Cidades

CLASSIFICAÇÃO MUNDIAL

Na contramão do País, UFMS melhora 20 posições em ranking global de universidades

Com queda de desempenho e perda de posição de 45 das 52 instituições brasileiras, UFMS saiu da trigésima terceira para a 32ª colocação no ranking nacional

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Conforme divulgado nesta segunda-feira (1° de junho) pelo chamado Centro de Classificação de Universidades Mundiais (do inglês Center for World University Rankings, sigla CWUR), a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) aparece indo na contramão do País e sendo uma das cinco únicas que avançaram no comparativo anual, melhorando 20 posições no ranking global. 

Organização que oferece serviços de consultoria a governos e universidades para aprimorar os resultados educacionais e de pesquisa, o CWUR publica desde 2012 esse que é o único ranking acadêmico de universidades globais. 

Em resumo, o ranking avalia a qualidade do ensino, a empregabilidade, a qualidade do corpo docente e a pesquisa "sem depender de pesquisas ou dados fornecidos pelas universidades", explica o Centro. 

Historicamente, esse que hoje é o maior ranking acadêmico de universidades globais começou medindo as 100 melhores instituições do mundo. Com origem na Arábia Saudita, na província de Meca, logo em 2014 a lista ampliou-se para as mil melhores e em 2019 já “ranqueava” o Top2000, entre aproximadamente 21 mil nomes analisados. 

Nesse sentido, até 2025 a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) apareceu em 1.367° lugar no ranking mundial, subindo exatas 20 posições na listagem divulgada de 2026 divulgada hoje (1°)

Além disso, a melhora da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul também se dá internamente pois, além da queda de desempenho e perda de posição de 45 das 52 universidades brasileiras, a UFMS saiu da trigésima terceira para a 32ª colocação no ranking nacional. 

Desempenho nacional

Semelhante à Mato Grosso do Sul, apenas outras quatro universidades brasileiras avançaram no ranking global, com estabilidade de outras duas, enquanto as demais perderam posições entre as 21.291 instituições avaliadas ao redor do globo. 

Para selecionar as duas mil melhores instituições do mundo, o CWUR emprega uma metodologia que analisa 81 milhões de pontos de dados e indicadores objetivos com base em dados, que estão distribuídos em quatro áreas. 

Medindo pontos como o desempenho dos estudantes e atividade científica, itens como empregabilidade e educação (25% cada), medem o sucesso acadêmico e profissional, respectivamente, de cada um dos ex-alunos em relação ao tamanho da universidade. 

Enquanto qualificação dos professores, o chamado corpo docente, concentra 10% do total, sendo calculado de acordo com o total de professores que receberam reconhecimentos acadêmicos, pesquisa, por sua vez, aparece como o pilar mais decisivo e concentra 40% da pontuação final,

Pesquisa, cabe esclarecer, é subdividida em quatro métricas de dez pontos percentuais cada: 

  • Volume total de artigos produzidos; 
  • Número de publicações em periódicos de primeira linha
  • Nível de influência das respectivas revistas
  • Quantidade total de citações expressivas alcançadas pelos estudos da instituição 

Justamente o recuo das instituições do Brasil se dá em função do rendimento em pesquisa, fator afetado pela concorrência acirrada de universidades estrangeiras melhores financiadas. 

Ranking global

Líder do País, a própria Universidade de São Paulo (USP) piorou sua marca e caiu uma posição, figurando atualmente em 119° lugar no ranking global graças às baixas em: educação, pesquisa e corpo docente.

Também piorou a renomada Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com 15 posições a menos no ranking, enquanto a Estadual de Campinas (Unicamp) caiu 10 colocações, ambas figurando respectivamente em 346ª e 379ª no comparativo global. 

Mesmo com a queda de boa parte das instituições nacionais, o Brasil segue líder da região e figurando nas 10 primeiras posições da América Latina e Caribe. 

Porém, no topo global, oito das dez primeiras posições são de universidades estadunidenses, com Harvard sendo a top1 pelo 15° ano consecutivo, seguida pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (sigla em inglês MIT) e Stanford. 

O top 5 é completado por duas universidades britânicas, Cambridge e Oxford, no quarto e quinto lugares respectivamente, antes das demais dos Estados Unidos voltarem a completar o topo das dez melhores do mundo. 
 

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SOLIDARIEDADE

Asilo promove bazar com centenas de itens a partir de R$ 5

Roupas, calçados e acessórios estarão à venda no local

01/06/2026 11h15

Casacos e demais roupas estarão disponíveis para venda

Casacos e demais roupas estarão disponíveis para venda DIVULGAÇÃO/Asilo

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Asilo São João Bosco promove o bazar “Saldão do Bem”, em 10 de junho de 2026, das 8h às 17h, na avenida José Nogueira Vieira, número 1900, bairro Tiradentes, em Campo Grande.

Roupas, calçados e acessórios estarão à venda no local com preços a partir de R$ 5,00. O valor da arrecadação será destinado integralmente a despesas da instituição, como água, luz, alimentação, medicamentos, fraldas, produtos de higiene e outros cuidados com os idosos.

Portanto, dá para adquirir itens lindos e ainda ser solidário ao mesmo tempo.

O evento também pretende incentivar a população a conhecer de perto o trabalho desenvolvido pelo asilo, que atua no acolhimento de idosos em situação de vulnerabilidade social, há décadas, em Campo Grande.

ASILO SÃO JOÃO BOSCO

Asilo São João Bosco foi fundad em 23 de outubro de 1923 em Campo Grande (MS).

É uma instituição filantrópica de longa permanência para idosos em situação de vulnerabilidade social.

Oferece acolhimento integral, assistência médica, psicológica, fisioterapia, nutrição e atividades sociais para cerca de 90 idosos.

O asilo recebe eventualmente repasse financeiros da Prefeitura de Campo Grande e Governo de Mato Grosso do Sul.

direito à maternidade

Juiz manda cartório dar dupla maternidade a criança concebida por inseminação caseira

Cartório havia se recusado a registrar a dupla maternidade pelo fato de as mulheres não terem laudo de inseminação feita em clínica especializada

01/06/2026 10h55

Decisão foi tomada pelo juiz Marcelo Andrade Campos Silva, da comarca de Campo Grande

Decisão foi tomada pelo juiz Marcelo Andrade Campos Silva, da comarca de Campo Grande

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Um juiz de Mato Grosso do Sul reconheceu a dupla maternidade de uma criança concebida por inseminação artificial caseira e determinou a retificação do registro civil para inclusão do nome da mãe não gestante. A decisão é do juiz Marcelo Andrade Campos Silva, de Campo Grande.

As autoras da ação relataram que vivem em união homoafetiva desde setembro de 2020 e oficializaram o casamento civil em junho de 2025, com o objetivo comum de constituir família. Diante da impossibilidade financeira de custear um procedimento em clínica especializada, optaram pela inseminação artificial caseira, que resultou no nascimento de uma menina em outubro de 2025.

Após o nascimento da criança, o casal procurou o cartório para registrar a filha em nome das duas mães, mas o pedido foi negado pela ausência de declaração emitida por clínica de fertilização assistida. Na ação judicial, as autoras sustentaram que a exigência documental não poderia impedir o reconhecimento da filiação e dos direitos da criança.

Ao analisar o caso, o magistrado destacou que a Constituição Federal assegura o livre planejamento familiar como direito fundamental e que o entendimento do Supremo Tribunal Federal equipara as uniões homoafetivas às heteroafetivas para todos os efeitos jurídicos, inclusive no campo da filiação.

A sentença também ressaltou recente entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que reconheceu a possibilidade de registro de dupla maternidade em casos de inseminação artificial caseira, sem a necessidade de documentação emitida por clínica especializada.

Segundo o juiz, embora a exigência prevista pelo Provimento nº 149/2023 do Conselho Nacional de Justiça tenha sido criada para casos realizados em ambiente clínico, ela não pode servir como obstáculo ao reconhecimento de direitos fundamentais da criança e da família em situações de autoinseminação.

Na decisão, o magistrado concluiu que estavam presentes todos os requisitos legais para o reconhecimento da filiação, incluindo a convivência pública e duradoura do casal, o consentimento da mãe não gestante e o projeto parental compartilhado.

Com isso, a Justiça determinou a inclusão do nome da mãe não gestante no registro de nascimento da criança, bem como de seus ascendentes, além da alteração do nome da menina. 

MÉTODO

Embora não seja recomendada por especialistas, a inseminação artificial caseira consiste na introdução do sêmen diretamente no canal vaginal, geralmente feita em casa com o uso de materiais simples e acessíveis, como seringas (sem agulha), potes coletores e utensílios esterilizados.

O processo envolve a coleta do sêmen de um doador — que pode ser conhecido ou anônimo — e, em seguida, sua inserção na vagina com o auxílio de uma seringa. Após a aplicação, é comum que a mulher permaneça deitada com o quadril elevado por alguns minutos, a fim de favorecer a fertilização. Caso a tentativa não resulte em gravidez, o procedimento pode ser repetido durante o período fértil para aumentar as chances de sucesso.

(Com informações do TJMS)
 

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