Cidades

Denúncia

Cliente encontra larva em bombom Sonho de Valsa

Cliente encontra larva em bombom Sonho de Valsa

DOURADOS NEWS

15/04/2014 - 09h54
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Uma mulher, que não quis se identificar, entrou em contato com a redação do Dourados News para denunciar a compra de um bombom, da marca Sonho de Valsa, que veio com uma larva.

De acordo com a consumidora, o produto foi comprado na quarta-feira (9), em um supermercado da cidade, e ao abrir para consumo na sexta-feira, ela encontrou a larva. “Comprei o chocolate na gondola, próximo ao caixa, estava bem fechado, a embalagem lacrada e não havia nenhum buraco”, relatou.

Ela disse que não entrou em contato com o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor), mas consultou um advogado e poderá processar a empresa.

Em contato com assessoria da Mondelēz Brasil, empresa que gerencia a marca do bombom, o Dourados News foi informado que os produtos saem das fábricas em perfeitas condições de consumo e o fato relatado pode ter ocorrido no ponto de venda.

Veja abaixo a nota:
“A Mondelēz Brasil lamenta situações como a relatada pela consumidora. Temos rigorosos controles de qualidade que garantem que nossos produtos saiam de nossas fábricas em perfeitas condições de consumo. Infestações como as relatadas podem ocorrer caso, nos pontos de venda, os produtos sejam armazenados ou expostos de maneira inadequada. Neste caso, existe o risco de que as embalagens sejam perfuradas por insetos, ainda que de forma imperceptível. Mesmo considerando que a gestão das lojas é de responsabilidade de seus proprietários, estamos intensificando ações de conscientização para minimizar o risco de ocorrências como essas. Informamos que a consumidora não entrou em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (0800 704 1940), mas estamos à disposição para esclarecer demais dúvidas”.

Campo Grande

Novo dono do Consórcio Guaicurus deve buscar prorrogação da concessão

Grupo goiano aposta em modelo validado pelo STF que troca alongamento da concessão de transporte coletivo por investimentos sem novos aportes públicos

23/07/2026 05h00

Em Goiânia, Grupo HP já adota ônibus elétrico no sistema de transporte coletivo

Em Goiânia, Grupo HP já adota ônibus elétrico no sistema de transporte coletivo Carlos Júnior

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A recente aquisição do Consórcio Guaicurus, em Campo Grande, pela HP Mobilidade – operadora protagonista do sistema de transporte coletivo de Goiânia (GO) – marca um movimento estratégico no setor de transportes da Capital e também do Brasil. A operação demonstra ainda que o comprador, para viabilizar os investimentos pretendidos, tem interesses que vão muito além do cumprimento do contrato atual.

Sobre os planos nacionais, o grupo HP, por meio de seu proprietário, Edmundo Pinheiro, não esconde de ninguém que pretende se tornar o maior conglomerado de transporte urbano do Brasil até 2035.

A aquisição do Consórcio Guaicurus, concessionária do transporte coletivo de Campo Grande desde 2012, é um dos primeiros grandes movimentos desse plano, assim como o atual processo de intervenção conduzido pela Prefeitura de Campo Grande.

A tendência é que a capital sul-mato-grossense se torne um laboratório para a aplicação do modelo de negócios que já colhe resultados em Goiânia, cidade de origem do grupo HP. Em Campo Grande, o grupo HP e seu proprietário, Edmundo Pinheiro, abriram a Maas Transportes, empresa que comprou o Consórcio Guaicurus e que tem um capital social de R$ 10 mil. 

Na capital goiana, o grupo HP passou a investir pesadamente, nos últimos anos, na modernização da frota e na melhoria da experiência do usuário. Goiânia é considerada uma das poucas capitais brasileiras que não enfrentam uma grave crise de financiamento do sistema de transporte coletivo.

A transformação da cidade, que culminou na conquista do prêmio internacional UITP Awards 2026, não foi resultado apenas da renovação da frota, mas também de uma engenharia jurídica e financeira inovadora. O modelo baseia-se na relicitação ou na prorrogação antecipada e patrocinada.

É esse dispositivo que o grupo HP pretende implantar em Campo Grande. No caso da capital sul-mato-grossense, a prorrogação antecipada e patrocinada desponta como o caminho mais indicado.

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, já deu algumas pistas ao falar sobre a renovação da frota e a melhoria dos serviços. O interventor do Consórcio Guaicurus, Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira, também sinalizou nessa direção ao afirmar que os caminhos da intervenção são dois: a aditivação do contrato, com alterações em suas cláusulas, ou a decretação da caducidade da concessão, o que abriria espaço para uma nova licitação.

A aquisição do Consórcio Guaicurus indica que a primeira alternativa é a mais viável. A concessão do transporte coletivo, iniciada em 2012, vence em 2032 e pode ser renovada por mais 20 anos. É justamente essa possibilidade que despertou o interesse do operador goiano.

A prorrogação antecipada, já adotada em Goiânia, permite estender contratos vigentes em troca de investimentos imediatos e da modernização do sistema, desde que o objeto original da concessão seja mantido.

O modelo pioneiro no Brasil foi o do BRT-ABC, em São Paulo, operado pela NEXT Mobilidade, seguido posteriormente por Goiânia. A legalidade desse mecanismo foi consolidada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 2024, ao validar a prorrogação antecipada como instrumento para viabilizar melhorias sem a necessidade de novos aportes diretos de recursos públicos.

Project Finance

No centro da estratégia da HP Transportes está o project finance non-recourse. Nessa modalidade, as garantias do financiamento são os próprios direitos emergentes da concessão e o fluxo de caixa gerado pela operação.

Para viabilizar esse modelo em Goiânia, o grupo HP criou a GreenMob, uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) responsável por toda a modelagem e estruturação financeira.
Diferentemente dos modelos tradicionais, os riscos para o poder público são mitigados. O governo atua assegurando contratos robustos e segurança jurídica, o que melhora a financiabilidade do projeto perante as instituições financeiras e permite que o setor privado assuma integralmente os investimentos em frotas elétricas e infraestrutura.

O futuro de Campo Grande

Atualmente, o Consórcio Guaicurus enfrenta sérias dificuldades financeiras e está sob intervenção da Prefeitura de Campo Grande, além de travar disputas judiciais envolvendo o bloqueio de recursos. No entanto, a entrada da HP Mobilidade abre a perspectiva de replicar, na Capital, o modelo bem-sucedido adotado em Goiânia.

Os movimentos recentes indicam que o caminho para a recuperação e a modernização do transporte coletivo de Campo Grande passa pela relicitação ou pela repactuação da concessão. Esse processo poderá ser estruturado durante o período de intervenção, permitindo a revisão do contrato com a inclusão de novos investimentos – como a aquisição de ônibus com ar-condicionado e a reforma de terminais – em troca da ampliação do prazo da concessão.

Seguindo a lógica do project finance, esses investimentos seriam financiados pela própria concessão, tendo como garantia um contrato estruturado de forma a proporcionar segurança jurídica e econômica. 

 

R$ 200 milhões

O Consórcio Guaicurus e o grupo HP não confirmam o valor da transação. Mas, há dois meses, o valor que estava na mesa de negociação pelo contrato de concessão de Campo Grande era de R$ 200 milhões. 

 

APOSTAS

Justiça do DF manda Virginia apagar publicidade irregular de bets

Influenciadora está proibida de fazer postagens que sugiram lucro fixo

22/07/2026 22h00

Edilson Rodrigues/Agência Senado

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A Justiça do Distrito Federal determinou que a influenciadora digital Virginia Fonseca retire de suas redes sociais postagens de propaganda de apostas eletrônicas (bets) que não estão acordo com as regras da legislação.

A decisão foi proferida nessa terça-feira (21) pelo desembargador Renato Rodovalho Scussel, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, e atendeu ao pedido liminar feito pelo Ministério Público (MP).

Pela decisão, Virginia terá prazo de 48 horas para retirar postagens feitas em parceria com a plataforma de apostas Blaze, que também foi acionada pelo MP.

O magistrado determinou que Virginia está proibida de fazer postagens que sugiram lucros fixos, renda extra, fonte de renda, investimento ou forma alternativa de emprego.

Segundo o desembargador, a legislação que autorizou o funcionamento das plataformas de bets impede a realização de publicidade com sugestões de ganho fácil com as apostas eletrônicas.

"A remoção de conteúdo deve limitar-se às publicações concretas que permaneçam acessíveis e que contrariem os comandos objetivos ora estabelecidos. Não se justifica, em cognição sumária, determinar a retirada indistinta de todo conteúdo relacionado a apostas, pois a atividade publicitária, dentro dos limites legais, não é proibida", afirmou.

A Agência Brasil entrou em contato com a defesa de Virginia e aguarda retorno. O espaço está aberto para manifestação.

Pagamento solidário de R$ 120 milhões

No início deste mês, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) protocolou uma ação civil pública contra a influenciadora digital e a plataforma de apostas Blaze.

O órgão pede a condenação de ambos ao pagamento solidário de R$ 120 milhões em danos morais coletivos pela divulgação abusiva do site de apostas.

Na ação, o MP também solicitou uma liminar para proibir a influenciadora de divulgar publicidade irregular de bets, mas o pedido foi rejeitado pela primeira instância da Justiça do Distrito Federal. Em seguida, o MP recorreu à segunda instância.

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