Cidades

58 ANOS DE PRISÃO

Garagem era fachada para traficantes lavarem dinheiro em MS

Ao todo, cerca R$ 102 mil foram movimentados de forma ilegal no período apurado, além da aquisição dissimulada de imóveis em nome de outras pessoas.

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A Justiça de Mato Grosso do Sul sentenciou quatro pessoas pelos crimes de tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais. Os criminosos estavam envolvidos numa prisão em flagrante ocorrida em 2024, na rodovia MS-276, no município de Deodápolis.

Na ocasião, os policiais federais localizaram um fundo falso soldado no interior do tanque de combustível de um caminhão Scania, onde estavam escondidos 205,20 kg de cocaína pura, cujo destino seria a cidade de Maringá, no Paraná.

A investigação foi conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da Promotoria de Justiça de Deodápolis, em parceria com a Polícia Federal de Dourados (MS), e culminou na desarticulação e na condenação do grupo criminoso, que utilizava o território sul-mato-grossense como rota estratégica para o escoamento de grandes volumes de drogas.

Dois homens apontados como coordenadores e gestores do esquema foram sentenciados, individualmente, a 15 anos e 9 meses de reclusão. Os outros dois operadores, que prestavam o suporte logístico, financeiro e contábil, receberam a pena de 13 anos e 6 meses cada um.

O homem que transportava a droga foi condenado a uma pena de 5 anos e 10 meses de reclusão, e ao pagamento de 583 dias-multa.

Somadas, as penas aplicadas totalizam 58 anos e 6 meses de reclusão em regime inicialmente fechado, além do pagamento de expressivas multas. No total, os condenados terão de pagar 6,6 mil dias-multa, equivalente ao montante de R$ 345 mil.

Estrutura sofisticada

O MPMS e a PF desvendaram uma engrenagem que ia muito além do tráfico de drogas. A organização criminosa estruturou uma rede sofisticada de lavagem de capitais, cuja base operacional se situava no oeste de Santa Catarina.

As provas técnicas produzidas demonstraram que os réus constituíram uma empresa de fachada, registrada como comércio de veículos, que não possuía atividade comercial real, estoque ou estrutura física compatível. O estabelecimento servia como um instrumento simulado para transações bancárias e emissão de notas fiscais falsas.

De acordo com as investigações, um dos envolvidos exercia a função central de coordenação e gestão, enquanto outro figurava como sócio formal da empresa, esta utilizada para dissimular a circulação do caminhão.

Além disso, um dos réus prestava apoio financeiro e operacional, inclusive mediante pagamentos e recebimento de valores vinculados à empresa, enquanto o quarto integrante atuava em suporte logístico e financeiro.

Lavagem de dinheiro

O MPMS mapeou o fluxo financeiro do grupo, expondo comprovantes de transferências bancárias e pagamentos via Pix que ligavam diretamente os líderes aos contadores responsáveis pela abertura da empresa e aos motoristas encarregados do transporte da droga.

Ao todo, cerca R$ 102 mil foram movimentados de forma incompatível no período apurado, além da aquisição dissimulada de imóveis em nome de outras pessoas.

A justiça negou aos réus o direito de recorrer em liberdade, mantendo suas prisões preventivas e decretando o perdimento definitivo de todos os bens, veículos e ativos financeiros que haviam sido bloqueados ao longo do procedimento judicial.

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ousadia

Segundo envolvido na morte de PM é morto durante transferência de presídio

Comboio que fazia a transferência de Corumbá a Campo Grande foi atacado quando fez uma parada num posto de gasolina, segunda nota emitida pela PM

04/07/2026 20h45

Bandidos que mataram soldado da PM em Corumbá estavam com pistolas de dois fuzis, que foram apreedidos pela polícia

Bandidos que mataram soldado da PM em Corumbá estavam com pistolas de dois fuzis, que foram apreedidos pela polícia

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Um homem foi morto dentro de uma viatura da polícia Militar durante a transferência de Corumbá para Campo Grande. Embora não haja informação oficial, o morto teve envolvimento no assassinato do soldado da Polícia Militar Marcelo Pimenta, de 32 anos, na última terça-feira (30), em Corumbá. Rubens Zilio Neto, de 35 anos, foi preso horas após o assassinato do policial e estava sendo transferido para a Capital.

Segundo as apurações iniciais, ele teria sido atingido por tiros de fuzil quando as quatro viaturas que participavam da escolta pararam em um posto de combustíveis às margens da BR-262, próximo da ponte sobre o Rio Paraguai, no Pantanal.

Embora não revele o nome da pessoa morta, uma nota emitida pela Polícia Militar, diz que "um homem foi morto em Corumbá, durante o translado de um interno do presídio local para Campo Grande. Equipes policiais pararam em um posto na saída da cidade para realizarem a manutenção em uma viatura, quando escutaram diversos disparos de arma de fogo vindos da mata". 

A nota diz ainda que "as equipes rapidamente adotaram procedimento de resposta à injusta agressão e adentraram a mata em busca dos autores. Durante o confronto, o preso transportado foi atingido e não resistiu ao ferimento, vindo a óbito", diz a nota. 

No começo da noite, segundo a nota da PM, as equipes do BOPE ainda estavam na "área de mata para continuidade das buscas pelos infratores. Diversas viaturas dão apoio neste momento e não há policiais feridos. As informações são que o criminoso abatido tinha participação em desacordos entre grupos criminosos, acumulando inimigos na fronteira". 

E, conforme as apurações iniciais, ele teria sido atingido por disparos possivelmente efetuados por integrantes da facção Primeiro Comando da Capital. A suspeita é de dias antes estes supostos atiradores haviam sido alvo de atentado do qual fez parte Rubens Zilio, que também seria integrante do PCC. Como estes supostos atiradores tomaram conhecimento de que o comboio faria uma parada no posto de combustíveis será alvo de investigação a partir de agora. 

O atentado contra o  integrante do PCC na terça-feira (30) fracassou , mas assim que a polícia tomou conhecimento dos disparos contra uma casa saiu em uma caçada aos três atiradores. Ao  serem encontrados, os bandidos fizeram disparos de fuzil contra os PMs e o soldado Marcelo Pimenta, que estava de moto, acabou sendo atingido e morreu horas depois. 

Uma força tarefa foi montada e os autores do assassinato foram localizados. Um deles, Everton da Silva Viana, de 41 anos, acabou sendo morto pelos policiais. Conforme a versão oficial, ele tentou tomar a arma de um dos policiais e acabou baleado. O suspeito foi levado ao Pronto-Socorro, mas não resistiu e veio a óbito. Um terceiro envolvido continuava sendo procurado até a tarde deste sábado. 

Com os bandidos os policiais apreenderam dois fuzis e duas pistolas, que possivelmente haviam sido utilizadas para matar o solado da PM horas antes. 

De acordo com o comando da Polícia Militar, as apurações indicam que o ataque inicial em Corumbá estava relacionado a um conflito interno, que envolve dívidas com drogas entre integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). 

O posto de combustíveis fica a menos de 70 quilômetros da área urbana de Corumbá, cidade de onde saiu o comboio. E, conforme a apuração inicial, a parada logo no início da viagem teria ocorrido para consertar um pneu em uma das viaturas. 

sem explicação

Guerra acaba, preço do petróleo cai e gasolina continua cara

Petróleo já rucuou para a cotação anterior ao início da guerra, mas a gasolina nos postos de Campo Grande segue 44 centavos acima do valor médio de 28 de fevereiro

04/07/2026 18h30

Em 28 de fevereiro o valor médio da gasolina em Campo Grande era de R$ 5,89. Neste sábado, mostra a ANP, estava em R$ 5,33

Em 28 de fevereiro o valor médio da gasolina em Campo Grande era de R$ 5,89. Neste sábado, mostra a ANP, estava em R$ 5,33

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Os ataques dos Estados Unidos contra o Irã acabaram faz quase um mês e o preço do petróleo no mercado mundial voltou aos patamares anteriores aos do início da guerra. Mesmo assim, o preço médio da gasolina nos postos de Campo Grande segue 44 centavos acima do valor divulgado pela pesquina da Agência Nacional do Petróleo (ANP) no dia em que começaram os ataques, em 28 de fevereiro. 

Dados da pesquisa semanal divulgados neste sábado (4) revelam que o preço médio da gasolina comum em Campo Grande está em R$ 6,33, o que é dois centavos abaixo do valor praticado na semana anterior. No posto mais em conta o litro estava sendo vendido por R$ 6,17 e no mais caro, por R$ 6,49. 

No final de fevereiro,  conforme esta mesma pesquisa feita em 23 postos da Capital, o preço médio estava em R$ 5,89.

E, apesar de o preço do petróleo ter disparado no mercado internacional, ultrapassando os 100 dólares o barril, a Petrobras elevou em apenas 4 centavos o valor nas refinarias desde aquela data. Aumento de 48 centavos chegou a ser praticado, mas o Governo ofereceu subsídio de 40 centavos às distribuidoras para  evitar que o reajuste chegasse aos consumidores. 

Mesmo assim, as distribuidoras e donos de postos elevaram os preços sob a alegação de que o preço do petróleo havia disparado. Nas últimas semanas estes preços internacionais recuaram e o petróleo se fixou no patamar que tinha antes da guerra do Irã. 

O barril Brent, referência mundial, fechou a US$ 71,57 na última quarta-feira (1°), marcando a primeira vez que a cotação ficou abaixo de US$ 72,48, preço de encerramento em 26 de fevereiro, dois dias antes do início dos ataques de EUA e Israel contra o Irã.

A cotação não fechou acima da marca de US$ 72 desde quarta. Nesta sexta-feira (3), a commodity encerrou cotada a US$ 71,94, com alta de 0,19%. No acumulado da semana, a commodity ficou perto da estabilidade, registrando queda de 0,07%.

Em 17 de junho, EUA e Irã anunciaram um acordo provisório que estabelecia cessar-fogo por 60 dias e a liberação da navegação pelo estreito de Hormuz. Desde então, o preço do Brent não ultrapassou a marca de US$ 83.

Até o final de feveriro, Campo Grande tinha o menor preço médio da gasolina comum entre todas as capitais. Agora, está em quarto lugar, ficando atrás de cidades como Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre. 

Esta tendência de altas sem justificativa no preço da gasolina ocorre desde o fim do ano passado. Na pesquisa fechada no dia 27 de dezembro de 2025, o preço médio do combustível em Campo Grande estava em R$ 5,78. 

No começo do ano os estados elevaram em 10 centavos o ICMS sobre a gasolina. Mas, em tese, esta alta deveria ser sido anulada pelo redução de 14 centavos por litro que a Petrobras anunciou dias depois. Na prática, porém, os preços subiram após o aumento do imposto estadual e não recuaram quando a Petrobras ofereceu o desconto. 

ETANOL

E apesar de a guerra no Irã ter sido pelo controle da exploração do combustível fóssil,  o biocombustível tipicamente brasileiro também pegou carona na guerra que distribuidoras e donos de postos declararam contra o consumidor local.  O preço do etanol produzido a partir do milho e da cana brasileiros subiu do valor médio de R$ 4,18 para R$ 4,31 logo depois do início da guerra. 

Nas últimas semanas, por conta do aumento da oferta no mercado nacional, os preços recuaram e na pesquisa deste sábado o litro do etanos nos postos de Campo Grande é de R$ 3,92. O valor é um centavo abaixo da cotação da semana anterior. Na comparação com 28 de fevereiro, quando começo a guerra, o preço médio do etanol caiu 26 centavos. 
 
 

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