Cidades

TRANSPORTE PÚBLICO

Consórcio Guaicurus é autuado por atraso em linhas de ônibus

Procon recebeu várias denúncias e constatou problemas no atendimento ao usuário

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O Consórcio Guaicurus foi autuado pela Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (Procon) devido a ocorrência frequente de atrasos nos horários previstos para o atendimento dos usuários e outras irregularidades, como falta de informação. A empresa tem prazo para apresentar defesa e pode ser multada em até R$ 100 mil.

Superintendente do Procon estadual, Marcelo Salomão, explicou à Rádio Mega 94 que várias denúncias de pessoas que utilizam o transporte público quanto à ineficiência do serviço, o que motivou equipe do Procon a realizar ação para verificar se as reclamações procediam.

Fiscais percorreram pontos de ônibus localizados na região central e diferentes bairros e constataram que os horários previstos não são cumpridos e passageiros tem de esperar, em vários casos e fora do horário de pico, cerca de meia hora para a chegada do ônibus, o que causa transtornos para quem precisa atender compromissos.

Também foram verificadas falta de informações sobre valores cobrados para substituição de cartões recarregáveis, quando o mesmo é perdido ou avariado; telefone (0800) que não funciona e falta de informações sobre itinerário e horários em várias rotas, o que desrespeita Lei Federal 12.587/2012, que institui diretrizes da Politica Nacional de Mobilidade urbana e determina que as informações devem ser claras ao consumidor dos serviços.

Por conta destas infrações ao direito do consumidor, o Consórcio Guaicurus foi autuado e notificado a tomar providências solução para os problemas denunciados.

Segundo Salomão, a autuação é a primeira etapa e, caso as irregularidades não sejam resolvidas, empresa pode sofrer outras sanções. “Nós vamos dar todo o prazo para a defesa, para o princípio do contraditório. Após a manifestação da empresa, o processo vai para julgamento e ela pode ser multada de R$ 5 mil a R$ 100 mil tendo em vista este ser primeiro auto de infração”, explicou Salomão.

Correio do Estado entrou em contato com o Consórcio Guaicurus para saber o posicionamento da empresa e qual a defesa para as irregularidades encontradas, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. 

audiência de custódia

Justiça mantém prisão de ex-prefeito e duas empresárias alvos do Gaeco

Ontem, outros nove investigados tiveram a prisão preventiva decretada; Esquema prometia vagas no SUS em troca de contratos fraudulentos

09/07/2026 10h31

Audiência de custódia foi realizada nesta quinta-feira

Audiência de custódia foi realizada nesta quinta-feira Foto: Paulo Ribas

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Mais três pessoas tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva por envolvimento em esquema criminoso através de contratos fraudulentos de livros, desmantelado em operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) na última terça-feira (8).

Em audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (9), a prisão foi mantida para o ex-prefeito de Fátima do Sul, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, conhecido como Júnior Vasconcelos, que atualmente trabalhava na Polícia Civil.

Junior Vasconcelos também foi afastado compulsioriamente do cargo de escrivão da Polícia Judiciária, pertencente ao quadro efetivo da Secretaria de Estado Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Também teve a prisão preventiva decretada e Jéssica Burgatt, filha de Ed Carlos Britto Burgatt, que atuava como coordenador estadual de Regulação Assistencial (Core) da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Rossana Jafar é a terceira investigada que a Justiça manteve a prisão nesta quinta. Ela teria assumido o comando da Gráfica Alvorada após a morte de Mirched Jafar Júnior em abril de 2021, em razão de complicações da Covid-19.

Além das três audiências de hoje, passaram por audiência de custódia na quarta-feira e continuam presos:

  • Ed Carlo Britto Burgatt
  • Olívia Jafar
  • Felipe Paroschi Jafar
  • Joatan Gomes Peixoto
  • Matheus Oliveira Peixoto
  • Francisco Anizio dos Santos
  • Paulo Rogerio de Melo
  • Douglas Henrique de Melo
  • Gabriel Taquino de Paula

Na operação Gutenberg, foram cumpridos 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).

Esquema

O esquema desmantelado pelo Gaeco consistia na promessa de vagas em hospitais em troca de contratos fraudulentos de livros paradidáticos. A organização criminosa teria movimentado cerca de R$ 27 milhões dos cofres públicos.

A investigação aponta a existência de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a Administração Pública, mais especificamente crimes em licitação, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de dinheiro e outros delitos correlatos. 

A fraude ocorreu em Campo Grande e teve atuação em diversos municípios do Estado, com núcleos bem definidos, liderada por empresários que atuavam como principais articuladores do esquema criminoso. 

Os investigados se valiam de servidores públicos corrompidos para fraudar e direcionar procedimentos de compras públicas, mediante contratação direta, sem licitação, para a aquisição de livros paradidáticos.

Os valores recebidos dos cofres públicos pela organização criminosa ultrapassam R$ 27 milhões, que eram divididos entre os integrantes, sendo servidores públicos e diversas pessoas físicas e jurídicas com o fim de ocultar e dissimular a sua origem ilícita.

O MPMS constatou ainda, dentre as várias frentes de atuação, que o esquema criminoso se valia da influência de servidores da área da saúde pública para condicionar a autorização de exames, cirurgias e até vagas de leitos em hospitais pela rede estadual à aquisição de livros vendidos pelo grupo.

A organização criminosa seguia operando até os dias atuais com contratos ativos em vários municípios.

Alvos

Um dos presos é Ed Carlos Britto Burgatt, que atua como coordenador estadual de Regulação Assistencial (Core) da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Conforme apurado pelo Correio do Estado, ele seria o mediador do esquema, já que se utilizaria do seu cargo para “oferecer” vantagem na regulação hospitalar para prefeitos.

Em troca das vagas, era solicitado que uma empresa parceira fosse contratada pela administração municipal para “fornecimento de livros paradidáticos”, uma cortina de fumaça para dividir os lucros do contrato assinado.

Essa empresa seria a Gráfica Alvorada, que está ligada diretamente a Olívia e Rossana Jafar, que foram presas nesta operação e teriam assumido o comando da livraria após a morte de Mirched Jafar Júnior em abril de 2021, em razão de complicações da Covid-19. Em tese, elas teriam continuado o esquema que já existia desde antes da pandemia.

Além de Rossana e Olívia Jafar e Ed Carlos Burgatt, há a confirmação de que foram presos Felipe Paroschi Jafar, Joatan Gomes Peixoto, Matheus Oliveira Peixoto, Francisco Anizio dos Santos, Paulo Rogerio de Melo e Jéssica Burgatt, filha do coordenador do Core.

Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, conhecido como Júnior Vasconcelos, ex-prefeito de Fátima do Sul e que atualmente ocupa cargo no gabinete do deputado estadual Jamilson Name (PP), também foi alvo da investigação.

Mobilidade

Patinetes: Agetran diz que está monitorando situações que comprometam acessibilidade

A atividade está em período de testes por 90 dias, podendo se estender por mais 90

09/07/2026 10h15

Agetran afirma que está monitorando os pontos de estacionamento dos patinetes no período de teste

Agetran afirma que está monitorando os pontos de estacionamento dos patinetes no período de teste FOTO: Paulo Ribas/Correio do Estado

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A chegada dos patinetes elétricos compartilhados a Campo Grande em fase de teste surge como uma oportunidade de alternativa ecológica ao transporte na Capital. 

Em fase experimental a dois dias, o serviço conta com, pelo menos, 200 pontos de estacionamento e recarga dos patinetes espalhados em quatro bairros da cidade até o momento. 

Na última quarta-feira (9), o Correio do Estado observou que um dos pontos estava instalado em uma área de estacionamento designada a Pessoas com Deficiência (PcDs) e pessoas 60+. 

Dessa forma, com os patinetes instalados em um local inapropriado, fica dificultado o estacionamento de carros e uso da vaga pelo público destinado, uma vez que acaba atingindo os patinetes na hora de abrir a porta do veículo e o cadeirante não consegue descer no local.

De acordo com a Agência Municipal de Trânsito (Agetran), os locais de estacionamento foram definidos pela empresa JET e, por se tratar de uma fase experimental, os pontos estão sendo monitorados e avaliados pela Agência. 

Agetran afirma que está monitorando os pontos de estacionamento dos patinetes no período de testeEstacionamento dos patinetes em frente ao Belma Fidalgo mudou de lugar, desobstruindo o estacionamento prioritário / Foto: Paulo Ribas 

"Situações que possam comprometer a acessibilidade, especialmente em vagas destinadas às pessoas com deficiência ou que dificultem a circulação de pedestres, estão sendo verificadas para os devidos ajustes.
A AGETRAN reforça que o período de testes tem justamente o objetivo de identificar e corrigir eventuais inadequações, garantindo que a operação ocorra de forma segura, organizada e em conformidade com as normas de acessibilidade e mobilidade urbana", afirmou em nota ao Correio do Estado

A reportagem esteve no mesmo local da matéria de ontem na manhã desta quinta-feira (9) e constatou que o ponto de estacionamento dos patinetes já foi alterado, desobstruindo o local de estacionamento prioritário em frente ao Belma Fidalgo. 

A empresa JET foi procurada na tarde de ontem (8) para saber como são feitas as escolhas dos locais de estacionamento dos patinetes e quem fica responsável por eles, mas não retornou. 

Agetran afirma que está monitorando os pontos de estacionamento dos patinetes no período de testeNo aplicativo da JET, é possível ver todos os pontos com patinetes disponíveis, bem como os locais próprios para estacionamento / Reprodução App JET

Compartilhamento de patinetes

O lançamento da fase de testes do sistema de aluguel de patinetes elétricos em Campo Grande aconteceu na última segunda-feira (7). O período de teste é de 90 dias, podendo ser estendido até 180 dias. 

A empresa responsável pelo sistema de compartilhamento dos veículos é a JET, presente em mais de 35 cidades brasileiras e em oito países. 

O teste inicial já começa com a distribuição de 200 pontos de patinetes elétricos na cidade, disponíveis para uso a partir desta quarta-feira (8), espalhados no Centro, Vila do Polonês, Parque do Soter, e Jardim dos Estados.

Para utilizar os veículos, o usuário precisa realizar o download do aplicativo da JET, escanear o QR Code presente no patinete e contratar o plano escolhido. Dentro do aplicativo, também é possível ver os pontos de coleta dos patinetes, a carga de cada um e quantos patinetes estão disponibilizados no ponto mais próximo.

Para desbloquear o patinete, a taxa é de R$ 0,99 e a cobrança é feita por minuto utilizado. O valor inicial é de R$ 0,33 a cada minuto utilizado, podendo chegar a R$ 0,59 por minuto aos finais de semana e em horários de pico. 

De acordo com gerente de logística da JET, Yakovi Azovskikh, a expectativa é que, até o final da semana, a cidade tenha 400 patinetes espalhados pelos pontos. 

"Nós vamos trazer 400 patinetes até o final da semana. Hoje, temos 200 pontos espalhados, amanhã colocaremos mais e queremos chegar em 400 pontos também. O patinete pode ser alugado por hora ou por minuto e todos os valores podem ser vistos no aplicativo", disse ao Correio do Estado

No dia 18 de junho, a Agetran liberou o acesso de ciclovias à dispositivos elétricos, como patinetes e bicicletas. Diante disso, Yakovi afirma que a maioria dos pontos espalhados na cidade estão na malha cicloviária.

"Os patinetes podem ser utilizados em vias comuns, mas os nossos pontos ficam ao longo de ciclovias", ressaltou. 

O gerente explica ainda que todas as semanas será oferecida a Escola de Pilotagem para os usuários que querem saber como pilotar o patinete e se adaptarem ao veículo. O evento é gratuito e aberto ao público. 

Durante esse período, a Agetran fará o monitoramento da operação, com análise do uso dos equipamentos, dos locais de maior demanda, do comportamento dos usuários, da integração com a infraestrutura cicloviária e dos impactos na mobilidade urbana.

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