Cidades

ROTA BIOCEÂNICA

Corumbá busca fortalecer mercado turístico

Corumbá busca fortalecer mercado turístico

DIARIO ONLINE

22/05/2011 - 09h15
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A Superintendência de Turismo de Corumbá está buscando ações para fortalecer o mercado turístico da rota bioceânica, que ligará o Brasil, do Porto de Santos-SP até Arica e Iquique, no Chile. O município pantaneiro é a "porta de entrada" para a Bolívia e faz parte da conhecida rota utilizada por turistas que buscam conhecer a história e a cultura dos países andinos. O objetivo do Município é dar maior atenção a este segmento e ampliar o conhecimento sobre o público que passa pelas fronteiras.

Na semana passada, o assunto foi amplamente debatido entre o superintendente de Turismo, Rodolfo Assef Vieira, e a diretora-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, Nilde Brun. A intenção é buscar mecanismos para divulgar e incentivar um dos principais roteiros turísticos da América do Sul e tornar Corumbá parte importante desta rota e não apenas um local de passagem. "Precisamos dar maior visibilidade a este produto turístico no qual Corumbá está inserido, mostrando ao mercado esta opção que inclui o Pantanal", explicou Rodolfo.

Uma das ações já programadas será a apresentação da rota bioceânica aos operadores de turismo que participarão da Bolsa de Negócios Turísticos (BNT) Mercosul 2011, que ocorre nos dias 27 e 28 de maio, em Balneário Camboriú-SC. Na ocasião, empresários de países como Chile, Argentina, Paraguai e Bolívia poderão se familiarizar com o projeto que visa profissionalizar e divulgar ainda mais o roteiro que liga o oceano Atlântico ao Pacífico. "Desta forma, faremos Corumbá se tornar não apenas saída, mas também entrada para o Brasil", complementou Rodolfo.

A ideia é que a rota ligue Bolívia, Peru, Argentina e Chile. Além dos acordos comerciais existentes entre os países integrantes do Mercosul, o turismo estreitaria as fronteiras e a integração entre estes povos com o resto do mundo. Entre os roteiros que podem ser feitos nesta rota bioceânica estão o Salar de Uyuni, Tiwanaku e Copacabana e Canyon del Coca, na Bolívia; Deserto do Atacama, Cordilheira dos Andes, Vale Del Maipo, no Chile.

No Peru, estão o Vale Sagrado, Machu Picchu, Nazca e Cuzco. Na Argentina, o visitante pode conhecer Antofagasta de La Sierra e Paso San Francisco. Os meios de transportes são trem, avião ou ônibus intermunicipais.
Corumbá também busca formatar e fortalecer ainda mais os produtos turísticos da própria região. Entre eles, está o roteiro histórico eco-cultural, que visa apresentar o município pantaneiro, que ao longo dos seus dois séculos de fundação foi cenário de vários fatos da história de Mato Grosso do Sul e do Brasil, como a Guerra do Paraguai. A intenção é aliar esses aspectos históricos aos atrativos da fauna e flora do Pantanal, maior planície alagável do planeta.

Em uma ação integrada com o Fórum Regional de Turismo do Pantanal, o Município também pretende fortalecer a visitação na Estrada Parque Pantanal. Em reunião entre representantes do Poder Público e empresários de turismo, no início deste mês, ficaram acordados vários procedimentos para projetar nacional e internacionalmente a rota pantaneira. Entre eles, ações como maior fiscalização da Estrada Parque e a finalização da obra de construção do Centro de Atendimento ao Turismo (CAT), que está sendo realizada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT) no Buraco das Piranhas.

PRIME

Irmãos traficantes queriam exportar cocaína de Motinha para a Europa

Terceiro grupo investigado em operações da Polícia Federal trabalhava em meio a núcleo familiar e queria expandir negócios

22/05/2024 09h30

Antônio Joaquim Mota, o Motinha, estava entre alvos da Operação Prime, mas segue foragido

Antônio Joaquim Mota, o Motinha, estava entre alvos da Operação Prime, mas segue foragido Foto: Arquivo Pessoal

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Os irmãos Marcel Martins Silva e Valter Ulisses Martins, segundo a Polícia Federal, seriam os comandantes da terceira quadrilha envolvida com o tráfico de cocaína e que foram alvos de operações na semana passada.

Conforme a investigação, os dois teriam como fornecedor o traficante Antônio Joaquim Mota, conhecido como “Motinha”, e tinham a pretenção de expandir os negócios, com envio da droga para a Europa.

Segundo apurado pela PF, o grupo exportava cocaína da fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai para Curitiba (PR), cidades de Santa Catarina, Rio de Janeiro (RJ) e o  municípios do Rio Grande do Sul, porém, o objetivo já era de ampliar esses mercados.

A quadrilha foi alvo da Operação Prime, que foi deflagrama em conjunto com a Sordidum, na semana passada, porque uma dependia da outra, já que havia relações entre os líderes dos grupos criminosos.

“Os principais investigados da Operação Prime são dois irmãos, um deles, o irmão mais velho, tem empresa na cidade de Dourados, e desde que ele obteve liberdade em outra operação começou a lavar o dinheiro que estava oculto em nome de outras pessoas. E o irmão mais novo dele assumiu essa função de responsável pela logística do tráfego”, contou o delegado Lucas Vilela, coordenador das operações realizadas na semana passada.

O irmão mais novo seria Valter Ulisses Martins, que segundo aponta a Polícia Federal, era quem tinha contato com fornecedores de cocaína peruanos, bolivianos e com Motinha.

“O principal investidor da Operação Prime tinha uma chácara, uma propriedade de luxo na região de Pedro Juan Caballero, e ele vendeu a chácara para esse traficante [Motinha]. E o pagamento foi num edifício situado em Jandira (SP). Então, por conta dessa negociação, eles precisaram formalizar um contrato em que havia a menção do nome das partes. Por conta desses contratos a gente acabou confirmando a identidade dos envolvidos”, explicou o delegado.

Entre os negócios que supostamente eram usados pelos irmãos para lavar o dinheiro do tráfico está  a loja Primeira Linha Acabamentos, que foi um dos locais alvos da operação na semana passada.

Conforme apuração da PF, por meio dessas empresas, o irmão mais velho fazia a junção entre o dinheiro lícito recebido pelos empreendimentos que eles tinham, com o do tráfico de drogas.

“O terceiro grupo havia essa divisão de tarefas, o irmão mais velho ocupava a função de empresário, responsável pela lavagem, e aí ele fazia uma mescla de capitais lícitos. Ele têm empresas que funcionavam de fato, e aí ele, no ato de funcionamento dessas delas, ele inseria na contabilidade esses valores de origem ilícita, e ele utilizava esse valores para aquisição de bens”, detalhou Vilela.

A PF estima que, apenas com os dados que haviam sido apurados na investigação antes da operação, o patrimônio da quadrilha seja superior a R$ 50 milhões no Brasil e no Paraguai.

Além das empresas de fachada, o grupo, assim como os outros dois, usavam doleiros paraguaios

EUROPA

Apesar de ter uma operação para grandes regiões no Brasil, a Polícia Federal identificou que um dos próximos passos do grupo seria levar a cocaína, entre elas a fornecida por Motinha, para países europeus.

“A gente encontrou conversas do irmão mais novo, do terceiro grupo, em que ele buscava expandir o negócio. Ele falava de procurar ações de importes e fazer essa distribuição para o mercado europeu, que em tese é o que realmente dá dinheiro. Mas aparentemente essas conversas estavam em uma fase embrionária ainda”, relatou o delegado.

Entre as conversas, o delegado relata que o irmão falava em encontrar “canais de escoamento” para a droga, para que ela pudesse chegar até a Europa.

OPERAÇÃO ENIGMA

Os irmãos já haviam sido investigados em outra oportunidade, mas pela Polícia Federal do Paraná. Em 2017 eles foram alvos da Operação Enigma, que mirou organização criminosa suspeita de enviar cerca de 200 quilos de crack e cocaína do Paraguai para Curitiba (PR) mensalmente. 

Por conta desta ação, Marcel chegou a ficar preso e foi condenado a 8 anos e 7 meses de reclusão por lavagem de dinheiro e 15 anos, 11 meses e 10 dias pelo crime de tráfico internacional de intorpecentes.

Ao longo das investigações que motivaram a operação de 2017, foram aprendidos cerca de 400 quilos de droga. Ao todo, 28 pessoas foram presas pela ação da PF do Paraná.

Além de Mato Grosso do Sul e cidades doe Paraná, foram cumpridos mandados em Santa Catarina e São Paulo. 

Foi após essa prisão que Marcel teria tomado a postura de empresário, e deixado a logística do tráfico de drogas para o irmão.

A operação da semana pasada, Marcel foi novamente preso, entretanto, Valter Ulisses não foi encontrado, segundo a PF ele estava em Pedro Juan Caballero e teria conseguido fugir.

MOTINHA

Em junho do ano passado, Antônio Joaquim Mota, conhecido como Motinha, foi alvo da Operação Magnus Dominus (Todo Poderoso, em latim), referência a outro apelido do líder do grupo criminoso, que se autointitula “Dom”, uma referência a Dom Corleone, do filme “O Poderoso Chefão”.

Motinha deveria ter sido preso naquela oportunidade, porém, a Polícia Federal, que realizou a ação em parceria com a polícia paraguaia, acredita que houve vazamento de informações sobre a ação e o megatraficante fugiu de helicóptero de sua fazenda no lado paraguaio.

A organização que já atuou no contrabando de cigarros, aparelhos eletrônicos e agora se especializou no tráfico internacional de drogas. A PF constatou que o grupo possui grande poder bélico, com coletes balísticos, drones, óculos de visão noturna, granadas e armamento de grosso calibre.

Na operação desta semana, Motinha estava entre os alvos, porém, o mandado não foi cumprido porque não se sabe a localização do traficante.

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INTERIOR

Polícia Civil faz maior apreensão de cocaína do ano em MS

Em Bela Vista, na madrugada desta quarta-feira (22), Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico apreendeu 643 kg de substância que seria traficada até para a Europa

22/05/2024 08h19

Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico convocou coletiva para o fim da manhã sobre esquema desmantelado

Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico convocou coletiva para o fim da manhã sobre esquema desmantelado Arquivo/ Correio do Estado

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Operação na madrugada desta quarta-feira (22) no município de Bela Vista - distante cerca de 323,6 km de Campo Grande -, resultou na maior apreensão de cocaína deste 2024 até então, mais de meia tonelada da substância entorpecente. 

Informações preliminares da Polícia Civil apontam que 643 kg de cocaína foram apreendidos, sendo que essa quantidade da substância estava condicionada em um entreposto no município sul-mato-grossense. 

Ainda, como apontam os resultados de aproximadamente dois meses de investigação da Polícia Civil, esse esquema criminoso atuava com o tráfico de drogas, destinando as substâncias tanto para Campo Grande como internacionalmente. 

Segundo a PC em nota, parte desta cocaína localizada teria como destino a Europa, sendo que uma coletiva foi convocada para o fim da manhã, onde mais informações serão repassadas pela Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar). 

Além disso, a polícia aponta que dois indivíduos foram presos nessa operação que aconteceu durante a madrugada de hoje (22), pelo suposto envolvimento com a substância encontrada. 

Maior do ano

Como bem acompanhou o Correio do Estado, em questões de quantidade, se comparadas as ações das forças policiais, esses 643 kg despontam como a maior apreensão da substância até então em 2024.

Ainda em abril, 274 kg de cocaína foram apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal em Coxim, sendo essa a terceira maior apreensão do ano. 

Antes disso, porém, o "recorde" da PRF tinha sido registrado em 27 de março, quando 509,2 kg de cocaína foram encontrados em um caminhão em Miranda

Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), divulgados pelo Correio do Estado, indicam que no primeiro trimestre desse ano cerca de 2,9 milhões de quilos  da substância já tinham sido apreendidos em território sul-mato-grossense. 

Se comparado apenas o mês de março, que representa 50% dessas apreensões, com o período homólogo, o montante de 2023 é 300 mil kg a menos. 

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