã

62,98

14

Aparecida do Taboado

62,97

15

Paraíso das Águas

62,85

16

Vicentina

62,74

17

Eldorado

62,66

18

Santa Rita do Pardo

62,49

19

Bandeirantes

62,46

20

Maracaju

62,18

21

Deodápolis

62,04

22

Bela Vista

61,96

23

Jardim

61,94

24

Mundo Novo

61,91

25

Guia Lopes da Laguna

61,70

26

Inocência

61,60

27

Itaporã

61,51

28

Ribas do Rio Pardo

61,41

29

Bonito

61,40

30

Costa Rica

61,13

31

Corumbá

61,03

32

Coxim

60,95

33

Fátima do Sul

60,76

34

Ivinhema

60,74

35

Cassilândia

60,70

36

Paranaíba

60,68

37

Caracol

60,68

38

Anaurilândia

60,56

39

Brasilândia

60,48

40

Jaraguari

60,41

41

Rio Verde

60,40 

42

Pedro Gomes

60,38

43

Rio Negro

60,33

44

Douradina

60,28

45

Nova Alvorada do Sul

60,22

46

Sete Quedas

59,98

47

Novo Horizonte do Sul

59,94

48

Ladário

59,82

49

Batayporã

59,74

50

Sidrolândia

59,31

51

Iguatemi

59,13

52

Alcinópolis

59,09

53

Corguinho

59,06

54

Anastácio

59,04

55

Figueirão

58,88

56

Bodoquena

58,88

57

Caarapó

58,81

58

Porto Murtinho

58,72

59

Sonora

58,26

60

Rochedo

58,25

61

Aquidauana

58,22

62

Selvíria

58,13

63

Taquarussu

57,78

64

Ponta Porã

57,78

65

Terenos

57,60

66

Juti

57,37

67

Miranda

56,40

68

Aral Moreira

56,32

69

Nioaque

55,80

70

Antônio João

55,47

71

Dois Irmãos do Buriti

55,31

72

Itaquiraí

55,15

73

Amambai

54,34

74

Laguna Carapã

53,99

75

Paranhos

51,66

76

Tacuru

50,59

77

Coronel Sapucaia

50,52

78

Japorã

46,23

79

Os municípios mais bem classificados no Brasil são:

Vista aérea de Campo Grande

Já os piores são:

Vista aérea de Campo Grande

Confira as melhores capitais para se viver:

Vista aérea de Campo Grande

Confira os estados brasileiros com melhor qualidade de vida:

Vista aérea de Campo Grande

A pesquisa leva em consideração 57 indicadores sociais e ambientais, organizados em três dimensões: necessidades humanas básicas, Fundamentos do bem-estar e oportunidades. Veja mais detalhadamente:

  • Necessidades humanas básicas: nutrição e cuidados médicos básicos; água e saneamento; moradia e segurança pessoal
  • Fundamentos do bem-estar: acesso ao conhecimento básico; acesso à informação e comunicação; saúde e bem-estar e qualidade do meio ambiente
  • Oportunidades: direitos individuais; liberdades individuais e de escolha; inclusão social e acesso à educação superior
Vista aérea de Campo GrandeEscreva a legenda aqui

A pesquisa avaliou 5.570 municípios brasileiros. A pontuação vai de 0 a 100.

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