Cerca de 30 mil pessoas participaram ontem da tradicional celebração de Corpus Christi em Campo Grande. A Polícia Militar (PM) estimou o público durante todo o dia, contando tanto as pessoas que compareceram para a montagem dos tapetes pela manhã quanto os que participaram apenas da missa, da procissão e do show.
As celebrações de Corpus Christi começaram bem cedo, com a confecção de tapetes, onde participaram 7 mil pessoas.
A missa, celebrada pelo arcebispo Dom Dimas Lara Barbosa, começou às 15h, na Praça do Rádio Clube, e teve a estimativa de 5 mil pessoas.
Na sequência, começou a procissão sobre os tapetes pela Rua 13 de Maio até a Avenida Fernando Côrrea da Costa, acompanhada por milhares de fiéis, onde houve o encerramento com benção e show do cantor católico Thiago Brado.
A solenidade, celebrada pela Igreja Católica, reuniu de crianças a idosos, com a presença massiva também de muitas famílias.
O dentista Marcos Firmino, de 43 anos, participou da celebração ao lado da esposa e de suas duas filhas. Ao Correio do Estado ele afirmou a importância da data para os católicos.
“Muito importante celebrar o corpo e o sangue de Cristo, principalmente em um momento em que a fé cristã tem sido posta à prova e questionada sobre outras religiões. Se reafirmar cristão e celebrar o corpo e sangue de Jesus Cristo é também manter a tradição sobre essa data tão importante para nós cristãos e para a igreja católica”, disse.
A psicanalista Nathallie Tinoco Vilhalva, de 42 anos, foi convertida na fé católica há cinco anos e desde então participa da celebração.
Acompanhada do esposo e de três filhos, de 9 anos, 12 anos e 16 anos, destacou que o Corpus Christi é uma das principais celebrações da igreja e que participar é “reavivar a comunhão com Cristo”.
“Uma vez ao ano, a comunidade católica de uma cidade se reúne em praça pública para a manifestação dessa fé e para comungar desse pão que é Jesus Cristo. Um amor tão grande, num pedacinho de pão tão pequeno, para que nós possamos nos lembrar todos os dias que foi por nós que Ele morreu”, disse.
Sobre a participação dos filhos, ela ressaltou a importância de manter a tradição em família, mas também de ensinar as crianças e adolescentes sobre o amor de Jesus.
“Não é só uma tradição, é levar para os nossos filhos que Jesus morreu por nós e que nós podemos contar com esse amor”, afirmou.
O gerente administrativo Arthur Ferreira da Silva, de 28 anos, atualmente frequenta a Igreja Anglicana, mas diz ainda simpatizar com a fé católica e participar, eventualmente, das novenas no Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Mesmo não sendo 100% praticamente, ele afirma que a celebração do Corpus Christi simboliza o sacrifício de Jesus pelo povo.
“Para nós que cremos em Cristo, o corpo e o sangue de Cristo presente na hóstia santa, no cálice consagrado, é o ápice da nossa fé. Estar aqui no dia de Corpus Christi, fazendo a memória do sacrifício dele e tomando para nós realmente estes símbolos que ele nos deixou, o pão e o vinho, que agora são o corpo e sangue de Cristo, é de extrema necessidade, é fundamental para a manutenção da fé”, contou.
O engenheiro civil Edmar Bozelli, de 64 anos, participante ativo das atividades da igreja com a esposa, que é catequista, disse que o Corpus Christi é um marco.
“É uma data importante para a gente comemorar e relembrar a passagem dessa data que celebra a comunhão com Cristo”, declarou.

