Cidades

Estruturação

Concessionária inicia construção de 13 bases de atendimento em quatro rodovias de MS

Estrutura permitirá reduzir o tempo de resposta em casos de acidentes e panes mecânicas

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A Caminhos da Celulose iniciou a construção de 13 pontos de Serviços de Atendimento ao Usuário (SAUs) ao longo de quatro rodovias sob sua concessão em Mato Grosso do Sul.

As estruturas serão distribuídas estrategicamente ao longo da malha concedida à empresa, sendo: cinco unidades na BR-262, quatro na BR-267, três na MS-040 e uma na MS-338.

Os pontos serão a base das equipes operacionais da concessionária. As unidades abrigarão ambulâncias, guinchos leves e pesados, caminhões-pipa, caminhões boiadeiros, viaturas de inspeção de tráfego e demais equipamentos utilizados no atendimento às ocorrências.

Estrutura promete reduzir o tempo de resposta em casos de acidentes, auxiliar em panes mecânicas, animais na pista, obstruções e outras situações que possam comprometer a segurança e a fluidez do tráfego.

As unidades funcionarão 24h, sete dias por semana, como bases operacionais e pontos de apoio aos motoristas, áreas de descanso e suporte às equipes responsáveis pela operação e conservação das rodovias.

A localização dos pontos foi definida para garantir maior agilidade no atendimento aos usuários e ampliar a cobertura operacional em toda a extensão das concessões.

Cada unidade contará com sanitários masculino e feminino, fraldário, área de descanso, água potável, estacionamento, totens de atendimento e dois pontos de recarga para veículos elétricos, proporcionando mais conforto e comodidade aos motoristas durante as viagens.

As bases estão integradas ao Centro de Controle Operacional (CCO) da Caminhos da Celulose, responsável pelo monitoramento permanente das rodovias e pela coordenação dos atendimentos.

"Os Serviços de Atendimento ao Usuário representam uma das principais estruturas de apoio da concessão. Além de oferecer conforto aos motoristas, serão fundamentais para garantir agilidade no atendimento às ocorrências e elevar o padrão de segurança e eficiência das rodovias sob nossa administração", ressalta o diretor-presidente da Caminhos da Celulose, Luiz Fernando De Donno. 

O sistema permitirá comunicação direta com os órgãos de segurança pública e serviços de emergência, garantindo uma atuação rápida e coordenada sempre que necessário.

As obras avançam em diferentes frentes de trabalho, incluindo serviços de terraplenagem, compactação de solo e preparação das áreas que receberão as estruturas. Entre os locais em execução estão os SAUs da MS-040, em Santa Rita do Pardo, e da MS-338, onde as equipes realizam a implantação das bases operacionais.

A concessionária prevê concluir a construção das 13 unidades até o fim de 2027, ao passo que a operação dos serviços aos usuários terá início em outubro deste ano, com a disponibilização de atendimento pré-hospitalar, inspeção de tráfego, remoção de veículos, atendimento mecânico e demais serviços previstos no contrato de concessão.

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A empresa também administra trechos da MS-395

Saúde

Campo Grande cria núcleo para investigar falhas e riscos na rede de saúde

Nova estrutura da Sesau terá 15 profissionais e ficará responsável por analisar incidentes e eventos adversos, monitorar protocolos e propor mudanças nos atendimentos

24/07/2026 17h52

Sede da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), responsável pela criação do novo Núcleo Municipal de Segurança do Paciente em Campo Grande.

Sede da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), responsável pela criação do novo Núcleo Municipal de Segurança do Paciente em Campo Grande. Foto: Divulgação

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A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) criou uma nova estrutura para identificar riscos, analisar incidentes e acompanhar problemas relacionados à segurança de pacientes atendidos na rede pública de Campo Grande.

A criação do Núcleo Municipal de Segurança do Paciente (NMSP) foi oficializada nesta sexta-feira (24), por meio da Resolução Sesau nº 1.013, publicada no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).

O núcleo terá atuação sobre todos os serviços da rede municipal de saúde e será responsável por desenvolver medidas destinadas a reduzir riscos durante a assistência prestada aos pacientes.

Entre as atribuições previstas estão a identificação, análise e avaliação de não conformidades nos processos assistenciais, além do acompanhamento de dados relacionados a incidentes e eventos adversos registrados nos serviços municipais.

Na prática, as informações deverão servir para identificar situações que possam comprometer a segurança do paciente e permitir a adoção de medidas para evitar que problemas semelhantes voltem a ocorrer.

A resolução também determina que o núcleo acompanhe alertas sanitários e comunicações de risco, promova ações de gestão de riscos e desenvolva atividades permanentes de capacitação dos profissionais da saúde.

Plano municipal terá protocolos de segurança

Uma das principais atribuições do novo núcleo será elaborar, implantar e monitorar o Plano Municipal de Segurança do Paciente (PMSP).

O documento deverá reunir estratégias destinadas à gestão de riscos e à redução de eventos adversos nos serviços de saúde. Os fluxos para monitoramento dos incidentes também serão estabelecidos pelo plano.

Além disso, caberá ao NMSP implantar e acompanhar protocolos de segurança do paciente, monitorar indicadores e propor mudanças nos processos assistenciais quando forem identificados problemas.

A resolução prevê ainda a divulgação de informações e resultados relacionados à segurança do paciente, embora o texto não estabeleça, neste momento, periodicidade ou formato para a publicação desses dados.

Grupo terá 15 profissionais

O núcleo será formado inicialmente por 15 profissionais de nível superior da área da saúde, que serão escolhidos por ato do secretário municipal de Saúde, Marcelo Luiz Brandão Vilela.

Profissionais de nível médio também poderão ser incorporados de maneira complementar. Os integrantes terão mandato de dois anos, com possibilidade de recondução.

A estrutura contará com coordenador, vice-coordenador, secretário, membros titulares e suplentes. As atividades serão desempenhadas durante a própria jornada de trabalho dos servidores, mediante liberação da chefia imediata.

O núcleo terá autonomia técnica para executar suas atribuições.

Reuniões serão realizadas todos os meses

Pelo regimento publicado juntamente com a resolução, o grupo deverá se reunir ordinariamente uma vez por mês, além da possibilidade de encontros extraordinários sempre que houver necessidade.

Entre as competências do colegiado estão monitorar indicadores, analisar eventos adversos, promover capacitações, atualizar o Plano Municipal de Segurança do Paciente e apresentar propostas para melhorar os processos assistenciais da rede.

Os integrantes também poderão emitir pareceres e propor ações. As reuniões poderão começar com quórum correspondente a um terço dos membros.

A criação do NMSP está fundamentada, entre outras normas, na RDC nº 36/2013 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que trata de ações voltadas à segurança do paciente nos serviços de saúde.

A resolução entrou em vigor com a publicação desta sexta-feira.

 

Postura

Após venda do consórcio, TCE-MS cobra explicações da prefeitura sobre acordo de 2020

Conselheiro afirma que a administração municipal mantém postura de inércia diante de falhas

24/07/2026 17h45

Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) concedeu 10 dias para que a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), explique a ausência de diversas obrigações previstas no Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) do transporte coletivo, firmadas em 2020, uma vez que, segundo o documento, a venda do Consórcio à empresa goianiense HP Mobilidade não isenta a prefeitura de cumprir obrigações anteriores.  

A determinação publicada em diário oficial nesta sexta-feira (24) foi feita pelo conselheiro Waldir Neves Barbosa, que também exige esclarecimentos sobre as exigências feitas à nova empresa que deve assumir o Consórcio Guaicurus nos próximos meses. 

Na decisão, conselheiro afirma que a administração municipal mantém uma postura de inércia diante de falhas históricas do transporte público, como a ausência de abrigos cobertos nos pontos de ônibus, superlotação, atrasos, veículos com goteiras, bancos e janelas quebrados e a falta de climatização da frota.

Um dos principais pontos destacados é a falta de implantação e manutenção de novos abrigos para passageiros.

Segundo o TCE, apesar de a prefeitura ter apresentado um plano para os pontos de parada, cadastrado as localizações, além de criar, em 2023, uma comissão para elaborar uma parceria público-privada (PPP) destinada à instalação e modernização dos abrigos, o prazo para cumprir a obrigação venceu em fevereiro de 2024 "sem que as medidas fossem efetivadas".

Na avaliação do conselheiro, obrigar idosos, pessoas doentes, mães com crianças de colo e demais usuários a aguardarem ônibus ao lado de postes, muitas vezes expostos ao sol e à chuva, representa um tratamento "no mínimo desumano".

O Tribunal também critica a falta de fiscalização da prefeitura sobre a concessionária ao longo dos anos. Conforme a decisão, o município não adotou medidas eficazes para exigir melhorias no serviço, fator que perpetuou a continuidade de problemas recorrentes, como superlotação, atrasos constantes, infiltrações nos veículos, falta de conforto e ausência de ar-condicionado, cenário que coloca Campo Grande entre os sistemas de transporte mais precários do país.

Além das explicações sobre os pontos de ônibus, o TCE determinou que a prefeitura encaminhe um plano detalhado de cadastramento, registro e implantação dos pontos de parada, indicando datas para execução das ações.

Venda recente

Do mesmo modo, o conselheiro considera necessário que a prefeita informe quais exigências concretas foram feitas ao novo grupo responsável pela concessão e quais prazos foram estabelecidos para corrigir os problemas do transporte coletivo. Segundo ele, a simples anuência da prefeitura à mudança no controle da concessionária, sem garantias de melhoria do serviço, não é razoável nem aceitável.

Na decisão, Waldir Neves ressalta que a gestão municipal responde diretamente perante o Tribunal de Contas pelas omissões relacionadas ao serviço e pelos prejuízos causados ao patrimônio público e à população.

Ao final, o conselheiro determinou que a prefeita apresente respostas quanto ao descumprimento do TAG, cronogramas para resolver os problemas do transporte coletivo,medidas exigidas da nova concessionária e as ações que serão adotadas internamente pelo município.

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