Cidades

PACOTE DE OBRAS

Corumbá recebe R$ 8 milhões do Governo do Estado para construir Casa da Mulher Brasileira

Além deste investimento, o governador Eduardo Riedel também autorizou o início das obras do aeródromo no Porto São Pedro e a construção de duas pontes na MS-228

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A obra de construção da Casa da Mulher Brasileira, em Corumbá, foi homologada, neste fim de semana, pelo governador Eduardo Riedel (PP). O empreendimento receberá investimentos de R$ 8.294.247,04. A obra é financiada pelo Governo Federal e tem contrapartida do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio do programa MS Ativo Municipalismo.

O modelo da Casa da Mulher Brasileira prevê atendimento integrado e humanizado, com atuação conjunta dos serviços de acolhimento, proteção e acesso à Justiça.

A estrutura contará com Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), salas para o Tribunal de Justiça, Ministério Público e Defensoria Pública, além de cartório, sala de audiências, atendimento psicossocial, espaços multiuso, setor administrativo e brinquedoteca.

A unidade será construída na rua Campo Grande, esquina com a rua 21 de Setembro, no bairro Aeroporto, com área total de 1.372,10 metros quadrados.

Ao autorizar a homologação da licitação, o governador Eduardo Riedel afirmou que o Estado busca zerar índices de agressões a mulheres.

"A Casa da Mulher Brasileira, em Corumbá, é uma luta antiga importante. Nós temos que ter tolerância zero em relação à agressão contra as mulheres, ao feminicídio. Os indicadores de feminicídio no Brasil são muito altos, e no Estado são ainda mais altos”, disse.

O prefeito Dr. Gabriel Alves de Oliveira afirmou que a construção atende a uma demanda antiga do município. “A Casa da Mulher Brasileira vem ao encontro de uma necessidade da nossa cidade”, declarou. Para ele, o espaço “representa mais proteção, mais dignidade e mais respeito. É uma conquista coletiva”.

Aeródromo

Além da Casa da Mulher Brasileira, o governador também autorizou o início da obra de implantação do aeródromo, na região pantaneira de Porto São Pedro. A estrutura receberá o investimento de mais de R$ 13,6 milhões.

A implantação do aeródromo no Porto São Pedro, em Corumbá, é considerada estratégica no combate aos incêndios florestais no Pantanal, permitindo deslocamento mais rápido de equipes, equipamentos e aeronaves em áreas de difícil acesso.

A estrutura, localizada no pé da Serra do Amolar, vai contar com pista de pouso e decolagem de aproximadamente 1 mil metros, além de taxiway (pista de táxi) para manobras, pátio de aeronaves e área operacional voltada ao apoio logístico.

Pontes

Também foi formalizada a ordem de início de serviço para obra de construção de duas pontes de concreto na rodovia MS-228, no Porto da Manga – sobre a Vazante XIII e outra sobre o Rio Negro – com mais de R$ 6 milhões de investimentos.

A construção destas estruturas é para substituir as de madeira, destruídas pelo fogo na estiagem de 2024 na Estrada Parque, no Pantanal.

As pontes serão construídas entre a chamada Curva do Leque e o Porto da Manga (Rio Paraguai), na MS-228. A diferença destas duas para as outras 90 pontes sobre vazantes ou rios da Estrada Parque é que quase todas são de madeira, e estas duas serão de concreto. Apenas a estrutura sobre o Rio Miranda, no Passo do Lontra, é feita desta forma.

A maior das estruturas terá 90 metros de extensão e vai substituir a ponte de madeira sobre o Rio Negro. No local, que em período de poucas chuvas fica praticamente seco, foi improvisado um desvio que permite a passagem de veículos de todos os tamanhos.

Porém, em períodos de cheia no Pantanal, o tráfego entre a Curva do Leque e o Porto da Manga fica interditado.

A outra ponte, a 4km do Rio Negro, será sobre a vazante 13 (local para passagem de água em período de cheia do Pantanal) e terá 20 m de extensão.

Desligamento

Após prisões, Adriane nomeia novos fiscais do serviço de tapa-buracos

Os servidores Edivaldo Aquino Pereira e Mehdi Talayeh foram destituídos de suas funções na Sisep

18/05/2026 10h45

Prefeitura anuncia novos nomes para substituir Edivaldo Aquino e Mehdi Talayeh

Prefeitura anuncia novos nomes para substituir Edivaldo Aquino e Mehdi Talayeh Marcelo Victor

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Presos desde a semana passada, os servidores municipais Edivaldo Aquino Pereira e Mehdi Talayeh foram afastados das funções de fiscais de contratos, conforme publicação desta segunda-feira (18) no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande). 

Edivaldo Aquino era um dos responsáveis por fiscalizas os serviços de tapa-buracos, que têm como propósito a manutenção de ruas por toda Campo Grande.

Ele atuava como Gestor de Projetos e também era responsável por fiscalizar e assinar as planilhas de realização dos serviços.

Já o engenheiro Mehdi Talayeh, atuava na Sisep, era tido como um homem de confiança. Seu nome também é vinculado em alguns contratos. 

De acordo com o Diogrande desta segunda-feira, Edivaldo estava responsável por sete contratos e foi destituído de todos eles.

 As assinaturas que estavam sob vigilância do até então Gestor de Projetos se tratava da manutenção de pavimentação asfáltica, visando o melhoramento das vias. A manutenção viária estava acontecendo em todas as regiões da capital.

Para substituir os nomes que foram destituídos de seus cargos, a prefeitura anunciou Débora dos Santos Barbosa, que assume no lugar de Edivaldo Aquino, enquanto Tiago Luander Ferreira, assume como suplente de Débora e será responsável por substituir a fiscal em caso de ausência. 

Relembre a Operação 

Na última terça-feira (12) promotores do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) encontraram R$ 429 mil em dinheiro em dois dos endereços nos quais cumpriram sete mandados de prisão e 10 mandados de busca  e apreensão em  Campo Grande.

A operação teve como alvo principal uma empresa que presta serviços de tapa-buracos que, de acordo com a nota oficial do MP, faturou entre 2018 e 2025, "contratos e aditivos que somam o montante de R$ 113.702.491,02".

Entre os sete presos na operação da última terça-feira (12) está o ex-secretário municipal de obras, Rudi Fiorese, que estava à frente da Agesul. 

Além dele também foi preso o engenheiro Edivaldo Pereira Aquino, coordenador do serviço de tapa-buracos. Parte do dinheiro apreendido na operação estava na casa dele. 

Outro detido que teve o nome divulgado foi o engenheiro Mehdi Talayeh, que ocupa cargo de chefia na secretaria de obras.

 

ABASTECIMENTO DE ÁGUA

Governo do Estado lança licitações de quase R$ 9 milhões para perfurar poços em aldeias

A epidemia de chikungunya nas aldeias de Dourados é um fator determinante que acelera a implantação do sistema de abastecimento de água

18/05/2026 10h00

A região de Dourados sofre com a crise sanitária da Chikungunya, que tem como fator determinante a falta de água potável nas aldeias

A região de Dourados sofre com a crise sanitária da Chikungunya, que tem como fator determinante a falta de água potável nas aldeias Divulgação: Governo do Estado

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O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, através da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) informou, por meio do Diário Oficial desta segunda-feira (18), que realizará a abertura de duas licitações para obras de implantação do sistema de abastecimento de água nas aldeias Bororó e Jaguapiru, localizadas no município de Dourados. 

Esta será a primeira etapa da perfuração dos poços. Somadas, as duas licitações atingem o valor total de R$ 8.993.645,86. A abertura da licitação será no dia 3 de junho, às 08h30, horário local. O Governo do Estado escolherá a proposta que apresentar o menor preço.

As aldeias de Dourados sofrem com a epidemia da Chikungunya. De acordo com o último boletim epidemiológio, divulgado pelo Governo do Estado, o município possui o maior número de casos prováveis (4801) e 2365 confirmados. São 11 óbitos na região, sendo nove na reserva indígena.

A última vítima entre a população indígena é um menino, que morava na aldeia Bororó e era recém nascido, tinha apenas 48 dias de vida. Ele estava internado no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) desde o dia 3 de maio.

As outras vítimas indígenas por chikungunya são:

  • mulher de 69 anos, que faleceu no dia 25 de fevereiro;
  • homem de 73 anos, que morreu no dia 9 de março;
  • bebê indígena de apenas 3 meses de vida que faleceu no dia 10 de março;
  • mulher de 60 anos que faleceu no 12 de março;
  • homem de 77 anos, que foi a óbito no dia 14 de março;
  • bebê indígena de apenas 1 mês de vida que foi a óbito no dia 24 de março;
  • homem de 55 anos que faleceu no dia 3 de abril;
  • homem de 29 anos de idade, faleceu dia 25 de abril

A epidemia de chikungunya nas aldeias de Dourados é um fator determinante que acelera a implantação deste sistema de abastecimento de água. Moradores e lideranças denunciaram interrupções frequentes no abastecimento e a necessidade de armazenar água em recipientes improvisados, o que contribuiu para a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

A reserva indígena da região abriga cerca de 20 mil pessoas. Com mais de 100 anos de criação, a Reserva indígena de Dourados enfrenta problemas extremamente básicos, como falta d'água. Milhares de famílias são obrigadas a pegar água em riachos, enquanto outras dependem de caminhão-pipa para abastecer caixas d'águas. 

A falta de água nas aldeias resultou também na abertura de uma investigação por parte do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Em abril do ano passado, a 10ª Promotoria de Justiça de Dourados iniciou uma investigação para apurar problemas no fornecimento de água e na entrega de cestas básicas nas aldeias indígenas Jaguapiru e Bororó, após denúncia feita à Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos.

Moradores das comunidades relataram a grave situação de falta de água limpa e de saneamento básico, um cenário que coloca em risco a saúde e a qualidade de vida da população.

Contratos assinados

No dia 16 de janeiro deste ano, O Governo do Estado e a Sanesul assinaram um contrato para implantação dos sistemas de abastecimento de água nas aldeias indígenas Jaguapiru e Bororó, em Dourados. Os investimentos somam R$ 48,7 milhões.

Segundo o Governo do Estado, até 2033, o sistema deve atender 14.179 habitantes na aldeia Bororó. A solução prevê a perfuração de um poço tubular profundo especial, com capacidade de 150 mil litros por hora, além de adutoras de água bruta e tratada, estação elevatória e sistema de cloração por cilindro gasoso.

A estrutura inclui dois reservatórios apoiados de 500 mil litros cada e um reservatório elevado de 50 mil litros, assegurando estabilidade no abastecimento. A rede de distribuição alcança 103,84 quilômetros, com 2.904 ligações domiciliares, levando água diretamente às residências.

Já na aldeia Jaguapiru, que concentrará 15.304 habitantes até 2033, o projeto também inclui um poço profundo especial, tratamento com cloração, estação elevatória e um conjunto de reservatórios com dois apoiados de 500 mil litros e um elevado de 50 mil litros. A rede de distribuição terá 80,9 quilômetros de extensão, com 3.087 ligações domiciliares.

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