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Covid-19 mantém suspensão de aulas presenciais em Mato Grosso do Sul

Decreto com validade até dia 7 de setembro será prorrogado no Estado e em Campo Grande por causa do avanço da doença na região

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O contínuo avanço da Covid-19 em Mato Grosso do Sul obrigará o Estado e a Prefeitura de Campo Grande a prorrogar novamente a suspensão das aulas presenciais nas escolas públicas. O decreto em vigor atualmente, tanto da Rede Estadual de Ensino (REE) quanto da Rede Municipal de Ensino (Reme), tem validade até o dia 7 de setembro.

Ontem, o Estado atingiu as 800 mortes pelo novo coronavírus e teve aumento em sua média móvel de 7 dias. Agora são cerca de 14 mortes por dia em Mato Grosso do Sul.

Em função desta situação, as aulas da rede pública terão nova prorrogação. Segundo a Secretaria de Estado de Educação (SED), toda a estrutura necessária para o retorno das aulas presenciais está em processo de montagem, mas ainda não há definição de calendário para que isso aconteça.

Conforme a Pasta, a renovação será feita daqui a 10 dias, mas o tempo da nova prorrogação ainda será definido.  

No caso da estrutura a ser implantada para o retorno dos alunos, apenas quando houver um cronograma estabelecido e as autoridades sanitárias permitirem o retorno é que tudo será finalizado. No momento, muitos processos de compra estão em andamento.

A REE tem 210 mil estudantes em todo o Estado e a compra dos equipamentos de proteção individual (EPIs) será feita de acordo com o número de alunos, professores e outros colaboradores que atuam nas escolas de Mato Grosso do Sul.

Ainda de acordo com a SED, a comissão montada pelo governo para tratar da volta às aulas, que reúne tanto membros da Pasta, como da Secretaria de Estado de Saúde (SES), ainda pode determinar a compra de outros equipamentos de proteção. Ontem foi feita uma reunião do grupo, que começou os trabalhos neste mês.

CAMPO GRANDE

No caso da Capital, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) também confirmou o adiamento das aulas presenciais, mas ainda não soube informar por quanto tempo.  

Campo Grande é o epicentro da Covid-19 no Estado e tem sentido o avanço da doença a cada dia, apesar de a taxa de contágio ter reduzido, ainda há muitas pessoas contaminadas e internadas por conta da Covid-19 na cidade.

O município foi o primeiro a paralisar as aulas presenciais no Estado, no dia 18 de março, quando a cidade tinha apenas dois casos confirmados. Conforme o boletim epidemiológico de ontem, a cidade já tem 29.102 casos confirmados e 324 mortes pela doença.

Campo Grande também montou um grupo para criar um plano de biossegurança para quando houver a volta às aulas presenciais na Reme, mas não tem um cronograma montado para este retorno.

Ao Correio do Estado, o titular da SES, Geraldo Resende, disse que a volta deveria obedecer as diretrizes do programa Prosseguir, montado pelo governo em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), braço da Organização Mundial de Saúde (OMS) nas Américas.

Conforme o programa, apenas no grau tolerável é que os municípios podem pensar na retomada das atividades presenciais das escolas, o que só foi atingido até agora por 10 cidades, das 79 cidades do Estado.

Em transmissão nessa semana, a secretária de Educação do Estado, Maria Cecília Amendola da Motta, afirmou que as aulas remotas estão “minimizando os problemas”. “Na verdade, todo mundo está perdendo. Em termos de aprendizagem, o mundo ficou para trás”.

Cidades

PRF estabelece regras para evitar bloqueios nas eleições de 2026

Norma restringe abordagens que possam dificultar trânsito de eleitores

16/09/2026 23h00

Foto: Divulgação / PRF

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Uma portaria conjunta da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece regras para a atuação dos órgãos de segurança pública durante as Eleições Gerais de 2026.

O texto prevê restrições a abordagens e ações de policiamento e fiscalização que possam criar obstáculos ao trânsito de eleitores. O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro e o segundo, em 25 de outubro.

De acordo com o normativo, a abordagem de veículos fica restrita a “situações que representem risco concreto e iminente à vida ou à integridade física das pessoas”.

Eventuais bloqueios em rodovias federais deverão ser comunicados previamente ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) competente, com justificativa para a medida e indicação de rotas alternativas. A comunicação prévia será dispensada em casos de flagrante delito ou infração às normas de segurança do trânsito. 

Código Eleitoral

De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a norma complementa o artigo 236 do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965), que estabelece restrições à prisão ou detenção de eleitores e candidatos em períodos próximos ao pleito.

Eleitores não podem ser presos ou detidos nos cinco dias que antecedem as eleições até 48 horas depois do encerramento da votação. Para candidatos, a proteção começa 15 dias antes do pleito.

A legislação prevê exceções à regra, como os casos de flagrante delito e de sentença criminal condenatória por crime inafiançável.

Além do patrulhamento usual, a PRF prestará suporte logístico à Justiça Eleitoral, mediante solicitação, no transporte de materiais e urnas eletrônicas e na segurança de instalações.

Bloqueios em 2022

No segundo turno das eleições de 2022, a PRF realizou operações em rodovias, principalmente no Nordeste, para fiscalizar ônibus que transportavam eleitores. As ações ocorreram mesmo após determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a corporação não dificultasse o transporte de eleitores.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), as operações foram direcionadas a regiões onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva havia obtido mais votos no primeiro turno.

Em dezembro de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o então diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, a 24 anos e seis meses de prisão, no processo sobre a trama golpista. Segundo a acusação, Vasques tentou interferir no processo eleitoral ao dificultar o deslocamento de eleitores de Lula no segundo turno. A defesa negou a acusação.

fronteira com ms

Anvisa proíbe caneta emagrecedora vinda do Paraguai

Medida foi publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial

16/09/2026 21h00

Canetas emagrecedoras do Paraguai são proibidas no Brasil

Canetas emagrecedoras do Paraguai são proibidas no Brasil Foto: Divulgação

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a importação, o armazenamento, a distribuição, a comercialização, a propaganda e o uso do medicamento T36, da classe de agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

A resolução da Anvisa foi publicada nesta quarta-feira (16) no Diário Oficial da União. Em nota, a agência informou que o medicamento não possui registro sanitário e não teve segurança e eficácia avaliadas no Brasil.

Site de vendas

No último dia 8, a Anvisa proibiu a comercialização de canetas emagrecedoras por meio do site www.gopharma.shop. Segundo a agência, o site anunciava medicamentos sem registro no Brasil à base de tirzepatida ou que alegavam ter como princípio ativo a retatrutida, substância ainda sem registro em nenhum país do mundo. 

Alguns dos produtos anunciados, como T.G. 15 miligramas (mg), Tirzec 15 mg e Lipoless MD 15 mg, já possuíam proibição expressa de ingresso no Brasil.  Além de proibir a comercialização, a distribuição, a importação, a propaganda e o uso dos produtos anunciados pelo site, a Anvisa determinou ainda que eles sejam apreendidos. 

“É importante esclarecer que sites em geral não podem vender medicamentos para qualquer indicação, em nenhuma hipótese. Isso não é novidade: a comercialização de medicamentos no Brasil é privativa de farmácias e drogarias regularizadas, por meio de suas lojas físicas ou sites e canais digitais oficiais”, reforçou a agência no comunicado. 

“Além da comercialização de medicamentos ser proibida fora dos ambientes e canais oficiais de farmácias e drogarias, o risco é grande: qualquer produto adquirido fora desses ambientes não tem qualquer garantia de procedência, composição ou conservação, o que compromete a qualidade, a segurança e a própria eficácia dos medicamentos”, concluiu.

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