Cidades

Previsão do Tempo

Chuva marca a madrugada de sábado em municípios de MS

Na Capital, volume ultrapassa os 50 milímetros

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A aguardada chuva em fim deu o ar de sua graça de forma mais acentuada em vários municípios de Mato Grosso do Sul durante a madrugada deste sábado (21), conforme aponta estações climáticas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Trazendo alivio para o clima seco e quente da região, as precipitações atingiram volumes expressivos em cidades principalmente da área central e sul do Estado.

 Em Campo Grande, maior volume registrado para a madrugada em MS ocorreu entre as 20h da sexta-feira e as 6h da manhã deste sábado, com um total de 50,4 milímetros acumulados. Vale destacar que a quantidade de água superou as expectativas previstas para a Capital.

Além da capital sul-mato-grossense, outros municípios também registraram chuvas acima de 15 milímetros. Ao longo da madrugada e nas prime iras horas da manhã de hoje, Ivinhema chegou 36 mm de chuva, enquanto Maracaju acumulou 38,4 mm. Ainda segundo o Inmet. 

Jardim teve 28,2 mm, e Juti alcançou 28,6 mm. Itaquiraí somou 24,6 mm, e Bataguassu, 25,2 mm. Rio Brilhante registrou 26,8 mm, Coxim teve 17,8 mm, enquanto Sete Quedas alcançou 18 mm de precipitação.

Por outro lado, alguns municípios não tiveram a mesma sorte e não registraram chuvas. Dourados, Paranaíba, Ponta Porã, Sonora, Três Lagoas, e Cassilândia permaneceram secos durante a madrugada.

Durante o sábado, previsão aponta para a probabilidade de manutenção de chuvas e tempestades, acompanhadas de raios e rajadas de vento, especialmente na metade sul e na região oeste. Isso se deve ao avanço de uma frente fria oceânica, em combinação com o deslocamento de cavados em diferentes níveis da atmosfera, além do transporte de calor e umidade.

Ainda, algumas localidades tiveram precipitações abaixo de 10 milímetros, como:

  • Chapadão do Sul: 0,6 mm
  • Miranda: 0,2 mm
  • São Gabriel do Oeste: 3,4 mm
  • Costa Rica: 3 mm
  • Aquidauana: 1,4 mm
  • Água Clara: 7 mm 

DOMINGO

Para o domingo (22), a previsão o do Centro de Monitoramento do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS) aponta uma transformação considerável. A meteorologia indica um dia ensolarado e seco, impulsionado por um sistema de alta pressão que deve elevar ainda mais as temperaturas no Estado.

Espera-se que os termômetros alcancem entre 37°C e 41°C, com a umidade relativa do ar em níveis preocupantes, variando de 10% a 30%. Nesse contexto, é crucial que a população mantenha uma boa hidratação, evite a exposição ao sol durante as horas mais quentes e umidifique os ambientes.

As temperaturas mínimas devem ficar entre 20°C e 28°C, com Campo Grande registrando mínimas entre 24°C e 26°C. As máximas, por sua vez, devem oscilar entre 35°C e 41°C, especialmente nas regiões pantaneira e sudoeste. Os ventos podem soprar a velocidades de 40 a 60 km/h, com a possibilidade de rajadas superiores a 60 km/h.

ALERTA

Diante desse cenário, as autoridades alertam para o aumento do risco de incêndios florestais e pedem à população que evite iniciar queimadas. É um momento que exige cautela e prevenção.

SAÚDE PÚBLICA

Sem Centro de Zoonoses, Ivinhema entra na mira do MP

Ministério Público deu prazo de seis meses para que município implemente política de controle de zoonoses e cobra mutirões de castração pelo menos duas vezes ao ano

06/09/2026 08h30

Sem estrutura própria para controle de zoonoses, Ivinhema terá de apresentar ao Ministério Público as providências que pretende adotar para atendimento e controle da população de cães e gatos

Sem estrutura própria para controle de zoonoses, Ivinhema terá de apresentar ao Ministério Público as providências que pretende adotar para atendimento e controle da população de cães e gatos Ivinotícias

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Sem Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ou estrutura equivalente, Ivinhema entrou na mira do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que cobrou da prefeitura a adoção de medidas para controlar a população de cães e gatos e ampliar o atendimento aos animais em situação de rua.

Publicada na edição do Diário Oficial do MPMS, a recomendação foi expedida pela 2ª Promotoria de Justiça de Ivinhema, e é direcionada ao município, administrado pelo prefeito Juliano Ferro Barros Donato.

Conforme apurado pelo Ministério Público, além de não possuir um CCZ, Ivinhema também não mantém estrutura equivalente e não conta com serviço terceirizado para executar esse tipo de atendimento.

Para a Promotoria, a deficiência deixa o município sem uma política adequada para diagnóstico, tratamento e controle de doenças que atingem os animais e podem representar risco à saúde pública.

Entre as enfermidades citadas pelo MPMS estão leishmaniose, cinomose e esporotricose.A falta de estrutura não foi o único problema identificado durante a apuração.

O Ministério Público também analisou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de Ivinhema, publicada em julho deste ano, e apontou deficiência na previsão de programas, ações, metas e prioridades destinadas à causa animal.

Segundo a Promotoria, as medidas previstas pelo município estão restritas à vacinação antirrábica e à notificação de casos. Diante do cenário, o MPMS recomendou que a prefeitura passe a oferecer continuamente ações para controle populacional de cães e gatos.

Uma das principais cobranças é a realização de campanhas ou mutirões de castração pelo menos duas vezes por ano, com prioridade para animais de rua e comunitários, além daqueles mantidos por protetores independentes, organizações de proteção animal e famílias de baixa renda.

A prefeitura também deverá dar publicidade às campanhas nos canais oficiais com antecedência mínima de 30 dias.Outra medida prevista é a identificação dos cães e gatos durante as ações de castração.

A intenção é criar uma base de dados que permita ao município conhecer melhor a população animal existente em Ivinhema e, futuramente, estabelecer um censo. O cadastro também deverá servir como ferramenta para identificar responsáveis pelos animais e auxiliar na apuração de eventuais casos de abandono.

Prazo de seis meses

A recomendação vai além das campanhas de esterilização. O Ministério Público estabeleceu prazo máximo de seis meses para que a prefeitura dê início à implementação de uma política pública efetiva de controle de zoonoses.

Entre os serviços que deverão integrar essa estrutura estão atendimento médico-veterinário de urgência, fornecimento de alimentação e água e acolhimento dos animais em situação de rua em ambiente adequado. Antes disso, porém, o município terá de informar se pretende acatar as medidas.

A prefeitura tem prazo de dez dias, a partir do recebimento da recomendação, para comunicar à 2ª Promotoria de Justiça se cumprirá as providências propostas e apresentar documentos que demonstrem as ações adotadas.

O Ministério Público advertiu que a falta de providências poderá levar à adoção de medidas judiciais e extrajudiciais contra os responsáveis.


 

STF

Gilmar Mendes propõe vetar delegados da PF como assessores de ministros

Para decano, presença dos policiais representa um risco para as investigações

05/09/2026 19h00

Ministro Gilmar Mendes

Ministro Gilmar Mendes Andressa Anholete/STF

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Neste sábado (5) o ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou uma proposta para proibir que militares, delegados ou policiais sejam cedidos para atuar como assessores nos gabinetes da Corte.

A proposta de alteração no Regimento Interno do STF já havia sido adiantada durante a semana ao presidente do Supremo, Edson Fachin, e foi agora formalizada por Mendes para que seja apreciada pelos demais ministros.

A ideia surge em meio à escalada da crise entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Cada um, por exemplo, possui dois delegados da Polícia Federal os assessorando em seus gabinetes.

Para Mendes, a presença desses policiais nos gabinetes representa o risco de que decisões sobre a condução de investigações, que seria de exclusividade da autoridade policial, estejam sendo transferidas para o Supremo.

O texto apresentado pelo decano prevê que servidores das carreiras militares e policiais possam atuar em atividade de segurança dos gabinetes, mas que seja “vedada a participação na instrução de inquéritos ou processos e em atividades de assessoramento jurídico”.

Outro trecho diz que “caberá ao Presidente do Supremo Tribunal Federal providenciar o imediato retorno aos órgãos de origem dos servidores atualmente em exercício no Tribunal em desacordo com a regra ora acrescida ao art. 357 do Regimento Interno”.  

A proposta surge ainda após o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ter tentado articular a volta para a corporação dos delegados cedidos ao gabinete de Mendonça, que é relator dos escândalos de fraude financeira e corrupção no Banco Master e do desvio em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Cabe agora a Fachin incluir a proposta em pauta para que seja apreciada e votada por todos os ministros do Supremo.

Relatórios
A proposta do decano vem à tona após Mendonça ter retirado o sigilo, nesta semana, de um relatório da PF em que constam dezenas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Master, a Moraes, segundo afirmam os investigadores.

Nas conversas, Vorcaro menciona um contrato de R$ 131 milhões firmado pelo escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, com o Master. Foram expostas também mensagens em que o ex-banqueiro demonstra ter obtido informações sobre uma possível operação da PF para prendê-lo.

Logo em seguida à divulgação do material, Moraes pediu à presidência do Supremo a abertura de uma investigação contra Mendonça pelo que disse ser “fortes indícios” de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução do caso Master.

Para embasar suas acusações, Moraes apresentou um relatório de inteligência da PF segundo o qual Mendonça atuaria de forma a direcionar as investigações contra desafetos políticos.

O documento, contudo, não é assinado e traz a advertência de se tratarem de uma análise prospectiva interna, sobre possíveis caminhos de investigação, e “sem valor probatório”.

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