Cidades

Saúde

Campanha de vacinação e atualização da carteirinha é realizada no Shopping Norte Sul Plaza

Ao todo 19 vacinas estão disponíveis para a população, e o atendimento acontece por ordem de chegada

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A Secretaria Municipal de Saúde em conjunto com o Rotary Club e o Shopping Norte Sul Plaza realiza a campanha de vacinação contra a Poliomelite e a atualização da caderneta de vacinação neste sabádo (24) e domingo (25).

Ao todo 19 tipos de vacinas estão disponíveis. O atendimento acontece por ordem de chegada sendo realizado em uma sala em frente ao Magazine Luiza. Os profissionais da saúde atendem das 11h às 20h.  

Documentos Obrigatórios

.Caderneta de vacinação
.Cartão do SUS
.Documento de identificação da criança e do pai (RG ou -Certidão de Nascimento)

A importância de Vacinar

A superintendente de Vigilância em Saúde da Secretária Municipal de Saúde Pública de Campo Grande,Veruska Lahdo explica que "estamos abaixo da meta de vacinação traçada pelo Ministério da Saúde que é de 95% de cobertura vacinal da poliomelite. Estamos com menos de 20% dessa cobertura prevista do público de 1 a 5 anos”, relatou Veruska.

Ainda segundo Veruska, as unidades de saúde estão vacinando durante a semana, e uma nova estratégia de vacinação está sendo estudada para próximo fim de semana. 

De acordo com a superintendente, “a vacinação é uma ação de extrema importância para sociedade. Ela evita o risco da reintrodução de doenças graves, doenças essas que já foram erradicadas, preveníveis através de vacina. Os pais precisam ter consciência disso, a vacina que está sendo disponibilizada aqui é para evitar um possível surto, como já acorreu no passado, o do sarampo”, explicou. 

O secretário Municipal de Saúde, José Mauro Filho, relatou o objetivo com as campanhas de vacinação. “Estamos chamando a atenção da sociedade civil para que possa trazer as crianças para vacinar, precisamos aumentar nossa cobertura. Alertar a população. 50 mil crianças na Capital precisam ser vacinadas”. 

José Mauro ainda frisa a importância de campanhas como essa em parceria com o Rotary Club, que facilitam o acesso da população à saúde básica. 

Pai da Maria Flor de 2 anos, Adriano Francisco foi um dos primeiros a aparecer para levar a pequenina para vacinação. Ele relata que a menina estava um pouquinho agitada, "mas deu tudo certo. Eu acho interessante essa proposta, a iniciativa de estar abordando mais gente. Muitas pessoas não vão ao posto de saúde e isso facilita” explicou. 

Balanço

Uma semana após temporal, 30% das árvores que caíram não foram recolhidas

Segundo a prefeitura, foram contabilizadas 667 ocorrências relacionadas às chuvas; metade era de árvores caídas

18/09/2026 08h15

Árvores continuam caídas em ruas de Campo Grande, mesmo uma semana após vendaval

Árvores continuam caídas em ruas de Campo Grande, mesmo uma semana após vendaval Foto: Gerson Oliveira

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Cerca de 27% das árvores que caíram com os ventos de quase 90 km/h que atingiram Campo Grande no dia 10 deste mês continuam caídas no mesmo local, algumas delas atrapalhando o trânsito. Os dados são da prefeitura, que afirma que ao todo foram registradas 355 ocorrências relacionadas à queda de árvores ou galhos na cidade.

No dia 10, rajadas de ventos de 87 km/h, que vieram acompanhados de muita chuva, deixaram vários pontos de destruição na cidade. Conforme a Prefeitura de Campo Grande, foram contabilizadas 667 ocorrências relacionadas aos impactos das fortes chuvas e dos ventos na Capital.

“Desse total, 355 ocorrências estão relacionadas à queda de árvores ou galhos. Até o momento, 73% desses casos já foram atendidos com a retirada das árvores e dos galhos”, informou o Município, em nota ao Correio do Estado.

Os dados são um pouco diferentes dos que haviam sido divulgados na segunda-feira, quando a prefeitura anunciou que, desde o início das chuvas, o Município havia registrado 450 ocorrências, 423 envolvendo quedas de árvores ou de galhos.

A Administração afirmou ontem que cerca de 20 equipes seguiam mobilizadas “atuando nas áreas afetadas, com serviços de poda, remoção de árvores e galhos e demais intervenções necessárias para a recuperação dos locais atingidos”.

A gestão lembrou ainda que a região central foi a área que concentrou o maior volume de estragos decorrentes do temporal.

“Desde o registro das ocorrências, a Prefeitura tem atuado de forma integrada, com diferentes frentes de trabalho para atender à população e contribuir para a normalização da cidade. Entre as ações estão os serviços de poda e retirada de árvores, o trabalho da Defesa Civil nas ruas e o atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade, por meio da Emha e da Secretaria de Assistência Social (SAS), além de outras ações realizadas pelos órgãos municipais conforme a necessidade identificada em cada região”, completou a nota.

EMERGÊNCIA

Por conta do número de ocorrências registradas após o temporal, a Prefeitura de Campo Grande decretou situação de emergência por 180 dias, o que pode facilitar a recuperação dos estragos, já que nestes termos não é necessária a realização de licitações para que os serviços sejam feitos.

A emergência foi reconhecida pelo governo federal e pelo governo do Estado, que prometeu ajudar na reconstrução dos pontos afetados.

Entre os maiores estragos estão a Esplanada Ferroviária, que teve seu telhado praticamente todo arrancado com a força dos ventos, e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Universitário, onde parte do teto de vidro quebrou e desabou.

TEMPORAL

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Campo Grande chegou a um acumulado de 118,4 milímetros até o fim da tarde de ontem, valor que representa 53% acima do esperado para o mês, o que faz deste um dos setembros mais chuvosos dos últimos 18 anos na Capital, como mostrou reportagem do Correio do Estado publicada ontem.

Os dados são alarmantes, já que o Inmet mantém alerta de temporal para a Capital até amanhã, com possibilidade de chuva e ventos fortes.

Saúde

HU notificou 12 vezes empresa por má qualidade de alimentação

Somadas, as notificações também aplicaram cerca de R$ 60 mil em multas à empresa mineira Cook Brasil; nova licitação deve sair até novembro deste ano

18/09/2026 08h05

HU busca nova empresa para fornecer alimentação ao hospital

HU busca nova empresa para fornecer alimentação ao hospital Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), enviou 12 notificações à empresa responsável pelas refeições aos pacientes por má qualidade no serviço. Até por isso, a direção do hospital planeja lançar uma nova licitação ainda este ano.

A empresa responsável pela prestação do serviço de alimentação, nutrição e copeiragem hospitalar da instituição é a Cook Empreendimentos em Alimentação Coletiva Ltda., conhecida como Cook Brasil, de Belo Horizonte (MG). De acordo com o site da empresa, ela é especializada no fornecimento de refeições corporativas, empresariais e hospitalares.

Porém, ao que parece, este serviço de qualidade prometido pela empresa não está surtindo efeito no complexo do Humap. De acordo com Rosimeire Faccio, chefe do departamento de hotelaria da instituição, há denúncias que chegam à ouvidoria como temperatura inadequada e qualidade insatisfatória da refeição fornecida aos funcionários e pacientes.

“A equipe de fiscalização do Humap-UFMS abriu 12 processos sancionadores em desfavor à empresa Cook [Brasil] em razão ao não cumprimento de cláusulas contratuais. Além disso, há um termo de ajustamento de conduta [TAC] em desfavor à empresa Cook impetrado pela instituição, que fala sobre a inconformidades da prestação dos serviços de fornecimento de refeições”, disse à reportagem.

Diante deste cenário, o grupo fiscalizador das refeições, formada por nutricionistas, enfermeiras e assistentes administrativos, estão realizando visitas semanais à cozinha da empresa, a fim de verificar se estão sendo respeitados os critérios organolépticos, gastronômicos e higiênico-sanitários.

Além das visitas semanais, esta mesma equipe também faz a fiscalização das seis refeições diárias, que são o café da manhã, o lanche da manhã, o almoço, o lanche da tarde, o jantar e a ceia, dos quais todas devem atender as especificações dietéticas qualitativas e quantitativas contidas no Manual de Dietas do Humap.

Durante este período de reclamações e notificações, houve duas tentativas de processo licitatório para buscar uma nova empresa para realização do serviço, mas ambas resultaram em fracassadas “em virtude da não comprovação de documentação das licitantes”, conforme explica a chefe do setor de hotelaria do hospital.

Porém, há um novo processo licitatório em andamento, cuja abertura do certame está previsto para novembro. A tendência é que tenha prazo de vigência inicial de três anos e seja prorrogável até o limite de cinco anos. Ainda não foi confirmado o preço desse novo certame.

IMPEDIMENTO

O gerente administrativo do Humap-UFMS, Carlos Coimbra, afirmou ao Correio do Estado que, na penúltima notificação enviada, além do pedido de pagamento de multa, também solicitou que a Cook Brasil fosse impedida de participar da nova licitação.

Porém, a empresa judicializou e conseguiu uma liminar para que continuasse apta a participar da próxima disputa pelo serviço alimentício do hospital.

“Eles judicializaram e o juiz, liminarmente, deu para eles o direito de poder participar novamente do processo de licitação, só que o juiz também deu prazo para o hospital se manifestar, onde colocamos todos os nossos embasamentos. Então, talvez o juiz reveja a posição dele e determine o impedimento”, disse.

PROBLEMA ANTIGO

Em dezembro de 2019, quando já era responsável pelo fornecimento das refeições do Humap, a cozinha da Cook Brasil foi interditada por agentes da antiga Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Decco) por não possuir alvará de funcionamento.

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