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MATO GROSSO DO SUL

MS dá aula à agentes com Chikungunya 7x mais letal em 2026

Secretaria de Saúde reforça que, até o momento, não há declaração que aponte para epidemia da doença em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente em Dourados

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Em cenário de crise graças aos alarmantes números de uma das arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti, a médica infectologista, Dra. Andyane Tetila, ministra na segunda-feira (06) uma web aula aos profissionais que tentam frear a Chikungunya em Mato Grosso do Sul, que aparece sete vezes mais letal neste 2026.

Conforme divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), essa capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença que mostra um impacto significativo principalmente na cidade de Dourados e aldeias do município. 

O Governo do Mato Grosso do Sul reforça que, até o momento, não há uma declaração que aponte para uma epidemia de Chikungunya em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente no município de Dourados. 

Com o tema “Alerta Chikungunya: Atualização do Cenário e Manejo dos Casos”, a web aula fica marcada para às 18h e será transmitida através da plataforma Telessaúde (acesse CLICANDO AQUI), sendo que a sala será aberta 30 minutos antes do evento. 

Importante frisar que essa web aula têm o seguinte público alvo os profissionais das seguintes áreas: 

  1. Atenção Primária à Saúde 
  2. Serviços de urgência e Emergência 
  3. Vigilância epidemiológica 
  4. Demais envolvidos no atendimento e manejo dos casos de Chikungunya

Jéssica Klener é gerente de Doenças Endêmicas da SES e, em nota, frisa que a participação dos profissionais é essencial para fortalecer a resposta da rede de saúde à população. 

"Que os profissionais que estão na linha de frente estejam atualizados sobre o manejo clínico da chikungunya, especialmente neste momento de aumento de casos. A capacitação contribui diretamente para um atendimento mais qualificado, com diagnóstico mais ágil e condutas adequadas, refletindo na redução de complicações e na melhor assistência à população”, cita. 

7x mais letal 

Através do monitoramento das arboviroses em geral, que é feito pelo Ministério da Saúde, os dados mostram que MS atingiu o sétimo óbito por Chikungunya antes do fim do terceiro mês este ano, o que fez com que 2026 fechasse março com a doença sete vezes mais letal, se comparado com o pior ano de toda a série histórica. 

Vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti é responsável por transmitir a Chikungunya, que apresenta sintomas que costumam ser avassaladores, e a diferença das demais doenças citadas está no tempo que leva desde o primeiro relato do que os pacientes sentem até a data do óbito, que em boa parte das vezes costuma vitimar a pessoa no intervalo de até três semanas.

cabe explicar que, Mato Grosso do Sul terminou 2025 com o maior número de vítimas por Chikungunya em toda a série histórica, sendo que o ano passado já acumulou, inclusive, o equivalente ao dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado, 17 mortes no total que marcam o pior índice desde que a doença passou a ser catalogada pela SES. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um registro de óbito naquele ano. Até 2024 a arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses.

Com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a vitimar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram em decorrência dessa arbovirose. Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

 

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aero rancho

Estrutura de supermercado que matou dois funcionários volta a desabar em Campo Grande

Local está com obras paralisadas devido ao acidente e outra parte da estrutura caiu durante a chuva, na madrugada deste domingo

13/09/2026 16h31

Parte da estrutura ficou pendurada na fiação elétrica

Parte da estrutura ficou pendurada na fiação elétrica Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

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Parte da estrutura de um supermercado que está em construção na Avenida Rachel de Queiroz, no Aero Rancho, que já havia desabado e causado a morte de dois funcionários no dia 4 de setembro, voltou a desabar na madrugada deste domingo (13).

No local, está em construção uma nova unidade do Supermercado Mister Júnior. Parte da estrutura pré-moldada de concreto caiu na semana passada, em espécie de efeito dominó. Dentre a parte que ainda estava em pé, houve a queda de novos blocos, desta vez sem vítimas.

Segundo informações apuradas pelo Correio do Estado, o incidente aconteceu durante as chuvas que atingem Campo Grande há dias. Uma das vigas tombou sobre outra parte da estrutura, que por sua vez ficou pendurada na fiação elétrica, mas com risco de novo desabamento e possibilidade de atingir residências na região.

Durante a tarde, uma equipe esteve no local e um guindaste fazia o trabalho de sustentação e retirada da viga que apresentava risco.

Morte de funcionários

No acidente do dia 4 de setembro, dois trabalhadores, identificados como Joel Oliveira da Silva, de 41 anos e Willian Douglas Souza Cabral, de 39 anos, morreram após o desabamento da estrutura da nova unidade do Supermercado Mister Júnior, no Aero Rancho. Ambos prestavam serviço à HB Pré Fabricados, empresa de Sidrolândia. 

Conforme reportagem do Correio do Estado, eles trabalhavam sem registro em carteira e não haviam passado pelo processo de integração para conhecer os riscos existentes no ambiente de trabalho. 

As irregularidades foram constatadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-MS), que investiga as condições de trabalho na obra. 

O procurador do Trabalho Paulo Douglas de Moraes afirmou que as causas do desabamento ainda dependem de perícias, mas que a falta de registro dos trabalhadores e a ausência do processo de integração já foram identificadas durante a apuração. 

Segundo Moraes, o registro formal não teria impedido o acidente, mas garantiria aos familiares das vítimas a proteção prevista pelo sistema previdenciário. 

O acidente é apurado em três frentes: pela Polícia Civil, pelo Ministério Público do Trabalho e pela fiscalização do trabalho. Segundo Moraes, os elementos produzidos nessas investigações deverão convergir para que seja possível determinar as responsabilidades pelo ocorrido.

Na área civil trabalhista, o MPT poderá buscar indenizações para os familiares dos trabalhadores que morreram e, eventualmente, para os funcionários que sobreviveram, caso fique comprovado que também foram indevidamente expostos a riscos.

O MPT ainda não estabeleceu prazo para concluir o procedimento. O órgão aguarda o relatório da fiscalização e deverá analisar também o inquérito policial antes de decidir se serão necessárias outras provas, como novos depoimentos.

Campo grande

Energia volta em 99,2% das residências, mas moradores ainda sofrem sem luz há 3 dias

Jardim Vilas Boas e Vila Nogueira são alguns dos bairros sem luz

13/09/2026 15h00

Sem luz há 3 dias, moradores fazem protesto e bloqueiam rua

Sem luz há 3 dias, moradores fazem protesto e bloqueiam rua Foto: Paulo Ribas

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Reflexos do temporal de quinta-feira (10) ainda repercutem neste domingo (13).

A energia elétrica já voltou na maior parte das residências, mas, alguns moradores ainda sofrem com a falta de luz há quase três dias consecutivos.

De acordo com a Energisa, até às 12h30min deste domingo (13), 99,2% dos clientes afetados já tiveram o fornecimento restabelecido.

Mas, 0,08% ainda estão sem luz. Conforme apurado pela reportagem, Jardim Vilas Boas e Vila Nogueira são alguns dos bairros sem luz, neste domingo (13), na Capital.

Sem luz há 3 dias, moradores fazem protesto e bloqueiam ruaMoradores bloquearam a rua com galhos em forma de protesto nos Vilas Boas. Foto: Paulo Ribas

Moradores dos Vilas Boas realizaram um protesto, na tarde deste domingo (13), contra a falta de luz no bairro. Eles fecharam a rua com galhos de árvore e, instantes depois, a Energisa chegou para restabelecer o serviço. Segundo os populares, eles estão há três dias sem energia elétrica.

Sem luz, não é possível refrigerar alimentos, carregar o celular, tomar banho morno ou assistir TV.

O Correio do Estado entrou em contato com a assessoria de imprensa da concessionária para saber quais outros bairros fazem parte desta pequena porcentagem, mas, até o fechamento desta reportagem, não foi respondido. O espaço segue aberto para resposta.

Até sábado (12), 13 bairros sofriam com a falta de luz: Jardim Noroeste, Centro, Monte Castelo, Tiradentes, Vila Nasser, Vila Margarida, Vila Merli, Parque do Lageado, Universitário, Chácara das Mansões, Jardim Itamaracá, Vila Santa Luzia e Santo Antônio.

Em nota, a concessionária afirma que 800 profissionais estão nas ruas, trabalhando em escala de 24 horas, desde quinta-feira (10), para restabelecer energia elétrica de 100% dos clientes.

Concessionária ampliou equipes em quatro vezes e trouxe funcionários de oito estados brasileiros (Paraíba, Tocantins, Sergipe, Acre, Rondônia, Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais) para restabelecer serviços o mais rápido possível.

Ao todo, foram retiradas 257 árvores e foram trocadas 196 estruturas da rede elétrica.

“A Energisa atua em conjunto com a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e a gestão pública, compartilhando informações operacionais e concentrando esforços, especialmente, nas ocorrências que envolvem risco elétrico e serviços essenciais. Os profissionais da distribuidora também tem apoiado, inclusive no corte de árvores e retirada dos escombros para livrar a rede elétrica. As equipes seguem empenhadas, utilização de maquinário pesado para atender às ocorrências mais complexas e avançar no restabelecimento da energia. As equipes da Energisa seguem mobilizadas até que o fornecimento de energia seja normalizado para o último cliente”, afirmou a concessionária por meio de nota enviada à imprensa.

TEMPORAL

Forte temporal foi registrado no fim da tarde desta quinta-feira (11) em Campo Grande.

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, foram contabilizados 24,4 milímetros em 28 minutos e 3.095 raios em 36 minutos, além de ventos de 83 km/h.

Já o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec-MS) registrou chuva de 19,6 milímetros e rajadas de vento de 87 km/h.

De acordo com a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, houve mais de 100 chamados de árvores caídas pela cidade, 26 escolas destelhadas, 3 unidades de Assistência Social danificadas e 1 unidade de saúde com desabamento de teto.

Prefeitura Municipal de Campo Grande decretou situação de emergência de 180 dias, após estragos causados pelo temporal.

A tempestade foi rápida, mas causos muitos prejuízos. Reportagem do Correio do Estado percorreu os principais pontos de estragos e constatou que o vendaval causou:

Queda de árvores em todas as sete regiões de Campo Grande

  • Interdição de avenidas/vias obstruídas

  • Queda de árvores em cima de carros

  • Queda de postes de energia

  • Alagamento de ruas

  • Cancelamento de aulas na Rede Municipal de Ensino (Reme)

  • Queda de energia em dezenas de bairros

  • Abertura de buracos e crateras nas ruas

  • Semáforos desligados

  • Queda do painel do Fort Atacadista na avenida Ernesto Geisel

  • Desabamento do teto da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário

  • Destelhamento do Armazém Cultural, na avenida Calógeras

  • Explosão de parede de vidro em academia no bairro Universitário

  • Sujeira e lixo nas ruas: galhos, folhas, latas, garrafas, copos plásticos, entre outros diversos objetos

Não houve vítimas fatais.

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