Cidades

CADUCIDADE DE CONTRATO

CCR pode ser ressarcida
em R$ 1,8 bilhão

Apesar de não executar toda a duplicação prevista para a BR-163 poderá haver indenização

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A CCR MSVia pode receber R$ 1,8 bilhão em indenização pelas obras executadas nos cinco anos em que administra a BR-163, caso a União declare a caducidade do contrato de concessão ou a empresa  saia vitoriosa na ação judicial que pede, em último caso,  a rescisão do acordo. 
Esse direito está no contrato assinado em 2014, que desconsidera a receita gerada com pedágio, que no período chega a R$ 865,5 milhões.

Esse direito ao ressarcimento está  assegurado nas cláusulas  31 a 34 do contrato, que trata da caducidade (tornar sem efeito o contrato quando a concessionária não cumpre as cláusulas), rescisão e anulação do acordo. 

Existem diferenças nos critérios de indenização, mas basicamente garantem a reposição quase integral dos valores investidos, uma vez que devem ser descontadas a depreciação (abatimento no valor da obra executada em virtude do uso  e desgastes naturais), que em média é de R$ 20 milhões ano; mais as multas aplicadas pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), que só podem totalizar R$ 10 milhões.

O item 31.2 define que a indenização à concessionária em caso de encampação cobrirá “as parcelas dos investimentos realizados, inclusive em obras de manutenção, bens e serviços, ainda não amortizados ou depreciados, que tenham sido realizados para cumprimento deste contrato, deduzidos os ônus financeiros remanescentes”.

Como a CCR  MSVia pactuou empréstimos para realizar as obras, que chegam a R$ 3,4 bilhões, parte da indenização pode ser destinada a quitar estes créditos. No relatório financeiro divulgado pela ANTT consta que o valor que a concessionária deve atualmente em empréstimos aos bancos chega a R$ 841 milhões, isso porque cerca de R$ 1,5 bilhão acertado com o BNDES ainda não foi liberado – a última transferência foi em 15 de abril de 2016. A não liberação deste recurso é o argumento da CCR  MSVia para pedir a rescisão do contrato no Poder Judiciário de Brasília.

Somando os valores aplicados em cinco anos na duplicação da BR-163  e benfeitorias o total chega a R$ 1,830 bilhão, montante que  terá de ser devolvido à CCR MSVia  caso a União declare a caducidade do contrato por descumprimento das obrigações por parte da concessionária ou perca a ação judicial protocolada em 20 de maio do ano passado pela empresa.

Isso porque a concessionária declarou nos relatórios financeiros divulgados no site da ANTT e nas informações aos acionistas no site da empresa que no ano de 2014 investiu R$ 193,024 milhões, no ano seguinte – quando começou a cobrança do pedágio – o valor chegou a R$ 637,734 milhões. 

A partir daí teve declínio, com investimentos de R$ 553,260 milhões em 2016; outros R$ 306,771 milhões em 2017 e no ano passado, até setembro, havia investido R$ 139,8 milhões. Neste último ano basicamente em manutenção da estrada.

Outro fator que garante quase a integralidade da indenização é que a arrecadação com pedágio no mesmo período não é levada em consideração para abater no valor que a União terá de devolver a CCR  MSVia. 
São R$ 865,5 milhões cobrados dos motoristas em cinco anos, que correspondem a 48% dos R$ 1,8 bilhão investidos.  

Para evitar que a União tenha de devolver à concessionária os R$ 1,8 bilhão, o governador Reinaldo Azambuja, no dia 21 do mês passado, esteve reunido com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), José Mucio Monteiro, em busca de uma solução.

“Todos foram unânimes de que precisamos de uma solução urgente. Há as opções. O ministro é defensor de que a melhor opção é a revisão contratual. Nós também acreditamos nisso e ficou de o ministro Tarcísio [Gomes de Freitas, de Infraestrutura] encaminhar esse pedido ao TCU, que analise essa questão da terceira etapa, com os documentos, para uma revisão contratual”,  afirmou Azambuja à época.

Ao recorrer ao Poder Judiciário pedindo a rescisão antes de o governo federal decretar a caducidade, a concessionária garantiu o direito de continuar cobrando pedágio independente de qualquer decisão do governo federal, já que a cláusula 33.2 do acordo define: “Os serviços prestados pela Concessionária somente poderão ser interrompidos ou paralisados após o transito em julgado da sentença judicial (decisão final) que decretar a rescisão do Contrato”.

UEMS VESTIBULAR

Inscrições para vestibular da UEMS encerram em menos de uma semana

Período para realizar pagamento da taxa de inscrição acaba um dia após encerramento de inscrições, no dia 6 de novembro

30/10/2026 11h25

Foto: Divulgação

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Estudantes e interessados em ingressar no ensino superior público em 2027 terão até a próxima quinta-feira (05) para realizar as inscrições para o Vestibular da Universidade Estadual de Mato Groso do Sul (UEMS). A prova acontecerá no mesmo mês, no dia 22 de novembro.

As inscrições devem ser feitas por meio do site ofical da Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura (Fapec), na página de "Área do Candidato", disponível até às 23h59, no horário de Mato Grosso do Sul.

Na inscrição, o candidato deve selecionar a aba "Inscrições" e entrar na área do "Processo Seletivo Vestibular - UEMSVEST 2027"; escolher o curso disponível desejado; conferir os dados cadastrais e indicar a categoria concorrente.

Durante o preenchimento da inscrição o candidato deve escolher se concorrerá a vaga dentro da Ampla Concorrência, ou por sistema de cotas com vagas destinadas a pessoas negras, indígenas, residentes em MS há mais de 10 anos ou PCD.

Nesta etapa também é necessário que o candidato escolha a língua estrangeira de preferência (inglês ou espanhol) para realizar as cinco questões dentro da área de linguagens da prova.

O candidato deve ainda selecionar o município que irá prestar o vestibular presencialmente.

Para isso, a Universidade oferece 19 municípios polos, sendo eles: Amambai, Aquidauana, Bataguassu, Campo Grande, Cassilândia, Corumbá, Costa Rica, Coxim, Dourados, Glória de Dourados, Ivinhema, Jardim, Maracaju, Mundo Novo, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã ou Três Lagoas.

Para todos os candidatos que não solicitaram isenção da taxa de inscrição anteriormente, é necessário realizar o pagamento no valor de R$ 100. O valor não altera e deve ser pago até o dia 6 de novembro, um dia após o encerramento das inscrições.

A taxa pode ser paga por meio de boleto emitido no próprio mesmo site da Fapec, cartão de crédito/débito ou pix.

Ao fim da inscrição o candidato deve indicar se é necessário atendimento diferenciado ou condições especiais no dia da prova, confirmar por meio do termo de ciência que concorda com as regras especificadas em edital, conferir os dados preenchidos e finalizar o envio.

Vestibular UEMS 2027

A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) oferece 1.043 vagas presenciais distríbuidas em 52 cursos de graduação espalhados nas unidades por todo o Estado com oportunidade de ingresso por meio do Processo Seletivo Vestibular UEMS 2027, com inscrições até o dia 5 de novembro.

São 556 vagas destinadas a ampla concorrência, 207 para negros, 114 para indígenas, 114 para residentes em Mato Grosso do Sul há mais de 10 anos e 52 para pessoas com deficiência ou transtornos globais do desenvolvimento (PCD).

O exame terá 60 questões objetivas de múltipla escolha sobre Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas, além de uma Redação, com tema a descobrir no dia da prova.

O resultado final será divulgado em 22 de janeiro de 2027 e as convocações para matrícula ocorrerão a partir de fevereiro de 2027.

Confira o cronograma oficial:

  • Período de inscrições: 02/09/2026 a 05/11/2026/
  • Período para solicitar isenção da taxa: 02/09 a 30/09/2026;
  • Resultado final de isenções: 20/10/2026;
  • Prazo limite para pagamento da taxa (pedidos indeferidos e outros): até 06/11/2026;
  • Aplicação das Provas (Objetiva e Redação): 22/11/2026, das 8h às 13h (horário oficial de MS);
  • Divulgação do Resultado Final: 22/01/2027;
  • Período para apresentação de cotistas negros às bancas de verificação fenotípica: a partir de 25 de janeiro de 2027;
  • Início das convocações para matrícula: a partir de fevereiro de 2027.

Acesse a página com todos os editais do Vestibular UEMS 2027 aqui.

VIOLÊNCIA INDÍGENA

Deputado confirma vinda de ministros de Lula após ataques à indígenas em MS

Representantes do Governo Federal devem chegar ao Estado neste sábado (31) para acompanhar a situação; MPF investiga ameaças e denúncias de violência contra comunidades indígenas

30/10/2026 11h02

Ministros devem vir após ataques violentos em aldeias de MS

Ministros devem vir após ataques violentos em aldeias de MS Foto: Gerson Oliveira

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou o envio de três ministros a Mato Grosso do Sul para acompanhar de perto as denúncias de violência, ameaças e intimidações contra comunidades indígenas no Estado. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (30) pelo professor Tiago Botelho, por meio das redes sociais.

Segundo a publicação, os ministros Luiz Eloy Terena, dos Povos Indígenas, Janine Mello, dos Direitos Humanos, e Wellington Silva, da Justiça, devem chegar ao Estado neste sábado (31).

“Acabo de ser informado por Brasília que o presidente Lula determinou a vinda de três ministros para o Mato Grosso do Sul para acompanhar de perto a situação dos povos indígenas”, escreveu Botelho em um post da rede social X. 

Na publicação, ele também condenou os episódios de violência e defendeu o respeito às comunidades indígenas sul-mato-grossenses. 

A informação surge em meio à mobilização de órgãos federais para investigar denúncias de ataques contra indígenas após o resultado do segundo turno das eleições, realizado no último domingo (25). 

Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a agenda dos ministros no Estado, nem os municípios que deverão receber a comitiva.

Governo cria canal de denúnicas

Também nesta sexta-feira (30), o Governo Federak anunciou a criação de um canal específico para receber denúncias de possíveis crimes, ameaças e intimidações contra comunidades indígenas.

O atendimento será realizado pelo número (11) 98202-5433, disponibilizado pelo Ministério dos Povos Indígenas.

De acordo com o ministro Luiz Eloy Terena, uma força-tarefa foi estruturada com a participação dos ministérios da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos para acompanhar as ocorrências.

O grupo ficará responsável por reunir informações, acompanhar as denúncias e encaminhar os casos aos órgãos competentes, com o objetivo de identificar os possíveis responsáveis.

A Polícia Federal (PF) também foi acionada para investigar os casos.

As medidas foram adotadas após denúncias encaminhadas pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), que apontou um aumento de situações de violência, atropelamentos, ameaças e hostilidades contra indígenas em Mato Grosso do Sul depois das eleições.

Na quinta-feira (29), o Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS) informou que vai investigar as denúncias de violência contra comunidades indígenas e adotar as providências cabíveis.

Entre os casos apurados está uma conversa envolvendo dois servidores da Prefeitura de Tacuru, na qual um deles teria sugerido colocar veneno na água utilizada por indígenas, em represália ao resultado da eleição presidencial.

Diante da gravidade do episódio, o MPF notificou a administração municipal para prestar esclarecimentos no prazo de 48 horas.

Inicialmente, o prefeito Rogério Torquetti classificou a situação como um mal-entendido e informou que havia repreendido os funcionários e restringido o acesso deles às comunidades indígenas.

Posteriormente, a prefeitura anunciou o afastamento do servidor responsável pela fala e a abertura de um procedimento disciplinar. A assessoria jurídica do município esclareceu, no entanto, que ambos os funcionários foram suspensos de suas funções.

Segundo Clederson Lopes, responsável pelo setor jurídico da prefeitura, o município também deverá informar ao MPF que os envolvidos não possuem ligação com os serviços de abastecimento de água.

A administração municipal afirmou que permanecerá à disposição do órgão para prestar esclarecimentos durante as investigações.

Além de Tacuru, o MPF estruturou frentes regionais de apuração em municípios do sul de Mato Grosso do Sul.

Em Naviraí, o procurador da República Marco Antonio Delfino de Almeida instaurou procedimento para verificar denúncias de supostos homicídios relacionados a conflitos políticos. As informações, entretanto, foram desmentidas após investigação.

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