Cidades

Alerta de Temporal

Previsão indica novo temporal em Campo Grande, que pode ser mais forte que o de hoje

Previsão aponta possibilidade de novo temporal nesta sexta-feira (11), com chance de ser mais intenso; Capital registrou 3.095 raios em apenas 36 minutos nesta quinta.

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Depois de enfrentar um temporal com rajadas de vento de quase 84 km/h no fim da tarde desta quinta-feira (10), Campo Grande tem previsão de novas tempestades para esta sexta-feira (11). Segundo o meteorologista Natálio Abrahão, as condições previstas indicam a possibilidade de um episódio ainda mais agressivo que o registrado nesta quinta.

A avaliação, porém, é uma previsão meteorológica e não significa que um novo temporal ocorrerá necessariamente, nem que terá intensidade superior ao desta quinta-feira. A evolução das condições atmosféricas ao longo das próximas horas determinará a formação e a intensidade das tempestades.

O alerta foi feito por Natálio enquanto o meteorologista ainda estava nas ruas de Campo Grande acompanhando, ao lado da Defesa Civil, os estragos provocados pela tempestade.

"Ainda estamos nas ruas com a Defesa Civil, mas aviso: amanhã tem previsão, sim, provavelmente mais agressivo que hoje", afirmou.

A declaração acende um novo sinal de atenção poucas horas depois de uma tempestade de curta duração provocar estragos em diferentes regiões da Capital.

A chuva começou por volta das 17h30 e durou entre 20 e 30 minutos, mas veio acompanhada de intensa atividade elétrica e fortes rajadas de vento. Segundo Natálio, 3.095 raios foram registrados em Campo Grande em apenas 36 minutos.

As rajadas chegaram a quase 84 km/h, velocidade suficiente para derrubar estruturas e provocar danos pela cidade.

Na região da Rua Antônio Corrêa, esquina com a Avenida Fernando Corrêa da Costa, um muro não resistiu à força do temporal e desabou sobre um Volkswagen Fox que estava estacionado.

Também houve registro de estragos na região da Esplanada Ferroviária e em outros pontos de Campo Grande.

Previsão mantém atenção para sexta-feira

A principal preocupação agora se volta para esta sexta-feira. Conforme Natálio Abrahão, a previsão indica condições para um novo temporal, com possibilidade de que o episódio seja mais agressivo do que o registrado nesta quinta.

A avaliação não significa que necessariamente haverá rajadas superiores aos quase 84 km/h registrados nesta quinta-feira. Trata-se de uma projeção baseada nas condições atmosféricas previstas, que podem mudar ao longo das próximas horas.

A previsão meteorológica para Campo Grande também mantém condições para tempestades nesta sexta-feira, com possibilidade de chuva forte, rajadas de vento e descargas elétricas.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém Campo Grande sob aviso de tempestade, com possibilidade de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou acumulados de até 50 milímetros ao longo do dia, além de ventos intensos entre 40 e 60 km/h e eventual queda de granizo.

O aviso aponta ainda baixo risco de interrupção no fornecimento de energia elétrica, queda de galhos de árvores, danos em plantações e alagamentos.

Temporal deixou mais de 3 mil raios

A intensidade do fenômeno desta quinta-feira pode ser dimensionada pela quantidade de descargas elétricas registrada em um intervalo curto.

De acordo com Natálio Abrahão, foram 3.095 raios em apenas 36 minutos sobre Campo Grande. Além disso, as rajadas de vento chegaram a quase 84 km/h.

Mesmo com duração entre 20 e 30 minutos, a combinação de chuva intensa, vento e elevada atividade elétrica foi suficiente para causar danos em diferentes regiões da cidade.

Enquanto equipes ainda percorriam as ruas para avaliar as consequências da tempestade desta quinta-feira, a previsão de novas instabilidades já colocava Campo Grande novamente em atenção para as próximas horas.

Diante da possibilidade de novas tempestades, a orientação é evitar permanecer debaixo de árvores durante rajadas de vento e não estacionar veículos próximos a árvores de grande porte, torres de transmissão ou placas de propaganda.

Em situações de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.

infraestrutura

Alta do pedágio faz movimento na BR-163 cair 7,8% em MS

Balanço divulgado pela Motiva Pantanal é referente ao período posterior ao aumento de 40% nos valores cobrados nas praças de pedágio da BR-163

04/11/2026 07h40

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A BR-163, em Mato Grosso do Sul, que está sob responsabilidade da concessionária Motiva Pantanal, registrou uma queda na movimentação no terceiro trimestre deste ano (julho/agosto/setembro) de 7,8% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo balanço divulgado pela empresa. Essa queda ocorreu logo após o aumento médio de 40% no pedágio.

Conforme o boletim publicado para os investidores do grupo Motiva, a BR-163, que desde agosto do ano passado opera sob novo contrato com a concessionária, foi a rodovia que apresentou a maior queda no fluxo de veículos.

O fluxo passou de 14.822.793 no terceiro trimestre de 2025 para 13.662.153 no mesmo período deste ano.

Essa redução já engloba o período em que o “tarifaço” no pedágio da rodovia começou, no dia 5 de agosto. Naquele mês, as praças de pedágio tiveram aumento que variaram de 39,19% a 42,67%, com média de 40% com os arredondamentos, com o maior reajuste em São Gabriel do Oeste e o menor em Pedro Gomes.

O porcentual de quase 8% na queda de movimento na rodovia é mais que o dobro do que foi registrado no segundo trimestre deste ano, quando a queda foi de 3,8% (passou de 12.855.414 em 2025 para 12.368.582 neste ano).

A queda na movimentação da rodovia, porém, não é novidade para os últimos seis meses. Desde o início do ano, os boletim enviados aos investidores mostram que a cada trimestre o número de veículos trafegando pela BR-163 sofre uma queda.

No primeiro trimestre, porém, a redução foi de 2,6%. Esse porcentual, entretanto, não foi o maior que o grupo registrou nas estradas sob sua responsabilidade; a rodovia ViaLagos (RJ-124), que é a principal estrada de acesso à Região dos Lagos no estado do Rio de Janeiro, teve queda de 4,9% no fluxo de veículos na época.

BR-163, em Mato Grosso do Sul, teve o tráfego reduzido este ano - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Apesar da queda na movimentação, a Motiva Pantanal não apresentou queda na arrecadação, em razão do aumento aprovado pela Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) e executado em agosto.

Neste trimestre que terminou em outubro, a arrecadação com as praças de pedágio em Mato Grosso do Sul tiveram um aumento de 11,5%, passando de R$ 122 milhões neste período de 2025 para R$ 136 milhões nos mesmos meses deste ano.

JUSTIFICATIVAS

Aos seus investidores e ao mercado financeiro, a Motiva informou que três pontos contribuíram para essa queda no tráfego de carros na BR-163, em Mato Grosso do Sul, porém, nenhum deles estaria relacionado ao aumento médio de 40% no pedágio.

Os dois primeiros motivos apontados pelo grupo foram o aumento do valor do frete e os preços dos combustíveis. “A [Motiva] Pantanal registrou queda, principalmente, por conta do aumento dos fretes rodoviários e preços dos combustíveis”.

Já em outro documento, a Motiva também afirma que a concorrência com outras rodovias e a “fuga” do Porto de Paranaguá estão entre os motivos. 

“Na demanda, vemos efeitos mistos entre veículos pesados – afetados pela performance do agro, seja na Motiva Pantanal (concorrência intramodal), na AutoBan e RodoAnel (escoamento da safra de milho de Goiás), e menores exportações por Paranaguá, no Paraná”, afirma a concessionária ao mercado financeiro.

Em nota ao Correio do Estado, a Motiva Pantanal negou que a queda no fluxo de veículos esteja relacionada ao aumento do pedágio, e alegou que ainda não foi possível medir este efeito.

“A Motiva Pantanal informa que a redução de 7,8% no volume de veículos equivalentes na BR-163/MS, no 3º trimestre, está relacionada principalmente ao aumento dos custos logísticos, especialmente fretes e combustíveis. Não há evidências de uma relação direta entre o reajuste tarifário, aplicado em agosto, e a redução do tráfego”, diz a concessionária em nota.

“Inclusive, antes mesmo da atualização da tarifa, a concessionária já observava uma queda no fluxo de veículos em comparação ao mesmo período do ano anterior. O movimento observado reflete fatores econômicos mais amplos do setor de transporte de cargas e a diversificação de modais”, completa.

A empresa ainda relembrou que, desde agosto de 2025, quando o novo contrato foi firmado, vem fazendo novos investimentos na rodovia, “com previsão de aproximadamente R$ 1 bilhão em 2026, sendo cerca de R$ 512 milhões destinados às obras de ampliação da capacidade da rodovia, como implantação de faixas adicionais e obras de duplicação e R$ 264 milhões à recuperação do pavimento, promovendo melhorias na infraestrutura, na segurança viária e nas condições de tráfego para os usuários”.

DEGRAU TARIFÁRIO

Esse aumento astronômico ao qual a concessionária teve direito neste ano fez parte do acordo do novo contrato firmado entre a Motiva Pantanal e o governo federal na relicitação da rodovia em Mato Grosso do Sul.

Segundo o acordo, a empresa teria, após seu primeiro ano, um reajuste já estabelecido de 33,64%.

Porém, além disso, a ANTT adicionou à conta o porcentual de 5,16% que seria referente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses, totalizando 40,49% de aumento médio, mas que com os arredondamentos dos centavos no valor do pedágio passou para 40%.

*Saiba

A queda no movimento da rodovia não é uma novidade neste ano, já que desde o primeiro trimestre os balanços mostram essa redução, no entanto, o porcentual atual foi o dobro do registrado no período anterior, saindo de 3,8% para 7,8%. 

Operação Ifrit

Operação da PF mira policiais de MS envolvidos com facções criminosas

O grupo é investigado por tráfico internacional de armas e drogas, lavagem de dinheiro, além de sequestros, torturas, atentados e homicídios

04/11/2026 07h30

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A Polícia Federal, junto com a Receita Federal do Brasil, deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Ifrit, para combater uma organização criminosa associada ao Primeiro Comando da Capital (PCC)  e ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC). A operação cumpre medidas judiciais em Mato Grosso do Sul e outros seis estados: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia. 

Após a Justiça Federal de Campo Grande autorizar as medidas judiciais, os agentes foram às ruas para cumprir 76 mandados de busca e apreensão, 25 mandados de prisão preventiva e um mandado de prisão temporária, além de três medidas de monitoração eletrônica e do afastamento de três policiais civis de suas funções públicas.

Em Campo Grande, os mandados são cumpridos nas ruas São Félix, Ceará e na avenida Cônsul Assaf Trad, no condomínio de luxo Alphaville. Em um dos endereços, os policiais encontraram arma, munições, apreenderam celulares e dinheiro em espécie.

Policiais envolvidos

De acordo com a PF, a investigação apura a atuação de uma organização criminosa transnacional liderada por um núcleo familiar e associada a facções criminosas, com participação de agentes públicos das forças de segurança, incluindo policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal.

O grupo é investigado por tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro, além de crimes violentos, como sequestros, torturas, atentados e homicídios.

Segundo as investigações, a organização utilizava armamento, estruturas de apoio e veículos blindados para exercer controle territorial e intimidar rivais.

Onde atuavam?

A PF diz que a organização atuava principalmente na região de fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, com ramificações em outros estados brasileiros.

As investigações apontam que drogas e armas eram obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai, abastecendo redes de distribuição no Brasil e rotas de tráfico de entorpecentes destinadas à Europa, especialmente Espanha e Portugal.

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