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Campo Grande quer destravar processos de licenciamento ambiental

Com o fim da Semadur, parte destinada ao setor ambiental ficou a cargo da Planurb, que já acumulava o planejamento urbanístico e a concessão de alvarás

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Com a reforma administrativa feita pela Prefeitura de Campo Grande, que reformulou algumas pastas do Executivo, as responsabilidades da antiga Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) foram divididas entre a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Meio Ambiente e Fiscalização e a Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb).

Com a Planurb ficou a parte de licenciamento ambiental, e, segundo a diretora-presidente da autarquia, Berenice Jacob Domingues, um dos objetivos da agência é desburocratizar os processos para acelerar, na medida do possível, a concessão de licenciamentos ambientais.

“A nossa tarefa é melhorar os processos de licenciamento ambiental, é buscar a tecnologia da informação para nos auxiliar nesse processo. Hoje a gente tem o Alvará Imediato e o Aprove Fácil da parte urbanística, e a gente quer estender isso para a área ambiental”, declarou.

“Melhorar o atendimento ao cliente final, que é o cidadão, acolher melhor, entender as dores do empreendedor, do profissional que trabalha fazendo estudos de licenciamento ambiental, para que a gente possa agir cirurgicamente e melhorar esse processo de licenciamento ambiental”, completou Berenice.

A autarquia ficou também com os projetos de cuidado com o meio ambiente, antes geridos pela Semadur, como Córrego Limpo e Manancial Vivo, dedicados ao cuidado com os recursos hídricos da Capital.

Segundo Berenice, a principal dificuldade do setor público é acompanhar as necessidades e a agilidade do setor privado.

“Hoje a gente tem informações em tempo real. Isso é uma grande evolução, mas também traz uma série de exigências para nós, principalmente para o poder público, porque o poder público nunca conseguiu acompanhar a evolução do privado, então, a gente sempre vem a reboque. Nós somos burocratas, nós somos lentos, nós somos complexos nos nossos processos, e essa coisa da tecnologia da informação exige respostas mais rápidas”, avaliou a secretária.

Apesar da intenção, a diretora-presidente da Planurb garante que esta mudança leva tempo, já que são necessárias diversas medidas para que essa agilidade seja efetivada, como ajustes em algumas legislações vigentes.

“Para que a gente possa melhorar o processo, nós vamos ter que nos reinventar, vamos ter de rever muitos atos, vamos ter de rever legislação, vamos ter de simplificar procedimentos, nós vamos ter de desburocratizar, porque o que as pessoas querem hoje é resolutividade, esse é o nosso grande desafio”, completou Berenice, em entrevista ao Correio do Estado.

Um dos exemplos dessa questão burocrática está no trabalho feito pelos fiscais, segundo fontes do Correio do Estado. Em alguns casos, um pedido pode passar pelas mãos de várias pessoas, o que torna o processo para obtenção de uma licença ambiental ainda mais moroso.

A demora nesse tipo de processo é uma das principais reclamações das empreiteiras em Campo Grande.

REFORMA

A reforma administrativa foi feita pela Prefeitura de Campo Grande no fim do ano passado, após a vitória nas urnas de Adriane Lopes (PP).

Segundo a Lei nº 7.366, que foi aprovada pela Câmara Municipal em dezembro e sancionada pela prefeitura no dia 30 do mesmo mês, três secretarias foram extintas, enquanto outras cinco foram criadas em Campo Grande.

A intenção, de acordo com a gestão municipal, seria a economia de cerca de 30% da máquina pública, já que a folha salarial era um grande problema da prefeitura.

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Coxim

Homem atacado com 10 facadas é internado em estado grave

Apesar da gravidade do caso, a vítima disse não saber quem seria o autor do crime nem a motivação

04/04/2026 16h00

Hospital Regional de Coxim

Hospital Regional de Coxim Foto: Divulgação

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Um homem de 34 anos foi vítima de uma tentativa de homicídio após ser atingido por mais de 10 facadas na manhã deste sábado (4), em Coxim, a 253 quilômetros de Campo Grande. Ele foi socorrido em estado grave e segue internado no Hospital Regional do município.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a vítima apresentava ferimentos na cabeça, nas costas e nas mãos, além de duas perfurações profundas no tórax. O resgate foi realizado pelo Corpo de Bombeiros.

Inicialmente, o homem contou à polícia que havia ingerido bebida alcoólica com amigos nas proximidades de um bar. No entanto, posteriormente, mudou a versão e afirmou que foi atacado enquanto dormia na varanda de sua casa, um imóvel que estaria sem energia elétrica.

Apesar da gravidade do caso, a vítima disse não saber quem seria o autor do crime nem a motivação. No endereço indicado, policiais não localizaram sinais de luta ou vestígios de sangue.

O caso foi registrado como tentativa de homicídio e será investigado pela Polícia Civil.

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MATO GROSSO DO SUL

MS dá aula à agentes com Chikungunya 7x mais letal em 2026

Secretaria de Saúde reforça que, até o momento, não há declaração que aponte para epidemia da doença em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente em Dourados

04/04/2026 14h30

Capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença

Capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença Reprodução/GovMS/Bruno-Rezende

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Em cenário de crise graças aos alarmantes números de uma das arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti, a médica infectologista, Dra. Andyane Tetila, ministra na segunda-feira (06) uma web aula aos profissionais que tentam frear a Chikungunya em Mato Grosso do Sul, que aparece sete vezes mais letal neste 2026.

Conforme divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), essa capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença que mostra um impacto significativo principalmente na cidade de Dourados e aldeias do município. 

O Governo do Mato Grosso do Sul reforça que, até o momento, não há uma declaração que aponte para uma epidemia de Chikungunya em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente no município de Dourados. 

Com o tema “Alerta Chikungunya: Atualização do Cenário e Manejo dos Casos”, a web aula fica marcada para às 18h e será transmitida através da plataforma Telessaúde (acesse CLICANDO AQUI), sendo que a sala será aberta 30 minutos antes do evento. 

Importante frisar que essa web aula têm o seguinte público alvo os profissionais das seguintes áreas: 

  1. Atenção Primária à Saúde 
  2. Serviços de urgência e Emergência 
  3. Vigilância epidemiológica 
  4. Demais envolvidos no atendimento e manejo dos casos de Chikungunya

Jéssica Klener é gerente de Doenças Endêmicas da SES e, em nota, frisa que a participação dos profissionais é essencial para fortalecer a resposta da rede de saúde à população. 

"Que os profissionais que estão na linha de frente estejam atualizados sobre o manejo clínico da chikungunya, especialmente neste momento de aumento de casos. A capacitação contribui diretamente para um atendimento mais qualificado, com diagnóstico mais ágil e condutas adequadas, refletindo na redução de complicações e na melhor assistência à população”, cita. 

7x mais letal 

Através do monitoramento das arboviroses em geral, que é feito pelo Ministério da Saúde, os dados mostram que MS atingiu o sétimo óbito por Chikungunya antes do fim do terceiro mês este ano, o que fez com que 2026 fechasse março com a doença sete vezes mais letal, se comparado com o pior ano de toda a série histórica. 

Vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti é responsável por transmitir a Chikungunya, que apresenta sintomas que costumam ser avassaladores, e a diferença das demais doenças citadas está no tempo que leva desde o primeiro relato do que os pacientes sentem até a data do óbito, que em boa parte das vezes costuma vitimar a pessoa no intervalo de até três semanas.

cabe explicar que, Mato Grosso do Sul terminou 2025 com o maior número de vítimas por Chikungunya em toda a série histórica, sendo que o ano passado já acumulou, inclusive, o equivalente ao dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado, 17 mortes no total que marcam o pior índice desde que a doença passou a ser catalogada pela SES. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um registro de óbito naquele ano. Até 2024 a arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses.

Com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a vitimar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram em decorrência dessa arbovirose. Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

 

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