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Chuva causa transtornos em várias regiões de Campo Grande

Chuva causa transtornos em várias regiões de Campo Grande

Gabriel Maymone

25/01/2012 - 18h00
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A forte chuva que atingiu Campo Grande nesta terça-feira (25) causou estragos e transtornos em diversos pontos da cidade. De acordo com dados da estação meteorológica da Base Aérea da Capital, a chuva, que começou por volta das 15h e durou pouco mais de uma hora, registrou 13.4mm de precipitação.

No Bairro Tiradentes, um verdadeiro rio se formou na Rua Nilo. Já na região central, a enxurrada tomou conta da Rua 14 de julho, causando transtornos aos motoristas, dificultando o trânsito.

Na Rua dos Andradas, localizada no Bairro Santo Antônio – conhecido pelos constantes alagamentos – os carros tiveram que se arriscar ao enfrentar a água, que invadiu a calçada.

O Corpo de Bombeiros precisou ser acionado para verificar um possível risco de desabamento do teto do Banco Bradesco, localizado na Avenida Coronel Antonino, região norte de Campo Grande.

 

 

 

 

 

 

                  Bradesco na Coronel Antonino                                                         Rua 14 de julho

 

 

 

 

 

                     

                     Rua Nilo, Bairro Tiradentes                                         Rua dos Andradas, Bairro Santo Antônio -

                                                                                                               Foto: Álvaro Rezende / Correio do estado

tempo

Chuva antecede chegada do inverno em Mato Grosso do Sul

Garoa acontece horas antes do jogo Brasil x Haiti e, inclusive, pode "arruinar" os planos da torcida que planejava assistir a partida em bares, restaurantes ou na Cidade da Copa

19/06/2026 16h10

Poças d'água, em ruas de Campo Grande, em razão da chuva

Poças d'água, em ruas de Campo Grande, em razão da chuva GERSON OLIVEIRA

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Sexta-feira de jogo do Brasil está chuvosa no centro-sul de Mato Grosso do Sul.

Garoa, raios, trovoadas, ventos e clima fresco ganharam força a partir das 14 horas em Campo Grande, Dourados, Sidrolândia, Ponta Porã, Maracaju, Nova Alvorada do Sul, Rio Brilhante, Douradina, Fátima do Sul, Mundo Novo, Naviraí e Sete Quedas.

A chuva acontece na antevéspera da estação de inverno, que chega às 04h24min deste domingo (21) no Brasil.

A precipitação acontece horas antes do jogo Brasil x Haiti, que ocorre às 20h30min (horário de Mato Grosso do Sul). Inclusive, o tempo chuvoso pode “arruinar” os planos da torcida que planejava assistir a partida em bares, restaurantes ou na Cidade da Copa.

Poças dRuas lamaçentas em Campo Grande. Foto: Gerson Oliveira

A pancada provocou ligeira queda nas temperaturas (de 26°C para 20°C na Capital), aumentou a umidade relativa do ar e melhorou a qualidade do ar/de respiração.

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, até às 15h45min, 7,2 milímetros foram registrados na região do shopping e 6,4 milímetros na Vila Popular.

A previsão é de mais chuva para hoje (19) e amanhã (20). "A chuva vai continuar e chegar aos 18 milímetros até às 22 horas desta sexta em Campo Grande. [No sábado, a chuva] continua bem fraca pela manhã e a noite começa a esfriar. Recomendo cuidados com moradores de rua e trabalho noturno", detalhou Abrahão ao Correio do Estado.

Vale ressaltar que o tempo chuvoso não causou estragos significativos, na tarde desta sexta-feira (19), em Campo Grande.

O avanço de uma frente fria aumentou a formação de nuvens e favoreceu a ocorrência de pancadas. Após a chuva, a temperatura cai e o frio de inverno chega com tudo a partir de terça-feira (23).

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou alerta amarelo, de chuvas intensas (perigo potencial), para norte, sul e oeste de Mato Grosso do Sul.

Com isso, ventos de 40-60 km/h e 20-30 milímetros/hora ou 50 milímetros/dia são esperados nas próximas horas. Há leve risco de quedas de árvores.

CUIDADOS

O tempo chuvoso requer cuidados aos sul-mato-grossenses, como:

  • Em caso de chuva: não enfrentar pontos de alagamento ou enxurradas; procurar rotas alternativas no trânsito e dirigir devagar;
  • Em caso de raio: evitar locais abertos; não ficar debaixo de árvores; não ficar próximo a cercas de metal; ficar calçado e desligar eletroeletrônicos da tomada;
  • Em caso de granizo: deve-se tomar cuidado no deslocamento após chuva de granizo, pois o chão fica escorregadio.
  • Em caso de vendaval: permaneça em local abrigado; evite se abrigar debaixo de árvores.

INVERNO

Inverno começará às 04h24min deste domingo (21 de junho) e terminará em 22 de setembro de 2026.

É caracterizado pelo:

  • frio
  • clima gelado/fresco
  • temperaturas baixas e em queda
  • ocorrência de geadas/nevoeiros
  • tempo seco
  • pouca chuva
  • baixo índice pluviométrico
  • estiagem
  • baixa umidade relativa do ar

Durante a estação, noites serão mais longas e dias serão mais curtos.

 

Chikungunya

Mato Grosso do Sul registra 23ª morte por Chikungunya

Jovem indígena de 19 anos está entre as vítimas fatais; município concentra maioria dos óbitos e ainda investiga três mortes suspeitas relacionadas à doença

19/06/2026 16h02

Foto: Divulgação

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Mato Grosso do Sul confirmou a 23ª morte causada por complicações da chikungunya em 2026, reforçando o alerta das autoridades de saúde para os impactos da epidemia que atingiu principalmente o município de Dourados nos últimos meses.

A nova vítima é um jovem indígena de 19 anos, morador da Reserva Indígena de Dourados, que apresentou os primeiros sintomas da doença em 14 de março e morreu no dia 29 de maio, após permanecer internado no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD).

A confirmação foi divulgada nesta sexta-feira (19) pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), estrutura criada pela Prefeitura de Dourados para coordenar as ações de enfrentamento à doença.

Com o novo registro, Dourados passa a contabilizar 15 mortes confirmadas por complicações da chikungunya, sendo 11 delas de indígenas residentes nas aldeias Bororó e Jaguapiru.

Embora o óbito já tenha sido validado pelas autoridades municipais, ele ainda não consta no boletim epidemiológico mais recente da Secretaria de Estado de Saúde (SES), que contabilizava até então 22 mortes em Mato Grosso do Sul e outros dois casos sob investigação.

Além dos óbitos já confirmados, o município acompanha três mortes suspeitas que aguardam conclusão das análises epidemiológicas.

As vítimas são uma mulher de 74 anos com histórico de doença renal crônica e hipertensão arterial, um homem de 71 anos diagnosticado com diabetes e um homem de 43 anos sem registro de comorbidades.

Todos eram moradores da área urbana de Dourados e apresentaram agravamento do quadro clínico após a infecção.

Os dados atualizados mostram que Dourados segue como epicentro da epidemia no Estado. Segundo o Informe Epidemiológico Municipal, o município contabiliza 9.772 notificações da doença, das quais 5.242 são consideradas casos prováveis e 4.745 já foram confirmadas laboratorialmente. Outros 497 casos seguem em investigação.

Na Reserva Indígena de Dourados, considerada uma das áreas mais afetadas pela transmissão do vírus, foram registradas 3.151 notificações. Deste total, 2.184 casos foram confirmados, enquanto 159 permanecem sob análise.

RECUO DA EPIDEMIA

Apesar da elevada quantidade de casos e do avanço das mortes, os indicadores mais recentes apontam desaceleração da epidemia. O número de internações por complicações relacionadas à chikungunya apresentou queda significativa nas últimas semanas.

Durante o período mais crítico da crise sanitária, os hospitais chegaram a registrar entre 52 e 58 pacientes internados simultaneamente. Atualmente, 20 pessoas seguem hospitalizadas, distribuídas entre o Hospital Universitário, Hospital Regional, Hospital da Vida, Hospital Unimed e Hospital Cassems.

A redução também é observada na curva epidemiológica monitorada pela Secretaria Municipal de Saúde.

Após atingir o pico da transmissão entre as semanas epidemiológicas 11 e 15, quando o município registrou sucessivas altas e ultrapassou a marca de mil notificações semanais, os números começaram a recuar gradativamente.

O auge da epidemia ocorreu na 12ª semana epidemiológica, com 1.207 notificações registradas. Nas semanas seguintes, os casos oscilaram em patamares elevados, mas iniciaram trajetória de queda a partir da semana 16.

Na semana 23, Dourados registrou 194 notificações, número muito inferior ao observado durante o período mais crítico da transmissão.

De acordo com o secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE, Márcio Figueiredo, o cenário atual demonstra avanço no controle da doença, mas ainda exige vigilância permanente por parte da população.

Além da redução das notificações, as equipes de combate às endemias também identificaram diminuição na quantidade de focos do mosquito Aedes aegypti durante as inspeções realizadas nos bairros e na Reserva Indígena.

Mesmo assim, as autoridades reforçam a necessidade de eliminação de recipientes que possam acumular água parada, principal medida para interromper o ciclo de reprodução do vetor.

Morte de Idoso

A nova morte ocorre poucos dias após a confirmação do óbito de um idoso de 78 anos, morador da área urbana de Dourados.

O paciente apresentava doença respiratória crônica e diabetes, fatores que contribuíram para o agravamento do quadro clínico. Ele foi internado no Hospital Universitário após apresentar sintomas da doença e morreu no início de junho.

Com a confirmação do jovem indígena de 19 anos como mais uma vítima fatal, Mato Grosso do Sul alcança a marca de 23 mortes associadas à chikungunya em 2026.

Embora os indicadores apontem redução da transmissão em Dourados, a doença continua impondo desafios às autoridades de saúde, especialmente entre grupos mais vulneráveis e regiões historicamente expostas a condições favoráveis à proliferação do mosquito transmissor.

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