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Capital deve decidir na segunda-feira se decreta situação de emergência após vendaval deixar estrago

Ventos de quase 90 km/h causaram inúmeros estragos na quinta-feira e há previsão de novos temporais

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A Prefeitura de Campo Grande deve decidir na segunda-feira se decreta ou não emergência em razão da chuva e dos fortes ventos que atingiram a Capital durante o fim da tarde de quinta-feira. A possibilidade de novas tempestades neste fim de semana é um dos motivos que levam a Administração a esperar para decidir sobre isso.

Segundo a prefeita Adriane Lopes (PP), está sendo feito um relatório pela equipe técnica da Administração e só após este documento ser entregue é que a decisão será tomada.

“Está sendo avaliado pela nossa equipe técnica e jurídica se há necessidade de decretar emergência ou calamidade, mas até o momento, como a gente não tem um fechamento de todos os danos causados pelo vendaval, a gente está com bastante cautela”, afirmou a chefe do Executivo municipal durante a manhã desta sexta-feira.

Ao Correio do Estado a prefeita ainda afirmou que deve conversar neste fim de semana com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) sobre um possível decreto de emergência.

A medida pode ser adotada quando os impactos, como alagamentos, enchentes, deslizamentos, danos a imóveis e à infraestrutura ou interrupção de serviços essenciais, comprometem parcialmente a capacidade de resposta do município e exigem medidas excepcionais.

VENDAVAL

Segundo o meteorologista do Laboratório de Ciências Atmosféricas do Instituto de Física (LCA/Infi) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Diego Silva, a Capital teve rajadas de ventos de aproximadamente 87 km/h durante a tempestade de quinta-feira.

“A assinatura é compatível com frente de rajada associada à convecção profunda e explica a ocorrência de danos por vento reportada na Capital, incluindo quedas de árvores e estruturas leves”, afirmou o meteorologista.

Os ventos foram tão fortes que os estragos foram semelhantes ao que foi registrado no dia 15 de outubro de 2021, quando a Capital foi atingida por uma nuvem de areia, que veio acompanhada de rajadas de 94,5 km/h.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Campo Grande, Enéas Netto, foram feitos mais de 100 chamados para o órgão, que ainda não conseguiu contabilizar a totalidade. Ainda conforme o coordenador, a quantidade de chamadas se assemelha muito a de 2021, ou é ainda maior.

02 0926 0283 Rescaldo Chuva Arvore PRÁvore de grande porte caiu na Avenida Mato Grosso na quinta-feira - Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

Dados da Prefeitura de Campo Grande apontam que houve mais de 100 chamados de árvores caídas pela cidade, além de 26 escolas destelhadas, três unidades de Assistência Social danificadas e o desabamento do teto da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Hospital Universitário.

A quantidade de problemas foi tamanha que ainda na tarde de sexta-feira era possível encontrar árvores e postes fechando ruas e impedindo a passagem de pedestres, como na Avenida Mato Grosso e na Rua 1º de Maio.

Já na Esplanada Ferroviária, possivelmente o lugar mais danificado da cidade, esquipes da prefeitura e da Energisa trabalharam para retirar a estrutura de metal retorcida que voou do local e reconectar a energia elétrica.

02 0926 0287 Rescaldo Chuva  Ferroviaria PREquipe da prefeitura trabalhava em estrutura de metal retorcida que voou da Esplanada Ferroviária, no Centro de Campo Grande - Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

Na sexta-feira, após 24 horas do vendaval, ainda haviam bairros onde a energia elétrica não tinha sido retomada, tamanha a quantidade de chamados que a concessionária que presta o serviço recebeu.

A Prefeitura de Campo Grande também anunciou que mobilizou 15 equipes para tentar solucionar as inúmeras chamadas, com isso, o número de frentes de trabalho subiu para 20 com o apoio da Defesa Civil do Mato Grosso do Sul.

02 0926 0293 Rescaldo Chuva  Primeiro de Maio PRPoste de energia desabou e bloqueou trânsito na Rua 1º de Maio - Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

“Nós temos em torno de 15 equipes nas ruas e estão desde ontem [quinta-feira] trabalhando. Nós temos um gabinete de situação que existe há mais de um ano e está posto para atender às demandas. Esse novo El Niño vêm trazendo novas possibilidades, então a cidade está preparada”, disse Adriane. 

Além das centenas de estragos, a prefeitura também cancelou as aulas dos estudantes no período da tarde desta sexta-feira em função de um alerta emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) que reforçava o risco de tempestade até às 22h59min de sexta-feira.

Segundo nota do governo do Estado, a gestão acompanhou os estragos causados pelo temporal e se colocou à disposição da Prefeitura Municipal de Campo Grande para atender chamados e ajudar a restabelecer os serviços. A Defesa Civil Estadual promete auxiliar a prefeitura.

ÁGUA

Além da falta de energia elétrica em algumas localidades, a concessionária de abastecimento de água de Campo Grande, Águas Guariroba, emitiu um comunicado avisando que moradores de, pelo menos, nove bairros poderiam enfrentar interrupções ou alterações no abastecimento nesta sexta-feira em razão dos impactos da falta de energia provocada pelo temporal.

Os Bairros São Conrado, Caiobá, Moreninhas, Estrela Dalva, Carandá Bosque, Chácara dos Poderes, Novos Estados, Vila Nasser e Universitário poderiam ser afetados, segundo boletim.

*SAIBA

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), neste sábado há alerta de perigo para tempestades com chuva de até 50 mm/dia e ventos intensos (40km/h a 60 km/h) na maior parte de Mato Grosso do Sul.

(Colaborou Naiara Camargo e Leo Ribeiro)

vai à promulgação

PEC da Segurança Pública é aprovada por unanimidade no Senado

Texto prevê mudanças na estrutura da segurança pública e no combate ao crime organizado; Maioridade penal tramitará em projeto à parte

03/11/2026 18h41

PEC da Segurança foi aprovada por unanimidade no Senado

PEC da Segurança foi aprovada por unanimidade no Senado Foto: Jonas Pereira / Agência Senado

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O Senado aprovou nesta terça-feira, 3, em dois turnsos, a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, uma das principais apostas do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para 2026.

Em 1º turno, foram 73 votos a favor e nenhum contra e, em 2º turno, foram 75 favoráveis e nenhum contra. Com a aprovação, a PEC vai para promulgação.

A oposição queria usar a PEC da Segurança para aprovar uma redução da maioridade penal para 16 anos de forma geral e para 14 anos nos crimes hediondos, mas o plenário aprovou um requerimento para transformar em um projeto à parte as duas emendas que tratavam sobre o tema.

Apresentada pelo Executivo, a PEC 18/2025 reorganiza o sistema de segurança pública - com ampliação de atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), por exemplo - e visa a fortalecer a integração entre as forças de segurança, sobretudo no combate ao crime organizado.

O texto prevê a criação de polícias municipais, de ouvidorias autônomas e do Sistema de Políticas Penais, para melhorar a administração do sistema prisional brasileiro. Além da destinação de mais recursos para a área da segurança, com a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição.

O presidente Lula tem sinalizado que, após a aprovação da PEC, criará o Ministério da Segurança Pública. A ideia é que a pasta centralize a interlocução com os Estados na área e coordene medidas para um combate ainda mais efetivo em relação ao avanço de facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

nesta quarta

Avanço do sarampo mobiliza ação de orientação e vacinação em MS

O Brasil registrou 61 casos importados de sarampo neste ano e o aumento da ocorrência acende alerta para medidas preventivas; Em MS, ação acontecerá no aeroporto

03/11/2026 17h53

Ação de prevenção também terá vacinação em Campo Grande

Ação de prevenção também terá vacinação em Campo Grande Divulgação/ Governo de MS

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O avanço do sarampo nos Estados Unidos e em outros países das Américas levou o Ministério da Saúde a  reforçar o alerta de monitoramento do risco da doença no Brasil. Em Mato Grosso do Sul, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) realizará ação nesta quarta-feira (4) para reforçar a prevenção no Estado.

A ação de orientação e vacinação contra o sarampo será no Aeroporto Internacional de Campo Grande, a partir das 10h.

Conforme a SES, durante a mobilização, haverá oferta da vacina tríplice viral para pessoas de 1 a 59 anos sem registro de vacinação. A tríplice viral protege contra o sarampo, caxumba e rubéola.

A vacinação é a principal forma de proteção. A tríplice viral está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), com a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Adolescentes e adultos que não foram vacinados também devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e conferir a caderneta.

Casos importados

O aumento da ocorrência em outros países aumenta a pressão sobre o Brasil, que, conforme a última atualização do Ministério da Saúde, de 21 de outubro, registrou 61 casos de sarampo neste ano, a maioria com origem importada.

O País permanece como área livre do sarampo, pois não há transmissão sustentada da doença em território nacional desde 2024, mas a manutenção desse status é desafiadora, segundo o diretor do Programa Nacional de Imunizações do Brasil, Eder Gatti.

"O nosso certificado foi conquistado em 2016 e perdido em 2019, porque houve a reintrodução da doença na região Norte. Ela se espalhou pelo país e teve um grande surto em São Paulo, com 19 mil casos", lembra Eder Gatti. 

"Há uma diferença de postura e resposta muito evidente, que se observa pelos resultados", acrescenta. 

Em 2023, ano anterior à reconquista do certificado, os índices de vacinação da tríplice viral, dentro do calendário básico infantil, foram de 88% na primeira dose e de 66% na segunda. Já em 2024, a cobertura subiu para 96% e 78%, respectivamente. Neste ano, as taxas preliminares são de 95% na primeira dose e 80% na segunda. 

"Apesar do contexto internacional, o Brasil segura a sua certificação e espero que a gente consiga manter esse cenário, porque a gente está falando de uma doença que mata crianças, causa abortos e complicações obstétricas. É uma doença que tem um índice de letalidade muito maior para as populações mais vulneráveis, indígenas e pessoas em situação de pobreza", afirmou Garri à Agência Brasil.

Avanço no exterior

Os Estados Unidos registram o pior surto de sarampo em mais de 35 anos, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), com quase 5 mil casos confirmados em 2026, contra 2.289 no ano passado.

Seis mortes foram confirmadas nos EUA neste ano. 

Mais de 90% dos casos confirmados são pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida.  

Na região, EUA, Guatemala, México, Peru e Canadá concentram 99,5% dos casos confirmados em 2026, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Transmissão e prevenção

A transmissão do vírus do sarampo ocorre de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O sarampo é tão contagioso que uma pessoa infectada pode transmitir para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes. 

A transmissão pode ocorrer entre 6 dias antes e 4 dias após o aparecimento das manchas vermelhas pelo corpo.

O sarampo é uma doença prevenível por vacinação. 

Todas as pessoas de 12 meses a 59 anos de idade têm indicação para serem vacinadas contra o sarampo. Adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto contra o sarampo devem iniciar ou completar o esquema vacinal de acordo com a situação encontrada, respeitando as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.

Há duas vacinas disponíveis para proteção contra o sarampo: vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

A vacina tríplice viral é contraindicada durante a gestação. As gestantes não vacinadas ou com esquema incompleto deverão receber a vacina no puerpério.

 

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