Cidades

118 anos

Campo Grande tem 864 mil habitantes, equivalente à população de 64 cidades

Gigantismo da Cidade Morena

Adilson Trindade

26/08/2017 - 11h00
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O mineiro José Antônio Pereira nem poderia imaginar que, 145 anos depois de pisar os pés em 21 de junho de 1872 na região de “Campo Grande da Vacaria”, estaria construindo uma cidade de quase 900 mil habitantes. Esse Arraial de Santo Antônio do Campo Grande - como era chamado na época -, formado por famílias de mineiros, recebeu emancipação político-administrativa em 26 de agosto de 1899. Aquele pequeno povoado se transformou hoje na maior cidade de Mato Grosso do Sul com 864 mil habitantes (de acordo com estimativa do IBGE de 2016).

A diferença de crescimento em relação a outras cidades é muito grande. Hoje, a população de 64 dos 79 municípios do Estado cabe dentro de Campo Grande. Isso mostra o gigantismo da cidade nascida sob as bênçãos do mineiro de Monte Alegre, José Antônio Pereira, que escolheu essa terra para morar e trabalhar com a família.

Apenas os descendentes desse mineiro estão contemplando o desenvolvimento de Campo Grande que, a partir de 1979, foi consagrado como Capital de Mato Grosso do Sul, resultado da divisão do Estado de Mato Grosso.

A comparação de tamanho populacional não para por aí. A segunda maior cidade do Estado em habitantes é Dourados com 215.486. Portanto, dentro de Campo Grande cabem 4 Dourados. Não é pouco. Imagina Três Lagoas, principal polo industrial de Mato Grosso do Sul, com 115.561 habitantes tem de se multiplicar por sete para alcançar o tamanho da população da Capital do Estado.

Campo Grande está muito mais desenvolvido tanto econômico quanto em quantidade de habitantes da cidade mais antiga do Estado: Corumbá, fundada no dia 21 de setembro de 1778 pelo Capitão-General Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, para impedir os avanços dos espanhóis pela fronteira brasileira em busca do mineral precioso. Com o nome de Arraial de Nossa Senhora da Conceição de Albuquerque, Corumbá transformou-se no principal entreposto comercial da região.

Hoje, cabem dentro de Campo Grande aproximadamente oito Corumbás. Olha que a grande diferença de idade de fundação não foi suficiente para Corumbá se tornar a cidade mais populosa de Mato Grosso do Sul.

Em relação à menor cidade do Estado em termos de população, Campo Grande está com vantagem impressionante. Essa miniatura de cidade é Figueirão com 3.020 habitantes. Seria necessário multiplicar 286 a população de Figueirão para chegar ao tamanho da Capital do Estado. A diferença de idade, também, é muito grande. Figueirão, fundada em 14 de setembro de 2003, tem apenas 14 anos, enquanto Campo Grande completa 118 anos. 

Depois dos mineiros, Campo Grande se tornou o eldorado para paulistas, gaúchos, paranaenses e recebeu de braços abertos descendentes de outras nacionalidades, como paraguaios, bolivianos, espanhóis, italianos, portugueses, japoneses, sírio-libaneses e armênios.

Essas famílias de outras nacionalidades que escolheram Campo Grande para morarem, fizeram e continuam fazendo história seja no setor econômico quanto na política.

Campo Grande é hoje administrado por Marcos Trad, descendente de libanês. O seu irmão, Nelsinho Trad já administrou a cidade por duas vezes. O outro irmão, Fábio Trad, foi deputado federal. E o pai deles,

Nelson Trad, foi vice-prefeito de Campo Grande, deputado estadual e deputado federal.
Uma das maiores lideranças políticas de Mato Grosso, ainda indivisível, e Mato Grosso do Sul é Pedro Pedrossian, descendente de armênios. Ele foi três vezes governador. Uma vez de Mato Grosso e duas de Mato Grosso do Sul.

O italiano André Puccinelli foi duas vezes prefeito de Campo Grande e duas vezes governador de Mato Grosso do Sul. E é uma das grandes lideranças políticas do Estado.

Sem contar outros políticos com sangue de famílias de várias nacionalidades que ajudam a tornar Campo Grande uma cidade pujante. 

É o caso do atual governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), um campo-grandense descendente de portugueses.

Coxim

Homem atacado com 10 facadas é internado em estado grave

Apesar da gravidade do caso, a vítima disse não saber quem seria o autor do crime nem a motivação

04/04/2026 16h00

Hospital Regional de Coxim

Hospital Regional de Coxim Foto: Divulgação

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Um homem de 34 anos foi vítima de uma tentativa de homicídio após ser atingido por mais de 10 facadas na manhã deste sábado (4), em Coxim, a 253 quilômetros de Campo Grande. Ele foi socorrido em estado grave e segue internado no Hospital Regional do município.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a vítima apresentava ferimentos na cabeça, nas costas e nas mãos, além de duas perfurações profundas no tórax. O resgate foi realizado pelo Corpo de Bombeiros.

Inicialmente, o homem contou à polícia que havia ingerido bebida alcoólica com amigos nas proximidades de um bar. No entanto, posteriormente, mudou a versão e afirmou que foi atacado enquanto dormia na varanda de sua casa, um imóvel que estaria sem energia elétrica.

Apesar da gravidade do caso, a vítima disse não saber quem seria o autor do crime nem a motivação. No endereço indicado, policiais não localizaram sinais de luta ou vestígios de sangue.

O caso foi registrado como tentativa de homicídio e será investigado pela Polícia Civil.

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MATO GROSSO DO SUL

MS dá aula à agentes com Chikungunya 7x mais letal em 2026

Secretaria de Saúde reforça que, até o momento, não há declaração que aponte para epidemia da doença em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente em Dourados

04/04/2026 14h30

Capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença

Capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença Reprodução/GovMS/Bruno-Rezende

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Em cenário de crise graças aos alarmantes números de uma das arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti, a médica infectologista, Dra. Andyane Tetila, ministra na segunda-feira (06) uma web aula aos profissionais que tentam frear a Chikungunya em Mato Grosso do Sul, que aparece sete vezes mais letal neste 2026.

Conforme divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), essa capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença que mostra um impacto significativo principalmente na cidade de Dourados e aldeias do município. 

O Governo do Mato Grosso do Sul reforça que, até o momento, não há uma declaração que aponte para uma epidemia de Chikungunya em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente no município de Dourados. 

Com o tema “Alerta Chikungunya: Atualização do Cenário e Manejo dos Casos”, a web aula fica marcada para às 18h e será transmitida através da plataforma Telessaúde (acesse CLICANDO AQUI), sendo que a sala será aberta 30 minutos antes do evento. 

Importante frisar que essa web aula têm o seguinte público alvo os profissionais das seguintes áreas: 

  1. Atenção Primária à Saúde 
  2. Serviços de urgência e Emergência 
  3. Vigilância epidemiológica 
  4. Demais envolvidos no atendimento e manejo dos casos de Chikungunya

Jéssica Klener é gerente de Doenças Endêmicas da SES e, em nota, frisa que a participação dos profissionais é essencial para fortalecer a resposta da rede de saúde à população. 

"Que os profissionais que estão na linha de frente estejam atualizados sobre o manejo clínico da chikungunya, especialmente neste momento de aumento de casos. A capacitação contribui diretamente para um atendimento mais qualificado, com diagnóstico mais ágil e condutas adequadas, refletindo na redução de complicações e na melhor assistência à população”, cita. 

7x mais letal 

Através do monitoramento das arboviroses em geral, que é feito pelo Ministério da Saúde, os dados mostram que MS atingiu o sétimo óbito por Chikungunya antes do fim do terceiro mês este ano, o que fez com que 2026 fechasse março com a doença sete vezes mais letal, se comparado com o pior ano de toda a série histórica. 

Vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti é responsável por transmitir a Chikungunya, que apresenta sintomas que costumam ser avassaladores, e a diferença das demais doenças citadas está no tempo que leva desde o primeiro relato do que os pacientes sentem até a data do óbito, que em boa parte das vezes costuma vitimar a pessoa no intervalo de até três semanas.

cabe explicar que, Mato Grosso do Sul terminou 2025 com o maior número de vítimas por Chikungunya em toda a série histórica, sendo que o ano passado já acumulou, inclusive, o equivalente ao dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado, 17 mortes no total que marcam o pior índice desde que a doença passou a ser catalogada pela SES. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um registro de óbito naquele ano. Até 2024 a arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses.

Com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a vitimar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram em decorrência dessa arbovirose. Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

 

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