Cidades

"RODOVIA DA MORTE"

BR-163 tem alta de acidentes e mortes, enquanto contrato segue parado no TCU

Dados da PRF mostram que o número de sinistros e óbitos aumentou neste ano, em comparação com o ano passado

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A BR-163 volta a ter alta de acidentes e mortes enquanto o contrato de renovação da concessão segue parado no Tribunal de Contas da União (TCU). Apelido de “rodovia da morte” se torna cada vez mais real na principal rodovia federal que corta o Estado de norte a sul.

Enquanto a repactuação do contrato de concessão da rodovia segue indefinido, o número de mortes e acidentes na BR-163 seguem subindo. 

De acordo com os dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) nos primeiros seis meses de 2024 aconteceram 400 acidentes na BR-163, sendo que no mesmo período do ano passado, foram registrados 330 casos, eu aumento de 21% no número de ocorrências.

Referente aos óbitos nestes acidentes, de janeiro a junho do ano passado, 33 pessoas morreram na BR-163 vítimas de sinistros na estrada, atualmente contando os acidentes que ocorreram neste início de julho já são 36 mortes nesta rodovia.

Entre as madrugadas de sábado e domingo (6 e 7 de julho) sete pessoas morreram em Mato Grosso do Sul em trechos distintos da BR-163, que possui 847 quilômetros de extensão. 

Na madrugada de domingo, quatro rapazes que estavam em um Pálio morreram próximo ao km 300 da rodovia, sendo que uma das vítimas do acidente demorou a ser identificada devido a gravidade da batida, já que os bombeiros precisaram recortar o carro onde o corpo da vitima estava preso às ferragens. 

Esses quatro óbitos se somam às três vítimas do acidente no anel viário de Campo Grande, que aconteceu ainda na madrugada de sábado (6), que coincidentemente também estavam em um carro de passeio e se chocaram contra uma carreta. 

Um terceiro acidente na BR-163 aconteceu na segunda-feira. Uma camionete Toyota Hillux, ocupada por moradores de Pedro Gomes, ficou destruída ao se chocar com um caminhão baú. Outra carreta bitrem tanque se envolveu no acidente sofrendo danos na batida.

O acidente ocorreu devido a invasão de pista contrária do motorista da carreta, a camionete que vinha na pista bateu atrás dos veículos, que se chocaram e capotou várias vezes, parando nas margens da rodovia. Apesar da gravidade da batida ninguém ficou ferido neste acidente.

A MAIS PERIGOSA

Segundo os dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o número de óbitos nas rodovias federais em 2023, decorrentes de acidentes, foi de 184. Só na BR-163 este quantitativo é de 64, ou seja, 34% das mortes que ocorreram em rodovias federais no Estado aconteceram nesta via.

Se comparado a dados anteriores a privatização da BR-163, que é gerenciada pela CCR MSVia, entre janeiro e julho de 2014, o número de mortes na rodovia também foi de 64, mostrando que os números continuam altos.

Conforme a PRF, as rodovias federais mais perigosas do Estado seguem sendo a BR-163 e a BR-262.

“As BRs do Estado com maior número de acidentes no último ano são, respectivamente, BR-163 e BR-262, o que está diretamente relacionado ao maior fluxo de veículos nessas rodovias”, disse a corporação em nota.

CONCESSÃO DA BR-163

A CCR MSVia ganhou leilão em 2014 para administrar os 845 km da BR-163, que liga Mundo Novo, na divisa com o Paraná, com o município de Sonora, na divisa com o Mato Grosso.

A promessa era de que a rodovia seria totalmente duplicada, mas a CCR MSVia duplicou apenas cerca de 150 km, o suficiente para iniciar a cobrança de pedágio, nos três primeiros anos de contrato.

A partir de 2017, não ocorreu mais nenhuma obra de duplicação. O governo federal vem prorrogando o contrato com a CCR MSVia para a administração da BR-163, uma vez que a empresa havia se negado a permanecer com a licitação em 2019. 

Porém, desde o ano passado a concessionária e o governo federal chegaram a um acordo para uma nova repactuação. O novo contrato tem previsão de investimento de R$ 12 bilhões na rodovia, que inicialmente deveria ter sido assinado no primeiro mês de 2024. 

No entanto, um impasse do Tribunal de Contas da União (TCU) atrasou o processo, que segue sem previsão de entrar na pauta de sessões da Corte, já que não há nenhuma regra que estabelece um prazo para a análise do processo. O contrato ainda prevê mais 190 km de duplicação.

Saiba

De acordo com o governo do Estado, o novo contrato de concessão da BR-163 que deve ser estendido até 2049, sendo que R$ 2,3 bilhões dos R$ 12 bilhões devem ser investidos nos três primeiros anos da vigência.

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Cidades

MS tem 4,7 milhões de hectares de pastagens degradadas passíveis de recuperação

Tema está sendo debatido em encontro realizado pelo Ministério da Agricultura

24/07/2024 12h30

Arquivo.

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Uma pesquisa, realizada pela Universidade de São Paulo (USP) mostra que Mato Grosso do Sul tem 11,8 milhões de hectares de área degradada, sendo 4,7 milhões destes hectares correspondentes a áreas passíveis de recuperação.

A área a ser recuperada é maior do que a utilizada para o plantio de soja em todo o Estado, que é de aproximadamente 4,1 milhões de hectares, e supera em mais de 100% a área plantada de milho, que é de aproximadamente 2,2 milhões de hectares na 2ª safra deste ano. Os dados são do Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (Projeto Siga-MS) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) 

Pensando em buscar medidas para amenizar as áreas degradadas em Mato Grosso do Sul, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está realizando em Campo Grande, nesta quarta-feira (24), uma Oficina sobre as Ações de Recuperação e Conversão de Áreas Degradas.

O evento reúne gestores públicos e de instituições ligadas ao setor agropecuário sul-mato-grossense, com o objetivo de identificar quais são os municípios e áreas prioritárias a serem recuperadas, além de compartilhar conhecimentos e pensar ações e formas de investimento a serem adotadas para apoiar o agricultor, para que ele possa investir na recuperação dos pastos.

As atividades serão definidas a partir das diretrizes do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD) e das metas do Plano Setorial para Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária 2020-2030 (Plano ABC+). 

A oficina acontece até as 18h, no auditório da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) – Av. Desembargador José Nunes Da Cunha S/N - Bloco Parque dos Poderes, Campo Grande (MS).

Recuperação de pastagens degradadas
no Pantanal custaria quase R$ 16 bilhões

Conforme noticiado anteriormente pelo Correio do Estado, um estudo desenvolvido pelo Observatório de Conhecimento e Inovação em Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado em outubro de 2022, apontava que seriam necessários R$ 15,96 bilhões para recuperar e reformar todas as áreas de pastagem do Pantanal que apresentam algum nível de degradação.

O levantamento mostrava ainda que 50% das áreas de pastagem do bioma apresentavam degradação severa, 35% degradação moderada, e apenas 15% não apresentavam degradação.

A avaliação do nível de degradação é necessário para calcular o nível de intervenção necessário para a recuperação.

“Por exemplo, áreas em estágios iniciais de degradação exigem menor intervenção e menores custos operacionais a fim de conter a redução da produtividade. Por outro lado, se o processo de degradação se encontra em estágio avançado, são necessárias ações mais intensivas e dispendiosas, uma vez que, o alto grau de degradação compromete a capacidade de manter a produção e a qualidade da forragem e a resistência aos efeitos nocivos de doenças, pragas e plantas invasoras", explicou Sabrina de Matos Carlos, pesquisadora do Observatório de Conhecimento e Inovação em Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas à época.

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TEMPO

Tempo seco: 12 municípios de MS registraram umidade do ar abaixo de 20%

Inmet divulgou alerta amarelo e laranja de baixa umidade do ar para os 79 municípios do Estado

24/07/2024 12h15

Tempo seco requer cuidados, como tomar muita água

Tempo seco requer cuidados, como tomar muita água MARCELO VICTOR

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Doze municípios de Mato Grosso do Sul registraram umidade relativa do ar abaixo de 20% nesta terça-feira (23), de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Além disso, três cidades sul-mato-grossenses estiveram entre as nove mais secas do País. Corumbá (14%), Jardim (14%) e Miranda (14%) ocupam as posições 7ª, 8ª e 9ª no ranking nacional, respectivamente.

Confira o ranking dos municípios mais secos de MS nesta terça-feira (23):

 

POSIÇÃO ESTADUAL

POSIÇÃO NACIONAL

MUNICÍPIO

ÍNDICE DE UMIDADE

Corumbá

14%

Jardim

14%

Miranda

14%

13º

Porto Murtinho

15%

18º

Coxim

16%

21º

Três Lagoas

16%

22º

Nhumirim

17%

25º

Sonora

17%

26º

Água Clara

17%

10º

27º

Campo Grande

18%

11º

35º

Sidrolândia

18%

12º

45º

Paranaíba

19%

Temperaturas acima dos 30ºC se tornaram rotina, em pleno inverno, em Mato Grosso do Sul.

Massa de ar quente e seca, que atua no Estado, causa calorão, sol quente, altas temperaturas, tempo seco, céu limpo, baixa umidade relativa do ar e ausência de chuvas.

O Inmet divulgou alerta amarelo (perigo potencial) e alerta laranja (perigo) de baixa umidade relativa do ar para os 79 municípios de Mato Grosso do Sul. Isto significa que a umidade irá variar entre 12% e 30%. Há risco de incêndios florestais e à saúde.

Umidade relativa do ar é a quantidade de água em forma de vapor dispersa pelo ar. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a umidade indicada é de no mínimo 60%. O instrumento utilizado para medir a umidade é o higrômetro.

RECOMENDAÇÃO

De acordo com o Ministério da Saúde, o tempo seco requer cuidados aos sul mato-grossenses. Confira as recomendações:

  • Não praticar exercícios físicos durante as horas mais quentes do dia
  • Evitar exposição ao sol das 9h às 17h
  • Usar protetor solar
  • Beber muita água
  • Usar roupas finas e largas, de cores claras e tecidos leves (de algodão)
  • Não fazer refeições pesadas
  • proteger-se do sol com chapéus e óculos de proteção
  • Manter o ambiente arejado, com umidificador de ar, ventilador, toalhas molhadas, baldes cheios d’água e ar condicionado

Para reduzir os impactos da baixa umidade do ar na saúde, a biomédica Patrícia Pacheco afirma que se manter bem hidratado é fundamental. “Beber bastante água é essencial para manter o corpo e as membranas mucosas hidratados. Isso pode ajudar a evitar o ressecamento da pele, dos lábios e das vias respiratórias”, explica Patrícia, que também é coordenadora do curso de Biomedicina da Estácio Campo Grande.

Por último, a professora da Estácio destaca que consumir uma dieta equilibrada, rica em frutas, legumes, verduras e alimentos nutritivos, pode ajudar a fortalecer o sistema imunológico. “Além disso,  a alimentação equilibrada fornece os nutrientes necessários para manter uma pele saudável e vias respiratórias em boas condições”, finaliza.

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