Os bombeiros que combatiam queimadas na Serra do Amolar, tiveram que se deslocar para a Escola Municipal Rural Paraguai Mirim, que foi consumida pelo fogo. Apenas um funcionário, que cuida da unidade, estava no local no momento do ocorrido e não se feriu.
O fogo teve início da noite de quarta-feira (31), conforme levantamento feito pela reportagem a unidade escolar atende aproximadamente 50 crianças. A assessoria da prefeitura do município informou que uma equipe da Secretaria Municipal de Educação (Semed) esteve no local para avaliar a situação.

A causa do incêndio pode ter sido um curto-circuito, segundo adiantou ao Correio do Estado a Tenente-Coronel Tatiane Inoue, comandante do Centro de Proteção Ambiental (CPA). Conforme resolução publicada pela prefeitura de Corumbá, na terça-feira (31), aulas nos Centros Municipais de Educação Infantil (Cemei) e nas Unidades Escolares que ofertam o Ensino Fundamental e a Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Rede Municipal de Ensino começa em 19 de fevereiro.
Serra do Amolar
Conforme noticiado pelo Correio do Estado, devido à região ser de difícil acesso, aeronaves do modelo air tractor, com capacidade de transportar até 3 mil litros de água, estão sendo usadas. Na manhã desta quinta-feira (1º), fizeram voo de reconhecimento na região para estudar em quais locais o combate deve ser iniciado.
“Fizemos o reconhecimento da área, há muita fumaça realmente densa no local e três pequenos focos de incêndio. O air tractor vai decolar para soltar a água. Além disso, a guarnição por terra continua em prontidão”, explicou a tenente-coronel Tatiane Inoue.
O fogo iniciou no dia 27 de janeiro e quatro dias depois já haviam queimado 1.598 hectares, na Serra do Amolar. Segundo dados do Painel do Fogo, somente em janeiro foram registrados 115, eventos de fogo, contra 28 registros no ano anterior.
“A guarnição subiu o Rio Paraguai, foram cinco horas de deslocamento na Serra do Amolar. E a área é de difícil acesso, foram várias horas para progressão de poucos quilômetros no local do incêndio. A equipe atua com equipamentos de combate e drones para georreferenciamento”, disse a tenente-coronel Tatiane.
A área que está pegando fogo não era atingida desde 2020, de acordo com o Instituto Homem Pantaneiro (IHP), que auxilia no combate ao fogo com apoio da Marinha do Brasil. “Atuamos na ilha próxima à fazenda Serra Negra, optamos por tentar acessar de frente e não conseguimos, próximo às margens, a gente não tinha cesso. Rodeamos a ilha, entramos por trás do fogo, caminhamos quase 1,5km para chegar na cabeça do incêndio. Fizemos todo o procedimento, combate direito com soprador, que foi a opção. Logo em seguida a gente fez o monitoramento de toda a ilha. Agora está extinto”, explicou o sargento Assis, que está no local.
Miranda
Desde que o fogo foi controlado e extinto na quarta-feira (31), o Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, em Miranda, está sendo monitorado pelo corpo de bombeiros. “As nossas guarnições estão a pronto emprego em todo o Estado. A medida que detectamos a necessidade de aumentar a estrutura, estamos mobilizados para reforço no combate”, disse a tenente-coronel do Corpo de Bombeiros.
A fumaça das queimadas chamou atenção por chegar até a cidade. O combate iniciou na terça-feira (30) tendo sido controlado com utilização de maquinário como: pá carregadeira, trator de lâmina e de grade.
** Colaborou Valesca Consolaro


