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Tensão

Conflito deixa três indígenas feridos no interior de MS

Confronto com a PM teve início na tarde de ontem, e se estende até esta sexta-feira, com indígenas cercados na sede de uma fazenda; veja vídeo

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Através das redes sociais, a Aty Guasu, Assembleia Geral do povo Kaiowá e Guarani, vem denunciando conflitos na aldeia Marangatu, localizada no município de Antônio João, distante aproximadamente 280,8 quilômetros da capital de Mato Grosso do Sul.

Em nota, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) informou que a comunidade foi atacada pela Polícia Militar. Três pessoas, uma mulher e dois homens, ficaram feridas, e uma delas permanece internada no hospital.

"Após os eventos, a Força Nacional foi para a região. Os indígenas resistem cercados na sede da fazenda", diz texto do Cimi.

Na legenda de uma de suas publicações, a Aty Guasu relembrou os confrontos em Douradina, em julho deste ano, e pediu apoio. 

"Mais uma vez o povo Guarani Kaiowá não tem sossego, mês passado era no município de Douradina no qual teve conflito durante dois meses, e agora na outra região. Guarani Kaiowá precisa de apoio", diz legenda da publicação feita pela Aty Guasu.

Já na manhã desta sexta-feira (13), por volta das 8h, a Aty Guasu publicou um novo vídeo do confronto, dizendo que a situação persiste no local. "Urgente: Guarani Kaiowá está sob ataque no momento", diz legenda.

No vídeo, é possível ouvir diversos disparos. A Aty Guassu atribui os ataques à "milícia do agronegócio". Confira:

Segundo o Cimi, essa é a propriedade que ainda faltava ser retomada pela comunidade, sendo que a última tentativa ocorreu em 2016. Na ocasião, houve confronto com fazendeiros da localidade.

O conflito resultou na morte, a tiros, de Simião Vilhalva. Na TI Nhanderu Marangatu também foram assassinados Dorvalino Rocha, em 24 de dezembro de 2005, e Marçal Tupã, em novembro de 1983.

Decisão da Justiça

Após a tentativa de retomada, a Justiça Federal de Ponta Porã, através de decisão publicada ainda na quinta-feira (12), autorizou a atuação da polícia estadual para proteger a propriedade privada, o que foi considerado pelo Cimi a "legitimação da violência" contra a comunidade. O órgão considerou ainda a decisão "controversa e apressada".

 

 

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NAVIRAÍ

Mulher é encontrada morta em chácara e MS chega ao 13° feminicídio no ano

Vizinhos encontraram Maria do Carmo, de 66 anos, caída no chão morta em sua residência

28/06/2026 16h50

Fachada da Delegacia de Polícia Civil em Naviraí

Fachada da Delegacia de Polícia Civil em Naviraí DIVULGAÇÃO/PCMS

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Maria do Carmo, de 66 anos, foi encontrada morta pelos vizinhos e pelo filho, na manhã deste domingo (28), em uma chácara localizada na zona rural de Naviraí, a 365 quilômetros de Campo Grande.

Ela foi morta por um rapaz com quem possivelmente mantinha um relacionamento. Este é o 13° feminicídio de 2026 em Mato Grosso do Sul.

Conforme apurado pela reportagem, os vizinhos ouviram um barulho, por volta das 23h30min de sábado (27), de um homem chegando de motocicleta na casa de Maria. Em seguida, escutaram que ambos começaram a discutir.

De acordo com o boletim de ocorrência, em determinado momento, os vizinhos ouviram o indivíduo chutar o portão lateral da residência. Em seguida, mandaram uma mensagem no celular de Maria para saber se estava tudo bem, mas ela não respondeu.

Neste domingo (28), de manhã, os vizinhos foram até a residência e encontraram ela morta, caída no chão, com uma poça de sangue ao redor do corpo, e comunicaram os familiares por telefone.

Os filhos compareceram ao local e acionaram a Polícia Militar via 190. Os militares foram até o local e verificaram que a ocorrência se tratava de um crime e, em seguida, acionaram a Polícia Civil e Polícia Científica.

Um vizinho afirmou às autoridades que era comum a presença de um indivíduo de pele morena, de baixa estatura e magro, que tinha uma motocicleta Honda Titan de cor verde e era borracheiro. Ele acreditava que possivelmente ela mantinha algum relacionamento com ele.

Na residência, a polícia ainda encontrou e apreendeu uma espingarda preta calibre 22.

Além da PM, Polícia Civil, Polícia Científica e funerária estiveram no local para recolher os indícios do feminicídio, realizar a perícia e retirar o corpo, respectivamente.

FEMINICÍDIO

Feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, ou seja, questões de gênero que envolvem violência doméstica, física, verbal, sexual ou patrimonial. 

Geralmente, o feminicídio é praticado por (ex) companheiros, (ex) namorados, (ex) noivos ou (ex) esposos da vítima. 

É um crime hediondo cuja pena pode variar de 20 a 40 anos de reclusão, não sendo possível pagar fiança. A pena é cumprida em regime fechado.

O feminicídio passou a ser um crime autônomo, com seu próprio artigo no Código Penal, diferente do homicídio qualificado. 

O condenado por feminicídio perde o poder familiar e é impedido de exercer cargos/funções públicas.

Dados divulgados pela Secretaria de Estado e Justiça Pública (Sejusp-MS) apontam que 13 mulheres foram mortas entre 1º de janeiro e 28 de junho de 2026 em Mato Grosso do Sul. 

Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).

O sinal "X" da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades. 

Denuncie!

Escala de feminicídios em MS

Em Mato Grosso do Sul, até o início de junho, foram contabilizados 13 feminicídios em todo o Estado. 

O primeiro feminicídio de 2026 em Mato Grosso do Sul ocorreu em 16 de janeiro, na aldeia Damakue, em Bela Vista. A vítima, Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta a tiros pelo marido, que em seguida tirou a própria vida.

Em 24 de janeiro, a aposentada Rosana Candia Ohara, de 62 anos, foi assassinada a pauladas pelo marido em Corumbá.

Em 22 de fevereiro, Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, foi morta a facadas em Coxim. O principal suspeito é o próprio filho da vítima, de 22 anos.

No dia 25 de fevereiro, Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, foi assassinada em Três Lagoas. O autor do crime foi o namorado da jovem, Wellington Patrezi, que procurou a polícia e confessou o feminicídio.

No dia 6 de março morreu Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 52 anos, que estava internada após ser brutalmente agredida pelo marido em Três Lagoas.

Ela foi atacada com golpes de marreta no dia 3 de março. Após o crime, foi socorrida e transferida para o Hospital da Vida, em Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

No dia 7 de março, em Anastácio, a 122 quilômetros de Campo Grande, Leise Aparecida Cruz, de 40 anos, foi encontrada morta em casa, na Rua Professora Cleusa Batista. O principal suspeito é o marido da vítima, Edson Campos Delgado, que acabou preso.

No dia 8 de março, a indígena Ereni Benites, de 44 anos, morreu carbonizada após a casa onde morava pegar fogo durante a madrugada, em uma aldeia no interior do estado, no município de Paranhos.

O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, de 52 anos, que foi preso em flagrante pela polícia.

Em 23 de março, quebrando um jejum de 15 dias sem feminicídios, Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos, foi encontrada morta em Selvíria, interior do Estado, a menos de 400 quilômetros de Campo Grande. O suspeito, conhecido por "Maurição" é apontado como sobrinho da mulher.

Uma semana depois, no dia 06 de abril, a subtenente da Polícia Militar, Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, foi encontrada morta dentro de casa, no bairro Estrela D’alva, em Campo Grande. 

A policial estava fardada e o principal suspeito é o namorado da vítima, Gilberto Jarson, de 50 anos. A polícia confirmou o feminicídio.

No dia 13 de abril, Vera Lúcia da Silva, de 41 anos, foi encontrada morta próxima ao portão de sua casa, localizada no município de Eldorado, com o corpo de Valdeci Caetano dos Santos caído ao lado. Além disso, três suspeitos foram presos por praticar necrofilia contra o corpo da vítima. 

Na tarde do dia 30 de abril, Vicente Asuncion Vidal Gonzalez, de 41 anos, foi preso em flagrante por ser suspeito de matar a esposa, Zelita Rodrigues de Souza, de 48 anos, na região do Porto Isabel, zona rural de Mundo Novo.

A fisioterapeuta Fabíola Marcotti foi encontrada morta a tiro, no início da tarde do dia 18 de maio, em Campo Grande. A vítima estava em uma propriedade rural na Chácara dos Poderes e foi encontrada já em óbito pelo marido, o médico cardiologista João Jazbik, 42 anos. O homem foi detido por suspeita de feminicídio e as investigações estão em andamento. 

previsão

Após frente fria, semana terá temperaturas amenas em Mato Grosso do Sul

Madrugadas e noites ainda devem ser mais frias, mas a temperatura aumenta ao longo do dia, passando dos 30°C em algumas regiões

28/06/2026 16h30

Semana deve ter calor a tarde e temperaturas mais baixas a noite

Semana deve ter calor a tarde e temperaturas mais baixas a noite Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Após dias de frio em Mato Grosso do Sul, a semana terá temperaturas mais amenas em boa parte do Estado. Os dias devem ter predomínio de sol, mas não se descartam pancadas de chuvas em algumas regiões, influenciadas pela aproximação de uma frente fria, que aumenta a instabilidade

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), já a partir desta segunda-feira (29), a previsão indica tempo firme, com sol e variação de nebulosidade, devido à atuação de um sistema de alta pressão atmosférica que favorece condições mais estáveis.

No entanto, nas regiões sul e sudoeste do Estado,  há probabilidade de chuvas e tempestades em decorrência da influência da frente fria. O impacto dessa frente fria será maior no aumento da instabilidade, sem nova queda brusca nas temperaturas.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) tem alerta vigente de perigo potencial para ocorrência de temporais em municípios destas regiões. Conforme o aviso, podem ocorrer alagamentos e quedas de árvores.

Ainda segundo o Cemtec, para a semana, destaca-se o contraste térmico entre as diferentes regiões do Estado.

Nas regiões sul e sudoeste, as temperaturas máximas devem variar entre 20°C e 22°C, enquanto nas regiões norte e pantaneira os valores podem atingir entre 28°C e 31°C.

Em Campo Grande, as madrugadas e noites devem ser um pouco mais frias, com mínima de 18°C, mas as temperaturas aumentam ao longo do dia, com máxima prevista de 31°C. A Capital deve ter sol entre nuvens, sem previsão de chuva ao longo da semana.

Os ventos atuam com velocidades que variam entre 30 a 50 km/h, com possibilidade de rajadas pontuais superiores a 50 km/h.

Inverno

O inverno começou no dia 22 de junho e deve ser marcados por ondas de calor, influenciadas pelo super-El Niño, e chuvas um pouco acima da média, mas ainda com longos períodos de seca.

A estação segue até dia 22 de setembro e, de acordo com dados do Cemtec, apresenta os menores índices pluviométricos do ano no Estado, ou seja, é o período conhecido como estiagem. Ainda por causa disso, também se observam baixos índices de umidade relativa do ar.

Conforme reportagem do Correio do Estado, mesmo que a estação seja conhecida por período mais frios, em Mato Grosso do Sul a situação é diferente, já que a tendência climática indica temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média histórica, que geralmente varia de 24°C a 26°C em grande parte do Estado.

Ainda de acordo com o Cemtec-MS, “esse cenário pode gerar impactos sobre os setores agropecuário, hídrico, energético e de saúde pública, reforçando a necessidade de monitoramento meteorológico contínuo”.

O centro meteorológico reforçou que o El Niño deve se intensificar no segundo semestre deste ano em Mato Grosso do Sul, contribuindo para a ocorrência de ondas de calor mais frequentes e intensas e para períodos prolongados de temperaturas acima da média.

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