Cidades

CIDADE MORENA

Começa a troca do 'seis por meia dúzia' nos semáforos de Campo Grande

Agetran afirma que estrutura robusta dos semáforos que receberam LED em 2018 trata-se de equipamento antigo e troca faz parte de manutenção preventiva

Continue lendo...

Depois de ficarem cobertos com sacos pretos e enfaixados, para não confundir os motoristas de qual equipamento estaria funcionando, os novos semáforos que são sustentados pelos postes mais finos estão finalmente substituindo as robustas estruturas que sustentavam o dispositivo sinaleiro na avenida Fernando Corrêa da Costa. 

Na última sexta-feira (10) o Executivo de Campo Grande foi consultado sobre a troca programada no trecho, já que os semáforos da Fernando Corrêa em diversos cruzamentos já davam sinais de que seriam substituídos. 

Ao trocar "seis por meia dúzia", a Agência Municipal de Transporte e Trânsito justificou que esses equipamentos, já no modelo de LED, seriam sim "antigos", sem detalhar a idade de quando os equipamentos em plena região central teriam sido trocadas, mas deixando claro que tais trocas não foram motivadas por panes ou depredações e vandalismos.

Agora, quem passou pela Avenida Fernando Corrêa da Costa na manhã desta terça-feira (14) pôde observar um trânsito mais lento, tudo devido ao maquinário e equipe que realizavam as substituições no trecho. 

Ao Correio do Estado, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito justificou que esses equipamentos seriam sim "antigos", sem detalhar a idade de quando os equipamentos em plena região central teriam sido trocadas, mas deixando claro que tais trocas não foram motivadas por panes ou depredações e vandalismos.

"A substituição dos semáforos ocorre como parte de um processo de manutenção preventiva. Os equipamentos são antigos e já vinham sendo trocados gradualmente ao longo do tempo", argumentou a Pasta em nota de retorno. 

Em complemento, a Agetran cita seu compromisso com a "segurança viária, a fluidez e a eficiência no trânsito", reforçando que a atual etapa abrangerá a troca de todos os semáforos localizados na Avenida Fernando Corrêa.

Contrato de semáforos

No que diz respeito à gestão desses equipamentos, a responsabilidade sobre os semáforos de Campo Grande passou das mãos do "Consórcio CAM" para o "CAM II", uma segunda versão da sociedade consorciada. 

consórcio Cam comanda os serviços dos semáforos desde 2018 em Campo Grande, já tendo anotado renovações consecutivas em um contrato que chegou a render R$ 51,8 milhões por ano. 

Acontece que, tanto a primeira versão quanto o Consórcio CAM II são formados pelas mesmas empresas: Arc Comércio, Construção e Administração de Serviços e Meng Engenharia Comércio e Indústria, sendo que a fundação do segundo data de 20 de setembro do ano passado. 

Por esse motivo, a licitação vencida em 11 de setembro de 2024 pelo valor total de R$ 23.200.359,81, cerca de R$1,2 milhão mais barata que o previsto, foi assinada à época pelos representantes da ARC após uma longa novela de "abre e fecha" do certame. 

A licitação milionária em questão foi retomada apenas em 06 de setembro, após uma série de suspensões que começaram em menos de um mês após a troca no comando da Agetran, quando Janine Bruno (que chefiou a pasta por sete anos) foi trocado pelo ex-dono de autoescola, Paulo Silva, quando os valores do certame giravam em torno de R$24 milhões.  

Suspensa para "análise de pedido de impugnação", a licitação milionária foi retomada em menos de quarenta e oito horas nessa ocasião, em 16 de maio; para nova suspensão no dia 23 daquele mês em obediência ao Despacho DSP G.MCM 14968/2024", do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul. 

A outra retomada anunciada em 27 de agosto, sendo que, nesse meio tempo houve o período de análises do catálogo e amostras até a continuidade publicada na semana passada, em 05 de setembro e termo de homologação assinado pela atual prefeita, Adriane Lopes, datado de 09 de setembro.  

Reclamações 

Já ao fim de 2018 era apontada ineficiência do serviço prestado pelo Consórcio CAM, época em que as falhas na manutenção e sinalização intermitentes eram ligadas à acidentes e mortes nas vias campo-grandenses, situação essa que não freava os reajustes no contrato.

Até 2023, Campo Grande anotava um gasto de R$141,9 mil por dia para manutenção de semáforos, que seguiam apresentando problemas recorrentes e falhas no funcionamento. 

Dessa vez, o que incomoda os campo-grandenses, conforme levantado pela equipe do Correio do Estado nas ruas em que as trocas estão sendo registradas, é justamente a dúvida sobre a necessidade da troca dos equipamentos, como na Fernando Corrêa da Costa, por exemplo, que receberam luz de LED ainda em 2018

De advogada até motoristas de aplicativo, o "fala, povo" feito pelo Correio do Estado na última sexta-feira (10) revela um consenso sobre o tema, que os semáforos ainda estavam bons e haveriam outros pontos para serem corrigidos na Capital. 

Recentemente, em 17 de setembro, o Executivo de Campo Grande chegou a anunciar uma renovação com o Consórcio CAM II que se estenderia por 48 meses, quase fazendo a contratação de R$23.200.359,81 custar R$92.801.439,20 até o fim de 2029. 

 

Assine o Correio do Estado

Infraestrutura

Avenida Ernesto Geisel começa a receber novo asfalto em Campo Grande

Primeira etapa prevê aplicação de 860 toneladas de massa asfáltica; melhorias integram pacote de R$ 22,1 milhões no entorno do Córrego Anhanduí.

18/08/2026 19h57

Vista aérea mostra trecho da Avenida Ernesto Geisel às margens do Córrego Anhanduí que recebe obras de recuperação.

Vista aérea mostra trecho da Avenida Ernesto Geisel às margens do Córrego Anhanduí que recebe obras de recuperação. Foto: Divulgação de Campo Grande.

Continue Lendo...

Uma das principais avenidas de Campo Grande começou a receber novo asfalto nesta terça-feira (18). A Avenida Ernesto Geisel entrou na etapa de restauração funcional, serviço que consiste na recuperação do asfalto já existente, no trecho entre as ruas Bom Sucesso e da Abolição. A intervenção faz parte do pacote de obras executado no entorno do Córrego Anhanduí.

Os trabalhos começaram pelo segmento entre as ruas Bom Sucesso e dos Andes. Somente nessa primeira frente, estão previstas 860 toneladas de massa asfáltica, que serão aplicadas ao longo de três dias.

Vista aérea mostra trecho da Avenida Ernesto Geisel às margens do Córrego Anhanduí que recebe obras de recuperação.Recapeamento da Avenida Ernesto Geisel começou nesta terça-feira (18), em Campo Grande. Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande.

Por se tratar de uma via de grande circulação e que acompanha parte do Córrego Anhanduí, a intervenção deverá alterar temporariamente a rotina de quem utiliza a região.

O recapeamento integra uma obra mais ampla, que inclui desde melhorias viárias até intervenções destinadas ao controle de inundações e processos erosivos.

Na sexta-feira (21), conforme o cronograma divulgado pela Prefeitura de Campo Grande, os serviços devem avançar para o trecho entre a Rua dos Andes e a Rua da Abolição. Posteriormente, os trabalhos também chegarão à região da Rua Bom Sucesso.

Além da recuperação do pavimento, estão previstas intervenções na ciclovia e a execução de meio-fio, sinalização, implantação de grama, plantio de árvores, instalação de defensas metálicas e outros serviços de infraestrutura.

R$ 2,9 milhões em asfalto e ciclovia

A etapa destinada especificamente à pavimentação e à ciclovia representa investimento de R$ 2,9 milhões. Desse montante, a maior parcela será aplicada no revestimento asfáltico, enquanto aproximadamente R$ 120 mil serão destinados à ciclovia.

A previsão do município é de que essa fase seja concluída até dezembro.

A prefeita Adriane Lopes afirmou que a recuperação da Ernesto Geisel faz parte da transformação planejada para a região do Anhanduí e destacou a importância da avenida para os deslocamentos na Capital.

Durante o início das obras, a prefeita Adriane Lopes destacou a importância da Avenida Ernesto Geisel para a mobilidade de Campo Grande e afirmou que as intervenções representam mais uma etapa da transformação da região, com melhorias nas condições de circulação e segurança para motoristas, ciclistas e pedestres.

Obra maior chega a 80% de execução

O recapeamento é apenas uma das etapas de um contrato que soma R$ 22,1 milhões em intervenções na região.

O projeto também contempla serviços para controle de inundações e de processos erosivos no fundo de vale do Córrego Anhanduí, no trecho atendido pelas obras, além do reforço estrutural da ponte localizada na Rua do Aquário.

De acordo com a Prefeitura, mais de 80% do conjunto das obras já foi executado. Com o início da recuperação do pavimento da Ernesto Geisel, o projeto entra em uma etapa que passa a ter impacto mais direto para motoristas e demais usuários da avenida.

Vista aérea mostra trecho da Avenida Ernesto Geisel às margens do Córrego Anhanduí que recebe obras de recuperação.Trecho da Avenida Ernesto Geisel passa por recuperação do pavimento às margens do Córrego Anhanduí. Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande.

A conclusão do recapeamento e das intervenções na ciclovia está prevista para dezembro, enquanto o avanço das demais frentes seguirá o cronograma do contrato.

Problemas se arrastam há mais de uma década

As intervenções atuais acrescentam mais um capítulo a um problema antigo da Avenida Ernesto Geisel. Há registros de erosões avançando sobre o asfalto às margens do Anhanduí pelo menos desde 2009.

Em dezembro de 2016, a Justiça chegou a determinar a realização de obras emergenciais de contenção nos pontos mais críticos e, em abril de 2018, teve início uma ampla revitalização da região, inicialmente orçada em quase R$ 49 milhões.

O projeto, porém, atravessou atrasos e paralisações: em setembro de 2019, os serviços foram interrompidos diante de problemas nos repasses federais e, em 2020, ainda havia trechos com trabalhos parados ou executados em ritmo lento.

Anos depois, a aveida continua recebendo intervenções para conter erosões, reduzir os efeitos das cheias e recuperar sua infraestrutura viária.

acidente

Polícia confirma quinta morte em colisão seguida de explosão na BR-163

Família saiu de Assis e seguia para um casamento no norte do País, quando houve o acidente, em Bandeirantes

18/08/2026 19h22

Após colisão, houve explosão na BR-163

Após colisão, houve explosão na BR-163 Foto: Reprodução

Continue Lendo...

A Polícia Civil confirmou mais uma morte na colisão entre uma carreta-tanque e dois carros de passeio, ocorrida no último domingo (16), na BR-163, em Bandeirantes. Com isso, o acidente deixou cinco mortos.

O delegado da Polícia Civil de Bandeirantes, Antenor Batista da Silva Júnior, disse ao Correio do Estado que, como houve explosão e incêndio após a batida, os corpos acabaram carbonizados e após trabalhos periciais, foi possível constatar que em um dos carros de passeio, um Toyota Etios, havia quatro pessoas da mesma família, e não três como inicialmente divulgado, além do motorista de um Ônix, Valderlanio Daniel, 49 anos, que também veio a óbito.

Valderlânio invadiu a pista contrária em uma ultrapassagem e colidiu de frente com uma carreta. Com o impacto, motorista da carreta perdeu o controle do veículo e invadiu a outra pista, batendo de frente com um caminhão-tanque, carregado de óleo diesel, que explodiu com a força do impacto.

O Toyota Etios seguia atrás do caminhão, não conseguiu parar a tempo e acabou atingido pelos veículos e pelo fogo, assim como um quarto carro que seguia depois.

Segundo o delegado, no Etios estava a família que saiu de Assis, em São Paulo, e seguia para o casamento de um familiar no norte do País.

O motorista foi identificado como Sérgio Doná. Ele seguia com o pai, José Doná, a mãe, Natalina Petrelini Doná Marques, e a irmã, Ana Maria Doná Marques, todos mortos no acidente.

Sérgio era pesquisador científico da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) de Assis, unidade que dirigiu e desenvolveu e participou de pesquisas com mandioca, fruticultura, soja, milho e cana de açúcar, voltadas às condições de produção da região e às demandas dos agricultores.

 A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) emitiu nota de pesar, onde afirma que Doná era engenheiro agrônomo e mestre em Agricultura Tropical e Subtropical, e dedicou sua carreira à pesquisa pública e ao desenvolvimento da agricultura no Médio Paranapanema.

"A trajetória de Sergio Doná evidencia a importância da pesquisa pública regional para o desenvolvimento da agricultura. Seu trabalho contribuiu para gerar conhecimento adaptado às condições do Médio Paranapanema e levar os resultados das pesquisas diretamente aos produtores rurais", diz a nota.

O acidente

O acidente ocorreu entre os quilômetros 568 e 569 da BR-163 por volta das 15h do último domingo (16). De acordo com as informações levantadas pela equipe policial, o Onix de Valderlânio trafegava no sentido crescente da BR-163, quando teria invadido a pista contrária e provocado a colisão que envolveu diversos veículos.

Valderlândio morreu no acidente, assim como os qutro ocupantes do Toyota Etios.

Além das cinco mortes, outras três pessoas ficaram em estado grave e uma pessoa teve ferimentos moderados.

Os motoristas dos caminhões e os ocupantes do terceiro carro de passeio foram levados ao hospital.

O trecho onde o acidente aconteceu na BR-163 deverá ser duplicado pela concessionária que administra a rodovia, a Motiva Pantanal, antiga CCR MSVia.

De acordo com a empresa, a obra está prevista para ser concluída até o sétimo ano do novo contrato de concessão da rodovia, assinado em agosto, ou seja, só em 2033.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).