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Contra bloqueio total, prefeitura de Campo Grande usa decisão do STF no MT

Procuradoria municipal alega que bloqueio não está descartado em Campo Grande, mas não vê necessidade de efetivação dele nesse momento

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O embate judicial sobre o bloqueio total do comércio e outras atividades em Campo Grande prossegue. Em manifestação na ação civil pública em que a Defensoria Pública pede a paralisação das atividades na Capital por 14 dias para conter a covid-19, a prefeitura se defendeu usando decisões de outros tribunais.

Conforme o documento entregue à Justiça pela procuradoria municipal, não há cumprimento dos requisitos para concessão da medida liminar, nem de sua avaliação em caráter de urgência. Além disso, foi destacado em caso de decisão favorável ao bloqueio, haverá interferência do judiciário no Poder Executivo.

Como exemplo, a prefeitura citou uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que anulou os efeitos de uma decisão do Tribunal de Justiça do Mato Grosso, que tinha imposto uma série de restrições que caracterizavam um bloqueio total às atividades e circulação de pessoas em Rondonópolis (MT).

"A tutela liminarmente concedida na Corte regional, subverteu a ordem administrativa do aludido município, ao determinar a tomada de uma série de providências, ao arrepio do que o Chefe do Poder Executivo municipal editara, no estrito exercício de sua competência", frisa o ministro Dias Toffoli da ação.

Toffoli prossegue em outro trecho afirmando que "exatamente em função da gravidade da situação, exige-se a tomada de medidas coordenadas e voltadas ao bem comum, sempre em respeito à competência de cada ente da Federação, para tanto".

Além desse ponto, a procuradoria municipal indica que exista interferência no trabalho do Executivo em atividades administrativas, já que o próprio Supremo, em outra decisão, monocrática, legitimou a competência para tais decisões ao município. Foi alegado também que não há legitimidade no pedido partir da Defensoria.

"É crucial deixar claro que o Município de Campo Grande não elimina a possibilidade do lockdown, apenas vem demonstrar que, no momento, a medida extrema não é necessária e adequada", frisa o procurador-geral Alexandre Ávalo Santana.

Critério técnicos

Em seguida, ele apresenta diversos critérios técnicos oferecidos pela equipe de saúde pública da prefeitura para justificar as afirmações feitas no documento. Uma delas se refere ao índice global de ocupação de leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), que não teria passado da marca de 88% entre 19 de julho e 1º de agosto.

Além disso, é indicado que os pacientes de Campo Grande internados nos leitos de UTI locais não teria ultrapassado 81% nesse período. "De acordo com os dados obtidos, podemos observar ainda que no período avaliado mantém uma linearidade entre 81% e 88%", destaca o parecer técnico da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).

"Acresça-se que, de acordo com o citado estudo técnico, ao excluir pacientes não munícipes de Campo Grande, suspeitos e confirmados internados no HRMS, observamos uma redução na TOH de leitos de UTI Global para 74% a 81%, que é a faixa ideal de TOH preconizada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (80% a 85%)", conclui.

Quanto ao perigo de danos à saúde da população a longo prazo, a resposta da prefeitura, embasada justamente nesses dados apresentados, deixa a entender que o aumento de casos em Campo Grande é acompanhado pelo incremento de novos leitos de UTI.

"Não se pode falar em 'colapso' na saúde pública, mormente porque circunstâncias como manutenção linear da taxa de ocupação de leitos de UTI, redução de consulta no Polo COVID (Parque Ayrton Senna), ausência de pacientes internados nas UTIs das UPAS" (23 unidades com respiradores desocupados)", justifica.  

"Certamente impactará nos números e na redução de riscos à saúde da população de Campo Grande", completa a procuradoria, que em outro trecho destaca ser "ausente, portanto, o perigo de dano à saúde da população desta Capital".

Divergência

O prefeito Marcos Trad (PSD) afirma que Campo Grande tem sob controle a covid-19 e que o contágio da população já teria se estabilizado, entrando em fase de platô da curva epidêmica - ou seja, em um período que não há mais aumentos e que o próximo passo é se ver uma queda de casos positivos sendo confirmados.

Contudo, tal situação é negada pelo secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, que já havia demonstrado divergência entre os agentes públicos, mas desde semana passada vem pedindo junto ao secretário estadual de Governo, Eduardo Riedel, unidade entre os entes no controle do novo coronavírus entre a população sul-mato-grossense.

"Se tivéssemos os mesmos leitos que tínhamos há 30 dias, seguramente teríamos colapso sistema de saúde hoje", comenta Resende durante a entrega de 10 leitos de UTI nesta segunda-feira (10) no Hospital do Pênfigo.

Ele completa ainda avaliar que há uma curva ascendente de contágios e nenhum dado aponta que exista estabilização. "Todos os especialistas que nos ajudam, e são muitos, todos eles com experiência de dezenas de anos em saúde pública, todos indicam que nos próximos dias ainda estaremos em ascendência", conta o secretário.

"Os números de casos novos mostram que mais da metade deles estão acontecendo na Capital. Com números a gente não pode brigar. Então devemos fazer reflexão e a partir deles, de onde atuar para fazer a diminuição de casos, não só na Capital, mas em outras regiões, como Corumbá, onde a situação também é crescente", finaliza Geraldo.

Campo grande

Prefeitura abre licitação para asfalto e drenagem em 23 bairros

Investimento é de R$ 188 milhões e obras contemplam melhorias da mobilidade urbana, segurança viária e condições de tráfego

24/06/2026 18h00

Obras de asfalto e drenagem

Obras de asfalto e drenagem ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

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Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) abriu licitação e está contratando empresas especializadas para executar obras de pavimentação e drenagem em 23 bairros.

As empresas interessadas poderão encaminhar propostas até as 7h44min do dia 10 de julho de 2026. A abertura da sessão pública para disputa de preços está prevista para as 7h45min da mesma data, em ambiente eletrônico.

O aviso da concorrência eletrônica foi publicado nesta quarta-feira (24) no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).

Veja quais são os bairros contemplados:

  • Vila Nossa Senhora Aparecida
  • Vila Bosque da Saúde
  • Jardim Noroeste (Lote 3)
  • Jardim Mansur
  • Jardim Auxiliadora (Etapa B)
  • Complexo Itatiaia (Etapa D)
  • Jardim Los Angeles
  • Porto Galo
  • Parque Residencial Lisboa
  • Guanandi II
  • Jardim Tarumã
  • Coophavila
  • Batistão
  • Jardim Santa Emília
  • Residencial Aquarius I e II
  • Jardim São Conrado
  • Jardim Aero Rancho
  • Vila Nogueira
  • Vila Aimoré
  • Vila Amapá
  • Jardim das Nações
  • Jardim Tijuca II
  • Jardim Verdes Mares

O critério para escolha dos bairros são antiguidade, tempo de espera e bairros que estão “ilhados” sem pavimento em meio a outros bairros que já são asfaltados há anos.

O objetivo é proporcionar maior segurança viária, melhor mobilidade para motoristas e pedestres e valorização imobiliária. Asfalto novo representa moradia de qualidade e dignidade residencial para o cidadão.

As obras contemplam melhorias da mobilidade urbana, segurança viária e condições de tráfego nos bairros.

O processo é coordenado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

O investimento é de R$ 188 milhões. Em 2026, a previsão é investir cerca de R$ 240 milhões em obras do setor. A bancada federal destinou a verba de R$ 100 milhões. Até 2028, os valores podem ultrapassar os R$ 640 milhões.

“Essas melhorias em obras de pavimentação asfáltica e drenagem da Capital se devem ao plano de equilíbrio fiscal, com a contenção de despesas da Prefeitura, que possibilitou a obtenção do financiamento para essas obras, além do apoio da bancada federal, que destinou R$ 100 milhões para investimentos em infraestrutura em Campo Grande”, disse a prefeita da Capital, Adriane Lopes (PP).

A chefe do executivo municipal ainda afirmou, em 30 de abril de 2026, que 100% da Capital terá saneamento básico até 2028. Além disso, bairros asfaltados, mas com pavimentação “velha”, serão recapeados.

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Remoção Imediata

MPMS recomenda apagar vídeos de adolescentes sendo agredidos em MS

Recomendação foi expedida após divulgação de imagens de uma briga entre menores em Água Clara; administradores de páginas e veículos de comunicação podem ser responsabilizados pela exposição irregular

24/06/2026 17h31

Foto: Divulgação

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A divulgação de vídeos envolvendo crianças e adolescentes em situações de violência passou a ser alvo de uma ação direta do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Após a circulação de imagens que mostravam uma agressão entre adolescentes em Água Clara, a Promotoria de Justiça do município expediu uma recomendação determinando a remoção imediata do conteúdo.

O documento também reforça que administradores de páginas, perfis em redes sociais e veículos de comunicação podem ser responsabilizados caso mantenham ou divulguem materiais que violem os direitos de crianças e adolescentes.

A medida foi assinada pela promotora de Justiça Laura Assagra Rodrigues Barbosa e tem como objetivo impedir a continuidade da exposição indevida de crianças e adolescentes no ambiente digital, além de prevenir novos casos semelhantes.

O procedimento foi instaurado depois que o Conselho Tutelar comunicou ao Ministério Público a existência de vídeos que registravam um episódio de agressão física envolvendo adolescentes e que passaram a circular em páginas da internet e redes sociais do município.

Diante da repercussão do caso, a Promotoria abriu procedimento administrativo para apurar os fatos e adotar medidas voltadas à proteção dos envolvidos.

Na recomendação, o MPMS orienta que administradores de páginas, blogs, aplicativos, perfis em redes sociais e demais meios de comunicação deixem de divulgar, reproduzir ou compartilhar imagens, vídeos ou qualquer outro conteúdo capaz de identificar crianças e adolescentes envolvidos em situações de violência ou em suposta prática de ato infracional.

Além de impedir novas publicações, o documento determina que os responsáveis promovam a remoção imediata dos materiais já divulgados que contrariem a legislação.

Segundo o Ministério Público, a retirada rápida desses conteúdos é essencial para interromper a exposição indevida e evitar que os danos causados aos adolescentes sejam ampliados pela circulação contínua das imagens.

Responsabilidade também alcança administradores de páginas

A recomendação destaca que a responsabilidade não se limita aos autores das postagens. Os administradores de páginas e veículos de comunicação devem adotar medidas internas para garantir que equipes e colaboradores conheçam e cumpram as normas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), evitando a publicação de conteúdos que violem direitos fundamentais.

Para o MPMS, a orientação busca estabelecer uma cultura de responsabilidade no ambiente digital, especialmente diante da velocidade com que vídeos e imagens são compartilhados nas redes sociais.

Proteção prevista no ECA

A fundamentação da recomendação está baseada no Estatuto da Criança e do Adolescente, que assegura a proteção da imagem, da identidade, da honra e da dignidade de menores de idade.

A legislação proíbe a divulgação de informações ou imagens que permitam a identificação de crianças e adolescentes envolvidos em situações ilícitas ou em ocorrências policiais, prevendo sanções administrativas para quem descumprir a norma.

Segundo a Promotoria, a iniciativa não se restringe ao episódio registrado em Água Clara. A recomendação foi encaminhada a diversos canais de comunicação do município com o objetivo de evitar que casos semelhantes se repitam e de conscientizar administradores de páginas sobre os limites legais da divulgação de conteúdos envolvendo menores de idade.

Ao reforçar a necessidade de remoção dos vídeos e o dever de cautela nas publicações, o Ministério Público deixa claro que o ambiente virtual não está acima da legislação e que a proteção integral de crianças e adolescentes deve prevalecer também nas redes sociais.

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