Cidades

Tempo Severo

Chuva passa de 69 mm em MS e Inmet alerta para novos temporais

Sidrolândia teve o maior acumulado até as 6h, enquanto Campo Grande registrou 905 raios e ventos de 53 km/h durante a madrugada deste sábado.

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Mato Grosso do Sul entra neste fim de semana ainda sob influência das instabilidades que provocaram chuva, ventos fortes e uma sequência de estragos nos últimos dias. Depois do temporal que atingiu Campo Grande na quinta-feira (10), a previsão indica que a chuva ainda não terminou, com condições para novos temporais neste sábado (12) e nos próximos dias.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há previsão de chuva forte acompanhada de trovoadas em Mato Grosso do Sul neste sábado. Além da precipitação, as tempestades podem vir acompanhadas de rajadas de vento e queda de granizo.

A situação é mais preocupante nas áreas abrangidas pelo alerta laranja para tempestades, classificação do Inmet que indica perigo e possibilidade de fenômenos meteorológicos mais intensos, com maior risco de danos.

Outras regiões estão sob alerta amarelo, de perigo potencial. Nesse nível, as condições previstas são menos severas, mas ainda exigem atenção diante da possibilidade de chuva intensa, rajadas de vento e transtornos provocados pelo mau tempo.

Chuva passa dos 69 mm no interior

A chuva avançou pelo centro-sul de Mato Grosso do Sul durante a madrugada deste sábado e deixou acumulados expressivos em alguns municípios. Conforme levantamento repassado pelo meteorologista Natálio Abrão, os dados consideram as condições observadas até as 6h desta manhã.

O maior volume informado foi registrado em Sidrolândia, com 69,6 milímetros, onde também houve registro de enchente. Em Nova Alvorada do Sul, o acumulado chegou a 48,1 mm.

Mais ao sul, Dourados acumulou 17,4 mm, enquanto Ponta Porã registrou 17,2 mm até o início da manhã.

Os números mostram que a chuva atingiu diferentes pontos do centro-sul do Estado com intensidades distintas.

Segundo Natálio, a precipitação continuava atingindo a região nas primeiras horas deste sábado e a tendência era de manutenção das instabilidades durante a manhã.

Campo Grande registra até 21,3 mm

Em Campo Grande, a chuva ganhou força ao longo da manhã deste sábado (12) e fez os acumulados aumentarem significativamente em algumas regiões da cidade.

Dados atualizados repassados pelo meteorologista Natálio Abrão apontam acumulado de 56,2 milímetros na região do Shopping Norte Sul Plaza. No Centro da Capital, o volume chegou a 43,6 mm.

Os números representam avanço expressivo em relação aos registros observados até as 6h. Naquele horário, o levantamento indicava 21,3 mm na região sul, 16,6 mm no Jardim Panamá, 11,4 mm no Carandá Bosque e 7,4 mm nas proximidades do Shopping Norte Sul Plaza.

Lago do Amor sob chuva na manhã deste sábado (12), em Campo Grande. Foto: Alicia Miyashiro/Correio do Estado.

Além da chuva, a madrugada foi marcada por vento forte e grande quantidade de raios. Até as 6h, 905 raios haviam sido registrados na Capital. Por volta das 2h30, uma rajada de vento atingiu 53 km/h.

No mesmo horário, os termômetros marcavam 19,6°C em Campo Grande, mas a sensação térmica era de 16°C.

Em Ponta Porã, o acumulado chegou a 17,2 mm, e o município também registrou nevoeiro. Natálio recomenda atenção aos motoristas diante da redução da visibilidade.

Quanto ainda pode chover

Mesmo depois da chuva registrada durante a madrugada, a previsão indica possibilidade de novos temporais ao longo deste sábado.

Nos locais abrangidos pelo alerta laranja do Inmet, há possibilidade de chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou acumulados de 50 a 100 milímetros ao longo do dia. As tempestades também podem provocar rajadas de vento entre 60 e 100 km/h, além de queda de granizo.

Nas áreas sob alerta amarelo, os volumes previstos são menores, mas ainda significativos. O aviso considera possibilidade de 20 a 30 milímetros de chuva por hora ou até 50 milímetros no dia, com ventos entre 40 e 60 km/h.

Os volumes previstos não significam que vai chover a mesma quantidade em todos os lugares. Durante uma tempestade, a chuva pode cair com mais força em determinados pontos e em pouco tempo, fazendo com que alguns municípios ou bairros registrem acumulados maiores ou menores do que outros.

O vento também merece atenção especial depois dos estragos registrados na quinta-feira. Uma nova ocorrência de rajadas fortes pode representar risco principalmente em locais onde árvores, postes, telhados ou outras estruturas tenham ficado comprometidos pelo temporal anterior.

No Pantanal, a instabilidade também deve provocar chuva neste fim de semana. A região oeste de Mato Grosso do Sul tem possibilidade de pancadas de chuva e trovoadas, principalmente neste sábado (12) e domingo (13).

A chuva pode ocorrer de forma localizada e ser acompanhada por rajadas de vento, mantendo a região sob condições de tempo instável.

Domingo terá queda nas temperaturas

Além das instabilidades, Mato Grosso do Sul deve registrar queda nas temperaturas neste domingo (13), com sensação de frio principalmente nas primeiras horas do dia.

Segundo o meteorologista Natálio Abrão, Campo Grande pode registrar mínima de 15°C, enquanto Ponta Porã pode chegar aos 11°C.

A queda representa uma mudança significativa em relação ao calor observado antes da chegada das instabilidades. Na quinta-feira (10), por exemplo, os termômetros chegaram a 33,9°C na Capital antes da passagem do forte temporal.

Segunda-feira ainda terá chuva

Nem mesmo o início da próxima semana deverá representar uma mudança imediata no cenário. Na segunda-feira (14), as condições continuam favoráveis à ocorrência de chuva e trovoadas em Mato Grosso do Sul. A manutenção da umidade sobre a região deve prolongar o período de instabilidade.

Em Campo Grande, a temperatura deve cair ainda mais, com mínima prevista de 16°C e máxima de 25°C.

Com isso, Mato Grosso do Sul deve completar uma sequência de vários dias sob influência de sistemas meteorológicos capazes de produzir chuva forte, descargas elétricas e rajadas de vento.

Capital ainda contabiliza estragos

Enquanto a previsão aponta possibilidade de novos temporais, Campo Grande ainda contabiliza os danos provocados pela tempestade de quinta-feira.

A força do vento derrubou árvores, atingiu a rede elétrica e comprometeu equipamentos públicos. Somente no sistema semafórico, a Agetran chegou a contabilizar 76 semáforos apagados por falta de energia e outros 18 equipamentos danificados.

Equipes municipais foram direcionadas para diferentes regiões da cidade para retirada de árvores, limpeza e liberação das vias.

Diante da possibilidade de novos temporais, a orientação é evitar permanecer próximo a árvores, postes, placas, coberturas metálicas e estruturas que possam ser atingidas ou derrubadas pelas rajadas.

Também não é recomendado atravessar ruas ou avenidas alagadas. Em situações envolvendo árvores ou fios sobre a rede elétrica, a população não deve tentar fazer a retirada por conta própria.

Para emergências, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo 193 e a Defesa Civil pelo 199.

vai à promulgação

PEC da Segurança Pública é aprovada por unanimidade no Senado

Texto prevê mudanças na estrutura da segurança pública e no combate ao crime organizado; Maioridade penal tramitará em projeto à parte

03/11/2026 18h41

PEC da Segurança foi aprovada por unanimidade no Senado

PEC da Segurança foi aprovada por unanimidade no Senado Foto: Jonas Pereira / Agência Senado

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O Senado aprovou nesta terça-feira, 3, em dois turnsos, a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, uma das principais apostas do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para 2026.

Em 1º turno, foram 73 votos a favor e nenhum contra e, em 2º turno, foram 75 favoráveis e nenhum contra. Com a aprovação, a PEC vai para promulgação.

A oposição queria usar a PEC da Segurança para aprovar uma redução da maioridade penal para 16 anos de forma geral e para 14 anos nos crimes hediondos, mas o plenário aprovou um requerimento para transformar em um projeto à parte as duas emendas que tratavam sobre o tema.

Apresentada pelo Executivo, a PEC 18/2025 reorganiza o sistema de segurança pública - com ampliação de atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), por exemplo - e visa a fortalecer a integração entre as forças de segurança, sobretudo no combate ao crime organizado.

O texto prevê a criação de polícias municipais, de ouvidorias autônomas e do Sistema de Políticas Penais, para melhorar a administração do sistema prisional brasileiro. Além da destinação de mais recursos para a área da segurança, com a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição.

O presidente Lula tem sinalizado que, após a aprovação da PEC, criará o Ministério da Segurança Pública. A ideia é que a pasta centralize a interlocução com os Estados na área e coordene medidas para um combate ainda mais efetivo em relação ao avanço de facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

nesta quarta

Avanço do sarampo mobiliza ação de orientação e vacinação em MS

O Brasil registrou 61 casos importados de sarampo neste ano e o aumento da ocorrência acende alerta para medidas preventivas; Em MS, ação acontecerá no aeroporto

03/11/2026 17h53

Ação de prevenção também terá vacinação em Campo Grande

Ação de prevenção também terá vacinação em Campo Grande Divulgação/ Governo de MS

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O avanço do sarampo nos Estados Unidos e em outros países das Américas levou o Ministério da Saúde a  reforçar o alerta de monitoramento do risco da doença no Brasil. Em Mato Grosso do Sul, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) realizará ação nesta quarta-feira (4) para reforçar a prevenção no Estado.

A ação de orientação e vacinação contra o sarampo será no Aeroporto Internacional de Campo Grande, a partir das 10h.

Conforme a SES, durante a mobilização, haverá oferta da vacina tríplice viral para pessoas de 1 a 59 anos sem registro de vacinação. A tríplice viral protege contra o sarampo, caxumba e rubéola.

A vacinação é a principal forma de proteção. A tríplice viral está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), com a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Adolescentes e adultos que não foram vacinados também devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e conferir a caderneta.

Casos importados

O aumento da ocorrência em outros países aumenta a pressão sobre o Brasil, que, conforme a última atualização do Ministério da Saúde, de 21 de outubro, registrou 61 casos de sarampo neste ano, a maioria com origem importada.

O País permanece como área livre do sarampo, pois não há transmissão sustentada da doença em território nacional desde 2024, mas a manutenção desse status é desafiadora, segundo o diretor do Programa Nacional de Imunizações do Brasil, Eder Gatti.

"O nosso certificado foi conquistado em 2016 e perdido em 2019, porque houve a reintrodução da doença na região Norte. Ela se espalhou pelo país e teve um grande surto em São Paulo, com 19 mil casos", lembra Eder Gatti. 

"Há uma diferença de postura e resposta muito evidente, que se observa pelos resultados", acrescenta. 

Em 2023, ano anterior à reconquista do certificado, os índices de vacinação da tríplice viral, dentro do calendário básico infantil, foram de 88% na primeira dose e de 66% na segunda. Já em 2024, a cobertura subiu para 96% e 78%, respectivamente. Neste ano, as taxas preliminares são de 95% na primeira dose e 80% na segunda. 

"Apesar do contexto internacional, o Brasil segura a sua certificação e espero que a gente consiga manter esse cenário, porque a gente está falando de uma doença que mata crianças, causa abortos e complicações obstétricas. É uma doença que tem um índice de letalidade muito maior para as populações mais vulneráveis, indígenas e pessoas em situação de pobreza", afirmou Garri à Agência Brasil.

Avanço no exterior

Os Estados Unidos registram o pior surto de sarampo em mais de 35 anos, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), com quase 5 mil casos confirmados em 2026, contra 2.289 no ano passado.

Seis mortes foram confirmadas nos EUA neste ano. 

Mais de 90% dos casos confirmados são pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida.  

Na região, EUA, Guatemala, México, Peru e Canadá concentram 99,5% dos casos confirmados em 2026, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Transmissão e prevenção

A transmissão do vírus do sarampo ocorre de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O sarampo é tão contagioso que uma pessoa infectada pode transmitir para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes. 

A transmissão pode ocorrer entre 6 dias antes e 4 dias após o aparecimento das manchas vermelhas pelo corpo.

O sarampo é uma doença prevenível por vacinação. 

Todas as pessoas de 12 meses a 59 anos de idade têm indicação para serem vacinadas contra o sarampo. Adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto contra o sarampo devem iniciar ou completar o esquema vacinal de acordo com a situação encontrada, respeitando as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.

Há duas vacinas disponíveis para proteção contra o sarampo: vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

A vacina tríplice viral é contraindicada durante a gestação. As gestantes não vacinadas ou com esquema incompleto deverão receber a vacina no puerpério.

 

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