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Carnaval chuvoso: cinco municípios de MS registraram os maiores acumulados de chuva do País

Em Ponta Porã choveu quase 300 mm em 48 horas, mais do que o esperado para todo o mês de fevereiro

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Das 20 cidades que registraram o maior acumulado de chuva do Brasil, nas últimas 24h, cinco são do Mato Grosso do Sul. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (17), pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

O município de Ponta Porã registrou 141 mm de chuva nas últimas 24h, sendo o maior acumulado de todas as cidades elencadas na tabela do INMET. Amambai registrou quase 90 mm/24h e foi a terceira cidade com maior registro de acumulado de chuva de todo o Brasil.

Além disso, as cidades/distritos de Nhumirim (79 mm), Dourados (60 mm) e Porto Murtinho (54 mm), também estão entre os municípios que mais registraram acumulados de chuva.

Esses números refletem a frente fria que atingiu o estado de Mato Grosso do Sul na última quinta-feira (16). Foi o que indicou o boletim meteorológico, divulgado pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec/MS) na última segunda-feira (13).

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, a frente fria é resultado dos níveis da umidade do ar, bem como das temperaturas amenas, fatores que contribuem para condições propícias à formação de chuvas. 

À época, o meteorologista do Cemtec/MS, Vinicius Sperling, contou ao Correio do Estado que a frente fria irá se manter pelo menos até o fim do carnaval e pode ser a mais intensa do ano, até agora. 

"A partir de quinta-feira (16) a noite e durante a sexta-feira (17), a gente tem o avanço de uma frente fria no estado. Até agora provavelmente será a frente fria mais intensa do ano. O que vai derrubar as temperaturas. Mas ficarão mais amenas para o sul do estado", pontua Vinicius Sperling.

Carnaval na Chuva

O Carnaval de Mato Grosso do Sul será marcado pelo avanço de uma frente fria com chuvas e temperaturas amenas.

As informações são do boletim meteorológico do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima do estado do Mato Grosso do Sul (Cemtec/MS).

A partir de hoje (17), o estado pode registrar chuvas intensas com acumulados superiores a 50 mm em 24h.

Nesta sexta-feira (17), a previsão indica que o clima se manterá instável, com pancadas de chuvas moderadas, mas há possibilidade de chuvas intensas acompanhadas de raios e rajadas de vento, sobretudo nas regiões centro-sul, norte e oeste do estado.

O tempo deve manter-se firme neste sábado (18), sobretudo no centro-sul do estado, a média de temperatura vai da mínima 15 e máxima 22 Cº. 

O Cemtec ressalta que a frente fria chegou ao estado na última quinta-feira (16) e que consiste na mais intensa de 2023, até o momento. 

De domingo (19) até a quarta-feira de cinzas (22), o tempo volta a ficar instável em todo o estado, com chuvas localizadas e mais intensas em algumas regiões.

Devido à umidade do ar, o tempo ficará instável, com possibilidade de chuva em todas as regiões do estado.

As temperaturas ficam amenas, as menores temperaturas são esperadas na região sul, que podem variar de 15 e 16 Cº, com máximas que podem atingir a casa dos 28 Cº. 

Estragos na Fronteira

Um temporal de forte intensidade atinge Ponta Porã há pelo menos dois dias e causou vários estragos na cidade.

Conforme o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima do estado do Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS), foram registrados quase 300 mm de chuva em menos de 48h.

Conforme Vinicius Sperling, meteorologista do órgão, as chuvas de alta intensidade tiveram início na madrugada do dia 16 e estendeu-se à madrugada do dia 17. 

Além disso, o Cemtec, manteve contato com a prefeitura para emissão de alertas sobre as condições graves do município.

Ainda conforme o meteorologista, houve diversos estragos na cidade, devido ao acumulado de chuva de 289,8 mm, em menos de 48 horas.

A prefeitura de Ponta Porã, a 346 quilômetros de Campo Grande, informou que a Secretaria Municipal de Obras está nas ruas da cidade para iniciar os trabalhos de emergência de recuperação dos estragos causados.

Em nota, a prefeitura afirma que o Município deve decretar situação de emergência em razão da chuva torrencial.

Apesar da gravidade da situação, o Cemtec pontua que a previsão é que a chuva cesse por hoje.

O clima se mantém instável, mas a chuva deve diminuir ao decorrer do dia e, até o momento, não há novos alertas para a cidade que indiquem grande acumulado.

O meteorologista ressalta ainda que a temperatura deve cair, já que o ar frio avançou sob a cidade de Ponta Porã.

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Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

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A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

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