Cidades

MATO GROSSO DO SUL

Confusão por dívida em prostíbulo termina com GCM na delegacia

Discussão por conta de bebidas alcoólicas evoluiu para agressões e ameaças com arma de pressão; proprietário e clientes recusaram representar criminalmente

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A cobrança de uma dívida de aproximadamente R$ 1,2 mil em uma casa de massagens terminou em confusão, agressões e ameaça com uma arma de pressão na madrugada desta quinta-feira (2), em Campo Grande. Entre os envolvidos está um guarda civil metropolitano, que foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac-Cepol) juntamente com os demais participantes da ocorrência.

Segundo o boletim de ocorrência, equipes da Polícia Militar foram acionadas para atender uma denúncia de vias de fato em um estabelecimento que funciona como casa de massagens. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram os envolvidos com os ânimos exaltados e precisaram solicitar apoio de outras viaturas, incluindo uma equipe da Força Tática, para controlar a situação.

De acordo com a proprietária do estabelecimento, um grupo formado por cinco homens consumiu bebidas alcoólicas e contratou serviços das profissionais da casa. Ela afirmou que três clientes deixaram o local antes do fechamento da conta e que um dos integrantes do grupo teria assumido a responsabilidade pelo pagamento de toda a despesa.

Ainda conforme o relato, no momento da cobrança o homem quitou apenas parte do valor devido, recusando-se a pagar o restante da conta, que incluía o consumo dos demais clientes. A divergência deu início a uma discussão que terminou em agressões físicas.

Durante o atendimento, a Polícia Militar recebeu a informação de que o proprietário do estabelecimento teria ameaçado os clientes utilizando uma arma de fogo. Em buscas no imóvel, os policiais localizaram no quintal uma arma de pressão movida a CO, com características semelhantes às de uma pistola.

Na delegacia, o casal proprietário apresentou uma versão diferente da confusão. Eles alegaram que dois clientes tentaram deixar o local sem quitar a dívida referente ao consumo de bebidas alcoólicas. Segundo o proprietário, ao impedir a saída da dupla, ele teria sido agredido com socos, sofrendo lesões no lábio, vermelhidão no pescoço e dores na região do abdômen.

O homem admitiu que, após as agressões, mordeu os dedos de um dos envolvidos durante a briga e, temendo por sua integridade física, pegou a arma de pressão e a apontou em direção aos clientes para afastá-los.

Já o guarda civil metropolitano negou ter assumido a responsabilidade pelo pagamento da conta coletiva e também negou qualquer agressão ao proprietário. Ele afirmou que pagou pelos serviços que contratou e por sua parte no consumo de bebidas, alegando ainda que se sentiu ameaçado ao ver o proprietário empunhando o que acreditava ser uma arma de fogo.

Outro cliente apresentou uma versão diferente da do guarda. Ele afirmou que ambos chegaram juntos ao estabelecimento e que o amigo havia informado que pagaria também sua parte da conta referente às bebidas.

Os policiais constataram que um dos clientes apresentava lesões nos dedos provocadas por mordidas, enquanto o proprietário possuía ferimentos leves compatíveis com as agressões que alegou ter sofrido. Os dois receberam requisições para exame de corpo de delito.

Apesar das acusações mútuas, todos os envolvidos informaram à Polícia Civil que não desejavam representar criminalmente uns contra os outros. Eles foram liberados após assinarem termo de compromisso para comparecimento em juízo, e o caso seguirá sob apuração da Polícia Civil. O registro também informa que o guarda civil não se identificou como agente de segurança durante a confusão e não portava arma de fogo no momento da ocorrência.

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Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

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A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

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