Cidades

EMERGÊNCIA

Chuva no Pantanal ameniza focos de incêndio, mas monitoramento continua

Uma das áreas mais afetadas, na fronteira com Mato Grosso, não choveu segundo o Inmet

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A chuva que atinge Mato Grosso do Sul desde o sábado (15) também chegou a algumas regiões do Pantanal, que ajudou a amenizar a situação no local por conta dos vários focos de queimadas que afligem o bioma desde o início deste mês. Segundo o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Waldemir Moreira, as áreas afetadas pela chuva ainda serão avaliadas por 48 horas para se certificar de que o fogo não deverá voltar.

De acordo com Moreira, os focos no Pantanal estão concentrados em três pontos, Sesc Pantanal, na divisa entre Mato Grosso do Sul e Mato Grosso; em Corumbá e na Terra Indígena Kadwéu. Desses locais, apenas em Corumbá e na aldeia indígena há confirmação de chuva, porém, neste último com uma precipitação mais fraca.

“A chuva serve para dar uma boa anemizada, mas não sei se vai chegar em Mato Grosso. E no Pantanal há uma peculiaridade, há muitos incêndios subterrâneos e troncos de árvores que as vezes continuam queimando mesmo com as chuvas, então temos que monitorar por, pelo menos 48 horas, para se certificar que eles não tenham uma reignição. E às vezes não conseguimos detectar esses focos pelos radares”, afirmou o tenente-coronel.

Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), não houve chuva registrada em Mato Grosso ou na fronteira entre os estados, o que pode indicar que os trabalhos nessa região ainda devem demorar para serem concluídos. Segundo Moreira, a fronteira entre MS e MT é a região mais crítica e por isso 12 bombeiros do Estado vão para integrar a operação de combate aos incêndios na região “e toda uma estrutura de suporte foi para lá”.

Ainda de acordo com o comandante do 1º Grupamento dos Bombeiros da Capital, três indicadores climáticos influenciam para que os incêndios aconteçam, o clima, a umidade e o vento. “Se a gente já tem uma umidade melhor e uma temperatura baixa reduz as chances de os focos aumentarem”, salientou.

Até a sexta-feira (14) a estimativa era de que cerca de 910 mil hectares do Pantanal em Mato Grosso do Sul foram queimados entre janeiro e agosto deste ano. Somados a cerca de 640 mil hectares no Mato Grosso, são 1,55 milhão de hectares de vegetação atingida pelo fogo.

A Operação Pantanal II é comandada pela Marinha em Ladário, em parceria com os governos estaduais de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, por meio do Corpo de Bombeiros dos dois Estados, com o apoio dos brigadistas do Ibama/Prevfogo, Defesa Civil, Polícia Militar Ambiental (PMA) e apoio logístico do Exército Brasileiro. A coordenação do comitê de ações no âmbito da administração estadual é feita pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro).

CAMPO GRANDE

Motorista de Chevette perde o controle e bate em Audi na Afonso Pena

Condutor fazia uma manobra perigosa, conhecida como "zerinho", no momento em que colidiu com a traseira do veículo

18/09/2026 08h30

Modelo do Chevette que bateu no Audi A4, na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande

Modelo do Chevette que bateu no Audi A4, na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande Reprodução

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A Polícia Militar atendeu uma ocorrência de sinistro de trânsito, na noite desta quinta-feira (17), na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande. De acordo com o relato do solicitante, o condutor aparentava sinal de embriaguez e estava realizando manobra perigosa.

O solicitante relatou que estava com seu carro, um Audi A4, estacionado do lado direito da avenida, junto com sua esposa do lado de fora do veículo quando ocorreu o choque. Ele disse que visualizou o Chevette SL realizando manobra perigosa, como arrancada brusca seguida de "zerinho” e, durante essa manobra, o condutor perdeu o controle do carro e bateu na traseira do Audi.

O motorista do Audi A4 apresentou um vídeo aos policiais, onde mostra a manobra realizada pelo condutor do Chevette, no instante do sinistro.

Questionado sobre os fatos, o dono do Chevette relatou que estava testando o veículo, que fez a manobra perigosa e durante esta perdeu o controle, ocorrendo assim o choque. Quanto a denúncia de condução sob efeito de álcool, ele confirmou que fez uso de bebida alcoólica, mas se recusou a fazer o teste do bafômetro.

Em consulta aos sistemas do Autua e Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), os policiais constataram que o condutor está com Carteira Nacional de Habilitação (CNH) irregular e que ele cumpriu uma suspensão do direito de dirigir, no período entre abril de 2022 e 2023, porém não possui curso de reciclagem obrigatório.

Além disso, o Chevette está com licenciamento vencido e foi removido para o pátio do Detran-MS. O Audi A4 foi liberado no local.

O autor foi apresentado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol (DEPAC CEPOL), sem sofrer lesões no acidente e se manteve colaborativo durante todo o atendimento. O rapaz assinou termo de compromisso e comparecimento e foi liberado em seguida.

 

Balanço

Uma semana após temporal, 30% das árvores que caíram não foram recolhidas

Segundo a prefeitura, foram contabilizadas 667 ocorrências relacionadas às chuvas; metade era de árvores caídas

18/09/2026 08h15

Árvores continuam caídas em ruas de Campo Grande, mesmo uma semana após vendaval

Árvores continuam caídas em ruas de Campo Grande, mesmo uma semana após vendaval Foto: Gerson Oliveira

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Cerca de 27% das árvores que caíram com os ventos de quase 90 km/h que atingiram Campo Grande no dia 10 deste mês continuam caídas no mesmo local, algumas delas atrapalhando o trânsito. Os dados são da prefeitura, que afirma que ao todo foram registradas 355 ocorrências relacionadas à queda de árvores ou galhos na cidade.

No dia 10, rajadas de ventos de 87 km/h, que vieram acompanhados de muita chuva, deixaram vários pontos de destruição na cidade. Conforme a Prefeitura de Campo Grande, foram contabilizadas 667 ocorrências relacionadas aos impactos das fortes chuvas e dos ventos na Capital.

“Desse total, 355 ocorrências estão relacionadas à queda de árvores ou galhos. Até o momento, 73% desses casos já foram atendidos com a retirada das árvores e dos galhos”, informou o Município, em nota ao Correio do Estado.

Os dados são um pouco diferentes dos que haviam sido divulgados na segunda-feira, quando a prefeitura anunciou que, desde o início das chuvas, o Município havia registrado 450 ocorrências, 423 envolvendo quedas de árvores ou de galhos.

A Administração afirmou ontem que cerca de 20 equipes seguiam mobilizadas “atuando nas áreas afetadas, com serviços de poda, remoção de árvores e galhos e demais intervenções necessárias para a recuperação dos locais atingidos”.

A gestão lembrou ainda que a região central foi a área que concentrou o maior volume de estragos decorrentes do temporal.

“Desde o registro das ocorrências, a Prefeitura tem atuado de forma integrada, com diferentes frentes de trabalho para atender à população e contribuir para a normalização da cidade. Entre as ações estão os serviços de poda e retirada de árvores, o trabalho da Defesa Civil nas ruas e o atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade, por meio da Emha e da Secretaria de Assistência Social (SAS), além de outras ações realizadas pelos órgãos municipais conforme a necessidade identificada em cada região”, completou a nota.

EMERGÊNCIA

Por conta do número de ocorrências registradas após o temporal, a Prefeitura de Campo Grande decretou situação de emergência por 180 dias, o que pode facilitar a recuperação dos estragos, já que nestes termos não é necessária a realização de licitações para que os serviços sejam feitos.

A emergência foi reconhecida pelo governo federal e pelo governo do Estado, que prometeu ajudar na reconstrução dos pontos afetados.

Entre os maiores estragos estão a Esplanada Ferroviária, que teve seu telhado praticamente todo arrancado com a força dos ventos, e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Universitário, onde parte do teto de vidro quebrou e desabou.

TEMPORAL

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Campo Grande chegou a um acumulado de 118,4 milímetros até o fim da tarde de ontem, valor que representa 53% acima do esperado para o mês, o que faz deste um dos setembros mais chuvosos dos últimos 18 anos na Capital, como mostrou reportagem do Correio do Estado publicada ontem.

Os dados são alarmantes, já que o Inmet mantém alerta de temporal para a Capital até amanhã, com possibilidade de chuva e ventos fortes.

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