Cidades

Parque das Nações Indígenas

Com plateia lotada, show reforça movimento em defesa de lago

Evento é realizado na Concha Acústica do Parque

LUANA RODRIGUES

14/04/2019 - 18h48
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Depois do abraço simbólico pedindo a preservação do lago, o parque das Nações Indígenas recebe neste domingo (14) um show de reforço o movimento que exige  iniciativa do poder público diante do grave problema de assoreamento que ameaça o local. O evento é realizado na Concha Acústica “Helena Meirelles”.

Com plateia lotada, artistas regionais cantam em prol da preservação do parque. A iniciativa é da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES-MS), em parceria com o Movimento pela Preservação da Natureza (MPN). “Esse evento é uma mensagem que nós estamos passando para as autoridades, os governos responsáveis pela conservação e  manutenção desse patrimônio que é um dos cenários ambientais mais bonitos que a Capital tem hoje, para que seja recuperado o lago. O apelo é exatamente esse”, explicou Aroldo Ferreira Galvão, presidente da Abes.

Presidente da Fundação Estadual de Cultura, a ex-deputada estadual, Mara Caseiro, também participa do evento. “É uma manifestação muito importante e no momento certo. Momento em que nós precisamos de um movimento envolvendo toda a população para falar desse tema tão importante que é a preservação deste parque. Um dos principais cenários de turismo que nós temos e também é um ponto de encontro para celebração da nossa cultura”, disse.

Para a professora Marlene de Campos, 47 anos, o governo precisa enxergar que o parque é um ponto de encontro dos campo-grandenses e parte da cultura da cidade. “Nada melhor que um show para mostrar isso, tanto que está sendo um sucesso”, considera.

Fã do Grupo Acaba, uma das atrações da noite, Elenir Ávila trouxe o neto Artur, de 9 anos, para conhecer um pouco da música do Estado e também se manifestar pela preservação do Parque. “Eu juntei as duas coisas. Gosto muito do Grupo Acaba e queria que ele conhecesse, além disso, acho importante ele saber que devemos pedir pela preservação do meio ambiente. Estou achando maravilhoso”, disse.

Além do Grupo Acaba, se apresentam no evento Altair Santos e Carlota Philippsen; Carlos Colman e Ana Paula; Castelo; Edson Galvão; Fábio Kaida; Gessica Paes; Jerry Espindola; Rodrigo Teixeira; Tangara e Zé Viola; Zé Geral; e Zito Ferrari.

No evento, ocorre ainda o pré-lançamento do livro “Vagabundagens – Romance que Manoel de Barros não escreveu”, de autoria do professor Genival Mota. Também há participação de artesãos locais, com exposição e venda de trabalhos.

ABRAÇO

No dia 17 de março, grupo de manifestantes fez um abraço simbólico no lago do Parque das Nações Indígenas de Campo Grande.Além da questão ambiental, os manifestantes apontaram problemas estruturais e de segurança do parque, que, para eles, está "abandonado". O grupo cobrou ainda uma postura mais efetiva do Poder Público, com relação a manutenção do espaço.

 

em todo o país

Trabalhadores dos Correios estão em greve por tempo indeterminado

Paralisação teve início às 22h de quinta-feira (10)

11/09/2026 21h00

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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Os trabalhadores dos Correios paralisaram as atividades por tempo indeterminado em todo o país. A greve teve início às 22h dessa quinta-feira (10). Segundo a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), o movimento paredista foi deflagrado após as negociações da campanha salarial deste ano terminarem sem acordo.

A decisão das assembleias dos trabalhadores ocorreu depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). No Acre, a categoria deve decidir hoje sobre a greve.

Segundo a federação, a categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores. Um dos principais pontos do impasse é o plano de saúde, para os trabalhadores, aposentados e suas famílias.

“A direção dos Correios insiste em alterar sua condição de mantenedora do plano, proposta que preocupa a categoria pelos riscos que pode trazer ao custeio e à garantia da assistência médica”, disse.

A Findect informou ainda que segue acompanhando o movimento e que aguarda uma resposta da direção dos Correios e do governo federal que atenda às reivindicações dos trabalhadores.

“A categoria exige uma proposta que preserve direitos, proteja o plano de saúde e respeite quem mantém a empresa funcionando diariamente em todo o Brasil”.

A reportagem da Agência Brasil pediu um posicionamento da direção dos Correios sobre a greve, mas ainda não teve resposta.

Justiça

Fachin dá 24h para Mendonça levantar sigilo de todo caso Master

Ele atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República

11/09/2026 19h00

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 24 horas para que o ministro André Mendonça retire o sigilo de todos os documentos relacionados à Operação Compliance Zero, que apura corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias ligadas ao antigo Banco Master. 

Fachin atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), para quem a divulgação de apenas parte do material passa uma "ideia equivocada” de que a transparência do caso pode estar comprometida. 

A divulgação de todo o material já havia sido requerida na noite de quinta-feira (9) por Fachin. Mendonça atendeu ao pedido horas depois, divulgando 15 procedimentos de investigação derivados da Compliance Zero. 

Relator do caso no Supremo, Mendonça manteve, contudo, o sigilo sobre algumas linhas de investigação, o que motivou a PGR a pedir acesso à integralidade dos documentos. 

Pela decisão de Fachin desta sexta-feira (11), todos os documentos devem ser disponibilizados, “ressalvadas exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas, para os quais se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade”, escreveu o presidente do Supremo. 

A ordem de Fachin para a retirada do sigilo sobre a investigação ocorre na esteira de uma crise institucional sem precedentes no Supremo, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos de investigação mútuos protagonizados pelos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. 

Fachin determinou a remessa de todo o material para os gabinetes dos demais ministros, para que possam analisar os documentos e provas antes de julgar, na próxima terça-feira (15), outro pedido da PGR, dessa vez para que um relatório da PF ligando Vorcaro a Moraes seja anulado. 

Neste relatório, cujo sigilo foi levantado por Mendonça, constam dezenas de mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. Nelas, o ex-banqueiro demonstra ter relação de proximidade com o ministro. 

Mendonça pediu ao plenário que decida sobre investigar ou não Moraes. A PGR, contudo, alega que o ministro já avançou irregularmente nas investigações, sem a autorização do plenário, o que tornaria nulo o material. 

Sigilo

Entre as apurações mantidas sob sigilo por Mendonça está a que diz respeito ao suposto repasse de R$ 61 milhões para financiar a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a PF, há suspeita de que o dinheiro tenha sido entregue por Daniel Vorcaro, dono do Master, a pedido do senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ). 

Outra investigação mantida sob segredo de Justiça envolve o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o advogado Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master. 

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