Cidades

JARDIM DOS ESTADOS

Cai encosta do córrego Prosa em região desmatada para construção de condomínio

Acidente ambiental: caso ocorre em área nobre e já foi denunciado ao Ministério Público

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Recentes chuvas que caem em Campo Grante têm apavorado um grupo de moradores da Travessa Dona Sabina com a Rua Iara, no Jardim  dos Estados, parte nobre de Campo Grande.

É que por ali cruza o córrego Prosa e uma incorporadora toca um projeto para construção de um condomínio e isso teria provocado neste fim de semana o rompimento de um barranco do riacho.

O desmatamento ao arredor da área, aprovado pela prefeitura, já denunciado ao Ministério Público Estadual, seria a causa do acidente.

"Já despencou uma árvore aqui por perto. Negócio está tenso, está sério. Os vizinhos -  tem vários - que já que não estão conseguindo dormir. A gente precisa da ajuda", queixou-se uma das moradoras.

"Com essa chuva forte que teve, desabou uma parte [barranco] que já estava com risco de desabamento e já abriu um buraco grande, tipo um metro de erosão do terreno da encosta até lá embaixo na Ricardo Brandão [rua próxima]", seguiu a moradora.

Moradores temem novos desmoronamentosMoradores temem novos desmoronamentos

Semana passada, o Correio do Estado havia noticiado o risco do rompimento da encosta.

Os moradores questionaram na denúncia ao MPE que critérios a prefeitura teria usado para o desmatamento de 27 árvores nas proximidades do local onde o barranco caiu.

O estudo que libera a construção de casas na região teria sido autorizado pela prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, a Semadur.

O jornal tentou ouvir a pasta na semana passada, mas não conseguiu. 

Ainda de acordo com a denúncia, a derrubada de árvores, pode ter como consequência “rachaduras de paredes, muros, favorecimento à inundações, tumulto social, pouco acesso para estacionamentos de visitantes e aumento de poluição sonora, geração de resíduos, advindos de veículos e “pets””.

VAREJO

Casas Bahia: sindicato diz que tomará medidas após demissões e fechamento de lojas

A varejista teria fechado 298 lojas e demitido cerca de 2 mil pessoas, de acordo com o Valor Econômico

15/08/2026 21h00

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O Sindicato dos Empregados no Comércio de Osasco e Região (Secor) manifestou preocupação com o fechamento de unidades da Casas Bahia e disse que tomará as medidas necessárias para garantir os direitos dos trabalhadores.

A varejista teria fechado 298 lojas e demitido cerca de 2 mil pessoas, de acordo com o Valor Econômico. Funcionários relataram que foram pegos de surpresa com a interrupção das operações em algumas lojas.

O Secor disse se preocupar com a maneira como o processo está sendo conduzido. Segundo relatos recebidos pelo sindicato, muitos trabalhadores ainda aguardam informações detalhadas sobre os procedimentos de desligamento, pagamento das verbas rescisórias, liberação do FGTS, seguro-desemprego e demais direitos previstos na legislação trabalhista e na convenção coletiva da categoria. A entidade disse estar monitorando a situação e prestando atendimento aos trabalhadores afetados.

"O Sindicato está acompanhando de perto essa situação e tomará todas as medidas necessárias para garantir que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. Os comerciários não podem arcar com prejuízos decorrentes de decisões empresariais tomadas sem o devido diálogo e transparência", disse o presidente do Secor, Luciano Pereira Leite, em nota.

Balanço

A Casas Bahia, que registrou prejuízo de R$ 3 bilhões em 2025, adiou a divulgação do balanço do segundo trimestre de 12 para 14 de agosto, com teleconferência no dia 17, para concluir um plano que prevê demissões e mais fechamento de lojas, segundo fontes. Mas até a manhã deste sábado, a empresa ainda não havia divulgado seus números.

De acordo com o Valor, a rede teria planejado, neste mês, cortar 30% do quadro e vem adiando pagamentos a lojistas do marketplace e buscando estender prazos com a indústria para melhorar o ciclo financeiro.

BRIGA

Discussão em bairro de Campo Grande termina com mulher esfaqueada

Vítima foi encaminhada para Santa Casa e apresentava lesões na parte superior da cabeça, orelha e bochecha

15/08/2026 15h30

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol Divulgação/PCMS

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Uma discussão entre duas mulheres, na manhã deste sábado (15), por volta das 9h30, no bairro Vila Manoel Taveira, em Campo Grande, terminou com uma esfaqueada e a outra presa. A vítima teve um corte na região superior da cabeça e foi encaminhada para Santa Casa.

De acordo com os relatos colhidos no local, o fato começou com uma discussão em outro ponto do bairro. Em certo momento, as duas passaram a trocar golpes pela rua, ocasião em que a autora, de 43 anos, teria utilizado uma faca para atingir a outra, de 46.

Após ser ferida, a vítima se dirigiu até uma padaria nas proximidades, onde permaneceu aguardando atendimento médico. Aos policiais da 5ª Companhia Independente da Polícia Mílitar (CIPM), ela informou o sentido por onde a autora teria fugido. Diante disso, a equipe realizou rondas nas imediações e localizou a suspeita.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima apresentava corte na região superior da cabeça, outro ferimento próximo à orelha e uma lesão na bochecha. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) realizou o atendimento e encaminhou a mulher à Santa Casa de Campo Grande.

A Polícia Militar isolou o local para poder realizar os trabalhos periciais. Uma faca de aproximadamente 20 centímetros foi apreendida, mas os policiais não confirmaram se o objeto foi utilizado como arma do crime.

A conduzida foi presa e encaminhada a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol. A vítima permaneceu sob atendimento médico na Santa Casa. O caso foi registrado como tentativa de homicídio.

 

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