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Cotação do dólar muda planos de viagem de turistas

Valorização da moeda é motivo de preocupação de quem tem viagem marcada para o exterior

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Para além do mundo dos negócios, a valorização da moeda americana também é motivo de preocupação de quem tem viagem marcada para o exterior. Enquanto o dólar comercial, utilizado em operações como importações e exportações, fechou ontem em R$ 4,14, o dólar turismo, cotação praticada na venda de papel moeda para viagens internacionais, bateu em R$ 4,38. No mês, a alta acumulada é de 2,54%.

A advogada Rosana Matos ainda não comprou dólares para a viagem que fará para Orlando, nos Estados Unidos, em meados de outubro. "A gente esperou, para ver se haveria alguma baixa com o avanço na reforma da Previdência. Estamos esperando que ainda aconteça alguma coisa", explica.

O plano da advogada é ir a três parques da Disney, mas ela admite que se o dólar não recuar, os passeios podem ser cortados: "A prioridade é fazer o enxoval da minha cunhada."

A estudante That Loranny Lima também adiou a compra de dólares à espera de uma baixa. "Comprei agora assustada, porque um tempo atrás eu já tinha o dinheiro disponível e o dólar estava R$ 3,74, mas decidi esperar. Foi a maior besteira que eu fiz", desabafa.

That viaja para Orlando, na Flórida, no próximo dia 26, e já refez sua programação. Ela visitaria quatro parques da Disney e um do Universal Studios, com valor total dos ingressos estimado em R$ 2.800. Agora, o roteiro foi reduzido a três parques, que vão custar mais de R$ 2.900.

Os planos de compra também mudaram. "A gente estava se programando para trazer muita coisa, como eletrônicos e perfumaria, mas não está compensando mais", afirma That. O grupo esperou para reservar o aluguel do carro e, com isso, amargou R$ 300 de prejuízo.

That passou a manhã de ontem procurando as melhores cotações. "Tenho amigos que não compraram dólar até hoje, minha mãe também não comprou. A gente está um pouco desesperado", afirma. O melhor preço encontrado por That foi de R$ 4,35, no banco em que é correntista. Nas casas de câmbio, a cotação chegou a R$ 4,38.

Com o avanço do dólar, as atrações turísticas dos Estados Unidos pesaram mais no bolso de quem ganha em reais. Em uma agência de turismo da zona norte de São Paulo, a entrada do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), que custa US$ 32, passou de R$ 112 para R$ 120 entre o último dia 10 e ontem.

O ingresso do musical Rei Leão na Broadway vendido a U$ 311, saltou de R$ 990 para R$ 1.150. Apesar da alta, a agência afirma que ainda não repassou a flutuação do dólar turismo de ontem e que trabalha com uma cotação promocional.

Proteção

A diretora da casa de câmbio GetMoney, Vanessa Blum, afirma que, para evitar as oscilações da moeda, o melhor é se planejar e não esperar um suposto momento de queda. "Uma orientação unânime no mercado é que as pessoas se programem e façam as compras fracionadas, por exemplo um lote de dólares por mês. Quem faz isso não pega o melhor momento do mundo, mas também não pega o pior, fazendo um preço médio", afirma.

Essa também é a orientação de Mauriciano Cavalcanti, gerente de câmbio da OuroMinas. "O turista não deve especular, apostar que a cotação vai cair. Ele deve aproveitar os momentos de leve baixa para comprar um pouco de dólares. Não precisa comprar tudo de uma vez, é melhor fazer uma média para não ter surpresas", recomenda.

* As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

temporada 2026

Pesca de tainha na modalidade arrasto de praia está suspensa

Medida foi tomada após país atingir limite de 90% da cota para 2026

07/06/2026 20h00

Pesca de tainha na modalidade arrasto de praia está suspensa

Pesca de tainha na modalidade arrasto de praia está suspensa Foto: Brenda Uliano/MPA

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O Ministério da Pesca e Aquicultura informou que a pesca de tainha (Mugil liza), na modalidade arrasto de praia, deve ser suspensa a partir deste domingo (7).

De acordo com o ministério, a medida é necessária após o país atingir o limite coletivo de 90% da cota autorizada para a temporada de pesca de 2026.

A cota de 8.168 toneladas foi definida em uma portaria conjunta entre os ministérios da Pesca e do Meio Ambiente.

“A medida possui caráter preventivo e tem por objetivo evitar o excedente da cota de captura estabelecida para a modalidade”, informou a pasta.

Conforme as orientações do ministério, os barcos que estão no mar devem realizar o desembarque do pescado no prazo de 24 horas após a captura.

Após o período, os pescadores poderão retomar a pesca das demais espécies.

O procedimento adotado pelo ministério foi consolidado a partir de informações que constam no Painel de Monitoramento da Temporada de Pesca da Tainha.

Por terminação de lei, empresas pesqueiras devem reportar ao governo a quantidade de pescado que foi retirada do mar.

TRAGÉDIA

Um ano após morte da irmã, ciclista morre durante prova de mountain bike em MS

Homem passou mal durante o percurso e foi encontrado já em óbito por outros competidores; irmã morreu em acidente ocorrido há exatamente um ano

07/06/2026 17h33

Empresário participava de competição de moutain bike

Empresário participava de competição de moutain bike Foto: Reprodução / redes sociais

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O empresário Marcelo Costa de Souza, 42 anos, morreu após passar mal durante uma prova de mountain bike neste domingo (7), em Nova Andradina. A morte ocorreu um ano após a morte da irmã do ciclista, que faleceu em acidente de trânsito no dia 6 de junho do ano passado.

De acordo com informações do site Nova News, o ciclista, conhecido como Pitú, morava em Ivinhema e estava em Nova Andradina para participar da competição.

Ele fez a largada normalmente, junto aos demais competidos. Durante o percurso, alguns colegas perceberam a ausência do colega e retornaram parte do trajeto para procurá-lo, encontrando o ciclista caído.

Souza utilizava um equipamento de GPS e monitoramento e, no momento em que foi encontrado, os amigos perceberam que não havia mais registro de batimentos cardíacos.

Equipes de socorro que trabalhavam no evento realizaram os primeiros socorros e militares do Corpo de Bombeiros fizeram o transporte da vítima até um hospital. 

Foram feitas manobras de ressuscitação por cerca de 40 minutos, mas não houve reação e foi constatado o óbito.

As causas e circunstâncias da morte serão investigadas, mas a suspeita inicial é de que ele tenha sofrido um mal súbito e parada cardiorrespiratória durante a prova.

Segundo o site Vale do Ivinhema, Marcelo Costa de Souza era empresário no ramo automotivo e bastante conhecido na cidade.

Morte da irmã

No dia 6 de junho do ano passado, uma das irmãs do empresário, Marciele Costa de Souza,36 anos, morreu em um acidente na BR-376, próximo ao distrito de Vila Amandina.

Na ocasião, Marciele era passageira de um Corolla, que tinha como motorista um rapaz de 23 anos. Conforme informações divulgadas pela PRF na época, por motivos desconhecidos, o motorista perdeu o controle da direção, o carro saiu da pista e capotou diversas vezes.

Durante a capotagem, Marciele foi arremessada para fora do veículo e morreu na hora. Já o condutor teve ferimentos considerados leves e foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros.

Empresário participava de competição de moutain bikeMarciele Souza morreu em acidente ocorrido no dia 6 de juno de 2025 (Foto: Iviagora / Arquivo)

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