Cidades

BR-163

Caminhoneiro fica ferido em acidente envolvendo três carretas

Condutorfoi socorrido pela equipe do CCR MSVias com ferimentos leves

JOÃO GABRIEL VILALBA

20/07/2016 - 13h20
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Carreta carregada de soja, tombou as margens da BR-163, em Coxim, na noite de ontem (19), após o condutor, de 53 anos, perder a direção do veículo, invadir a pista contrária, se chocando contra dois caminhões que vinha em sentido contrário. A carga ficou toda espalhada as margens da pista, e o caminhoneiro teve apenas ferimentos leves. 

Acidente aconteceu por volta das 19h, no km 742 na região do Canuto. Segundo o site Edição de Notícias, uma equipe da CCR MSVias foi acionado para o atendimento a vítima, e não precisou encaminhar ao Hospital Regional. Reportagem não divulgou sobre estado de saúde dos outros condutores envolvidos no acidente. 

Polícia Rodoviária Federal esteve no local para registro do acidente.  

Decisão Judicial

Mau cheiro leva TJMS a autorizar arrombamento de apartamento em Campo Grande

Decisão permite entrada forçada no imóvel após moradores relatarem cheiro intenso vindo do local e falta de resposta do proprietário.

13/08/2026 16h46

Condomínio Itagui, em Campo Grande, onde apartamento foi alvo de decisão judicial que autorizou entrada forçada após relatos de mau cheiro.

Condomínio Itagui, em Campo Grande, onde apartamento foi alvo de decisão judicial que autorizou entrada forçada após relatos de mau cheiro. Foto: Divulgação.

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A Justiça autorizou o arrombamento de um apartamento abandonado em um condomínio de Campo Grande após relatos de odor pútrido, acúmulo de resíduos e proliferação de baratas, roedores e insetos. Segundo a administração do residencial, as pragas já estariam migrando para unidades vizinhas, situação que levou o caso ao Judiciário por representar possível risco sanitário aos moradores.

A decisão foi publicada no Diário da Justiça desta quinta-feira (13) e refere-se a uma ação ajuizada pelo Residencial Itaqui, localizado na região do Jardim Centenário. O processo tramita na 1ª Vara Cível de Competência Residual de Campo Grande.

Conforme a ação, o apartamento está fechado e apresenta um quadro de “progressiva e reiterada deterioração sanitária”. O condomínio afirma que um odor intenso e contínuo pode ser percebido nas áreas comuns e dentro de imóveis próximos.

O mau cheiro seria provocado por um processo prolongado de decomposição de matéria orgânica. Também foram relatados acúmulo excessivo de resíduos sólidos e presença de diferentes tipos de pragas urbanas.

As condições, entretanto, ainda deverão ser constatadas oficialmente durante a diligência judicial.

Os responsáveis pelo condomínio alegam que os proprietários não moram mais no local, o que reforçaria a situação de abandono.

Diante do risco à saúde dos demais moradores, a administração pediu autorização para entrar no apartamento, realizar uma vistoria e, se necessário, promover a retirada dos resíduos, a limpeza e a sanitização do espaço.

Oficial não conseguiu entrar na primeira tentativa

Uma decisão anterior já havia autorizado a realização da vistoria. Entretanto, ao chegar ao condomínio, o oficial de Justiça encontrou o apartamento fechado e não conseguiu entrar. A diligência foi interrompida porque a ordem judicial não mencionava expressamente a possibilidade de arrombar a porta.

Após a tentativa frustrada, o residencial retornou à Justiça e solicitou a expedição de um novo mandado, desta vez com autorização para utilizar um chaveiro e requisitar apoio policial.

Ao analisar o pedido, o juiz considerou que o imóvel fechado representava um obstáculo ao cumprimento da decisão e poderia contribuir para o agravamento dos riscos sanitários apontados pelo condomínio.

Na decisão, o magistrado reconheceu que a Constituição garante a inviolabilidade do domicílio, mas destacou que esse direito não é absoluto.

Para a Justiça, a entrada forçada mostra-se excepcionalmente necessária para proteger a saúde coletiva, a segurança sanitária e a função social da propriedade.

Entrada deverá ser filmada

Pela decisão, uma nova diligência deverá ser realizada no apartamento. Inicialmente, a equipe tentará entrar com o auxílio de um chaveiro. Caso não seja possível abrir a porta dessa forma, o arrombamento estará autorizado.

A entrada deverá ser acompanhada pelo oficial de Justiça, pelo síndico ou por um representante do condomínio e por um integrante da Vigilância Sanitária. Pelo menos duas testemunhas também deverão acompanhar o procedimento.

Toda a diligência deverá ser documentada detalhadamente, inclusive por meio de fotografias ou vídeos, que serão posteriormente anexados ao processo.

A Justiça também autorizou a requisição de apoio policial caso a presença dos agentes seja considerada necessária para garantir a segurança dos envolvidos.

O ingresso no imóvel deverá ficar limitado à verificação das condições sanitárias e à realização de eventual limpeza e sanitização. A medida tem caráter provisório e não representa uma sentença definitiva sobre o caso.

Infraestrutura

Nova queda de ponte em MS acende alerta sobre manutenção e fiscalização

Em menos de uma década, estruturas desabaram ou apresentaram problemas graves; queda desta quinta reacende questionamentos sobre prevenção

13/08/2026 16h30

Ponte entre Coxim e Corumbá foi concluída em setembro de 2009

Ponte entre Coxim e Corumbá foi concluída em setembro de 2009 Reprodução

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A queda de parte da ponte João Wenceslau Leite de Barros, sobre o Rio Taquari, na região de Coxim, nesta quinta-feira (13), volta a colocar em discussão a segurança das pontes de Mato Grosso do Sul. O episódio mais recente, porém, faz parte de um histórico que inclui estruturas que desabaram poucos anos depois de serem construídas, problemas de execução apontados em perícias e até investigações envolvendo órgãos de controle.

No caso de Coxim, a ponte foi construída entre 2008 e 2009 e concluída em setembro de 2009. Segundo o Governo do Estado, parte da estrutura cedeu enquanto um caminhão passava pelo local, fazendo com que o veículo caísse no Rio Taquari. As causas ainda serão apuradas.

A ponte que caiu nesta quinta-feira

A ponte João Wenceslau Leite de Barros fica no trecho entre as rodovias MS-214 e MS-423 e tem 168 metros de extensão.

Registros publicados em 2008 apontam a Geoserv Serviços de Geotecnia e Construção Ltda. como vencedora da licitação para a construção da ponte sobre o Rio Taquari. Na época, a empresa apresentou proposta de R$ 1,84 milhão para executar a obra.

 A Seilog informou que equipes trabalham para identificar o que provocou o colapso. A apuração, portanto, precisa responder também se a estrutura apresentava sinais anteriores de comprometimento, quando ocorreu a última inspeção e quais serviços de manutenção foram realizados ao longo dos anos.

Fevereiro de 2026: ponte desaba em Rio Negro

Poucos meses antes da queda em Coxim, outra ponte desabou no Estado. Em 22 de fevereiro de 2026, uma ponte sobre o Rio do Peixe, na MS-080, em Rio Negro, caiu durante a passagem de uma carreta.

O episódio ocorreu depois de fortes chuvas e, segundo informações divulgadas na época, a estrutura já apresentava rachaduras e danos nas cabeceiras. Havia ainda restrição para veículos pesados.

O caso chama a atenção justamente porque a estrutura já apresentava sinais de problemas antes do colapso.

Depois da queda, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul acompanhou a situação e cobrou providências emergenciais para garantir a segurança viária e o transporte de moradores e estudantes afetados pela interdição.

A reconstrução foi posteriormente contratada em caráter emergencial.

O episódio deixa uma pergunta que também se aplica ao caso de Coxim: quando uma ponte apresenta sinais de comprometimento, quais são os critérios utilizados pelo poder público para determinar a manutenção, o reforço ou a interdição da estrutura?

2018: ponte em Jardim tinha apenas quatro anos

O histórico fica ainda mais significativo quando se olha para Jardim. Em 2018, uma ponte sobre o Rio dos Velhos apresentou um colapso parcial. A estrutura havia sido inaugurada em 2014 e tinha apenas quatro anos.

Uma perícia contratada pela Agesul identificou falhas no projeto e na execução, além de problemas relacionados ao dimensionamento e às fundações. O próprio órgão informou, na época, que a estrutura não apresentava condições adequadas de segurança e estabilidade.

A construtora responsável foi acionada e assumiu a reconstrução da ponte.

Mais um caso que chama atenção por abrir um precedente ao demonstrar que a idade da estrutura, sozinha, não é suficiente para determinar sua segurança e solidez. Uma ponte relativamente nova também pode apresentar problemas graves quando há falhas de projeto ou execução. 

2016: ponte de Guia Lopes desabou com menos de quatro anos

Em janeiro de 2016, uma ponte sobre o Rio Santo Antônio, na MS-382, em Guia Lopes da Laguna, desabou após fortes chuvas.

A estrutura havia sido inaugurada em 2012. Ou seja, menos  de quatro anos de uso.

O contrato publicado no Diário Oficial identifica a Wala Engenharia Ltda. como responsável pela construção da ponte de 72 metros, pelo valor de aproximadamente R$ 1,25 milhão.

O caso foi alvo de investigação e chegou ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal. Anos depois, o Tribunal de Contas da União também analisou irregularidades relacionadas a obras de infraestrutura executadas no Estado.

Segundo decisão relatada em 2026, a área técnica do TCU havia proposto a condenação da Wala Engenharia em mais de R$ 1,3 milhão. O tribunal, entretanto, reconheceu a prescrição e não houve condenação ao ressarcimento. A decisão também registra que a análise técnica apontou um colapso progressivo relacionado ao solapamento do aterro e ao deslocamento da cortina da estrutura.

De quem é responsabilidade

O levantamento também mostra que a Geoserv aparece em diferentes contratos de construção de pontes no Estado.

Além da ponte sobre o Rio Taquari, registros oficiais mostram a empresa como contratada para outras obras de pontes em Mato Grosso do Sul.

No caso da ponte de Guia Lopes, por exemplo, a empresa identificada no contrato é a Wala Engenharia.

Quem cuida da ponte depois que a obra é entregue? A construtora entrega a obra, mas a responsabilidade pela estrutura não termina necessariamente ali.

Ao longo dos anos, pontes ficam expostas a chuvas, enchentes, erosão, movimentação do solo, impactos de veículos e aumento do fluxo de tráfego. Desgastes naturais que reforçam a necessidade e a importância das manutenções e das inspeções periódicas. 

A reportagem entrou em contato com a Agesul para esclarecer como funciona a fiscalização e a manutenção das pontes estaduais, quem é responsável pelas inspeções, qual a periodicidade das avaliações e quais empresas atuam na conservação dessas estruturas.

Até a publicação desta reportagem, a Agesul ainda não havia retornado aos questionamentos.

 

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