Cidades

PREVISÃO DO TEMPO

Calorão e chuva marcam a semana em MS, alerta meteorologia

Após dias de calor intenso, chuvas são esperadas apenas no meio da semana em algumas áreas

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Em mais uma série de instabilidades no clima, os próximos dias em Mato Grosso do Sul devem ser de intenso calor e pancadas de chuva ao longo da semana, segundo  previsão do Climatempo.

O que esperar?

Conforme a previsão meteorológica, as temperaturas devem seguir intensas até quinta-feira, quando leves pancadas de chuva devem atingir boa parte do estado. 

Além disso, de acordo com  o alerta publicado nesta segunda-feira (30) pelo INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), uma onda de calor fará com que a temperatura suba em até 5ºC acima da média por um período de dois a três dias, até a chegada das chuvas

Capital 

Na capital, em Campo Grande, a previsão é de sol com muitas nuvens pela manhã de quarta-feira, e céu nublado à noite com possibilidade de chuva. No entanto, mesmo com a chuva, as temperaturas devem seguir altas, com mínima de 24ºC e máxima de 36ºC.

Dourados

Na região sul, em Dourados, já na tarde de quarta-feira, a chuva deve chegar de maneira mais intensa, com garoa durante à tarde e pancadas de chuva à noite. O céu amanhece nublado na quinta-ra, com possibilidade de garoa durante à tarde. As temperaturas ficarão fixadas entre 23ºC e 35°C 

Coxim

Ao norte, em Coxim, a onda de calor deve chegar forte e elevar as temperaturas. De acordo com a previsão do tempo, durante a quarta, as máximas na cidade ficarão fixadas em 39°C até a chegada da chuva, na quinta-feira, que trará um alívio temporário para o calorão.

Pantanal

No Pantanal, em Corumbá, as máximas devem chegar até 41ºC na quarta-feira. Durante a madrugada de quinta-feira, chove de maneira leve e a previsão indica mínima de 26°C e máxima de 25°C. 

Previsão para Outubro

Com a chegada da primavera, o mês de Outubro em  Mato Grosso do Sul terá chuvas mais regulares. Segundo a previsão, a estabilidade nas precipitações deve seguir até o final do ano.  De acordo com os dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS), neste trimestre, as chuvas devem variar entre 400 e 500 milímetros em grande parte do Estado. 

No entanto,  apesar de o cenário ser positivo para precipitação, o calor deve ficar acima da média, batendo altos índices no mês de outubro. 

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TRAGÉDIA

Casal morre após colisão entre Kombi e carreta na BR-163

Vítimas seguiam para o Paraná quando acidente ocorreu nas primeiras horas de domingo

30/03/2026 08h40

O caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor

O caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor Reprodução

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Um grave acidente registrado na madrugada deste domingo (29) terminou com a morte de um casal na BR-163, entre Dourados e Caarapó, na zona rural do município.

As vítimas foram identificadas como José Tavares Sobrinho, de 60 anos, que conduzia o veículo, e Zuleide Alves de Oliveira Tavares, de 54 anos, passageira. Eles viajavam para o Paraná, onde visitariam familiares, quando a Kombi em que estavam se envolveu em uma colisão com uma carreta.

De acordo com informações do Dourados Agora, o acidente aconteceu por volta das 5h. Equipes de resgate da concessionária responsável pelo trecho foram acionadas e realizaram os primeiros atendimentos ainda no local.

Zuleide morreu antes da chegada ao hospital, ainda na rodovia. José chegou a ser socorrido em estado grave e encaminhado ao Hospital da Vida, em Dourados, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta das 6h40.

O motorista da carreta não ficou ferido.

O caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Dourados. As circunstâncias do acidente serão investigadas pela Polícia Civil de Caarapó.

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Meio Ambiente

COP15 arrecada R$ 36,6 milhões e Estado pleiteia fatia para investir no Pantanal

Evento da ONU sobre espécies migratórias, que reuniu representantes do mundo todo, terminou ontem em Campo Grande

30/03/2026 08h05

Evento que reuniu mais de 70 países na Capital para falar sobre animais migratórios terminou ontem

Evento que reuniu mais de 70 países na Capital para falar sobre animais migratórios terminou ontem Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Em meio às discussões que ocorreram durante a 15ª Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS, na sigla em inglês), um dos assuntos abordados de forma mais exclusiva foi a possibilidade de arrecadação de recursos para financiar projetos de conservação em áreas consideradas prioritárias, definidas pelos delegados de mais de uma centena de países. 

Durante a COP15 da CMS, realizada em Campo Grande até ontem, relatório sobre mobilização de recursos apontou que foram recebidos 6.968.743 de euros (R$ 42 milhões na cotação atual) de fundos para uso em projetos de proteção de espécies migratórias.

Desse total, que começou a ser doado pelos governos da Austrália, Flanders (Bélgica), França, Alemanha, Mônaco, Nova Zelândia, Suíça, Reino Unido, Uzbequistão, União Europeia e Fundo da Kunming de Biodiversidade na COP14, perto de 905,9 mil euros foram usados para cobrir despesas de programa das Nações Unidas. 

O restante, que corresponde a cerca de R$ 36,6 milhões (ou 6 milhões de euros) estão disponíveis para serem revertidos em possíveis projetos, incluindo propostas que podem ser aprovadas futuramente em Mato Grosso do Sul.

O tema financiamento recebeu especial atenção na agenda da COP15, a primeira a ser realizada no Brasil. Além disso, o Pantanal recebeu um destaque que nunca tinha sido dado nesse tipo de reunião de deliberação global, envolvendo mais de uma centena de países.

Na terça-feira, que foi chamada na COP15 de Dia do Pantanal, autoridades deliberaram que a ciência, o uso de dados e o financiamento estratégico representam pilares para a conservação global.

O Pantanal, que se estende por Mato Grosso, Bolívia, Paraguai e Mato Grosso do Sul (onde fica sua maior parte), acabou reconhecido como um elo de integração para garantir corredores de biodiversidade e áreas que ajudam a conectar espécies que dependem da migração para sobreviver. 

Esse debate, que teve como tema “Pantanal em Movimento: ciência, governança e financiamento para a conservação de espécies migratórias”, reuniu representantes do governo brasileiro e de Mato Grosso do Sul, universidades, centros de pesquisa e organizações da sociedade civil. 

Quem promoveu o painel foi o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) e The Pew Charitable Trusts, que tem sede na Philadelphia (EUA) e escritórios em Washington (EUA) e Bruxelas (Bélgica).

“O Pantanal tem um reconhecimento extremamente relevante como habitat das espécies migratórias. Simbolicamente, o bioma é uma referência fundamental para esta convenção. A integração e a busca de financiamentos sustentáveis são fundamentais para que a gente garanta um resultado efetivo e permita que a conectividade continue possibilitando a migração das nossas espécies”, defendeu a secretária-executiva adjunta do MMA, Anna Flávia de Senna Franco.

Como estratégia brasileira, o que ficou destacado é que há um planejamento para fortalecer Unidades de Conservação (UCs), criando novas, ampliando as já existentes e também gerando mecanismos para a manutenção das UCs.

Para receber recursos arrecadados com a COP15 da CMS, ainda é necessário que mais trâmites burocráticos e diplomáticos avancem, em especial envolvendo o governo federal, para depois alcançarem a esfera estadual, em Mato Grosso do Sul. 

Oficialmente, ainda não existe projeto em andamento para garantir fatia dos R$ 36,6 milhões que a COP15 já arrecadou, por exemplo, para ser destinado ao Pantanal de MS. Entretanto, a realização do evento em Campo Grande representa um importante movimento estratégico para inserir o Estado no radar de financiamentos internacionais.

Para garantir que esses recursos ainda sejam aportados localmente, é preciso o desenvolvimento de pesquisas e dados que justifiquem o aporte. 

Nesse caso, os lançamentos de plataforma que traça a rota das aves migratórias nas Américas, feito durante a COP15, e a iniciativa global sobre a captura de espécies migratórias (GTI, na sigla em inglês) são instrumentos que podem gerar informações para sustentar a importância do Estado no âmbito global de conservação. A inserção de espécies na lista de prioridade, como é o caso da ariranha, presente no Pantanal, é outro contexto relevante.

“Ao longo destes últimos dias, fizemos mais do que nos reunir. Reafirmamos algo essencial: a natureza não reconhece fronteiras e tampouco pode reconhecê-las o nosso compromisso de protegê-la. Agimos pelo que não pertence a ninguém e, portanto, pertence a todos. Protegemos espécies que talvez nunca permaneçam dentro de nossas fronteiras. Investimos em um patrimônio natural que não possuímos, mas pelo qual todos somos responsáveis. Do Pantanal ao Ártico, dos oceanos às savanas, as espécies migratórias conectam o nosso planeta de maneiras que nenhum mapa político jamais poderia”, defendeu o presidente da COP15 e secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, em discurso de encerramento.

OUTROS ASSUNTOS

A concessão da hidrovia do Rio Paraguai foi um dos temas discutidos no último dia da COP15. Para o presidente do Instituto Brasileiro do Maio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Antonio de Agostinho Mendonça, a superintendência do órgão vem atuando na região com foco na proteção de espécies que possam ser impactadas com as iniciativas.

“Nós temos um plano de ação da incidência da mineração em Corumbá e Ladário. Temos a superintendência do Ibama atuando na região. O tramo norte já possui licença, o tramo sul, ainda não. A região já é duramente afetada. Na proteção dos peixes, pintado e dourado, temos como base o período de defeso, com equipes atuando sobre isso”, afirmou Rodrigo. 

Como adiantado pelo Correio do Estado, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) já considera praticamente certo que o leilão dos cerca de 600 quilômetros do tramo sul da hidrovia do Rio Paraguai só será realizado no fim do segundo semestre deste ano, o que representa um atraso de aproximadamente seis meses em relação à estimativa inicial.

No entanto, para o governo federal, essa concessão está condicionada ao fato de não haver derrocamento ou dragagem na região, apenas dragagem de manutenção. 

“A eventual concessão da PPP [parceria público-privada da hidrovia] perpassa o fato de que não haja derrocamento nem dragagem na região, exceto dragagem de manutenção. O derrocamento, principal problema ali, não seria permitido”, ressaltou o presidente da COP15, João Paulo Capobianco. 

O projeto da hidrovia é uma estratégia para o escoamento de cargas na Região Centro-Oeste. A concessão compreende o tramo sul do rio, abrangendo o trecho entre Corumbá e a Foz do Rio Apa, na fronteira com o Paraguai, e o Canal do Tamengo, em Corumbá. (Colaboraram Alison Silva e Karina Varjão)

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